terça-feira, 30 de outubro de 2018

A Escola de Frankfurt, o marxismo cultural, e o politicamente correto como ferramenta de controle

Fonte: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2401
A liberdade de ideias e a liberdade de expressá-las sem sofrer censura moral sempre foram idéias correlacionadas e entrelaçadas.  Mas ambas já morreram.  Mas não morreram agora.  Sua morte começou entre os anos 1930 e 1968, quando um grupo de intelectuais e filósofos se uniu para criar uma escola de pensamento que tinha como foco essencial a destruição da civilização Ocidental e tudo o que ela representa (inclusive seu sistema econômico baseado no capitalismo) por meio da 'emancipação'.
Max Horkheimer, um filósofo marxista, foi um dos pais fundadores da Escola de Frankfurt, a qual incorporava toda a moderna Teoria Crítica da Sociedade e que, em grande escala, se caracterizada como neomarxista.  
Horkheimer, junto com Jürgen Habermas, Theodor W. Adorno, Herbert Marcuse e Erich Fromm, para citar apenas alguns, criaram a Escola de Frankfurt e seu Instituto para Pesquisa Social, uma instituição que moldou o pensamento cultural do Ocidente como um todo e da Alemanha em particular.
De acordo com Horkheimer, a teoria crítica tinha o objetivo de "libertar os seres humanos das circunstâncias que os escravizam".  Assim sendo, seu principal objetivo era criar uma plataforma teórica e ideológica para uma revolução cultural.
Ato contínuo, esse grupo de "filósofos" centrou seus esforços especificamente na cultura.  É a cultura o que forma os fundamentos que modelam a mentalidade e a visão política das pessoas. Alterando-se a cultura, altera-se a mentalidade e a visão política das pessoas.  Para alterar a cultura, é imprescindível controlar a linguagem e das idéias.  E, para se fazer essa revolução cultural, era imprescindível se infiltrar nos canais institucionais, particularmente a educação.
Em suma, a Teoria Crítica é a politização da lógica.  Horkheimer, ao declarar que "a lógica não é independente de conteúdo", quis dizer que um argumento é lógico se ele tem o objetivo de destruir as bases culturais tradicionais da civilização Ocidental, e é ilógico se ele tem o objetivo de defendê-las.
Este, obviamente, é o pilar do "politicamente correto", e explica por que o debate aberto e sem censura é vituperado como sendo algo subversivo e inflamatório.  O politicamente correto despreza o debate aberto porque o vê como um gerador de discórdias e dúvidas, algo que estimula a análise crítica e impede uma uniformidade (e uma hegemonia) intelectual.  Em suma, o debate aberto e sem censura evita a predominância do chamado "pensamento de manada", que é o cerne da revolução cultural.
A Teoria Crítica da Sociedade, a guerra à religião e a descriminalização do crime
A Escola de Frankfurt alegava que sua Teoria Crítica da Sociedade era a teoria da verdade.  A filosofia ocidental, de Santo Tomás de Aquino a Kant, passando por Hegel, Fichte, Schellin e Goethe, deveria ser sumariamente descartada e substituída pelas regras próprias e dogmáticas da Escola de Frankfurt, a qual continha todas as diretrizes do "pensamento correto".
Nas áreas da sociologia e da filosofia política, a Teoria Crítica foi além da interpretação e da compreensão da sociedade; ela se esforçou para sobrepujar e destruir todas as barreiras que, em sua visão, mantinham a sociedade presa em sistemas de dominação, opressão e dependência.
Uma das principais e mais controversas discussões diz respeito à animosidade da Escola de Frankfurt em relação à religião e à espiritualidade.  Para os frankfurtianos, o cristianismo representa o ressurgimento institucional da filosofia pagã, e Deus seria uma mera ficção.  A religião leva as pessoas a projetarem seu sofrimento em uma entidade divina; ela serve como distração da miséria causada pelo capitalismo; em seu núcleo, não há nada mais do que a pura imaginação.    
À medida que as teorias darwinistas e freudianas foram desafiando a religião, o marxismo e o neomarxismo ganharam força para contestar a imagem mítica e obscurantista da milenar divindade institucionalizada.  Não é Deus, mas sim o homem a entidade mais alta a ser reverenciada. 
A Escola de Frankfurt professa que o homem, na condição de mamífero e sendo um mero produto da natureza, destituído de qualquer espiritualidade, é totalmente limitado em sua existência, sendo conduzido pelos seus mais básicos e primitivos instintos e guiado por suas necessidades básicas.  Não há espaço para o livre arbítrio, não há capacidade de julgamento crítico e nem há a habilidade de distinguir o certo do errado.  Não há presciência e não há racionalização.  
Essa posição tem suas raízes nas bases marxistas da Escola, uma vez que o marxismo afirma que o homem é um produto da sociedade: sua mente e seu espírito são determinados e moldados pelo mundo material.  Por causa dessa vulnerabilidade aos fatores externos, a mente humana é vista como frágil e manipulável, de modo que, assim sendo, o homem não pode ser responsabilizado por suas próprias decisões. 
Essa ideia serviu como base para a "descriminalização do crime", que é uma das teses da Escola de Frankfurt.  Segundo Habermas, dado que o homem é um produto da sociedade, é inevitável que ele ceda aos seus impulsos primitivos e às suas tendências criminosas, uma vez que ele foi criado sob o jugo da violência estrutural de um sistema capitalista criminoso.
A Escola de Frankfurt acreditava que, ao extirpar a humanidade da espiritualidade, e ao destruir os bens materiais — criados pelo capitalismo — que rodeiam os seres humanos, o homem viverá livremente, sem o sentimento de responsabilidade e sem o fardo de sua própria consciência.  Os frankfurtianos prometiam liberdade sem o livre arbítrio; preconizavam a emancipação por meio da assimilação intelectual; e garantiam que seria possível haver igualdade sem justiça.
A importância estratégica da educação controlada pelo estado
De acordo com a Escola de Frankfurt, todos os defeitos da humanidade começam com a família.  A família é a primeira e primordial entidade moral que encontramos.  Essa entidade cria seus filhos de uma maneira autoritária, a qual gera adultos submissos, obedientes e dependentes. 
Em outras palavras, é a família o que nos prepara e nos programa para aceitar o fascismo.  Sendo assim, ao se desacreditar e destruir o conceito de família, torna-se possível destruir o capitalismo e o fascismo em sua raiz.
Por causa dessa atitude antagonista em relação à família, combinada com sua cruzada ideológica contra a espiritualidade, os filósofos de Frankfurt tinham de apresentar uma alternativa para substituir essa instituição antiquada e, com isso, garantir um caminho seguro para o futuro.  Ato contínuo, a solução estava em reprogramar a sociedade por meio de uma engenharia social revolucionária, de modo que todos passassem a se comportar da maneira esperada pela teoria social da Escola.  Todo o comportamento humano deveria se tornar um mero e previsível ato de reciprocidade.
Este, por si só, seria o código universal de ética que governaria a utopia frankfurtiana.  Para impor e impingir esse código sobre a sociedade, eles propuseram a infiltração seguida da manipulação das instituições, dentre elas, e principalmente, a educação e a mídia. 
Deter o controle desses canais institucionais seria a maneira mais eficiente de impor e de promover sua ética.  A educação controlada por sua ideologia forneceria a chave para a obediência garantida, extirpando toda e qualquer discordância, bem como todo e qualquer potencial de pensamento independente feito pelo indivíduo.
As repercussões dessa estratégia são óbvias hoje.  A educação controlada pelo estado condicionou as crianças e os adolescentes a, desde cedo, jamais questionar as políticas coletivistas do governo.  Aliás, quando estudantes decidem fazer algum ato de rebeldia contra o governo, é justamente para pedir a imposição de ainda mais políticas coletivistas.  Trata-se de uma estratégia que obteve um sucesso quase que absoluto. 
Como disse Lew Rockwell, "se toda a propaganda governamental inculcada nas salas de aula conseguir criar raízes dentro das crianças à medida que elas crescem e se tornam adultas, estas crianças não serão nenhuma ameaça ao aparato estatal.  Elas mesmas irão prender os grilhões aos seus próprios tornozelos."
A ascensão do marxismo cultural
A Escola da Frankfurt criou o dogma de que "liberdade e justiça" são termos dialéticos, o que significa que eles estão em completa oposição um ao outro, em um jogo de soma zero, em que "mais liberdade significa menos justiça" e "mais justiça é igual a menos liberdade".  Baseado nessa dialética, a liberdade era a tese e a justiça era a antítese.
Essa interessante abordagem dialética foi adotada das idéias e obras de Friedrich Hegel.  A Escola de Frankfurt, no entanto, distorceu o núcleo deste conceito e desnaturou sua lógica consequencial.  Em suma, a principal diferença entre as abordagens dialéticas de Hegel e Horkheimer está em suas respectivas conclusões: Hegel, um idealista, acreditava, assim como Kant, que o espírito cria a matéria, ao passo que, para Horkheimer, um discípulo de Marx e de sua teoria do materialismo, é a matéria o que cria o espírito. 
Marx afirmava que o mundo, a realidade objetiva, podia ser explicado por sua existência material e por seu desenvolvimento, e não pela concretização de uma ideia divina absoluta ou como resultado do pensamento humano racional, que é a postura adotada pelo idealismo. 
Consequentemente, para a Escola de Frankfurt, colocar limites sobre o mundo material, colocar regras externas e diretrizes sobre o ambiente no qual os indivíduos vivem, pensam e operam, seria uma medida que, na visão deles, seria suficiente para moldar a experiência cognitiva dos indivíduos e, com isso, confinar seus espíritos aos parâmetros "desejados".
Esse é o ponto-chave que liga a Escola de Frankfurt àquilo que hoje conhecemos como o "politicamente correto".  No cerne do politicamente correto está a crença de que menos liberdade garante mais justiça e, consequentemente, mais segurança.  Este mantra é regurgitado por meio de instituições acadêmicas e discursos políticos, inserido em valores sociais e plantado nas mentes das gerações mais jovens (futuros eleitores) por meio das escolas e faculdades, exatamente como era intenção da Escola de Frankfurt.
Em vez de criar uma plataforma que estimule o desenvolvimento do indivíduo por meio do raciocínio lógico, do questionamento e dos diálogos estimulantes, o sistema institucional funciona como uma linha de montagem mecanizada, que tem o objetivo de padronizar e homogeneizar os indivíduos, condicionando-os a se submeter ao status quo, sempre dizendo 'sim' e jamais questionando.  Esta é a lógica da Teoria Crítica da Sociedade e o elemento central do "politicamente correto". 
Trata-se de uma tentativa de controlar a inerente entropia das idéias humanas e todo o tipo de pensamento independente; de controlar o fluxo das idéias humanas e de conformar as experiências humanas a um imobilismo anti-natural.  Em última instância, trata-se do objetivo de quebrar o espírito do indivíduo e deixar sua mente de joelhos perante os ditames dos filósofos.
Daí vem o termo "marxismo cultural": os marxistas praticamente abandonaram a velha retórica da "luta de classes", que envolvia as classes capitalistas e proletárias, e a substituíram pelas classes opressoras e oprimidas.  As classes oprimidas incluem as mulheres, as minorias, os grupos LGBT, e várias outras categorias mascotes.  Já a classe opressora é formada por homens brancos heterossexuais que não sejam ideologicamente marxistas, como os próprios fundadores da Escola de Frankfurt.
O marxismo cultural nada tem a ver com a liberdade, com o progresso social ou com um suposto esclarecimento cultural.  Ao contrário, e como o próprio Horkheimer deixou claro, tem a ver com a criação de indivíduos idênticos que não se confrontem entre si e que não troquem idéias, operando como máquinas automáticas e sem emoção. 
Conclusão
No cerne da Escola de Frankfurt está a ideia de que o pensamento pode ser controlado por meio da imposição da doutrina do "politicamente correto".  A base desta ideia é o polilogismo marxista, o qual dizia que diferentes grupos de pessoas possuem diferentes modos de pensamento e seguem diferentes tipos de lógica.
Os marxistas tinham um álibi para não debater com pessoas das quais discordavam: eles simplesmente rotulavam seus oponentes como "burgueses apologistas da classe exploradora", cujos argumentos utilizavam uma lógica que não era aplicável à classe proletária.  Essa linha de raciocínio, em última instância, implica a negação de que a lógica sequer exista.  A "verdade" passa a ser simplesmente aquilo que os marxistas decretaram ser.
A Escola de Frankfurt segue esta mesmo lógica.  Por isso, ela e seus seguidores estão hoje entre os maiores inimigos da liberdade e da mente humana livre e consciente

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Motivos para não votar em nenhum candidato do PT:

01) Escândalo do PETROLÃO
02) Caso Celso Daniel
03) Caso Toninho do PT
04) Escândalo dos Grampos
05) Contra Políticos da Bahia
06) Escândalo do Propinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
CPI do Banestado
07) Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
08) Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
09) Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
10) Irregularidades do Fome Zero
Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
11) Escândalo do Ministério do Trabalho
Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
12) Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
13) Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queiroz)
14) Operação Anaconda
Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
15) Caso José Eduardo Dutra
Escândalo dos Frangos (em Roraima)
16) Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
17) Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
18) Expulsão dos Políticos do PT
19) Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
20) Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
21) Escândalo da ONG Ágora
22) Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
23) Caso Henrique Meirelles
24) Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
25) Caso Cássio Caseb
26) Caso Kroll
27) Conselho Federal de Jornalismo
28) Escândalo dos Vampiros
29) Escândalo das Fotos de Herzog
30) Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
31) Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
32) Caso Antônio Celso Cipriani
Irregularidades na Bolsa-Escola
33) Caso Flamarion Portela
34) Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
35) Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
36) Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
37) Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
38) Escândalo do IRBEscândalo da Novadata
39) Escândalo da Usina de Itaipu
40) Escândalo das Furnas
41) Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
42) Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
43) Escândalo da Secom
44) Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
45) Escândalo do Valerioduto
46) Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
47) Escândalo da CPEM
48) Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
49) Caso Marka/FonteCindam
50) Escândalo dos Dólares na Cueca
51) Escândalo do Banco Santos
52) Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
53) Escândalo da Interbrazil
54) Caso Toninho da Barcelona
55) Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
56) Caso dos Dólares de Cuba
57) Doação de Terninhos da Marísia da Silva (esposa do presidente Lula)
58) Escândalo da Nossa Caixa
59) Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
60) Escândalo das Cartilhas do PTEscândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
61) Escândalo do Proer
62) Escândalo dos Fundos de Pensão
63) Escândalo dos Grampos na Abin
64) Escândalo do Foro de São Paulo
65) Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
66) Escândalo do Mensalinho
67) Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
68) Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
69) Crise da Varig
70) Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
71) Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
72) CPI da Imigração Ilegal
73) CPI do Tráfico de Armas
74) Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
75) Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
76) Operação Confraria
77) Operação Dominó
78) Operação Saúva
79) Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
80) Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
81) Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
82) Escândalo dos Grampos no TSE
83) Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
84) ONG Unitrabalho
85) Escândalo dos Fiscais do IBAMA do Rio de Janeiro
86) Caso Pinheiro Landim
87) Crise no Setor Aéreo
88) Caso Rosemary
89) Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)
90) Operação Navalha
91) Operação Xeque-Mate
92) Operação Moeda Verde
93) Caso Renan Calheiros
94) Operação Sétimo Céu
95) Operação Hurricane II (também conhecida Operação Furacão II)
96) Caso Joaquim Roriz (ou Operação Aquarela)
97) Operação Hurricane III (também conhecida Operação Furacão III)
98) Operação Águas Profundas (também conhecida como Caso Petrobras)
99) Escândalo do Corinthians (ou caso MSI)
100) Escândalo na Copa do Mundo 2014 (Foi isento pelo PT aproximadamente 1,1 Bilhão de impostos para a FIFA).
Percebam que no Brasil, a corrupção é mais facilmente aceitável, realmente somos governados por quem merecemos (?)...

domingo, 14 de outubro de 2018

[Sabe a História Mesmo?]

TENHAM PACIÊNCIA E LEIAM:
Muito me intriga as pessoas que costumam argumentar contra o regime / ditadura militar no Brasil, que enchem a boca e estufam o peito para falar sobre o assunto, mesmo as que tenham nascido após o término do regime. Essas mesmas pessoas apontam o dedo pra alguém que se diz eleitor do Bolsonaro e dizem: Fascista!!! Não estudou história não?? Não sabe o que os militares fizeram? Não sabe das torturas? Não sabe das perseguições políticas? Não sabe dos desaparecidos? E por fim, elas dizem: eu não voto em quem dissemina e faz discurso de ódio, em quem apoia tortura e torturador, em quem apoia a ditadura e em quem não prioriza as minorias, em quem põe em risco a democracia.
Então essas pessoas escolhem apoiar um partido de esquerda, socialista, coligado com o partido comunista, e que quer criar a URSAL: União das Repúblicas Socialistas da América Latina (uma nova versão da antiga URSS). Só que aí, dessa vez sou eu quem pergunto: vocês não estudaram história não? Ou vocês pularam essa parte propositalmente? Ou faltaram nessa aula? Esse capítulo foi arrancado no livro de história? Bom, vai ver vocês não gostavam de história mundial, sei lá.
Pra vocês da turma “paz e amor” que perderam parte tão importante da história mundial do século XX, deixo aqui alguns comentários.
1- Vocês que estufam o peito dizendo que não apoiam a ditadura, peço então que me respondam algumas perguntas. Pra quem não sabe, coloco a resposta na sequência.
- Fidel Castro era quem? Ditador em Cuba.
- Josef Stalin era quem? Ditador da URSS.
- Mao Tsé Tung era quem? Ditador na China.
- King Jong Un é quem? Ditador da Coreia do Norte.
- Nicolás Maduro é quem? Ditador na Venezuela.
- Teodoro Obiang Nguema é quem? (“Presidente” de Guiné Equatorial há 39 anos).
- José Eduardo dos Santos era o que até 2017? Ditador de Angola.
- Robert Mugabe é quem? Ditador do Zimbábue.
- Denis Nguesso é quem? Ditador do Congo (país mais miserável do continente africano).
- Ali Bongo é quem? Ditador do Gabão.
O que esses países têm em comum, além do totalitarismo? Todos são países com regimes apoiados pelo PT (vale lembrar que URSS foi extinta) e/ou que possuem a mesma ideologia que o PT, PC do B e PSOL. Sim, ditaduras apoiadas pelo PT (tanto no governo Lula quanto no Governo Dilma) e em muitos casos financiadas com o dinheiro do imposto pago pelo contribuinte brasileiro.
Mas agora você diz que não vota no Bolsonaro porque ele apoiou a ditadura que acabou mais de 30 anos atrás, mas vai votar em um partido que apoia TODAS as ditaduras citadas acima? Alguém me ajude aqui porque não estou encontrando a lógica. Por favor, alguém pra me ajudar? Alguém? Ninguém.
2- Para a turma do “paz e amor”, que enche o peito pra falar sobre os mortos e desaparecidos do regime militar, vocês sabiam que de acordo com os números apresentados pela Comissão Nacional da Verdade, criada pela então presidente Dilma Roussef para apurar os crimes cometidos durante o regime militar, em relatório entregue a essa, o total entre mortos e desaparecidos no Brasil de 1964 a 1985 foi de 434 pessoas? Deste total, 210 refere-se a desaparecidos durante o regime. Agora, se vocês me permitem, gostaria de apresentar um número adicional.
- 115.000. Esse é o número de mortes em decorrência da ditadura cubana, direta e indiretamente. A ditadura cubana inclusive é tida como a mais letal das Américas. Isso significa que a ditadura cubana matou aproximadamente 260 vezes mais que a ditadura brasileira.
Sabe aquela ditadura do companheiro Che Guevara? Do Fidel Castro? O mesmo que saiu em tantas fotos com Lula e Dilma? Sim, é essa ditadura mesmo. Já pesquisaram quantas pessoas o companheiro “paz e amor” Che Guevara mandou executar? Não? Sugiro que façam isso.
3- O partido da vice-presidente na chapa do Haddad é o PC do B, que acredito eu a turma “paz e amor”, tão esclarecida intelectualmente, deve saber bem. Significa Partido Comunista do Brasil.
Sem entrar em detalhe sobre o que o comunismo significa ideologicamente, apresento pra vocês, pessoas tão do bem, tão amorosas e tão intelectualizadas, alguns números decorrentes dos regimes cuja ideologia política é a mesma do partido da possível futura vice-presidente do Brasil: o comunismo.
- 20 milhões de mortes na União Soviética
- 1 milhão de mortes no Vietnã
- 2 milhões de mortes no Camboja (Khmer Vermelho)
- 2 milhões (oficiais) na Coreia do Norte (os números são maiores já que o regime persiste na Coreia do Norte até hoje)
- 2,4 a 12 milhões de mortes na Ucrânia (Holodomor, mais conhecido como holocausto ucraniano, referente ao total de ucranianos que foram deixados morrer de fome pelos soviéticos russos)
- 1,7 milhões de mortes na África
- 1,5 milhões de mortes no Afeganistão
- 65 milhões de mortes na República Popular da China (eita, mas o tio Mao Tsé era fraco não)
- Além da Ucrânia, 1 milhão de mortes nos estados comunistas do Leste Europeu.
Vou me poupar da matemática e esperar que a turma do “paz e amor” faça aqui as contas do total de pessoas mortas pelos comunistas no século XX. Sabem quantas mortes pesam nas mãos dos nazistas? Especialistas trabalham com um número entre 5 e 6 milhões. Eu fico com a maior estimativa, que ainda é menos de 1/10 do que ocorreu só na China, nas mãos dos comunistas.
Mas pera aí, como fica agora turma do paz e amor? Chocados?? Ou vale tudo para implantar a ideologia defendida pelo teu professor de história no colégio / faculdade, inclusive ignorar propositalmente mais de 100 milhões de mortes ocorridas nas mãos dos comunistas? Opa, não me aguentei e fiz as contas por cima.
4 - Ainda pra turma da “paz e amor”, e “tudo pelo direito das mulheres”, “abaixo o machismo”, eu gostaria de perguntar uma coisa: vcs já pesquisaram a quantidade de estupros do Che Guevara? Naooooo??? Deveriam. Além disso, coloco mais algumas curiosidades:
- No regime de Mao Tsé Tung, militares chineses invadiam as casas com a justificativa de ensinar as crianças sobre o Livro Vermelho. Sabem quantas crianças foram estupradas nessa prática? Não? Sugiro que leiam “As boas Mulheres da China”, por XINRAN.
- Vocês sabiam quantas mulheres caem por dia nas mãos de traficantes de mulheres chineses enquanto fogem da fome e da inanição na Coreia do Norte? Não? Sugiro que leiam “Para Poder Viver”, de Yeonmi Park.
- Vocês sabiam que as mulheres no Camboja eram estupradas e depois tinham os seios cortados (para serem impedidas de amamentar) e eram jogadas ao relento para apodrecerem até a morte no regime do Khmer Vermelho? Não? sugiro pesquisarem sobre Nuon Phali e como ela deu a vida para ajudar mulheres a escaparem do regime comunista no Camboja.
5 - Para a turma “paz e amor” que enche a boca pra falar sobre os nazistas, suas práticas de genocídio e que não perdem a oportunidade de visitar Auchwitz quando vão à Polônia, e ler “O Diário de Anne Frank” (por sinal um dos meus livros favoritos) eu tenho uma pergunta: vocês já ouviram falar sobre os Gulags? Não?? Gulags são os campos de concentração e extermínio na União Soviética, no regime comunista. Sugiro que leiam “Arquipélago Gulag” de Alexander Soljenistin pra saberem um pouquinho mais sobre eles. E em “Para Poder Viver” vocês também saberão um pouco sobre os campos de concentração e extermínio que ainda existem na Coreia do Norte.
5- À turma “paz e amor” que luta ferrenhamente pelos direitos LGBT e que se consideram de esquerda por se sentirem amparados e “apoiados” nas suas escolhas, pergunto:
- sabiam que Marx e Engels consideravam a homossexualidade uma “degeneração decorrente do capitalismo e facilmente curável pelo socialismo”? Sim, eles já acreditavam e inclusive defendiam a cura gay. E vocês por aí achando que isso era invenção do Marcos Feliciano né?
- Sabiam que o comunista Máximo Gorki, em seu ensaio, “Humanismo Proletário” em 1934, afirmou “exterminem os homossexuais e o fascismo desaparecerá”?
- Sabiam que estudiosos de esquerda, entre eles Jean Paul Sartre publicaram teorias pseudossexuais vinculando fascismo à homossexualidade?
- Sabiam que o pior momento para os homossexuais no século XX foi quando Stálin chegou ao poder, devido à brutalidade comunista na repressão ao homossexualismo?
- Sabia que o escritor cubano gay Reinaldo Arenas descreve como começou a perseguição aos homossexuais cubanos após a Revolução Cubana, inclusive com execuções e envio de homossexuais para campos de concentração?
Ué, mas a esquerda não é a favor do movimento LGBT? Não meus amigos, não é nem nunca foi. Para eles essas pessoas não passam de massa de manobra. Nos regimes socialistas / comunistas gays, lésbicas e simpatizantes foram perseguidos, presos, enviados para campos de concentração e executados. Inclusive com relatos de que esse tipo de execução era um dos passatempos favoritos do Che Guevara.
Pois é.... A verdade dói né?
Agora, Fascismo mata? Sim. Racismo mata? Sim. Machismo mata? Sim. Homofobia mata? Sim. Xenofobia mata? Sim.
Mas a sua ignorância disfarçada de pseudo intelectualidade histórica como justificativa para votar em partido de bandido mata muito mais.
Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira dinheiro da saúde.
Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira dinheiro da segurança pública.
Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira dinheiro da educação, perpetuando a tua ignorância e a dos outros.
Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira o alimento da tua mesa, perpetuando a miséria, se não a tua, a dos outros.
Mata muito mais porque enquanto eles roubam, eles estimulam a divisão e a violência entre as classes, e essas matam entre si.
Enquanto eles roubam e você fica de mimimi sobre a tua notória experiência no campo intelectual da tortura , milhares são torturados nesse momento nas filas dos SUS sem atendimento médico, morrendo em corredores de hospitais, de infecção hospitalar, por causa de médicos despreparados e sem equipamentos.
Enquanto eles roubam e você fica expondo teu doutorado sobre a ditadura, seus mortos e desaparecidos, milhares são torturados e mortos por bandidos e armas de fogo, sequestrados, e desaparecem. Eles roubam e roubam e se deleitam com isso, enquanto pais perdem seus filhos, mulheres perdem seus maridos, crianças ficam órfãs, família são torturadas todos os dias. E sem chance de justiça.
Enquanto eles roubam e você fica explanando tua superioridade pelo teu ativismo feminista, sobre “meu corpo minha regras”, “viva o aborto” e arrancando a roupa em via pública, defecando e enfiando crucifixo no cu, milhares de mulheres são estupradas no Brasil inteiro e nada vai acontecer porque o partido em quem você vota defende bandido e estuprador porque ele é vítima da sociedade e não você vítima da bandidagem. Milhares de crianças são abusadas sexualmente mas nada vai acontecer com os pedófilos porque o partido que você vota defende que pedofilia é doença e não crime.
E enquanto você fica aí pregando todo o teu conhecimento sobre liberdade, democracia, e mostrando teu ativismo usando EleNão, o partido que você vota declara abertamente que fará censura das mídias sociais, convocará uma nova constituinte, acabará com a autonomia dos órgãos investigadores, desmilitarizará a polícia e tomará o poder à força, se preciso for.
Enquanto você trabalha 6 meses do ano pra pagar imposto e vive mal e porcamente com o teu salário, quase sem conseguir pagar as contas, parcelando tua compras no cartão de crédito e crediário em 20x com juros, (isso quando você não faz parte dos 14 milhões de desempregados), eles vivem no luxo e na ostentação com o teu dinheiro, o dinheiro que desviaram do teu imposto, o dinheiro fruto do teu trabalho mas que você nunca vai receber.
Enquanto eles te roubam o dinheiro e a dignidade, você também será roubado nas ruas (e sairá vivo com sorte), e não terá a quem recorrer porque a polícia foi desmilitarizada pelo partido que você vota. E quando eles acharem que não roubam o suficiente, vão aumentar teus impostos pra te roubar mais ainda, e você mais uma vez não terá a quem recorrer porque o partido que você vota limitou o poder de investigação do Ministério Público, da Polícia Federal e a ação dos juízes, pra que eles que te roubam todo o tempo não sejam condenados novamente, NUNCA MAIS. E você também não terá pra onde correr e como se proteger dos bandidos nas ruas porque o partido que você vota esvaziou os presídios libertando bandidos condenados pra andarem livremente por aí. E nem preso em casa você estará em segurança.
E por fim, enquanto você paga R$30,00 no kilo da carne no Brasil (pra quem tem condição de pagar), no país vizinho eles se matam pra comprar carne podre no mercado, e quando não matam cães, gatos e pombos, para ter alguma proteína pra comer, e isso porque alguns anos atrás eles votaram num partido com a mesma ideologia política que o teu e apoiado pelo partido que você vota.
Mas afinal eu não sei nada de história. Quem sabe são vocês.... Paz e Amor.
L. C. L. Cal
Liverpool, Inglaterra.
10/10/2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A Impossibilidade do Cálculo Econômico sob o Socialismo: A distribuição de bens de consumo no socialismo

Esse sim é um pequeno livro genial, incomparavelmente melhor do que o meio milhar de escritores ideólogos que não dizem nada consistente em relação a economia, além muitos erros, imprecisões e até mentiras para defender seus ideais.

Apesar de escrito numa linguagem acessível, livre do "ecomoniquês", esse livro ainda é difícil, pela deficiência dos brasileiros até em entender os termos mais comuns desse livro. Cito como exemplo a palavra "demanda", se perguntarmos a um socialista a definição de demanda ele teria dificuldade e enrolaria, sabemos disso até pro experiência própria não é mesmo? Então alguns capítulos, e já compartilharei todos os do autor aqui, podem ser difíceis, principalmente em se tratando de fazer as conexões entre tudo o que é dito, outros são mais simples e diretos. Ele mostra a impossibilidade do cálculo econômico num sistema socialista seja ele como for.

Mas quero hoje destacar aqui minha conclusão pessoal desse livro e o que ele mostrou para mim de mais importante e marcante, um resumo do livro em uma frase, ele provou mais uma vez e explicou de várias maneiras que: o sistema socialista, seja ele como for, que se diz o defensor do trabalhador, só é possível com a exploração, das mais injustas formas de exploração, desse mesmo trabalhador. Nesse capítulo que compartilho hoje isto fica muito claro, assim também o como e o por que disso.



 A distribuição de bens de consumo no socialismo 


Do livro: O cálculo econômico sob o socialismo de Ludwig von Mises; tradução de Leandro Augusto Gomes Roque. –  São Paulo: Instituto Ludwig von Mises. Brasil, 2012.

No socialismo, todos os meios de produção são propriedade da comunidade.  É somente a comunidade que pode manuseá-los, bem como determinar como se dará seu uso em uma determinada produção.  Desnecessário dizer que a comunidade só estará apta a empregar esses poderes através da criação de um corpo especial para esta finalidade.  a estrutura deste corpo e a maneira como ele irá articular e representar o desejo da comunidade é, para nós, de importância secundária.

 Pode-se pressupor que esta última irá depender da escolha do corpo de funcionários ou — nos casos em que o poder não estiver assentado em uma ditadura — do voto majoritário dos membros da corporação. no capitalismo, o dono dos bens de produção, que é quem manufaturou os bens de consumo e por isso se tornou o proprietário deles, tem a opção de ele próprio consumir esses bens de consumo ou deixar que terceiros o façam.  mas no caso em que a comunidade se tornou a proprietária absoluta dos bens de consumo — os quais ela adquiriu durante a produção —, tal opção não mais existirá.  e eis que surge o cerne do problema da distribuição socialista: quem irá consumir e o que deverá ser consumido por cada um. É característico do socialismo que a distribuição de bens de consumo deve ser independente da produção e de suas condições econômicas.  mas ocorre que a propriedade comunal dos bens de produção é incompatível com o fato de que sua distribuição irá depender de uma atribuição econômica: o rendimento de determinados fatores de produção.

Assim, é uma contradição lógica falar que no socialismo os trabalhadores irão desfrutar de “todo o rendimento” de seu trabalho, quando, na verdade, está-se distribuindo distintamente os fatores materiais da produção.  Pois, como iremos mostrar, a própria natureza da produção socialista impossibilita que a participação de cada fator de produção no conjunto de toda a produção nacional seja determinada, além de ser impossível medir a relação entre despesa e renda. Qual critério será escolhido para a distribuição dos bens de consumo entre os camaradas é, para nós, uma consideração de importância relativamente secundária.  se eles serão distribuídos de acordo com as
necessidades individuais — de modo que receberá mais aquele mais necessitado —, ou se o homem superior irá receber mais que o inferior, ou se uma distribuição estritamente igualitária deve ser contemplada como o ideal, tudo isso é irrelevante se considerarmos o fato de que, em qualquer caso, as porções serão administradas pelo estado. assim, vamos partir de uma proposição simples: a distribuição será determinada de acordo com o princípio de que o estado trata todos os seus membros de forma absolutamente igual.  Para tal, não é difícil conceber um número de peculiaridades tais como idade, sexo, saúde, ocupação etc., de acordo com as quais cada indivíduo será classificado.

Desta forma, cada camarada irá receber um punhado de cupons que podem ser redimíveis, durante um determinado período de tempo, em uma quantidade definida de bens específicos.  assim, ele poderá comer várias vezes ao dia, encontrar alojamento permanente, desfrutar de diversões ocasionais e, de tempos em tempos, adquirir uma nova vestimenta.  se a provisão de tais necessidades será ampla ou não, isso irá depender da produtividade do trabalho. ademais, não é preciso que cada homem consuma a quantidade total de sua cota.  ele pode deixar que parte dela pereça sem ser consumida; ele pode doá-la como presente; ele pode até — caso a natureza dos bens permita — estocá-la para uso futuro.  Ele também pode, por outro lado, trocar alguns de seus bens com os de outros camaradas.  um beberrão, por exemplo, irá alegremente abrir mão das bebidas não alcoólicas dadas a ele caso possa trocá-las por mais cerveja, ao passo que o abstêmio irá prontamente abrir mão de sua cota de bebidas caso consiga trocá-las por outros bens.  O amante das artes estará disposto a ceder suas entradas de cinema caso possa trocá-las pela oportunidade de ouvir boa música, ao passo que o filisteu certamente estará pronto para trocar suas entradas para exposições artísticas por divertimentos que sejam mais fáceis de entender.

Todas essas pessoas irão aceitar de bom grado qualquer troca.  mas o material dessas trocas será sempre um só: bens de consumo.  bens de produção, em uma comunidade socialista, são exclusivamente comunais; eles são propriedade inalienável da comunidade — logo, eles são res extra commercium (coisas fora do comércio). Portanto, o princípio básico da troca poderá operar livremente em um estado socialista, dentro dos limites permitidos.  e a troca nem sempre precisará se desenvolver na sua forma direta.  as mesmas bases que sempre sustentaram as trocas indiretas continuarão existindo em um estado socialista, trazendo vantagens para aqueles que incorrerem nelas.

Donde se segue que o estado socialista também irá permitir o uso de um meio de troca universal — isto é, o dinheiro.  sua função será a distribuição de bens de consumo no socialismo
fundamentalmente a mesma tanto na sociedade socialista quanto na competitiva; em ambas, ele serve como meio universal de troca. no entanto, a significância do dinheiro em uma sociedade em que os meios de produção são controlados pelo estado será diferente daquela em que os meios de produção são propriedade privada.  com efeito, a significância será incomparavelmente menor, uma vez que o material disponível para troca será mais limitado, já que as trocas estarão confinadas apenas aos bens de consumo.  ademais, exatamente pelo fato de os bens de produção jamais se tornarem objeto de troca, será impossível determinar seu valor monetário.  sob esse aspecto, o dinheiro jamais poderá determinar, em um estado socialista, o valor dos bens de produção da mesma forma que ele o faz em uma sociedade competitiva.  no socialismo, portanto, o cálculo em termos monetários será impossível. a relação resultante desse sistema de trocas entre os camaradas não poderá ser desconsiderada pelos responsáveis pela administração e distribuição dos produtos.  eles terão de se basear nessas relações quando forem distribuir bens per capita de acordo com seus valores de troca.

Se, por exemplo, 1 charuto passar a valer o mesmo que 5 cigarros, será impossível para a administração fixar arbitrariamente o valor de 1 charuto como sendo igual a 3 cigarros e então utilizar essa igualdade como base para uma distribuição equânime de charutos e cigarros.  se os cupons de tabaco não puderem ser redimidos uniformemente para cada indivíduo — ou seja, uma parte em charutos e a outra parte em cigarros —, e se alguns receberem apenas charutos e outros receberem apenas cigarros, seja porque essa é a vontade deles ou porque a repartição pública que gerencia as trocas nada pode fazer no momento, as condições do mercado de troca teriam então de ser monitoradas.  caso contrário, as pessoas adquirindo cigarros estariam em desvantagem, pois o indivíduo que obtivesse um charuto poderia trocá-lo por cinco cigarros, embora este estivesse artificialmente precificado em apenas três cigarros. logo, variações nas relações de troca entre os camaradas terão de acarretar variações correspondentes nas estimativas da burocracia quanto ao valor representativo dos diferentes bens de consumo.  sempre que houver uma variação é porque surgiu uma disparidade entre as necessidades e as satisfações dos camaradas, o que significa que uma mercadoria está sendo mais fortemente desejada do que outra. a administração terá de se esforçar para levar esse ponto em consideração também no que diz respeito à produção.

Os bens que estiverem em maior demanda terão de ser produzidos em maiores quantidades, ao passo que aqueles menos demandados terão de ter sua produção reduzida.  Tal controle pode até ser possível, mas uma coisa terá de ser especificamente controlada: o indivíduo comum não poderá pesquisar por conta própria quanto vale seu cupom de tabaco tanto em charutos quanto em cigarros.  Pois, se ao camarada for dado o direito de escolher o que quer, então nada impedirá que a demanda por charutos e cigarros exceda a oferta, ou vice versa, isto é, que os charutos e os cigarros se acumulem nas repartições distribuidoras porque ninguém os quer.  em ambos os casos a oferta seria descasada da demanda. se for adotada a perspectiva da teoria do valor-trabalho, então o problema admitirá uma solução simples.  O camarada será classificado de acordo com cada hora de trabalho, o que lhe habilitará a receber o produto equivalente às horas trabalhadas, menos a quantia deduzida para se atender os gastos obrigatórios da comunidade, como o sustento do incapaz, a educação etc.

Considerando-se — para fins de exemplo — que a quantia deduzida para se cobrir os gastos comunais seja o equivalente à metade do produto do trabalho, então cada hora trabalhada renderá efetivamente ao trabalhador uma quantia do produto equivalente a apenas meia hora de trabalho.  consequentemente, qualquer um que esteja em condições de oferecer o dobro das horas de trabalho poderá então adquirir esse produto por completo, tirando-o do mercado e utilizando-o para consumo próprio. Para deixar nosso problema mais claro, seria melhor se assumíssemos que o estado impõe efetivamente um imposto sobre a renda dos trabalhadores.  Desta forma, cada hora gasta a mais de trabalho daria a esse trabalhador o direito de obter para si uma quantia maior do bem produzido. entretanto, essa maneira de regular a distribuição seria obviamente impraticável, uma vez que o trabalho não é uma quantidade uniforme e homogênea.  Há necessariamente uma diferença qualitativa entre os vários tipos de trabalho, o que leva a uma valoração distinta de acordo com a diferença nas condições de demanda e oferta de seus produtos.  Por exemplo, a oferta de obras-de-arte não pode ser aumentada, ceteris paribus, sem que haja uma queda na qualidade do produto.

Da mesma forma, não se pode permitir que o trabalhador que ofertou uma hora do mais simples tipo de trabalho tenha o direito de receber o produto originado de uma hora de trabalho bem mais qualificado.  assim, torna-se completamente impossível, em uma comunidade socialista, postular uma conexão entre a importância de qualquer tipo de trabalho para a comunidade e a maneira como será feita a distribuição do produto originado do processo comunal de produção. a remuneração da mão-de-obra não pode se dar de outra forma que não seja arbitrária; ela não poderá se basear na valoração econômica do a distribuição de bens de consumo no socialismo produto, como ocorre em uma sociedade competitiva, onde os meios de produção estão em mãos privadas, pois, como vimos, qualquer valoração desse tipo é impossível em uma comunidade socialista.  a realidade econômica impõe limites claros ao poder que a comunidade tem para fixar a remuneração do trabalho arbitrariamente: em nenhuma circunstância a soma gasta com os salários poderá exceder a renda, em qualquer período de tempo.

Dentro desses limites observados, a comunidade poderá proceder como quiser.  ela poderá determinar que toda a mão-de-obra seja avaliada igualmente, de forma que cada hora de trabalho, independentemente de sua qualidade, acarrete a mesma remuneração; da mesma maneira, ela poderá levar em consideração apenas a qualidade do trabalho feito.  entretanto, em ambas as situações ela deverá reservar a si própria o poder de controlar a distribuição específica do produto do trabalho.  Jamais será possível fazer com que aquele indivíduo que colocou uma hora de seu trabalho na produção também tenha o direito de consumir o produto de uma hora de trabalho (mesmo deixando de lado a questão da diferença na qualidade da mão-de-obra e dos produtos, e assumindo que seja possível medir a quantidade de trabalho despendida na fabricação de um determinado bem).  Pois, além da mão-de-obra empregada, a produção de todos os bens econômicos impõe também custos materiais.  um bem que utilizou mais matéria-prima do que outro jamais poderá ser estimado como tendo o mesmo valor que este.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS DESDE A ORIGEM 5 - CAPÍTULO VIII


A QUEDA DO APELIDO ANABATISTA E O SURGIMENTO DO APELIDO BATISTA 


Na metade do século XVI, e no princípio do século XVII, há uma súbita queda do apelido "anabatista" e o aparecimento rápido do apelido "batista" em toda a Europa. Muitos procuram ligar a fundação das igrejas batistas na pessoa de John Smith (morto em 1612). Grandes historiadores como Orchard e Christian já fizeram o favor de desmentir essa teoria. Qualquer estudante da história das religiões, se agir com sinceridade, descobrirá que os batistas são o fim dos anabatistas. Os batistas são a junção de diversos grupos anabatistas em torno desse nome com a queda do prefixo "ana". E isso não aconteceu de repente ou de uma só vez. Foi necessário quase um século para que a junção dos anabatistas ao nome batista fosse possível. E só se tornou possível devido ao laborioso trabalho de resgate de pastores itinerantes que, levantados por Deus, uniram os diversos grupos ao nome batista e também, ao nome "menonita". 

POR QUE O APELIDO ANABATISTA CAIU? 

Vimos que no inicio do século XVI, muitos anabatistas, iludidos com o aparecimento de alguns lideres da reforma, saíram de seus esconderijos e foram habitar nas cidades e povoações onde a reforma explodia. Não demorou muito e toda a Europa Central foi minada com a chegada desses cristãos. No sul da Alemanha, na Boêmia, na Suíça, na França, na Hungria e nos países baixos, os anabatistas estavam fortemente organizados. Animados com a chance de novamente poderem pregar publicamente - isso depois de 1200 anos - deixaram os Pirineus e os Alpes e marcharam rumo ao norte da Europa. 

O sucesso foi imediato. As conversões multiplicavam-se. A cidade de Estraburgo, na França, chegou a ter mais de dez por cento de sua população anabatista. Só na Morávia, o pastor Jacob Hutter, organizou mais de oitenta igrejas em menos de dez anos. Hutter foi morto em 1526 pregando o evangelho. O pastor Hans Huth, encadernador itinerante, estendeu o evangelho por numerosos países da Europa. Abriu centenas de igrejas no sul da Alemanha e na Austria. Em 1527 ele foi preso em Ausburgo, interrogado e submetido a tortura; morreu no mesmo ano, devido a queimaduras publicamente sujeitado. O pastor Hubmaier teve grande participação dos trabalhos na Morávia, onde encontrou auditório e leitores para seus panfletos. Em 1528 ele foi queimado na cidade de Viena. Sua esposa foi lançada ao Danúbio com uma grande pedra no pescoço. 

Cálculos menores indicam que só nos Países Baixos morreram mais de 30.000 anabatistas em menos de cinco anos de perseguição. A perseguição foi brutal e desumana. Além dos casos mencionados acima temos um muito famoso: O martírio de Miguel Satler. Este era um pastor batista. Sendo um homem de muita sabedoria, coube a ele, em 1527, redigir a Confissão de Schleitheim, o credo anabatista. Foi o documento mais largamente divulgado entre os anabatistas, o qual, como já mencionamos, era um precioso resumo dos artigos de fé das igrejas anabatistas e posteriormente batistas. O ato lhe custou o martírio. No livro Breve História dos Batistas, pg 59, temos um comentário extraído de sua sentença de morte: 
"Miguel Satler deverá ser entregue ao carrasco. Este o levará até a praça e aí primeiro lhe cortará a língua. Depois o amarrará a uma carroça e com tenazes incandescentes tirará, por duas vezes, pedaços de seus corpo. Em seguida, a caminho do lugar da execução fará isso cinco vezes mais e depois queimará seu corpo até o pó como um arqui-herege" 

Assim ele morreu. Quando já na fogueira, as chamas queimaram as cordas que lhe prendiam as mãos, e ele levantou os dedos indicadores. Era o sinal combinado com os irmãos anabatistas para indicar que os sofrimentos eram suportáveis. 

Os anabatistas cresceram tanto no século XVI que despertou o ódio dos católicos e protestantes. A ilusão de que a reforma os ajudaria transformou-se numa grande desilusão. Os protestantes do norte da Europa fecharam-lhe as portas e iniciaram um período de perseguição intimidadora, que visava apenas fazerem parar de crescer. Não adiantou. Continuaram a crescer. Foi Lutero, em 1525, que desencadeou uma perseguição em massa. Essa perseguição atravessou as fronteriras da Alemanha e o apelido "anabatista" tornou-se um sinônimo de morte. O historiador Dickens relata sobre esse fato escrevendo um comentário de Bullinger, um escritor luterano contemporâneo de Lutero: "Por toda a parte, tanto a católicos como a protestantes, estes sangrentos sucessos - referindo-se a chacina causada por Lutero - serviram de aviso. Deus abriu os olhos dos dirigentes, e de futuro ninguém poderá acreditar num anabatista, mesmo nos que se dizem inocentes." 

Bullinger deixa claro o que Lutero fez aos anabatistas no dia 25 de Junho de 1535 na cidade de Munster ao chamar o ato de "sangrentos sucessos". Sua ironia em comentar o caso mostra que o reformador tinha pleno apoio de seus seguidores. Além do que a opinião de Bullinger foi certeira no que se refere ao futuro difícil que os anabatistas teriam pela frente. Após a chacina, até o ano de 1566, tanto católicos como protestantes buscaram tenazmente a destruição das igrejas anabatistas. 

Assustados os anabatistas começaram a deixar de usar este apelido. Sabiam que a simples identificação como anabatista bastava-lhe para ser morto. A partir de 1533, tanto católicos como protestantes resolveram que iriam exterminar o anabatismo. Por isso eles se refugiaram pelos Países Baixos e já não podiam pregar publicamente. Na busca pela sobrevivência espalharam-se como uma denominação organizada. Alguns pastores, tentando evitar o martírio, mudavam-se de lugar e de nome também. Os pastores mais famosos eram os mais procurados. Foi o caso de João de Leida, que fugindo de Munster, instalou-se em Basiléia. Lá, gozando de uma certa liberdade, trocou seu nome para David Joris, e pregava na clandestinidade. Considerado o mais famigerado de todos os anabatistas, depois de morto, seu corpo é retirado do túmulo e queimado junto com seu livro "Wonderboek". 

O que aconteceu a João de Leida foi a realidade de milhares de anabatistas do mesmo período. Mas tinha um problema. Mudavam de lugar e de nome, porém, como mudar de Senhor? Como não rebatizar os católicos e protestantes que eram convertidos na clandestinidade? Por onde iam acabavam sendo descobertos pelo fato de batizarem por imersão os seus membros. Foi assim que seus inimigos começaram a chamá-los de "batizadores" ou "batistas". 
Earle Cairns, em seu livro O Cristianismo Através dos Séculos, página 248, afirma que: "os anabatistas são os ancestrais diretos das igrejas menonitas e batistas hoje espalhadas pelo mundo." 

O RESGATE DOS ANABATISTAS 


Com a dispersão dos anabatistas muitos acabaram em lugares longínquos. Foi preciso haver um "resgate" dos membros dispersos. Muitos anabatistas foram encontrados e resgatados às fileiras da fé pela ação itinerante de pastores que viajavam por toda a Europa em busca das ovelhas dispersas. Veja o relato de Dickens: 

"Sabe-se que durante estes anos (de 1536 a 1561) Menon Simon viaja infatigavelmente através da Alemanha e dos Países Baixos, confirmando e estendendo os grupos que haviam conseguido escapar à perseguição... O pintor de Vitrais David Joris (morto em 1556) tornou-se também um outro organizador itinerante. Foi finalmente obrigado a fugir para Basiléia, onde, escondido durante largos anos, conseguiu evitar a fogueira." 

Assim fica claro que após a perseguição desencadeada de 1533 os anabatistas que se dispersaram foram reagrupados por pastores itinerantes. Os resgatados por Menon Simon - nem todos - acabaram sendo conhecidos por menonitas, e existem como denominação até hoje. Os que foram resgatados por David Joris, e muitos outros pastores anabatistas, ficaram sendo conhecidos como "batistas". 

A ÉPOCA DA MUDANÇA OFICIAL DO APELIDO ANABATISTA PARA BATISTA

A época exata da mudança do apelido anabatista para batista está entre os anos de 1533 até o ano de 1638. Temos relatos de que o nome batista era usado já no século XVI, e também que o apelido anabatista ainda foi usado no século XVII. Para se ter uma idéia clara sobre esse assunto basta o estudante lembrar que David Joris, que morreu em 1556, agrupava os anabatistas em torno do nome "batista". Mas por outro lado, a primeira Igreja Batista dos Estados Unidos, em Rhode Island, antes de ser chamada de batista era formada por crentes "anabatistas", isso no ano de 1638. 

Relatos oficiais dos batistas norte-americanos nos informa que: Nos Estados Unidos, na província de Rhode Island, foram fundadas as duas primeiras igrejas batistas da América. Uma em 1638 e a outra em 1639. A primeira em Newport e a segunda em Providence. A primeira, quando foi fundada em 1638 pelo pastor John Clark, foi conhecida como "Igreja Anabatista". Já em 1648, talvez pela tendência que todas as igrejas anabatistas tomavam, eles já tinham mudado o nome para "Igreja Batista". A segunda igreja, de Providence, é na verdade filha da primeira. Roger Williams, um de seus memoráveis fundadores, foi batizado por John Clark em 1638. Assim, a autoridade da ministração do batismo dos batistas americanos foi concedida diretamente de autênticos pastores anabatistas e que depois foram conhecidos como batistas. 

Também na Inglaterra, a primeira igreja tida oficialmente como "batista", foi formada por membros que receberam o batismo dos anabatistas resgatados por Menon Simons. O nome do primeiro pastor desta igreja é Tomaz Hellys, convertido em 1612. 

Portanto, a partir de 1612 na Inglaterra e de 1638 nos Estados Unidos, já estava definitivamente caído o prefixo "ana" dos anabatistas. Ficou somente a raiz da palavra, "batistas", apelido este que o precursor de Jesus já levava por seu costume de batizar crentes arrependidos de seus pecados. 

Se você deseja saber mais sobre a origem das igrejas cristãs escreva para: 
Autor: Pastor Gilberto Stefano 
Igreja Batista da Fé, 
Rua Jamil Dib Lufti, nr. 165 
Jardim Santa Clara 
17500-000 Marília, São Paulo 
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/gilberto_s/historiaigreja/cap08.html

sábado, 15 de setembro de 2018

O QUE É DEMOCRACIA? - SEGUNDA PARTE

Além de democracia e república não serem a mesma coisa, existem tipos diferentes de cada uma delas, e também os falsos projetos, que apenas tendo o rótulo de um ou de outro, se caracterizam até por procedimentos opostos ao real significado de cada definição das mesmas. Aqui trataremos apenas dos regimes verdadeiros ou chamados puros.

O texto a seguir mostra novamente a diferenças de democracia e república, resumidamente, mas depois explica o funcionamento de cada uma. E este funcionamento como se dá no Brasil.

A pior falha do texto é falar em "representantes do povo" se referindo a deputados e senadores, quando sabemos que todos os políticos nesses sistemas representam interesses de partidos que, apenas supostamente, representariam os interesses do povo (isto será debatido e aprofundado em outras postagens). Então se república é uma democracia indireta, ou seja, o mal empregando (e mal intencionado) termo "democracia representativa", mais indireta ainda é a representação que vem dos partidos. República de verdade seria se os candidatos e representantes fossem escolhidos pelo povo e não pelos partidos. Então não é atoa que o Brasil é chamado aqui e em outro países de "republiqueta".




A diferença entre República e Democracia

Por Falange contra a Legião


República e democracia não são sinônimos. Isso é importante pois o nosso país adota uma destas formas de governo, a república, apesar de a imprensa sempre nos chamar de democracia.

Ficou confuso? Veja as diferenças entre ambos a seguir.

Origem do termo
Democracia vem do grego (demo + kratos) que significa “governo do povo” e originou-se nas cidades-estado gregas. República vem do latim (res+publica) que significa “coisa do povo” e está associada à República Romana.

Se considerarmos somente a origem etimológica dos termos ficamos com a impressão de que ambos descrevem a mesma coisa. Mas se compararmos a história das cidades-estado gregas e de Roma no seu período republicano vemos que eram formas de governo bastante distintas.

Onde o poder é exercido?

Nas democracias o poder estava nas mãos do povo, ou pelo menos de todos os que fossem do sexo masculino e não fossem escravos. Uma reunião era convocada, o problema era exposto e era feita uma votação. Na prática isso significava que as decisões de cada problema eram tomadas por voto direto e no final a maioria vencia. O peso de cada cidadão era de exatamente um voto na tomada de decisão.

Em uma república são eleitos representantes (senadores, deputados, congressistas etc.) para tomarem as decisões em nome do povo, assim o povo não toma as decisões diretamente, mas sim escolhe representantes para tomar as decisões.

Os deputados/senadores eleitos na república devem dedicar-se em tempo integral a estudar os problemas, fazer propostas de leis, discutir os pontos de vista e tomar decisões bem informadas.

Qual o melhor?

A democracia é uma forma de governo simples que funciona muito bem para populações pequenas e homogêneas. Sempre que surge um problema, basta convocar todos os cidadãos para votar e rapidamente uma decisão será tomada. Não é necessário manter a dispendiosa estrutura de um Congresso, isso simplifica a máquina estatal e deixa menos brechas para a corrupção.

Com populações grandes ou complexas não é prático fazer uma votação para cada decisão. Além disso, as maiores fatias da população poderiam se aproveitar de sua vantagem numérica para oprimir minorias raciais, ideológicas ou religiosas. Portanto para grandes populações, como é o caso do Brasil um governo republicano é fundamental.

Apesar de sermos uma república temos algumas características democráticas. Nos referendos e plebiscitos cada cidadão possui o direito a um voto direto. A eleição dos representantes (senadores e deputados) também é feita de forma de democrática. Mas em geral nosso país é inegavelmente uma república.

No Brasil devido as muitas denúncias de corrupção a imagem do Congresso foi manchada. No entanto isso não torna a democracia, oligarquia ou ditadura, sistemas melhores para um país gigante e diverso como o nosso.

Senadores e Deputados Federais: O que são e quem precisa deles?
Precisamos considerar que o sistema de governo republicano é fruto de mais de mil anos de experiência e viu a queda de grandes nações em todos os cantos da Terra. Apesar de propostas de mudança serem tão atrativas em momentos de crise as mudanças necessárias para nossa nação nesse momento são de cultura e não de estrutura governamental.

Nota: Sei da existência de termos como “democracia representativa” e outros tantos sabores de democracia. Mas estas são criações posteriores e, no caso da democracia representativa, não passa de um sinônimo de república. Neste artigo quando me referi à democracia utilizei o conceito de “democracia pura”. Creio que o termo democracia tem gradativamente perdido qualquer sentido a medida que é usado na retórica política de uma maneira abstrata.

Federalismo no Brasil
O federalismo também foi adotado pelo Brasil após a queda da monarquia, mas diferente dos EUA aqui a autonomia dos estados é bem pequena. Enquanto lá a abreviada constituição permite a cada estado decidir sobre questões como porte de armas e pena de morte aqui temos uma constituição que é hiper-abrangente e extensa, o que deixa pouco espaço para grandes distinções legais entre os estados.

Senadores e Deputados Federais

Sabe o que é casa alta e casa baixa? O que é o Congresso? Entenda o que é e qual a diferença entre a Câmara dos Deputados e o Senado.

Casa alta e casa baixa
A partir da idade média a distância entre a aristocracia e os plebeus começou a ficar tão grande que tornou-se cada vez mais difícil governar. Os nobres dentro de seus castelos simplesmente não tinham conhecimento da situação nos campos para tomar decisões inteligentes.

A solução foi criar um conselho de plebeus para elaborarem suas próprias leis, separado do conselho da aristocracia. Assim surgiu o sistema das duas casas: casa alta (câmara dos lordes) e casa baixa (câmara dos plebeus).

Congresso
Nem todo mundo adotou a ideia, mas os estados que adotaram são conhecidos como bicamerais, isto é, com duas câmaras que tem por objetivo distribuir o poder legislativo.

O Brasil é uma república bicameral. Aqui as duas câmaras (ou casas) são o senado e a câmara de deputados. A soma das duas casas é conhecida como Congresso. Portanto, quando fala-se sobre um congressista pode-se estar referindo a um deputado federal ou um senador.

Senado
Desde os tempos da Roma antiga havia o Senado. Na época o senador tinha que vir de uma classe social específica, os patrícios, isto é, uma das famílias que fundaram Roma. O cargo de senador era vitalício. O patrício recebia um comando militar na juventude e depois seguia pelo cursus honorum até chegar ao senado.

Como não existia o conceito de casa baixa, o Senado era a única fonte de poder legislativa da nação. Isto é, pelo menos até o surgimento do Império, quando o Senado tornou-se gradativamente mais irrelevante.

No Senado brasileiro temos representantes que favorecem os interesses dos estados com menor população, pois cada estado elegerá exatamente três senadores independente de sua população.

Por exemplo, na votação de um projeto de lei o estado de São Paulo (com uma população de 41 milhões de habitantes) terá o mesmo número de representantes (e votos) no Senado que o estado de Roraima (com pouco mais de 400 mil habitantes).

Câmara dos deputados

Câmara dos deputados é como é conhecida a casa baixa no Congresso brasileiro. Nela cada estado elegerá um número de deputados proporcional à sua população, privilegiando assim os estados com maior população. Por terem uma distribuição proporcional os deputados são considerados representantes do povo enquanto os senadores são representantes dos estados.

Retomando o exemplo anterior, na câmara de deputados o estado de São Paulo terá vantagem sobre Roraima pois este terá apenas oito votos enquanto aquele terá setenta. Proporcional a sua vantagem numérica.

Por que é importante?

Hoje não existe mais a divisão por classes sociais entre as casas do Congresso. Mas a forma de governo bicameral impede que leis muito desfavoráveis aos estados com menor ou maior população sejam aprovadas.

A história mostra que esta divisão é importante. No passado o Brasil já sofreu com a hegemonia dos estados maiores durante a Política do Café com Leite em que Minas Gerais e São Paulo controlavam as eleições e legislavam para benefício próprio.

Infelizmente os constantes escândalos no Congresso fazem que sua imagem fique manchada ante a população brasileira. Mas precisamos nos lembrar da queda da república romana, onde após duzentos anos de crescente corrupção o povo festejou a tomada do poder por parte dos imperadores que passaram os próximos quinhentos anos explorando e oprimindo os cidadãos.

Resenha: Portões de Fogo
http://radeir.blogspot.com/2015/08/a-diferenca-entre-republica-e-democracia.html
Fontes:
http://adamfoerster.com/2013/06/25/a-diferenca-entre-republica-e-democracia/
http://adamfoerster.com/2014/03/12/senadores-e-deputados-federais-o-que-sao-e-quem-precisa-deles/

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O QUE É DEMOCRACIA?

Você pensa que vive em uma democracia, luta por uma ou acha que os políticos, qualquer que seja no Brasil, são democratas ou querem implantar a democracia? O brasileiro sabe o que é democracia? Ensinam isso nas escolas? Você sabe o que é democracia?

Pense melhor, você gostaria de viver realmente numa democracia? Uma democracia funcionaria num país grande como o Brasil ou mesmo a nível dos estados apenas? O que aconteceria se a democracia fosse realmente implantada nesse país? Uma democracia garantiria justiça? Uma maioria decidindo questões a nível de nação é garantia de melhor escolha?

São muitas perguntas que deixamos de fazer, essas são apensa uma pequena amostra. Nesta série vamos mostrar as diferenças entre democracia e o que dizem que ela é, trazendo a diferença entre democracia e outros regimes e tipos de governo que podem ou não ser chamados de democracia. No final vamos fazer um sucinto julgamento (ou questionamento pelo menos) da democracia e se um experimento de democracia valeria a pena para o Brasil.

A DIFERENÇA ENTRE REPÚBLICA E DEMOCRACIA

DEMOCRACIA: Forma de governo, do grego (demo + kratos), significa “governo do povo” e originou-se nas cidades-estado gregas.

Na democracia das cidades-estado gregas, o poder estava nas mãos do povo, todos os que fossem do sexo masculino e não fossem escravos. Uma reunião era convocada, o problema era exposto e era feita uma votação. Significando que as decisões de cada problema eram tomadas por voto direto e no final a maioria vencia. O peso de cada cidadão era de exatamente um voto na tomada de decisão.
Democracia é dividida democracia direta  ou democracia pura, onde o povo expressa sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa ou democracia indireta, onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram. Outro detalhe na democracia é a definição clara de quem tem direito ao voto; e qual o sistema que deve ser usado para a eleição dos representantes e dos executivos.
Democracia se refere somente ao regime direto.

A democracia é uma forma de governo simples que funciona mais compativelmente, quanto menores forem as dimensões do contexto social e mais homogêneo. Surge um problema, basta convocar todos os cidadãos para votar e rapidamente uma decisão será tomada. Não é necessário manter a dispendiosa estrutura de governo. Com populações grandes ou complexas não é viável reunir o povo fazer uma votação para cada decisão.

REPÚBLICA: Forma de governo, do latim (res+publica), significa “coisa do povo” e está associada à República Romana.

Em uma república são eleitos representantes: senadores e deputados, vereadores para tomarem as decisões em nome do povo. Aqui está a diferença, o povo não toma as decisões diretamente, mas  escolhe representantes para tomar as decisões. Os deputados, senadores e vereadores eleitos na república devem dedicar-se em tempo integral a estudar os problemas, fazer propostas de leis, discutir os pontos de vista e tomar decisões bem informadas.
O Regime representativo é pertinente à república.

Autor: Ernídio Migliorini
http://blogernidiomigliorini.blogspot.com/2015/07/a-diferenca-entre-republica-e-democracia.html

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

A REAL CAUSA DO INCÊNDIO NO MUSEU

Sobre o incêndio no museu, essa é fora do comum, para amigos e para quem tiver paciência, como tem gente estranhando minha posição por "ser um biólogo!". Mas o incêndio foi uma tragédia já anunciada muito antes, só se estava esperando o dia, tem assinatura, daqueles que não cumpriram a mínima obrigação, nem a destinação correta de verbas, mas pelo contrário preencheram documentos como verbas enviadas, mas as enviaram para "outros destinos", não é apenas descaso. Quando você paga um funcionário para fazer um trabalho, paga muito bem, dá o dinheiro para ele realizar o trabalho e ele emboça e gasta em outra coisa, o que você faz com esse funcionário? Pois é, só no Brasil se defende e bajula ainda esse tal.

Sobre a questão da paleontologia, não vou dizer nada, só que pesquisem, porque hoje não tem mais como esconder muita coisa.

Sobre o incêndio não estou dizendo que não é lamentável, é óbvio demais que é lamentável, precisa que eu diga? O que estou criticando é hipocrisia de muitos "em luto" que sabem que esse museu estava abandonado, com várias partes do teto caídas, com infiltrações e principalmente uma instalação elétrica toda comprometida, muitos fios desencapados e cobertos com pano e em estruturas de madeira, onde qualquer faísca causaria um incêndio. Isso foi anunciado em vários jornais. São 20 anos de abandono quanto a isso, o que inclui FHC, Lula, Dilma e Temer que são todos apenas defensores do mesmo espectro da mesma ideologia. O último presidente que investiu de fato em cultura e ciência fora das ideologias e grupo de amiguinhos foi Itamar.

Essas pessoas estão tentando mostrar agora Lula e Dilma investiram noS museuS mais que os outros governos e mostrando estatísticas para esconder os fatos do estado DESSE museu incendiado. Se tantos milhões eram destinados ao museu como dizem por que estava desse jeito? Por que os diretores sempre estavam reclamando que as verbas não chegavam? Sabemos porque, porque estas verbas estavam nos bolsos desses governantes eleitos por essas mesmas pessoas, das mesma coligações e ideologia. Essas pessoas apoiam Adade, Pesão, Cabral, apoiaram Pita, e tantos outros que destinaram essas verbas para "outras prioridades", por exemplo, suas campanhas eleitorais e luxos. É claro que vão dizer que foi um balão para desviar a responsabilidade. Mas se fosse eu me pergunto: nos dias de hoje houveram incêndios em museus e foram controlados, e que museu no mundo, com paredes e teto seria destruído por um balão?

Essas pessoas fazem como todo petista escondendo os fatos e mostrando números e estatísticas porque elas são marionetes ou enganadoras, tentando apenas "vencer debates" e fazer propaganda de suas ideologias. Essas pessoas que inclusive chamei de otários porque trabalham para esses ladrões sem ganhar nada, pois estava sendo apenas delicado, porque alguns são meus amigos mesmo, na verdade são hipócritas, de um mal caráter injustificável,  pois são anos em que o descaso com esse museu é denunciado. Além disso não mostram nenhum luto com as 65 mil pessoas assassinadas no país por anos nesses governos e por causa desses governos que defendem bandidos.

Essas pessoas sabem que o ministério da "cultura" patrocinou todo tipo de bestialidade em museus e não sempre e exatamente museus. Sabemos de exemplos como pessoas nuas de quatro cheirando a bunda uns dos outros, homem nu com criança apalpando, heresias e agressões à figura de nosso Senhor Jesus Cristo.

sábado, 25 de agosto de 2018

FARSA DA SUPERPOPULAÇÃO MUNDIAL

É com imensa alegria que estamos iniciando uma nova série, dessa vez sobre a farsa mais destrutiva contra a humanidade já planejada por grupos políticos, corporações, seitas e instituições globalistas, A farsa sobre a existência ou da futura superpopulação mundial.

Antes de mais nada quero dar meu testemunho como biólogo que conheci as teorias (porque são várias, mas só uma com dados e provas contundente) dos dois lados, e posso afirmar que a teoria da super pulação só ganhou proeminência sobre a outra por causa de seu viés ideológico, seu alarmismo e discurso do senso comum sem qualquer prova ou cálculo verídico. A teoria que mostra o contrário não aparece por simplesmente a maioria dos acadêmicos preferir a outra, mais antiga, já derrubada, mas que dá apoio a planos e interesses de planejamento e controle centralizado a nível mundial.

Mas agora chegou o momento de combatermos essas mentiras, com a internet não há mais como esconder a verdade. Vou apresentar através de textos e artigos diferentes os vários aspectos da situação. E aqui como sempre apresentar um artigo mais geral e introdutório para em seguida irmos cada vez nos aprofundando mais, desde o nível mais evidente até o mais complexamente científico

Superpopulação no mundo é um mito, diz a revista científica Nature


Publicação explica por que a tese de que pode faltar comida devido ao número de nascimentos não tem a menor base na realidade.
21 de janeiro de 2016 - 17:07

Em um artigo publicado na edição de dezembro de  2015, a revista científica Nature aponta que a ideia segundo a qual a população da terra cresceria exponencialmente, levando-nos assim, inexoravelmente, à carestia alimentícia (ideia exposta pela primeira vez pelo clérigo americano Thomas Malthus, em 1798) é radicalmente falsa e desmentida por todos os dados. “A população mundial não cresce de modo exponencial. Não cresceu assim no passado, não cresce assim hoje e é improvável que cresça assim no futuro”, afirma no artigo o demógrafo da Rockefeller University de Nova York, Joel Cohen.

No que diz respeito à ideia de que não há alimento suficiente para os pouco mais de 7 bilhões de seres humanos que somos hoje, a FAO estima que a produção de alimentos é suficiente para atender com folga a população mundial. Hoje, apenas com a produção calórica mundial em cereais, poderiam ser alimentadas entre 10 e 12 bilhões de pessoas. A fome que existe no mundo, portanto, não pode ser atribuída à suposta superpopulação, mas sim por guerras, decisões políticas, má distribuição, má conservação e usos diversos da alimentação, principalmente como combustível.

A reportagem expõe também que nem mesmo a água está em falta. A afirmação foi feita pelo próprio vice-secretário da ONU, Jan Eliasson, em outra reportagem da Nature, publicada há um ano. Na ocasião, Eliasson admitiu que o cuidado com a água do planeta é uma questão séria, ao qual não se pode permanecer indiferente, mas que não será resolvido com falsos alarmismos neomalthusianos.,


Colaborou: Felipe Koller
https://www.semprefamilia.com.br/superpopulacao-no-mundo-e-um-mito-diz-a-revista-cientifica-nature/

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Nove Comentários sobre o Partido Comunista - Parte 1


Comentários do Epoch Times sobre o Partido Comunista - Parte 1.1
Sobre o que é o partido comunista

Prefácio
Por mais de cinco mil anos, o povo chinês criou uma civilização esplêndida na terra nutrida
pelo rio Amarelo e pelo rio Yangtze. Durante este longo período de tempo, dinastias vieram e foram, e a cultura chinesa crescia e diminuía. Grandes e histórias emocionantes se desenrolaram no cenário histórico da China.

O ano de 1840, o ano comumente considerado por historiadores como o começo da era  contemporânea da China, marcou o início da jornada da China desde tradição à modernização. A civilização chinesa experimentou quatro episódios principais de desafio e resposta. Os primeiros três episódios incluem o invasão de Pequim pelas forças aliadas anglo-francesas no início dos anos 1860, a Guerra Sino-Japonesa em 1894 (também chamado de "Jiawu War"), e a guerra russo-japonesa no nordeste da China em 1906. Para esses três episódios de desafio, a China respondeu com o Movimento de Ocidentalização, que foi marcado pela importação de bens modernos e armas, reformas institucionais através da Reforma dos Cem Dias em 1898 [1] e a tentativa no final do final da dinastia Qing para estabelecer o governo constitucional, e mais tarde, a Revolução Hsinhai [2] em 1911.

No final da Primeira Guerra Mundial, a China, embora tenha saído vitoriosa, não estava listada entre os potências mais fortes naquela época. Muitos chineses acreditavam que os primeiros três episódios de resposta tinham falhado. O Movimento Quatro de Maio [3] levaria à quarta tentativa de responder aos desafios e culminam na completa ocidentalização da cultura chinesa através do movimento comunista e sua revolução extrema.

Este artigo diz respeito ao resultado do último episódio de resposta na China, ou seja, o impacto do movimento comunista e do Partido Comunista sobre a civilização da China. A análise trará dados para elucidar que tipo de conseqüência houve, se foi escolhida pelo
Chinês ou foi imposta à China a partir do exterior, depois da China, nos últimos 160 anos da história, ter quase cem milhões de pessoas que morreram, mortes não naturais, e quase todos os traços da cultura tradicional chinesa e civilização foram destruídas.

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I. Confiando na Violência e no Terror para Ganhar e Manter o Poder

“Os comunistas desdenham esconder suas visões e objetivos. Eles declaram abertamente que seus fins podem ser alcançadso apenas pela derrubada forçada de todas as condições sociais existentes. ”[4] Esta citação é tirada do parágrafo final do Manifesto Comunista, documento principal do Partido Comunista. A violência é o único e principal meio pelo qual o Partido Comunista ganhou poder. Este traço de caráter foi passado para todas as formas subseqüentes do Partido que desde o seu nascimento.

De fato, o primeiro Partido Comunista do mundo foi estabelecido muitos anos após a morte de Karl Marx. No ano seguinte, após a Revolução de Outubro de 1917, o "Partido Comunista Russo" (Bolchevique), mais tarde conhecido como o “Partido Comunista da União Soviética ”,  nasceu. Este partido cresceu a partir do uso da violência contra os “inimigos de classe” e foi mantida violência contra membros do partido e cidadãos comuns. Durante os expurgos de Stalin na década de 1930, o Partido Comunista da União Soviética abateu mais de 20 milhões de chamados espiões e traidores, e aqueles que pensaram ter opiniões diferentes.

O Partido Comunista Chinês (PCC) começou como um ramo do Partido Comunista da China.
União Soviética na Terceira Internacional Comunista. Portanto, naturalmente herdou a
disposição para matar. Durante a primeira guerra civil comunista-Kuomintang da China, entre 1927 e 1936, a população na província de Jiangxi caiu de mais de 20 milhões para cerca de 10 milhões. Os danos causados ​​pelo uso da violência pelo PCC podem ser vistos somente a partir desses números.

Usar a violência pode ser inevitável quando se tenta ganhar poder político, mas nunca houve um regime tão ansioso para matar quanto o PCC, especialmente durante períodos pacíficos. Desde 1949, o número de mortes causadas pela violência do PCC ultrapassou o total de mortes durante as guerras travadas entre 1921 e 1949.

Um excelente exemplo do uso da violência pelo Partido Comunista é o seu apoio ao país cambojano.

Khmer Vermelho

Sob o Khmer Vermelho, um quarto da população do Camboja, incluindo uma maioria dos imigrantes e descendentes chineses foram assassinados. A China ainda bloqueia a comunidade internacional de colocar o Khmer Vermelho em julgamento, a fim de encobrir o papel notório do PCC no genocídio.

O PCC tem conexões próximas com as forças armadas revolucionárias mais brutais do mundo e regimes despóticos. Além do Khmer Vermelho, estes incluem os partidos comunistas em
Indonésia, Filipinas, Malásia, Vietnã, Birmânia, Laos e Nepal - todos abrigados sob o apoio da CCP. Muitos líderes nesses partidos comunistas são chineses, alguns deles ainda estão escondidos na China até hoje. Outros Partidos Comunistas baseados em Maoístas incluem o Sendero Luminoso da América do Sul e o Exército Vermelho Japonês, cujas atrocidades foram condenadas pela comunidade mundial.

Entre as teorias de que os comunistas empregam uma é o darwinismo social. O Partido Comunista aplica a competição inter-espécies de Darwin às relações humanas e à história humana, sustentando que a luta de classes é a única força motriz para o desenvolvimento social. A luta, portanto, tornou-se a principal "crença" do partido comunista, uma ferramenta para ganhar e manter o controle político. As famosas palavras de Mao traem claramente essa lógica da sobrevivência do mais apto: "Com 800 milhões de pessoas, como pode funcionar sem luta?" Outra das afirmações de Mao que é igualmente famosa é a de que a Revolução Cultural deve ser retomada “a cada sete ou oito anos”.

O uso repetitivo da força é um meio importante para a CCP manter sua decisão na China. O objetivo de usar a força é criar terror. Todo esforço e movimento serviam como um exercício de terror, de modo que o povo chinês tremia em seus corações, submetido ao terror e gradualmente se tornava escravo sob o controle do PCC. Hoje, o terrorismo tornou-se o principal inimigo do mundo civilizado e livre. O estado de terrorismo violento do PCC, graças ao aparato do Estado, foi maior em escala, muito mais duradouro, e seus resultados mais devastadores. Hoje, no século XXI, não devemos esquecer esse caráter herdado do Partido Comunista, uma vez que ele certamente desempenhará um papel crucial no futuro do PCC.

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II. Usando mentiras para justificar a violência

O nível de civilização pode ser medido pelo grau em que a violência é usada em um regime. Ao recorrer ao uso da violência, os regimes comunistas representam claramente um enorme retrocesso na civilização humana. Infelizmente, o Partido Comunista tem sido visto como progressista por aqueles que acreditam que a violência é um meio essencial e inevitável para o progresso da sociedade. Essa aceitação da violência deve ser vista como um emprego inigualável e habilidoso de mentiras pelo Partido Comunista. Que é outro traço herdado do PCC.

“Desde cedo, pensamos nos Estados Unidos como um país amável. Acreditamos que isso é em parte devido ao fato de que os EUA nunca ocuparam a China, nem lançaram ataques à China. Mais fundamentalmente, o povo chinês tem boas impressões dos EUA com base no caráter democrático e de mente aberta de seu povo ”. Este trecho veio de um editorial publicado em 4 de julho de 1947 no jornal oficial do PCC, Xinhua Daily. Apenas três anos depois, o PCC enviou soldados para combater as tropas americanas na Coreia do Norte e pintou os americanos como os imperialistas mais perversos do mundo. Todos os chineses da China continental ficariam surpresos ao ler este editorial escrito há mais de 50 anos. O PCC proibiu todas as publicações citando passagens anteriores semelhantes e publicou versões reescritas.

Desde que chegou ao poder, o PCC empregou artifícios semelhantes em todos os movimentos, incluindo a eliminação dos contra-revolucionários (1950-1953), a “parceria” entre o público e o privado, empresas (1954-1957), o movimento anti-direitista (1957), a Revolução Cultural (1966-1976), o massacre da Praça da Paz Celestial (1989) e, mais recentemente, a perseguição deFalun Gong desde 1999. O exemplo mais infame foi o perseguição de intelectuais em 1957. O PCC convidou os intelectuais a oferecerem suas opiniões, mas depois os perseguiu como “direitistas”, usando seus próprios discursos como evidência de seus “crimes”. Quando alguns criticaram a perseguição como uma conspiração, ou “trama no escuro ”, afirmou Mao publicamente,“ Isso não é um enredo no escuro, mas um estratagema ao ar livre. ”

Decepção e mentiras têm desempenhado um papel muito importante no controle de ganho e manutenção do PCC. A China desfruta da mais longa e completa história do mundo, e os intelectuais chineses têm tido a maior fé na história desde os tempos antigos. O povo chinês usou a história para avaliar a realidade atual e até mesmo para alcançar melhorias espirituais pessoais. A história de Tomake serve ao regime atual, o PCC tem feito uma prática de alterar e ocultar a verdade histórica. O PCC na sua propaganda e publicações reescreveu a história por períodos desde o período da Primavera e Outono (770-476 aC) e do período dos Reinos Combatentes (475-221 aC) até a Revolução Cultural. Tais alterações históricas têm continuado por mais de 50 anos desde 1949, e todos os esforços para restaurar a verdade histórica foram impiedosamente bloqueados e eliminados pelo PCC. Quando a violência se torna fraca demais para sustentar o controle, o PCC recorre ao engano e mentiras que servem para justificar e mascarar a regra pela violência.

Deve-se admitir que enganos e mentiras não foram inventados pelo Partido Comunista, mas  desde sempre o Partido Comunista as utilizou sem vergonha. O PCC prometeu terra aos camponeses, fábricas aos operários, liberdade e democracia aos intelectuais, e pagar a todos. Nenhuma dessas promessas foi realizada. Uma geração de chineses morreu enganada e outra geração continua a ser enganada. Esta é a maior tristeza do povo chinês, o aspecto mais infeliz da nação chinesa.

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III. Princípios em constante mudança

No debate presidencial dos EUA na TV em 2004, um candidato à presidência disse que se poderia mudar táticas quando necessário, mas nunca se deve mudar suas “crenças” ou “valores fundamentais”, senão “ele simplesmente não é credível”. [6] Esta declaração deixa claro um princípio geral. O Partido Comunista é um exemplo típico. Por exemplo, desde a sua criação há 80 anos, o CCP realizou dezesseis convenções nacionais representativas e modificou a Constituição do Partido 16 vezes. Ao longo das cinco décadas desde que chegou ao poder, o PCC fez cinco grandes modificações na Constituição chinesa. O ideal do Partido Comunista é a igualdade social que leva a uma sociedade comunista. Hoje, no entanto, a China controlada pelos comunistas tornou-se uma nação com as mais sérias desigualdades econômicas do mundo.

Muitos membros do PCC tornaram-se muito ricas, enquanto o país tem 800 milhões de pessoas vivendo na pobreza. As teorias orientadoras do PCC começaram com o marxismo-leninismo, ao qual se juntou o maoísmo, e depois os pensamentos de Deng e recentemente as três representações de Jiang. Marxismo-Leninismo e o magoísmo não é de todo compatível com as teorias de Deng e com a ideologia de Jiang - eles são, na verdade, opostos a eles. Essa mistura de teorias comunistas empregadas pelo PCC é, de fato, uma raridade na história humana.

Os princípios em evolução do Partido Comunista em grande parte contradizem um ao outro. Da ideia de uma integração global que transcende o Estado-nação ao nacionalismo extremo de hoje, de eliminar toda a propriedade privada e todas as classes exploradoras até a noção atual de promover capitalistas a se unirem ao partido, os princípios de ontem se inverteram na política de hoje, com mais mudanças esperadas para o futuro. Não importa quantas vezes o PCC mude seus princípios, o objetivo permanece claro: ganhar e manter o poder, e manter o controle absoluto da sociedade.

Na história do PCC, houve mais de uma dúzia de movimentos que são lutas de “vida e morte”. Na realidade, todas essas lutas coincidiram com a transferência de poder após as mudanças dos princípios básicos do Partido. Todas as mudanças de princípios vieram de uma inevitável crise enfrentada pelo PCC, ameaçando sua legitimidade e sobrevivência. Seja colaborando com o Partido Kuomintang, uma política pró-EUA, reforma econômica e expansão de mercado, ou promovendo o nacionalismo - cada uma dessas decisões ocorreu em um momento de crise, e tudo tinha a ver com ganhar ou solidificar o poder. Um grupo que sofre perseguição seguido de reversão dessa perseguição tem sido ligado a mudanças nos princípios básicos do PCC. Um provérbio ocidental afirma que as verdades são sustentáveis ​​e mentiras são mutáveis. Há sabedoria nesta afirmação.