segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O caráter religioso de Karl Marx

* David A. Conceicao -

Marx teve uma infância judaica; depois foi Luterano, e converteu a família inteira, inclusive - quando chegou a escrever poemas a Cristo, o Salvador. Na Universidade de Berlim, passou a ser *satanista confessional*, seja lá o que isso quer dizer. Aí os poemas passaram a ser dedicados a Oulanem, um nome ritualístico de Satanás. E, a partir de então, tornou-se um sujeito anti-Deus pelo resto da vida. Não exatamente *ateu*, mas um ferrenho anti-Deus, mesmo, o que é (pelo menos quantitativamente) diferente. 

Marx também era um pensador inconsistente, crédulo, fracote, um sujeito invejoso, ressentido e definitivamente um pseudo-intelectual. 

Não consigo entender como uma coisa baseada em teorias tão estúpidas, mal explicadas e anti-humanas conseguiu se espalhar tanto a ponto de acabar sendo a maior catástrofe ideológica da história da humanidade.

Pessoalmente acho que Marx, assim como Lenin, Stalin, Hitler, Mao, Pol Pot, era mentalmente insano. 

É, afinal, evidente(!): Se Marx, o louco, inventou uma ideologia louca - nada mais lógico que a divulgação e a aplicação dessa ideologia só pudessem ser feitas através de outros loucos do mesmo quilate. 

Marx escreveu isso:

Todavia, o gracioso Criador é incapaz de odiar a obra de suas mãos. Deseja erguê-la até onde Ele mesmo está, e, assim sendo, enviou o seu Filho, e agora nos chama através destas palavras: ‘Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós...(Jo 15.3,4)” 

Os nossos corações, a razão, a história, a Palavra de Deus, tudo nos faz apelos em altas vozes, convincentemente, dizendo-nos que a união com Ele [Cristo] é absolutamente necessária; que sem Ele seríamos rejeitados por Deus; que somente Ele é capaz de libertar-nos...

Depois isso...

O homem é que faz a religião; a religião não faz o homem... a religião é o ópio do povo... o povo não poderá sentir-se realmente feliz enquanto não for privado da felicidade ilusória mediante a superstição da religião!

Em um de seus poemas, Marx escreveu: “Desejo vingar-me daquele que governa lá em cima”.

E nunca mais mudou de idéia.

O problema do ateísmo é inerente ao ateísmo, é da natureza dele, mesmo - e é um problema que não existe para o religioso e nem para o agnóstico.

O religioso crê que existe Deus e assume sua fé. A fé é seu instrumento, e ele a considera um instrumento válido.

O agnóstico está fora, porque não acredita nem que existe e nem que não existe - não é uma questão que *se coloque* pra ele. Ele simplesmente não tem fé e não faz falta a ele ter, porque ele não precisa de instrumento nenhum, mesmo.


Já o ateu está encurralado para explicar o inexplicável: ele crê que não existe Deus, e rejeita o uso da fé para sustentar sua posição - já que ele renega a fé como instrumento legítimo - mas não tem nenhum outro pra botar no lugar.

...

Há um ótimo livro sobre a questão para ser indicado: O Mercado Livre numa Sociedade Cristã de Adolpho Lindemberg. 

http://www.tradicaoemfococomroma.com/2016/11/o-carater-religioso-e-sociologico-de.html
.://www.tradicaoemfococomroma.com/2016/11/o-carater-religioso-e-sociologico-de.htmlBibliografia:
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FURET, François e CALVIÉ, Lucian. (1988) Marx and the French Revolution. University of Chicago Press, Chicago. 
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AVINERI, Shlomo. (1968). The Social and Political Thought of Karl Marx. Cambridge: Cambridge University Press.

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