segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS DESDE A ORIGEM 8 - A HISTÓRIA DAS IGREJAS ERRADAS APÓS A EXCLUSÃO

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS - CAPÍTULO X - A

Os Católicos e os Protestantes 


Como dissemos a história das igrejas erradas diferem muito da história das igrejas fiéis. Assim como os fiéis que foram apelidados de "anabatistas" elas também tiveram um apelido. Foram conhecidos por Católicos.

O Catolicismo Original

Em nosso país se conhece apenas o catolicismo romano. No entanto ele não é o único nem primeiro. O catolicismo primitivo foi uma organização eclesiástica a qual pertenciam várias igrejas. Estas igrejas estavam espalhadas por todo o Império Romano. Após a morte dos apóstolos muitas igrejas sofreram a influencia maligna do paganismo. Seus membros, instigados pelos falsos pastores, foram vítimas de ensinamentos errados a respeito da autoridade de Cristo sobre sua igreja e também a respeito de como se chegar até o céu. Tais pastores desviaram grandes igrejas sendo que muitas delas um dia foram grandes baluartes da fé. A própria igreja de Roma é um exemplo. O apóstolo Paulo chegou a escrever uma carta a esta igreja. Porém, devido ao mau uso do púlpito, os falsos pastores desviaram completamente o rebanho, Devido terem aceitado heresias estas igrejas foram excluídas pelas igrejas fiéis em 225.
Igreja Católica significa "Igreja Universal". E apesar deste apelido ter sido usado pela primeira vez em 170 pelo bispo de Cartago, referindo-se a todas as igrejas cristãs, ela não tinha a idealização que tem hoje. Este nome começou a ganhar força a partir de 313 quando as igrejas erradas aceitaram ser servas do imperador. Aí sim ficou decidido que a igreja tinha que ser Universal. Tornou-se tão Universal que quem não pertencesse a ela seria punido com a morte. Este pensamento fez com que estas igrejas enchessem suas fileiras de pessoas não convertidas. Em algumas épocas a conversão chegou a ser nacional e não pessoal. Se o rei do país tornasse católico ele obrigava todo seu povo a ser católico também. O evangelho a partir de 313 deixou de ser proposto para ser imposto sobre todos os moradores do Império Romano.
O catolicismo original contava com cinco patriarcados (ou igrejas mais importantes). Eram eles: Jerusalém, Roma, Constantinopla, Antioquia e Alexandria. Estas cinco igrejas brigavam entre si para ver qual delas teria a primazia sobre as demais. Esse quadro começou a mudar com o advento do islamismo. A nova religião praticamente destruiu a importância de três patriarcados: Jerusalém, Antioquia e Alexandria. Isso polarizou o catolicismo em duas grandes correntes. A corrente grega reunia sobre sua autoridade as igrejas do Oriente e foram lideradas pela igreja de Constantinopla. Já a corrente latina reunia sobre a sua autoridade as igrejas do ocidente e foram lideradas pela igreja de Roma. Essas duas igrejas foram rivais até o século IX. Nesse tempo o catolicismo se dividiu.

A Divisão do Catolicismo 

No ano de 869 os bispos de Roma e Constantinopla tiveram um grande atrito entre eles. No final da confusão os pastores de Roma e Constantinopla se excomungaram mutuamente. Desde este dia estas duas igrejas se separaram e até hoje existe dois tipos de Catolicismo. O Catolicismo Oriental - representado pelas igrejas de rito grego - também chamado de Igreja Ortodoxa Grega; e o Catolicismo Ocidental - representado pelas igrejas de rito latino - também conhecido como Igreja Católica Apostólica Romana.

Algumas Diferenças dos Dois Catolicismos 

A infalibilidade papal e a supremacia universal da jurisdição de Roma constituem a diferença essencial, que a igreja ortodoxa não admite, pois ferem a santa escritura;
A sagrada escritura e a santa tradição representam o mesmo valor como fonte de revelação, segundo a igreja ortodoxa. A romana, no entanto, considera a tradição mais importante que a sagrada escritura.
A virgem Maria, igual as demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A igreja romana, em 1854, proclamou o dogma de fé a Imaculada conceição da Virgem Maria.
Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o matrimonio.
A Igreja Ortodoxa só admite ícones nos templos e o batismo é por imersão - mas é infantil.
Na Igreja ortodoxa não existem as devoções ao sagrado coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo Rei, Imaculada Conceição, Coração de Maria entre outras.
Na igreja ortodoxa o chefe principal é chamado de Patriarca e ele deve-se submeter a decisão do Santo Sínodo Ecumênico, que compõe todos os patriarcas chefes das Igrejas Autônomas.
Na Igreja Romana o chefe principal é chamado de Papa e a ele se submete toda igreja.
A igreja Ortodoxa segue o ritmo do Catolicismo original compondo-se de diversas igrejas autônomas e nacionais (Ex. Igreja da Rússia, Igreja da Armênia, Igreja Copta). Já a igreja Romana considera-se uma igreja Una, sendo ela mãe e não igual a todas as outras igrejas.

A Igreja Católica Realmente Precisava ser excluída em 225?

Pode parecer maldade das igrejas fiéis o fato de terem excluídos de sua comunhão as igrejas erradas em 225. Mas os fatos que se sucederam mostraram que as igrejas fiéis realmente tinham razão.
A primeira razão está no espírito que as movia. Não era o espírito de Deus. Seus pastores geralmente eram homens cruéis e sanguinários. Os papas foram os maiores perseguidores das igrejas fiéis que o mundo conheceu. Por mais de 1300 anos perseguiram e mataram cruelmente os membros das igrejas fiéis. Com a introdução do batismo infantil seus membros acabaram todos sendo cristãos sem precisarem se converter de seus pecados.
Na questão doutrinária os erros aumentam ainda mais. Os dois primeiros erros - formação da hierarquia e salvação pelo batismo- logo foram seguidos por muitos outros. Para que os bárbaros, acostumados com os cultos às imagens, pudessem realmente serem atendidos pela igreja Católica, muitos lideres eclesiásticos entenderam ser necessário materializar a liturgia. Surgiu a idolatria. A veneração de anjos, santos, relíquia, imagens e estátuas foi uma conseqüência lógica deste procedimento. Os pagãos, acostumados à veneração de seus heróis, quando vinham para a igreja católica, pareceu-lhes natural substituir os seus heróis pelos santos e lhes dar um status de semi-divindade. Não tardou e em 590 já veneravam até relíquias, cadáveres, dentes, cabelos ou ossos dos considerados "santos". Ações de graças ou procissões de penitencia tornaram-se parte do culto a partir de 313. A oficialização do batismo infantil foi feita a partir de 370. Em 471 foi promulgado o dogma de que Maria é mãe de Deus. Assim, por volta de 590 se desenvolveu rapidamente sua veneração. A doutrina da Imaculada Conceição só apareceu em 1854, e de sua miraculosa assunção em 1950.
A cada ano que passa estas igrejas tornam-se cada vez mais longe das escrituras. Apesar de existir muita gente boa em suas fileiras é impossível alguém que cumpra certo suas doutrinas chegar ao céu. Não se pode servir a dois senhores.

A ORIGEM DAS IGREJAS PROTESTANTES 

No século XVI, por volta de 1500, a igreja Católica Romana passou por uma crise interna que resultou na dissidência de quase metade de seus fiéis. Essa dissidência foi chamada de "Reforma Protestante". Foi dessa reforma que surgiram as Igrejas Luterana, Presbiteriana, Anglicana e a Reformada da Holanda. Todas essas igrejas foram reformadas por padres ou com a ajuda de padres. Os mesmos já não agüentavam tanta heresia e opressão que vinha do Catolicismo Romano. Certos absurdos como mariolatria, purgatório, adoração de santos e imagens e as indulgencias, eram erros tão graves, que mesmo um católico bem informado não pode suportar.

A ORIGEM DA IGREJA LUTERANA 

A primeira igreja protestante a surgir foi a Igreja Luterana. Esta igreja leva o nome e as características de seu fundador, Martinho Lutero. Lutero era um homem muito inteligente, porém agressivo. Não concordava com a venda de indulgencias e outras heresias da igreja de Roma. Contudo nunca quis abandoná-la. Sua vontade era reformá-la.
Em 1512 Lutero começou a pregar contra a salvação pelas obras. Fez muitas conferencias confirmando que o justo iria viver da fé. E nisso ele tinha razão. Em vários sermões ele condenou a prática da venda da indulgencia. Em 31 de Outubro de 1517 ouviram-se fortes marteladas na porta da Igreja de Wittenberg. Era Lutero condenando o Papa Leão X e seus legados numa bula de 95 teses. Entre estas teses, algumas eram especialmente desafiadoras:
"Os pregadores de indulgencias erram quando declaram que o perdão do Papa livra o pecador da penitencia e assegura-lhe perdão".
"Os que se julgam seguros da salvação pelas cartas do Papa, serão amaldiçoados eternamente , e na companhia de seus mestres.
"Por que o Papa não esvazia o purgatório pelo amor?"
Devido a essa bula Lutero foi excomungado pelo Papa em 1519. Mas, apoiado pelos imperadores regionais e pelo povo de muitas cidades alemãs, Lutero levou a afinco suas idéias. Ao meio de muita confusão e guerras ele conseguiu reformar a igreja católica na Alemanha em 1521. Essa igreja foi chamada de Luterana.
Seus seguidores foram chamados de luteranos. Na Alemanha e em alguns outros países do norte europeu ela se tornou a religião oficial do pais. A maioria das igrejas católicas que existiam nesses países - contanto os fiéis, prédios e padres - simplesmente se tornaram luteranos. Geralmente as freiras se casaram com ex-padres. O termo missa foi conservado. As formas liturgicas de dirigir o a missa quase não mudou. O batismo infantil era uma lei que devia ser cumprida. A hierarquia continuava a mesma, sendo o primeiro chefe da igreja Luterana o próprio Lutero.
A igreja luterana matou e perseguiu os batistas na Alemanha e em todos os países que ela se tornou a igreja oficial do país. No ano de 1525 Lutero ordenou a morte de mais de cem mil anabatistas no sul da Alemanha. Seu ódio aos batistas estava fundamentado no fato que estes, por obedecerem a Bíblia, nunca o aceitou como um servo de Deus.

A ORIGEM DA IGREJA ANGLICANA 

Em 1531, o rei da Inglaterra, Henrique VIII, queria se divorciar de sua esposa para se casar com outra mulher. O Papa não autorizou o feito. Essa recusa aborreceu o rei, e então ele, que chegou a ser inimigo da reforma proclamada de Lutero, reformou a Igreja Católica na Inglaterra. Essa nova Igreja foi chamada de Anglicana (ou Episcopal). No princípio a única coisa que diferia da Igreja Católica era o fato de não ter papa. Depois, com o passar do tempo, os anglicanos adotaram muitos princípios de Calvino.
Assim como os luteranos e os presbiterianos ela usa o erro do batismo infantil. Também possui uma hierarquia quase igual a do catolicismo. Devido as conquistas da Inglaterra sobre muitos países, essa igreja foi muito favorecida. Está representada em quase todos os países do mundo e é muito forte onde a Inglaterra mantém o seu controle. A igreja Anglicana tem muitas filhas. A mais conhecida em nosso país é a Igreja Metodista.
A Igreja Anglicana tornou-se tão intolerante para com os batistas como foi o catolicismo. No Pais de Gales havia um grande número de batistas e por causa da perseguição quase todos tiveram que fugir para a América. A perseguição dos anglicanos aos batistas durou até o ano de 1688. Grandes pastores como Tomas Hellys e John Bunyan fizeram história devido a perseguição que o anglicanismo lhes moveu.

A ORIGEM DA IGREJA PRESBITERIANA 

A Igreja Presbiteriana foi fundado por João Calvino. Ele foi um grande teólogo no sentido teórico, porém, um péssimo executor no sentido prático. Assim como Lutero ele buscava uma reforma dentro da Católica. Não conseguindo acabou se rebelando, e, em 1541 formou uma igreja na cidade de Genebra, Suíça. Essa igreja no princípio não tinha um nome definido, mas João Knox, um grande seguidor das idéias de Calvino, chamou-a de PRESBITERIANA.
Nesta cidade Genebra Calvino impôs as suas ordenanças eclesiásticas. Eram leis extremamente rígidas e severas. Ali o evangelho não era pregado mas ordenado aos cidadãos. Proibiu as diversões, as festas, os enfeites e as críticas ao seu governo. Aqueles que eram considerados infratores recebiam duros castigos, inclusive a morte na fogueira. Agindo dessa forma ele queimou feiticeiros, humanistas e batistas. Sua cidade era tão santa que na hora de casar ele não quis uma membra de sua igreja. Casou-se com a viuva de um pastor anabatista.
Como foi dito sua teologia era apenas teórica. Calvino teve verdadeiro ódio pelos batistas, pois os mesmos não aceitarem sua igreja como sendo uma igreja biblicamente correta. Os batistas viam na igreja Presbiteriana alguns erros que não podiam ser deixados de lado. O primeiro era o batismo infantil. O Segundo foi consistia dela ter se tornado uma religião do Estado. O terceiro foi a formação de uma hierarquia esquematizada em presbitérios.
A Igreja Presbiteriana é a religião Oficial da Escócia e está bem organizada em muitos países do mundo inteiro. Hoje ela divide-se principalmente em Igrejas Nacionais (Ex. P. do Brasil) as Independentes, e as Renovadas.

A ORIGEM DA IGREJA METODISTA 

Muito próximo do século XVIII nasceram três meninos na Inglaterra. Eram eles: John Wesley, Carlos Wesley e George Whittfield. Estes três se tornaram pais e fundadores de um movimento que mais tarde foi conhecido como metodismo.
John Wesley se tornou pastor anglicano em 1728. Apesar disso só aceitou Jesus em 1538, ou seja, dez anos após a sua conversão. Em 1739 ele foi ser capelão nos EUA. Na viagem de navio, como uma tempestade lhes sobreveio, teve medo de morrer. Acabou notando que tinha no navio um grupo de pessoas que não temiam a morte. Esse grupo cantava e orava alegremente no momento da tempestade. Essas pessoas eram os Irmãos Morávios (os mesmos que receberam a influencia dos paulicianos no século XII). John aprendeu muito com esse grupo e, provavelmente, foi por eles batizado.
Neste mesmo ano John encontrou-se com George Whitfield. George convidou-o para participar de uma pregação ao ar livre. Carlos também se juntou ao grupo. Assim os três iniciaram um reavivamento na igreja Anglicana. John Wesley nunca rompeu com a igreja da Inglaterra. Ele não queria formar uma nova religião. Contra sua vontade, no ano de 1784, formou-se a Igreja Metodista na cidade de Baltmore, nos EUA.
Os metodistas nunca perseguiram os batistas. Na verdade o seu começo está ligado a pessoas que realmente tiveram uma transformação em suas vidas. O erro desta igreja é que conservaram o sistema Episcopal da Igreja Anglicana e o costume de batizar crianças.

Se você deseja saber mais sobre a origem das igrejas cristãs escreva para:
Autor: Pastor Gilberto Stefano
Igreja Batista da Fé,
Rua Jamil Dib Lufti, nr. 165
Jardim Santa Clara
17500-000 Marília, São Paulo
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

http://www.palavraprudente.com.br/estudos/gilberto_s/historiaigreja/cap10.html

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

LETRAS VELHAS - 1

Estarei publicando letras de músicas e outros versos que anotei num caderno por volta do ano de 1995. É uma caderno completamente cheio de letras musicadas, quase todas completamente. Vou colocar aqui apenas (ou principalmente) o que reflete meu pensamento político e filosófico da época. Como depois dessa época parei completamente de escrever letras políticas, me dedicando apenas às filosóficas e simbólicas, chegou o momento de mostrá-las e registrá-las aqui. Nunca cheguei a publicar, nem a tocar qualquer uma dessas letras políticas para o publico, exceto em ensaios para amigos. A intenção aqui não é saudosista nem descobri o véu de mistério em torno da banda, mas mostrar esse pensamento de minha juventude anarquista ou anti-democrática ou mesmo monarquista e republicana em alguns casos esporádicos. É claro que não vou postar aqui a fase trabalhista esquerdista da qual me envergonho e me arrependo.

Porém durante essa primeira fase de meu pensamento que mais se assemelha à atual do que a segunda, há ainda a ingenuidade e por que não dizer ignorância típica jovem sobre os que está por trás das ideologias políticas. Embora isso não transpareça muito nas letras era algo marcante a minha esperança ou esperança de minha geração como ainda é a de muitos adultos que não amadureceram (como Bono Vox por exemplo que defende a coexistência das religiões e ideologias) que sonham ainda em ver, socialistas, anarquista, comunistas e liberais unidos pelo bem comum, esquecendo que exceto os anarquistas todas essas são idéias estatizantes que vão desde o estado mais liberal até o mais controlador do comunismo; ou que sonham com a coexistência das religiões, por exemplo, muçulmanos, judeus e cristãos vivendo juntos e em paz quando o livro sagrado do cristão diz para amar o inimigo enquanto o do muçulmano diz para matar o judeu e o cristão. Comigo não era diferente. Eu grafitava nas paredes os símbolos dessas religiões e ideologias cheios ou cercados de flores, pássaros e borboletas gigantes, estrelas e arco-iris, asas da liberdade, etc., todos juntos, unidos e o meu nem colocava no centro, mas numa posição secundária, nem de um lado nem do outro também. Um A de anarquia e uma cruz de cristão, como se isso fosse realmente e totalmente possível...

Eu parecia aqueles anarquistas espanhóis antes de serem massacrados e mortos pelos socialistas aos quais se uniram e confiaram, ou seja,  idiota útil, que foi morto logo quando o socialista tomou o poder, ou aqueles cristãos russos que pensavam que por não ser uma ameaça ao estado socialista os comunistas não iriam mexer com eles, tomar suas terras matá-los e persegui-los para não saírem do país. Conhecia uns poucos como eu, que gostavam de livros, e pensavam que eram "anarquistas de Cristo" e que não incomodavam a ninguém. Mas a maioria era anarquista ateu, niilista, punk, e anarco-socialista. Quando entrei na universidade vi que a coisa era bem diferente (tanto nos livros que recomendavam, quanto nas mentes das pessoas) e me deixei levar por algo que parecia mais realista, idéias de república trabalhista (com tendências socialistas escondidas, na época), ou seja, comandada pelos trabalhadores eleitos pelo povo e regulada depois pela dialética com os sindicatos e partidos, que utopia! Que grande burrice! Parecia razoável na época e nos livros e no discurso dos especialistas em alienar, os professores "universotários", que não deixam (nem deixarão) de ser também "massa de manobra".

Nessas letras preservarei as idéias originais e mesmo acrescentadas depois, mesmo que discorde de algumas hoje (ou de todas em algum caso). Eis a primeira...

DEMOCRACIA E LIBERDADE?

Nacionalismo, patriotismo, temor servil
Que balancem quem os pariu
Bandeiras, pátrias, juramentos fiéis
Dividem o mundo entre os coronéis
Separam-nos para melhor nos manipular
E acusam o outro lado p'ra poder nos comandar

Democracia é uma palavra mentirosa
Com metade mais um se elege a favor
Depois de um ano quase o dobro da metade
Já é contra aquele em quem votou
Uma parte foi comprada, a outra foi enganada
E agora ninguém pode fazer nada

Então porque tenho que representar?
Não assinei embaixo
Por que tenho que sustentar?
Seus salários e despesas e seu sistema sob a lei?
A lei é uma ladra
E os ladrões escrevem as leis

Por que eu tenho que aceitar essa enganação?
Por que não posso dizer "não"?
Comunismo, socialismo, presidencialismo, democracia...
São apenas maneiras diferentes de nos escravizar
[Por que é que eu tenho que pagar a alguém p'ra me comandar?
Por que é que eu tenho que escolher alguém p'ra me vigiar?
Por que eu tenho que dar meu dinheiro para alguém investir e lucrar?]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A Farsa do Greenpeace e da WWF

Farsa: Greenpeace e WWF são financiadas pela Shell e Fundação Rockeffeller


Parece que o "Petróleo Verde" gera grande benefícios aos interesses das corporações mais contaminadoras do planeta: a WWF foi fundada e é, atualmente, administrada pela Royal Dutch-Shell. Mas isso não é tudo. Temos novidades sobre o Greenpeace! (outro dos patrocinadores do Movimento Zeitgeist, como a WWF). Neste sentido e como marco orientador esclarecemos que o "Petróleo Verde" refere-se à estratégia suja usada por entidades como o Greenpeace e a WWF.

"Nada mais perverso e eficaz que apelar aos sentimentos nobres ou valores éticos do ser humano incorporados na consciência social de um povo ou uma nação com a finalidade de utilizá-los e manipulá-los no detrimento do conjunto de interesses que ele representa", Obrigado Hector Alderete do SEPRIN por esta crítica eloquente que reflete, nada mais nada menos, a ação das megas companhias de inteligência e guerra "ambientalista" psicológica, regulamentadas pelo M16, CFR, Bilderberg e ZOG.

"Dê-me o controle da economia de um país e não me importo com quem faz as suas leis". Mayer Amschel Rothschild (1743-1812)

(...)

Utilizando o gigantesco aparato dos meios de comunicação de massa, e uma propaganda obscena em jornais que presumidamente representariam o inimigo, como o: The New York Times, The Washington Post, Times, etc, a propaganda é direcionada para um determinado público jovem e não tão jovem.

O Greenpeace se apresenta perante o mundo como uma organização ecológica holandesa de caráter internacional dedicada a "Proteger o meio ambiente e a ecologia", segundo diz o seu objetivo social que figura inscrito no estatuto de sua fundação no registro de Inspeção Geral da Justiça Argentina (IGJ).

Se qualquer pessoa ou grupo se atreve a questionar o aquecimento global e a ortodoxia das grandes mudanças climáticas os clérigos verdes primeiro tentarão desacreditá-los, normalmente pulando sobre a mesa e apontando seus rostos com o dedo e dizendo: "Você é financiado pelas grandes petroleiras!".

Isto torna tudo mais irônico, quando em primeiro lugar você considerar quem fundou, e mais tarde administra a grande bandeira verde de guerra para o movimento "verde" moderno.

O recente artigo de Donna Laframboise, intitulado The WWF’s Vast Pool of Oil Money (A imensa piscina de dinheiro do petróleo da WWF) narra a ascensão da caridade verde globalista - financiada pela gigante do petróleo Royal Dutch Shell, cujo ex presidente com 15 anos de trabalho na corporação, John Loudon, em seguida, atuou como presidente da WWF Internacional durante 4 anos.

Em 1961, a Shell Oil destinou a bonita soma de 10.000 libras para a fundação da WWF no Reino Unido, dinheiro que em termos atuais seria equivalente a £ 418.000 ou $ 663.000 dólares (veja a calculadora histórica aqui).

E isso foi só o começo. A WWF seguiu na onda do dinheiro do hidrocarboneto durante os 40 anos seguintes - coletando milhões por parte de gigantes como a British Petroleum, Shell e outras corporações, até o ano de 2000.

Greenpeace Blackmoney

Não é de se estranhar que os auto-proclamados "socialistas tecnocratas" do Greenpeace dizem em sua própria página da web que a ideia de liberdade de expressão não é aplicável quando se debate sobre o clima, e atacam com frequência os cientistas honestos e independentes que desnudam a verdade com base em suas supostas conexões como as "grandes petroleiras".

(...)

Dinheiro ativista

A sua própria postura militante se torna ainda mais interessante pelo fato de que o Greenpeace foi fundado pela Standard Oil Company, e que atualmente é financiada com dinheiro da indústria petroleira.

Veja você mesmo:

Rockefeller Brothers Foundation
Greenpeace $ 1,080,000.00 1997 a 2005
Sierra Club $ 710,000.00 de 1995 até 2001
ACORN $ 10,000.00 2002 a 2002

Rockefeller Family Fund
Greenpeace $ 115,000.00 de 2002 até 2005
Sierra Club, $ 105,000.00 de 1996 até 2002
ACORN $ 25,000.00 1998/98

Fundação Rockefeller
Greenpeace $ 20,285.00 1996 a 2001

Basta dizer que nenhum destes campeões da mudança climática e adeptos do governo mundial, como a WWF ou o Greenpeace, poderiam existir se não fosse pelo delicioso dinheiro da industria petroleira, a mais poluente da Terra.

Outra "verdade inconveniente" deve ser revelada aqui. O líder não oficial do movimento alarmista do aquecimento global, Al Gore, também é um apaixonado investidor da industria do hidrocarboneto.

As estimativas colocam as ações de Al Gore na Occidental Petroleum em mais de $500.000 dólares, o que explica porque Al Gore ordenou a venda da Naval Oil Reserve dos EUA à Occidental Petroleum - sem licitação, naturalmente.

No entanto, muitas pessoas admiram Al Gore por suas maravilhosas "credenciais ecológicas", e seu alegado "amor ao meio ambiente". Será um caso de cegos conduzidos por loucos?

Fontes:
BWN Argentina: Greenpeace y la WWF financiadas por Shell y Rockefeller 
Measuring Worth: Five Ways to Compute the Relative Value of a UK Pound Amount, 1270 to Present
Seprin
Isabel de la Fuente: EL REGALO DE LA MODERNA MANZANA ENVENENADA DE LOS ROTHCHILDS.
Secret Intelligence Service M16
Council Foreign Relations
Metapedia: Gobierno de ocupación sionista

Via: anovaordemmundial.com

Matéria completa em: http://www.libertar.in/2014/12/farsa-greenpeace-e-wwf-sao-financiadas.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Você sabe o que é Coaf?

Quantas vezes você ouviu falar em Coaf nos noticiários por todos esses esses anos? Você sabia que o Coaf existe desde 1998? Você sabia que ele é presidido desde 2004 pela mesma pessoa colocada lá por Lula? Sabia que o Coaf, apesar de ser criado para evitar lavagem de dinheiro, já defendeu bandidos (entres eles alguns confessos hoje, culpados e presos)? Você sabia que o Coaf é um cabide de empregos para petistas, quase todos ganhando mais de 18 mil reais de salário? Sabia que toda essa corrupção e lavagem de bilhões de reais da Petrobrás e dos petistas e aliados  passaram "desapercebidos" debaixo do nariz do Coaf todos esses anos? Sabia que petistas tem movimentado quantias bem maiores (inclusive Lula que segundo relatório do próprio Coaf movimentou suspeitamente em suas contas mais de 40 milhões), sob investigação e segundo relatório do próprio Coaf e nenhum jornal está divulgando nada disto por todos esses anos? Já viu que a mídia está divulgando justamente notícias contrárias a essas no intuito de confundir as pessoas que já estão vendo todas as denúncias contra o Coaf, sua diretoria partidária e comprada, seus altos funcionários e seus grandes salários, como fake news? Veja um resumo do que é o Coaf, suas funções, atividade e feitos por todos esses anos e entenda.

https://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/vittorio-medioli/coaf-1.2084027

Conclusão: o Coaf nada mais é do que um braço ativo do PT e do comandante ladrão, Lula.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O que é verdade e mentira nos vídeos sobre os Illuminati


Por Everson Barbosa - 20 de fevereiro de 201159

Misturando verdades com mentiras, boatos com fatos, eles [os vídeos] acabaram se popularizando entre crentes. Nos últimos meses, tem se popularizado no meio evangélico uma série de vídeos acerca do projeto de governança mundial profetizado pela Bíblia para o final dos tempos e que já estaria em andamento no mundo. Esses vídeos, disponibilizados gratuitamente na grande rede de computadores, têm sido ultimamente reproduzidos de forma caseira por muitos crentes, se tornando ainda mais populares. Porém, sua escatologia, extremamente especulativa, mistura verdades com mentiras, boatos com fatos, evidências com informações absolutamente equivocadas. Estamos falando dos vídeos acerca dos supostos Illuminati, e que já são uma verdadeira febre entre muitos crentes Brasil afora.

Segundo esses vídeos, há décadas que um grupo de homens muito ricos domina o mundo, manipulando governos, a economia mundial, a produção dos alimentos e todas as notícias que lemos nos jornais ou vemos na tevê e nos grandes sites de notícias da internet. Esse grupo, dizem, chama-se Illuminati, uma entidade secreta que reúne homens poderosos desejosos de implantar na Terra um governo mundial. De acordo com os vídeos, são eles que teriam elegido de fato os últimos presidentes dos Estados Unidos, teriam “produzido a farsa” de que o homem foi à lua bem como a “farsa” dos atentados ao World Trade Center; (sic) e, ainda segundo eles, todas as igrejas evangélicas estariam praticamente envolvidas, consciente ou inconscientemente, pela Nova Ordem Mundial, ou seja, o governo mundial. Como dá para perceber, são enormes falácias, mas que acabam enganando muitos justamente porque essas mentiras são apresentadas nos vídeos ao lado de outros fatos, misturando verdade com ficção.

Sobre o 11 de setembro, por exemplo, a maluca teoria da conspiração sobre os atentados foi popularizada pelo livro L’Effroyable Imposture (2002), do jornalista e ativista político de esquerda Thierry Meyssan. Com o lançamento do livro, a teoria de Meyssan se espalhou na internet, mas trata-se de uma tremenda fraude, cujos argumentos (muitos distorcidos já em seu nascedouro) já foram todos respondidos um a um pelo FBI e pelo Departamento de Estado norte-americano, e em artigos tanto da imprensa dos EUA como da imprensa europeia, inclusive a francesa, mal o livro fora lançado. Envergonhados pela tese louca de Meyssan, jornalistas franceses também chegaram a escrever um livro rebatendo ponto a ponto sua teoria, repleta de informações equivocadas. Desacreditado, Meyssan saiu da Europa e passou a morar na Síria, de onde trabalha fazendo matérias para uma revista semanal russa, a “Odnako”.

Os Illuminati existem?

Para início de conversa, os Illuminati de fato sequer existem. Grupos como Illuminati, Golden Dawn (Aurora Dourada), Priorado de Sião e Templários já existiram, mas há muito tempo não existem mais. O Priorado de Sião, que se dizia uma sociedade secreta fundada no século 11, foi, na verdade, criado em 1956 e se dissolveu no mesmo ano. Os Templários existiram de 1096 até 1312, quando o papa Clemente V resolveu dissolver a ordem. A sociedade ocultista e teosófica Aurora Dourada nasceu em 1880 e desfez-se em 1905. Atualmente, pequenos grupos, nascidos recentemente, alegam ser a continuação da ordem, mas nenhum tem realmente ligação direta com o original Aurora Dourada nem conseguiu ter a pequena influência que esse grupo tinha no final do século 19 na Inglaterra. O Iluminati, por sua vez, foi uma sociedade secreta criada na Alemanha em 1776 e extinguida em 1788, e caracterizada por seguir um iluminismo radical. Todas as teorias que colocam os Illiminati como tendo início antes dessa época ou como existindo até hoje tratam-se de lendas. O nome Illuminati só sobrevive hoje em minúsculos grupos de aficcionados pela história do Illuminati original. Há até um deles no Brasil. Eles se dizem herdeiros dos antigos Illuminati, mas não têm obviamente nenhuma ligação direta com o Illuminati original do século 18, e também nenhum desses grupos têm ligação entre si e muito menos exercem alguma influência significativa sobre a sociedade.

Aliás, Illuminati, Golden Dawn e Priorado de Sião eram sociedades secretas antigas que não chegaram, nenhuma delas, a ter o poder de influência que a maçonaria, por exemplo, tinha pelo menos até o início do século 20. Hoje, Illuminati, Golden Dawn, Priorado de Sião e Templários só existem mesmo em romances policiais mirabolantes que rendem lucrativos roteiros de filmes de ficção, como O Códido Da Vinci, baseado em obra ficcional homônima do falacioso Dan Brown.
Sérgio Pereira Couto, jornalista, historiador e escritor, considerado o maior especialista em sociedades secretas no Brasil, ressalta sobre os Illuminati que “páginas e mais páginas de Internet apresentam os esquemas mais malucos e os atribui ao grupo, incluindo ramificações e controle total de outras ordens”, e acrescenta que, desde o século 18, “muito se falou sobre essa ordem e pouco se provou”.

Agora, o que é verdade, e já foi alvo de matéria do jornal Mensageiro da Paz, é que existem grupos que reúnem realmente homens poderosos na política, na cultura e na economia mundial, e que pregam uma Nova Ordem Mundial – isto é, uma governança mundial –, mas nada que seja do tipo sociedade secreta. São eles o Council on Foreign Relations (CFR, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e o Clube Bilderberg, que reúne fraternalmente líderes internacionais nas áreas de política, economia e cultura (MP, edição 1.490, julho/2009/pp. 14 e 15). Ambos foram fundados no século 20. Destes, apenas o Clube Bilderberg é mais reservado. O CFR, ao contrário, realiza palestras, eventos e tem publicação oficial. Já o Clube Bilderberg é, no máximo, o que se pode chamar em nossos dias de “sociedade discreta” (aliás, é praticamente impossível imaginar em nossos dias uma sociedade absolutamente secreta, já que estamos em uma época em que a comunicação e o jornalismo investigativo são cada vez mais fortes).

É fato que as reuniões do Clube Bilderberg não são abertas à imprensa ou ao grande público, mas seus membros são todos conhecidos e todos os anos sabe-se quando e onde serão realizadas as reuniões. Inclusive, a pauta desses encontros de vez em quando acaba vazando para a imprensa, sendo publicada em sites e até em jornais. Outro ponto importante a se frisar é que esses grupos (CFR e CB) não são “onipotentes”, no sentido de terem o poder pleno de implantar tudo o que idealizam ou “controlar toda a mídia e o governo de nações”, mas tentam, sim, dentro da esfera de influência de seus membros, influenciar o maior número de pessoas no planeta para aquilo que consideram ser o melhor para o mundo – e na maioria das vezes acabam conseguindo seu intento, por terem o apoio da maioria dos grandes formadores de opinião da mídia ocidental de hoje na defesa de suas propostas. O CFR e o CB defendem, por exemplo, um governo mundial, moeda única, legalização de drogas, “casamento” homossexual. Nem todos os seus membros concordam com todos os pontos dessa pauta, mas a maioria, sim.

Estejam os membros do CFR e do Clube Bilderberg conscientes disso ou não, o que defendem em sua maioria aponta para as profecias bíblicas relativas ao final dos tempos. E suas ações, sem dúvida, influenciam a sociedade. Só não se pode chamar isso de “controle total”, mas apenas de grande influência; nem afirmar que o Clube Bilderberg, e muito menos o CFR, é uma “sociedade secreta”; e nem chamar esses grupos ou seus membros de Illuminati, pois este não mais existe. Há propostas dos antigos Illuminati do século 18 que se assemelham às propostas do CFR e do CB? Sim, sem dúvida, mas estes não têm ligação com aqueles, apenas ideologias parecidas.

Artigo completo em
https://estudos.gospelmais.com.br/o-que-e-verdade-e-mentira-nos-videos-sobre-os-illuminati.html


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Fundamento e Resultado da Ideia de que a Existência tem Sentido

(Trabalho apresentado por Antonio F. Gonzaga como critério parcial de doutoramento)

A consequência das formulações e da nova visão apresentada é o principal diferencial na minha tese. Mas antes de entrar nesse ponto um pequeno diferencial mais fundamental, da visão em si,  precisa ser explicitado. Os filósofos, especialmente os existencialistas, apresentam como resultado ou chegaram a tirar uma conclusão contrária à que apresento, a partir das mesmas observações, o que eu poderia grosseiramente reunir numa só sentença (o pensamento de todos eles quase), "a existência não faz sentido em si, portanto, eis a liberdade", no caso, para colorir e dar o sentido que acharmos melhor. Esta conclusão precisa ser questionada primeiro em seu fundamento, não em si mesma como o faz a maioria dos seus críticos demonstrando apenas as limitações de tal suposta liberdade. O fundamento está errado, pois a existência não apenas faz sentido em si mesma, ela tem sentido e ela é o sentido dela própria. Isto não precisa de nenhuma justificativa (a não ser para as mentes desses filósofos), pois a existência é, temos que redundantemente dizer que a existência existe para que essas pessoas entendam, e que isso é fato irrefutável queiram interpretá-la de um modo ou de outro ou até mesmo como um sonho, ou ilusão, o fato é que continua existindo. Temos levantado a questão desde o princípio e demonstrado que a existência é, a existência existe, ela é a única opção, não existe outra coisa, pois a não existência não existe, o nada não existe, não é possível de forma alguma a inexistência, nem mesmo antes da existência nem depois (tudo não pode vir do nada, nem se transformar em nada depois de ter vindo à existência). Se algum teimoso ainda insistir lance-o o desafio de demonstrar algo inexistente, pois por mais longe que vá sua criatividade em ludibriar, qualquer coisa que imagine passará a existir em sua mente como alguma representação desde o momento que ele afirme que ela inexista. O fundamento portanto está errado. Não passa de um subjetivismo relativista frágil até diante de sua própria proposta de relativização e de subjetividade, quanto mais da evidência.

O fundamento da existência na consciência não leva a qualquer subjetivismo, pelo contrário, ao afirmar que o cosmo depende da consciência estou declarando ainda uma maior objetividade do que se tem adotado até hoje, uma objetividade suprema; então ao contrário de afirmar que tudo depende da visão subjetiva de cada um estou afirmando que nossa visão é muito parcial e diminuta em relação à consciência do todo, podendo influir muito pouco em relação a este; estou afirmando, não que as leis naturais são leis de nossa consciência e que podemos vencê-las (ou "produzir" um sobrenatural) com uma nova visão, como dizem certos filósofos, ou exercícios com dizem os ocultistas, ou com crenças como dizem alguns religiosos, mas estou afirmando que existem mais leis, e leis muito mais inflexíveis na consciência, que são em sua maior parte desconhecidas pela ciência, do que as leis naturais que já conhecemos e temos julgado irreflexivamente que se tratam de "leis da matéria", ou "leis da física". Não pessoa, não se trata de leis da fisis, se trata de leis às quais a fisis obedece. A essas leis, incluindo as conhecidas como naturais e muito mais leis ainda por se descobrir, está submetida não só a matéria, mas também a mente tem sua própria porção de leis que a regem, e a consciência chamada de individual também tem sua própria porção de leis às quais obedece e às quais está limitada. Veja por favor que estou falando de coisas óbvias, facilmente verificáveis e já vivenciadas por qualquer que seja a pessoa, não se trata de qualquer elaboração esotérica ou interpretação filosófica, isto é irrefutável, a existência de leis que regem nossa mente, nossa consciência, e portanto, regem nossa capacidade de sensação, de cognição e de percepção. 
Existem padrões, leis, limitações, lógica, algorítimos (conhecidos e desconhecidos)... A consciência e tudo que há nela, mente, mundo e leis naturais, é regida por leis, muitas das quais infelizmente desconhecidas (em parte por tratar a ciência como subjetivo às únicas coisas realmente objetivas às quais temos acesso, consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo). Esse é mais que um grito de alerta para que parem com essa infantilidade sem fundamento e saiam da adolescência da ciência (que em parte ainda está fascinada com a descoberta  recente , ou com o sonho ou com a ideia, de como a consciência do observador influi no experimento) e entre em sua maturidade admitindo que a verdadeira objetividade (consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo) precisa ser tratada como tal e investigada como tal.

Agora podemos, tão sucinta, direta e francamente demonstrar que a consequência apontada pelos existencialistas (os que atribuem como resultado a liberdade) é totalmente contrária à verdade. Da existência de tais leis que regem a consciência resulta que descobrimos na verdade tanto menos liberdade quanto mais desconhecemos a totalidade dessas leis (e pior ainda quando as negamos visto que estão presentes). Nada mais óbvio. Mas é claro que esses existencialistas se sentem como se houvessem descoberto algo a mais, e talvez até tais leis, e sentem que estão num grau superior não só intelectualmente quanto também de liberdade em relação ao resto da humanidade, pois nada mais enganoso. Como se vê construíram seu próprio cárceres com grades quase intransponíveis, já que, além dos limites naturais da consciência individual que eles de forma alguma transpassaram, se impuseram mais um pesado fardo, sua interpretação falsa das impressões, que não permite enxergar a óbvia verdade acima demonstrada (que esse capítulo possa ser-lhes como uma chave para seu cárcere). Como realmente a consciência é regida por leis não temos tanta liberdade quanto pensamos. É claro que nosso conhecimento é limitado. Posso exemplificar algumas leis que regem nossa consciência para fazer apenas imaginar a consciência do todo, sendo isso um exemplo muito limitado, já que essa consciência do todo sim, é possuidora das leis, pois ela mesma é idêntica ao conjunto de leis que regem tudo sendo consciente disso. Por exemplo, agora enquanto escrevo não posso estar consciente do que se passa na sala atrás de mim. Uma parede e até meu corpo e meu olhar limitam minha consciência, ou seja, objetos de minha consciência estão limitando o alcance dela! Veja que fragilidade tão contrária à ideia existencialista de liberdade. Eu não tenho consciência de quem é você e do que está pensando agora, aliás nenhuma consciência individual tem acesso a outra, nem de nenhum futuro, nem sequer de meu próprio futuro; eu não posso ver pelos seus olhos, minha consciência não pode ter consciência dos registros de sua mente; e nem o conhecimento  da totalidade dos registros de minha própria mente! Que liberdade é essa? Não vou nem prolongar em discutir também a ideia absurda de que tudo está no inconsciente, pois se isso fosse verdade eu teria acesso à sua consciência ou pelo menos ao registro de sua mente (e até ao de todas as mentes) através de hipnose e não apenas ao que está registrado na minha. Não estou dizendo que não existe possibilidade de transcendente para o tipo de consciência que se vê como individual nem que  um horizonte transcendental não seja possível, admito essa possibilidade, embora não haja comprovação de um métodos para isso nem do que é dito pelos que dizem ter atingido tal transcendência, mas estou novamente falando do óbvio, irrefutável, acessível a qualquer pessoa, podendo verificar isso, no momento que ler sobre isso inclusive. Portanto temos como resultado (a) não uma relatividade absoluta (que é logicamente impossível mesmo que apenas a partir do ponto que ela mesma possa ser relativizada, os que não entenderam a lei da relatividade geral para o tempo e espaço é que extrapolaram a sua aplicabilidade a tudo que encontram pela frente incluindo todas as definições e evidências), (b) não uma subjetividade específica nem transcendente (mesmo que isso fosse questionável somente a partir do ponto que possa ser subjetivizada ou mesmo colocada como reflexo subjetivo, pois o que impediria de dizer que é reflexo do reflexo do reflexo e ad infinitum? Nada nos adianta, nada nos responde um tal ideia), e (c) nem uma liberdade de significação da realidade, mas o contrário.Temos demonstrado como é presunçosa a pretensão de qualquer sistema (pois que por definição seria completo). Temos demonstrado (1) as limitações de nossa capacidade de significação, (2) nossa alta capacidade de erro e (3) nossa incompletude em relação a qualquer que seja a ideia ou significação que damos à existência, diante da completude da existência como um todo na necessária consciência de tudo.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Do Livro O NOVO HOMEM de Louis Claude de Saint Martin

Capítulo 1

A verdade não exige mais do que fazer aliança com o homem; mas ela quer que seja com o
homem puro, sem nenhuma mistura com qualquer coisa que não seja fixo e eterno como ela.
Quer que esse homem se purifique e se regenere continuamente e por inteiro, na fonte do
fogo e na sede da unidade; quer que a terra absorva os pecados dele todos os dias, isto é, que
absorva toda a sua matéria, porque este é o seu verdadeiro pecado; quer que tenha o corpo
sempre pronto para a morte e os sacrifícios, a alma pronta para o exercício de todas as virtudes, o
espírito pronto para entender todas as luzes e fazê-las frutificar para a glória da fonte de onde
provêm; quer que se considere em todo o seu ser como um exército sempre em prontidão, prestes
a marchar ao primeiro sinal; quer que tenha uma resolução e uma constância que nada possa
alterar, e estando avisado de que continuando encontrará apenas sofrimento, porque o mal vai se
oferecer a cada passo, que essa perspectiva não o detenha em sua marcha, e que dirija sua visão
exclusivamente, para o marco que o espera ao fim do percurso.

Se ela o encontra nessa disposição, aí estarão as promessas que lhe faz e os favores que lhe
destina. Porque tão logo o interior do homem se lhe abre, ela é inundada por uma carga de
alegria, não somente como a mãe mais terna por um Filho que não vê há muito tempo, mas como
o mais augusto gênio à vista da mais sublime produção que, inicialmente, lhe parecia bisonha,
estranha a seu espírito e, por assim dizer, apagada de sua memória, mas que, em seguida, lhe faz
unir o amor mais vivo a essa profunda admiração, quando esse excelso gênio chega a reconhecer
que essa sublime produção é um trabalho seu.

Mal a verdade vê nascer o desejo e a vontade no coração do homem, precipita-se com
todos os ardores da sua Vida Divina e do seu amor. As vezes, não pede a ele mais que a privação
de tudo o que é insignificante, e para esse sacrifício negativo, ela o suprirá de realidades. A
primeira realidade é dar-lhe sinais de advertência e de preservação, a fim de que não tenha como
Caim, razão para temer e dizer: quem me achar, me matará. Em seguida, põe sobre ele os sinais
do terror, para que sua presença provoque medo e faça seus inimigos fugirem; finalmente ela o
ornamenta com os sinais da glória, a fim de que possa fazer brilhar a majestade do seu mestre e
receber por todos os lados as honoráveis recompensas que são devidas a um servidor fiel.

É assim que ela tratará aqueles que tiverem confiança na natureza de seu ser; que não
deixarem escapar a mínima centelha; que forem considerados como uma idéia fundamental ou
um texto do qual a nossa vida inteira deveria ser apenas o desenvolvimento e o comentário de
maneira que todos os nossos momentos serviram para explicá-lo e torná-lo mais claro, e não para
obscurecê-lo, apagá-lo e lançá-lo no esquecimento, como ocorre quase sempre para a nossa
infeliz posteridade.

Para nos curar, a verdade possui um medicamento real, que sentimos fisicamente quando
ela julga oportuno administrá-lo a nós. Esse medicamento é composto de dois ingredientes, de
acordo com nossa enfermidade, que é uma mistura do bem com o mal e que apanhamos de quem
não sabe se preservar do desejo de conhecer essa ciência fatal. É um medicamento amargo, mas é
o seu amargor que nos cura, porque essa parte amarga, a justiça une-se ao que há de viciado em
nosso ser para lhe trazer a retificação; então, o que há de sadio e vivo em nós, se une, por sua
vez, ao que há de doce no medicamento, e obtemos saúde.

Enquanto essa operação medicinal não se realiza em nós, é inútil considerar-nos sadios e
bem; não estamos sequer em condições de usar alimentos salutares e puros, porque nossas
faculdades ainda não estão abertas para recebê-los. Dessa forma, não é suficiente para nosso
restabelecimento, abster-nos de alimentos malsãos e corrompidos; é necessário que consumamos
esse medicamento amargo que os ministros espirituais da sabedoria introduziu em nós,
produzindo aí uma sensação dolorosa que poderíamos chamar de febre da penitência, mas que
termina com a doce sensação da vida e da regeneração.

As pessoas que se encontram na via da regeneração, recebem e sentem esse medicamento
todas as vezes que o inimigo as tocam, para viciar qualquer coisa em seu ser. Os outros nem o
recebem, nem o sentem, porque se encontram num contínuo estado de transtorno e enfermidade
que não permite ao medicamento aproximar-se deles.

Mas esse medicamento é tão necessário ao nosso restabelecimento, que aqueles que não o
receberam não podem comer de forma proveitosa o "pão da vida" e não se tornam "ouro puro".
Enfim, ele deve moldar e trabalhar nossa alma sem descanso, sem interrupção, como o tempo
trabalha constantemente todos os corpos da natureza para reconduzi-los à pureza, à simplicidade
e à atividade viva dos seus princípios constitutivos. É desse modo que se abre em nós uma fonte
ativa, que é alimentada e mantida pela própria vida; e é por esse meio que atingimos uma
natureza de alegrias que não cessam e que estabelecem em nós antecipadamente e para sempre, o
reino eterno daquele que é.

É fácil constatar que esse medicamento não deve ser confundido com as atribulações
terrenas, com as doenças do corpo, com as injustiças que podemos receber de nossos
semelhantes e que mantêm nossa alma na angústia. Todas essas coisas são para punir a alma ou
submetê-la à provação, mas não lhe dão mais que uma sabedoria temporária; ou por outra, só
podemos receber a Vida Divina por preparações de mesma ordem; e o medicamento do qual
falamos é essa preparação exclusiva. Feliz é aquele que perseverar até o fim, desejando-o e
aproveitando-o todas as vezes que tiver a felicidade de experimentá-lo! Constatará desse modo
que o homem pode ter grandes coisas a dizer, não necessariamente ditas por ele, e que ele deve
esperar que o façam dizer ou escrever.

Pois o orvalho que Deus faz descer no homem é todo composto de ações totalmente vivas,
totalmente formadas, totalmente completas, como guerreiros armados dos pés à cabeça, ou como
médicos poderosos, portando nas mãos a ambrosia, ou como anjos celestes todos brilhantes tanto
no interior como no exterior, luzes puras e santas da vida; e o homem destinado as ser o objeto e
o receptáculo de tantos benefícios percebe pela inteligência, no meio desse orvalho sagrado, a
mão suprema de Deus resplandecente de glória, que quer tomá-lo como o termo dessa
incomparável magnanimidade. Tanto isso é verdadeiro que a palavra divina não pode vir a nós
sem criar, ao mesmo tempo, todo um mundo.

Meu Deus, bem sei que sois a vida, e que não sou digno de que vos aproximeis de mim,
que não sou senão desonra, miséria e iniqüidade. Sei bem que tendes uma palavra viva, mas que
as trevas espessas da minha matéria impedem que os ouvidos de minha alma a ouça. Contudo,

fazei entrar em mim em abundância essa palavra, para que seu peso possa contrabalançar a
quantidade de vazio no qual está absorvido todo o meu ser, e que no dia do seu julgamento
universal, o peso e a abundância de vossa palavra, possam me resgatar do abismo e me elevar até
vossa santa morada; colocai nas diversas regiões e faculdades que me compõem, numerosos
trabalhadores hábeis e vigilantes que desobstruam os canais de todas as suas imundícies e
quebrem até mesmo as rochas que se opõem à circulação das águas; então a vida de vossas
fontes puras e ativas em mim encherá meus rios até a borda; então criareis um mundo de
espíritos em meu pensamento, um mundo de virtudes em meu coração e um mundo de poderes
em minha ação, e será o todo - poderoso, o santificador universal, que sustentará, ele mesmo,
todos os mundos em mim, nutrindo-os continuamente com suas próprias bênçãos.

Qual é o verdadeiro significado do Natal?

Por Victor
(...)
Vamos deixar com que o Evangelho de Mateus nos conte a história: “Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente. Mas, depois de ter pensado nisso, apareceu-lhe um anjo do Senhor em sonho e disse: José, filho de Davi, não tema em receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1.18-21).
O que te surpreende nesta história? Uma mulher ficar grávida do Espírito Santo? Um homem, que para não difamar sua mulher, busca anular secretamente o seu casamento para que Maria não fosse envergonhada e punida pelo povo? Um anjo contando a José a verdade sobre a gravidez de Maria através de um sonho?
Todas essas coisas são uma introdução para o que vai acontecer de mais importante: a nossa salvação através de Jesus Cristo. Está escrito em Romanos 3.23-24: “Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus”.
Todos nós somos pecadores e por isso, precisamos de Cristo. Nossos pecados roubam tudo o que Deus criou para nós. Somos cegos caminhando sem rumo e orientação. Desespero, angústia, medo, tristeza, maldade, vaidade, orgulho; estes são apenas alguns dos sintomas que mostram o quanto estamos distantes de Deus.
A palavra Natal vem do latim natale que significa: nascimento. No Natal celebramos o nascimento do redentor da humanidade, o Filho de Deus. No Natal celebramos também o nosso nascimento. Isso mesmo, o nosso nascimento! Nascimento para uma nova vida que recebemos através de Jesus. “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17)
Você precisa de uma vida nova? Uma nova chance? Um novo recomeço? Você precisa nascer de novo. Não nascer numa outra vida depois desta, pois a Bíblia não ensina a doutrina da reencarnação. “Ao homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo” (Hebreus 9.27 ). Nascer de novo é nascer para a nova vida que Cristo nos oferece, com Ele no controle. Uma vida repleta da verdadeira esperança, sentido e paz com Deus.
Você precisa disto? Jesus é o fim da sua busca.
Por Victor
Texto completo em http://www.pibpenha.org.br/natal

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

COMO SER SANTO

https://casadoespiritosanto8.blogspot.com/2018/11/como-ser-santo.html

FARSA DA SUPERPOPULAÇÃO MUNDIAL - parte 2 - O mito do superpovoamento e a obsessão com o controle populacional


Por Walter Williams

(O autor: Walter Williams, professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.)

De acordo com um artigo no site American Dream, intitulado "Al Gore, Agenda 21 and Population Control [Al Gore, Agenda 21 e o Controle Populacional], há gente demais habitando o planeta Terra, e isso está gerando impactos negativos sobre todos nós.  A solução?  Reduzir a população.  É o que eles próprios defendem abertamente, como será mostrado mais abaixo. 

Em primeiro lugar, o que é Agenda 21?  A própria ONU define Agenda 21 da seguinte maneira:

"Agenda 21 é um abrangente plano de ação a ser empreendido globalmente, nacionalmente e localmente por organizações pertencentes ao Sistema das Nações Unidas, pelos Governos e pelos Grandes Grupos em toda e qualquer área em que o ser humano impacta o ambiente."

Se tal objetivo globalista ainda parece muito abstrato, veja o que disse o Fundo de População das Nações Unidas em seu "Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009" intitulado Enfrentando um Mundo em Transição: Mulheres, População e Clima:

"Cada nascimento resulta não só nas emissões atribuíveis àquela pessoa ao longo de sua vida, mas também nas emissões de todos os seus descendentes. Assim, a economia de emissões decorrente de nascimentos pretendidos ou planejados se multiplica com o tempo. [...] Nenhum ser humano é genuinamente "neutro em carbono", principalmente quando todos os gases de efeito estufa são levados em conta na equação. Portanto, todas as pessoas são parte do problema, logo todos precisam participar da solução de um modo ou de outro. [...] Programas de planejamento familiar de qualidade são do interesse de todos os países no que se refere às preocupações sobre gases de efeito estufa, bem como às preocupações de bem-estar mais amplas."

O The New York Times concorda.  Em um artigo intitulado "The Earth is Full" [A Terra Está Lotada], de 2008, o colunista Thomas Friedman diz que "O crescimento populacional e o aquecimento global pressionam os preços dos alimentos, o que gera instabilidade política, o que leva ao encarecimento do petróleo, o que leva a novos aumentos dos preços dos alimentos, e assim reiniciando o círculo vicioso."

Já um professor de biologia da Universidade de Austin, Texas, chamado Eric R. Pianka, em um artigo intitulado "What Nobody Wants to Hear, but Everyone Needs to Know" [O que Ninguém Quer Ouvir, Mas Todos Precisam Saber], escreveu que "Não desejo nenhum mal ao ser humano.  No entanto, estou convencido de que o mundo, incluindo toda a humanidade, estaria muito melhor sem vários de nós."

O principal problema, só para começar, é que não há absolutamente nenhuma relação entre um grande número populacional, desastres ambientais e pobreza.  Os entusiastas das políticas de controle populacional devem considerar a República Democrática do Congo e suas míseras 29 pessoas por quilômetro quadrado como sendo o ideal ao passo que Hong Kong e suas 2.510 pessoas por quilômetro quadrado devem ser um pesadelo. 

No entanto, os cidadãos de Hong Kong usufruem uma renda per capita de US$ 52.000, ao passo que os cidadãos da República Democrática do Congo, um dos países mais pobres do mundo, sofrem com uma renda per capita de US$ 648.  E isso não é uma anomalia.  Alguns dos países mais pobres do mundo são aqueles que têm as menores densidades populacionais.

O fato é que o Planeta Terra está repleto de espaço livre, e a esmagadora maioria está desabitada.  Se colocássemos toda a população da terra nos Estados Unidos, teríamos uma densidade de 662 pessoas por quilômetros quadrado.  Tal densidade é bem menor do que a vigente nas principais cidades americanas.  Se toda a população americana vivesse no estado do Texas, cada família formada por quatro pessoas usufruiria mais de 2,1 acres de terra (8.500 metros quadrados).  Igualmente, se toda a população da terra se movesse para os estados do Texas, Califórnia, Colorado e Pensilvânia  , cada família de quatro pessoas usufruiria um pouco mais de 2 acres.

[No Brasil, apenas 0,2% do território está ocupado por cidades e infraestrutura.  E se toda a população mundial fosse para o estado do Amazonas, a densidade populacional seria equivalente à da cidade de Curitiba].

É óbvio que ninguém está sugerindo que toda a população do planeta seja colocada nos EUA, e nem que toda a população dos EUA seja colocada no Texas.  Cito essas figuras apenas para colocar as coisas em perspectiva.

Vejamos outras evidências sobre densidade populacional.  Antes do colapso a União Soviética, a Alemanha Ocidental tinha uma densidade populacional maior do que a da Alemanha Oriental.  O mesmo vale para a Coréia do Sul em relação à Coréia do Norte; para Taiwan, Hong Kong e Cingapura em relação à China; para os Estados Unidos em relação à União Soviética; e para o Japão em relação à Índia.  No entanto, embora fossem mais povoados, Alemanha Ocidental, Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Estados Unidos e Japão vivenciaram um crescimento econômico muito mais alto, um padrão de vida muito superior, e um acesso a recursos naturais de qualidade de forma muito mais plena e acessível do que a população daqueles países de menor densidade populacional. 

Aliás, Hong Kong praticamente não tem um setor agrícola, mas sua população come muito bem.

É de se imaginar por que ainda há pessoas que dão ouvidos a catastrofistas que sempre se mostraram consistentemente errados em suas previsões — e não erraram por pouco, mas fragorosamente.

O professor Paul Ehrlich, biólogo da Universidade de Stanford, em seu best-seller de 1968, The Population Bomb [A Bomba Populacional] previu que haveria uma enorme escassez de comida nos EUA e que "já na década de 1970 ... centenas de milhões de pessoas irão morrer de fome neste país".  Ehrlich previu que, entre 1980 e 1989, 65 milhões de americanos literalmente morreriam de fome, e que, até 1999, a população americana encolheria 22,6 milhões de habitantes.

Sua previsão para a Inglaterra era ainda mais desesperadora: "Se eu fosse um apostador, apostaria uma quantia substancial de dinheiro que a Inglaterra deixará de existir até o ano 2000".

No primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, Ehrlich alertou: "Dentro de dez anos, todas as mais importantes vidas animais nos oceanos estarão extintas.  Grandes áreas costeiras terão de ser evacuadas por causa do fedor de peixe morto".  Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico.

Em grande medida, a pobreza nos países subdesenvolvidos pode ser diretamente atribuída ao fato de que seus líderes seguiram os conselhos de "especialistas" ocidentais.  O economista sueco e Prêmio Nobel Gunnar Myrdal disse, em 1956, que "Os conselheiros para assuntos especiais dos países subdesenvolvidos, que se dedicaram a estudar e entender os problemas desses países ... todos recomendam o planejamento centralizado como a condição precípua para o progresso".

Em 1957, o economista Paul A. Baran, da Universidade de Stanford, aconselhou que "A implantação de uma economia socialista planejada é uma condição essencial — na verdade, indispensável — para se alcançar o progresso econômico e social nos países subdesenvolvidos."

Para coroar essa série de maus conselhos, os países subdesenvolvidos enviaram seus melhores alunos para estudar economia em Berkely, Harvard, Yale e na London School of Economics, onde aprenderam tolices socialistas sobre crescimento econômico.  Na melhor das hipóteses, as teorias ensinadas não passavam de um emaranhado de lugares comuns. 

Por exemplo, o economista e Prêmio Nobel Paul Samuelson os ensinou que os países subdesenvolvidos "não conseguem emergir sua cabeça de debaixo d'água porque sua produção é tão baixa que eles não conseguem poupar nada para formar capital".  Um raciocínio totalmente circular.  Já o economista Ranger Nurkse é ainda mais profundo: segundo ele, a causa básica do subdesenvolvimento dos países pobres é "o círculo vicioso da pobreza".  Ou seja, um país é pobre porque ele é pobre.

Desnecessário dizer que tais constatações profundas são, por si mesmas, absurdas.  Se elas tivessem a mais mínima validade, toda a humanidade ainda estaria até hoje morando nas cavernas — afinal, dado que toda a humanidade já foi miserável em uma época, dado que a pobreza é algo da qual não se escapa, é impossível ter havido enriquecimento.  Por essa lógica, podemos concluir que estamos vivendo uma mera fantasia de riqueza.  Continuamos, na realidade, tão pobres quanto na época em que vivíamos nas cavernas.

Os entusiastas do controle populacional têm uma visão malthusiana do mundo, a qual vê o ritmo do crescimento populacional superando o ritmo da criação de meios para que as pessoas se sustentem.  No entanto, a própria genialidade da humanidade já mostrou que os malthusianos estavam completamente equivocados.  O homem consegue hoje cultivar volumes cada vez maiores de alimentos em espaços de terra cada vez menores.  Igualmente, a energia utilizada para produzir comida, em termos de dólares por PIB, está em contínuo declínio.  Estamos conseguindo mais com menos, e isso se aplica à maioria dos outros insumos utilizados na produção de bens e serviços.

Pense na seguinte questão: por que a humanidade de hoje usufrui telefones celulares, computadores e aviões, mas não usufruía na época de Luis XIV?  Todos os recursos físicos necessários para a fabricação de celulares, computadores e aviões já existiam àquela época.  Aliás, já existiam quando o homem das cavernas habitava a terra.

Há apenas uma explicação do motivo de usufruirmos essas benesses hoje mas não em épocas passadas: o aumento do conhecimento e da criatividade humana, bem como a especialização, a divisão do trabalho e o comércio — tudo isso em conjunto com a liberdade individual e a propriedade privada.  Foi isso o que levou à industrialização e à melhoria do nosso padrão de vida. 

Em outras palavras, os seres humanos são recursos imensamente valiosos. 

Aqueles que se preocupam com um fictício superpovoamento do planeta tendem a ver os seres humanos como nada mais do que meros consumidores de recursos.  A lógica é simples: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos.  Logo, menos seres humanos significa mais recursos disponíveis.  Esse é o cerne de todas as ideias contrárias à expansão populacional. 

Porém, embora as premissas desse silogismo sejam verdadeiras, elas são calamitosamente incompletas, fazendo com que a conclusão seja igualmente (e perigosamente) incorreta.

Em primeiro lugar, os seres humanos não são apenas consumidores.  Cada consumidor é também um produtor.  Por exemplo, eu só consigo almoçar (consumir) porque produzi (trabalhei) e alguém me remunerou por isso.  E foi justamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual.  Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana. 

Logo, a conclusão óbvia é que, quanto mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar nossas vidas.  Uma simples reductio ad absudum revela a óbvia verdade de que a cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.

Ainda mais importante é o fato de que essas inovações resultam em uma multiplicação de recursos, de modo que o silogismo sofre uma importante alteração: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; os seres humanos produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos.  À medida que a população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade, e a redução no sofrimento humano foi impressionante.

Aquilo que hoje é rotulado como "consequência do excesso de gente no planeta" é o mero resultado de políticas governamentais socialistas que reduziram a capacidade das pessoas de se educaram, se alimentarem, se vestirem, e se abrigarem das intempéries.  Pode observar: todos os países subdesenvolvidos sofrem com tarifas protecionistas que restringem as importações, moeda fraca (que gera inflação de preços e impede a obtenção de produtos importados de maior qualidade), regulamentações sobre as práticas agrícolas, políticas de controles de preços para alimentos, burocracias que atrapalham o livre empreendedorismo e, principalmente, falta de segurança e brutais violações dos direitos humanos, o que faz com que os mais capazes e mais produtivos emigrem e deixem para trás justamente os menos produtivos. 

A verdadeira lição anti-pobreza para os países pobres é que o caminho mais promissor e seguro para se sair da pobreza e gerar mais riqueza é a liberdade individual, o livre comércio, uma moeda forte, o respeito à propriedade privada e, acima de tudo, um governo limitado.


https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2060

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O QUE É DEMOCRACIA - TERCEIRA PARTE

Algumas desvantagens da democracia

Hans-Hermann Hoppe

Na monarquia, o rei pode ser visto como uma pessoa que considera o país sua propriedade privada, e as pessoas que vivem nele são seus inquilinos, que pagam um tipo de aluguel ao rei. 
Por outro lado, consideremos os políticos eleitos sob um sistema democrático.  Estes políticos não são os proprietários do país da maneira como um rei o é; eles são meros zeladores temporários do país, por um período que pode durar quatro anos, oito ou mais.
E a função de um proprietário é bastante diferente da função de um zelador.  
Imagine duas situações distintas: na primeira, você se torna o proprietário de um imóvel.  Você pode fazer o que quiser com ele.  Você pode morar nele para sempre, você pode vendê-lo no mercado — o que significa que você tem de cuidar muito bem dele para que seu preço possa ser alto —, ou você pode determinar quem será seu herdeiro. 
Na segunda situação, o proprietário desse imóvel escolhe você para ser o zelador dele por um período de quatro anos.  Nesse caso, você não pode vendê-lo e não pode determinar quem será seu herdeiro.  Porém, você ganha um incentivo novo: extrair o máximo possível de renda desse imóvel durante o período de tempo que lhe foi concedido. 
Isso implica que, na democracia, o zelador temporário é incentivado a exaurir o valor do capital agregado do país o mais rápido possível, pois, afinal, ele não tem de arcar com os custos desse consumo de capital.  O imóvel não é dele.  Ele não tem o que perder com seu uso irrefletido.  Por outro lado, o rei, como proprietário do imóvel, tem uma perspectiva de longo prazo muito maior que a do zelador.  O rei não vai querer exaurir o valor agregado de seu imóvel o mais rapidamente possível porque isso se refletiria em um menor preço do imóvel, o que significa que sua propriedade (o país) seria legada ao seu herdeiro a um valor menor.
Portanto, o rei, por ter uma perspectiva de longo prazo muito maior, tem o interesse de preservar — ou, se possível, aumentar — o valor do país, ao passo que um político em uma democracia tem uma orientação voltada para o curto prazo e quer maximizar sua renda o mais rapidamente possível.  Ao fazer isso, ele inevitavelmente irá gerar perdas no valor do capital de todo o país.
Guerras
As guerras sob um regime monárquico tendiam a ser, como certa vez descreveu Mises, guerras exclusivamente entre soldados, ao passo que as guerras feitas por democracias envolvem o homicídio em massa de civis em uma escala jamais vista na história humana.
Essa diferença tem a ver novamente com o fato de que os monarcas consideram o país como sua propriedade.  Tipicamente, os monarcas faziam guerras para resolver disputas de propriedade.  "Quem é o dono de determinado castelo? Quem é o dono de determinada província?"  O objetivo de uma guerra monárquica sempre era limitado e específico. 
Já as guerras feitas por democracias tendem a ser guerras ideológicas. Ora quer-se liberar um país de alguma ditadura, ora quer-se converter um país a uma determinada ideologia.  E é difícil determinar quando tal objetivo foi de fato atingido.  A única maneira certa de atingi-lo é matando toda a população do país que se está tentando invadir ou ocupar.
Um monarca, obviamente, jamais teria tal interesse, pois ele quer adicionar — em vez de destruir — uma determinada província, uma determinada cidade ou mesmo um determinado castelo à sua propriedade privada.  E, para atingir esse objetivo satisfatoriamente, é de seu interesse causar os mínimos danos possíveis - afinal, de nada adianta adquirir bens destruídos e sem valor.
Portanto, embora para um monarca fosse mais fácil começar uma guerra, também lhe era mais fácil determinar quando o objetivo havia sido atingido, o que dava fim à guerra.
Nunca houve alguma motivação ideológica que levasse diferentes reis a guerrearem entre si, ao passo que as democracias — assim como as guerras religiosas — são um conflito de civilizações, um conflito de sistemas de valores praticamente impossível de se controlar.
Ademais, as guerras iniciadas por reis eram vistas pelo público meramente como um conflito entre monarcas, uma vez que os reis geralmente dependiam de voluntários para lutarem suas guerras.  Já nas democracias, todo o país participa da guerra, todos os seus recursos são forçosamente desviados para o esforço da guerra e nele são exauridos.
Com a democracia surgiu também o serviço militar obrigatório — uma situação típica em várias democracias atuais —, no qual os indivíduos são obrigatoriamente recrutados e forçados a ir às guerras.  O argumento utilizado para tal escravidão mortal é: "já que agora você tem uma participação no estado (afinal, estamos em uma democracia), você também tem de lutar as guerras do estado".
Já sob uma monarquia as pessoas não tinham uma participação no estado; o estado era visto como pertencente ao rei, sendo os cidadãos uma entidade completamente separada do estado.  Por causa disso, o envolvimento da população nas guerras monárquicas era muito limitado.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

PICHAÇÃO ABORTISTA?!

Na campanha eleitoral vi uma pichação estranha que dizia "aborto seguro mulheres vivas". Para quem é esse recado? Para os próprios apoiadores do aborto se inter-apoiarem mais, ou para convencer alguém que é contra o aborto? Para convencer quem? Ou só para aparecer e sujar?

Convivi com muitos anarquistas que pichavam, anarcopunks, eles diziam que a feia pichação é um protesto e serve para fazer a pessoa pensar na mensagem. Então vamos pensar. As pessoas que são contra o aborto são, no geral, mais conservadores, religiosas, direitistas, que estudaram biologia direito, e até uma parte da esquerda mais moralista é contra o aborto. E para todas essas pessoas aborto é o assassinato de um inocente. Então o que essa mensagem está transmitindo a essas pessoas? 

Primeiro, traduzindo a frase, nós e para essas pessoas a frase está dizendo assim: legalize o aborto para que essas mulheres assassinas de inocentes possam viver mais. Muito convincente não? Imagine só, conservadores preocupados com mulheres egoístas que querem o direito de matar inocentes, qual  o sentido teria isso? Só na mente desses inteligentes pichadores! Alguém se convenceria de que, para terem suas vidinhas inalteradas por uma gravidez (que é impossível acontecer por acidente como dizem, pois a gravidez só acontece se fizerem sexo), e para que até possam assassinar novamente, quantas vezes engravidem "sem querer", uma lei deve ser feita para proteger essas assassinas? Só na "inteligência" desses abortistas mesmo. Segundo, tais pichadores querem "argumentar" ou convencer, enfeiando, pichando o patrimônio público pelo qual pagamos, e por vezes a propriedade de outros, com uma frase tão horrenda. Então eu que tenho minha rua pichada ou alguém contra o aborto que teve sua parede pichada milagrosamente ficará convencido por essa pichação?! Os abortistas se acham mais inteligentes, e acreditam que têm argumentos lógicos e convincentes e que as pessoas não aceitam por maldade ou por serem "reaças". Está explicado.

domingo, 25 de novembro de 2018

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS DESDE A ORIGEM 7 - CAPÍTULO IX - parte III

O TRABALHO MISSIONÁRIO DOS BATISTAS 

Não podemos chamar a vinda dos batistas ingleses para a América como uma obra missionária. Podemos chamá-la de uma emigração. Dois fatores contribuíram para uma demora de uma organização missionária dos batistas. Primeiro que a Inglaterra era um país com grande influência no mundo. Aparentemente isso poderia ajudar na obra missionária dos batistas. Mas é só nas aparências. Sua influência podia ajudar os anglicanos e posteriormente os metodistas. Já os batistas não impunham a sua fé a ninguém. Aos batistas importava propor e não impor o evangelho aos países conquistados pelos ingleses. Devido a antipatia dos morados nativos pelos ingleses as missões tipo da dos batistas eram muito difíceis. O segundo fator era a pobreza que pairava nas igrejas batistas. Com seus direitos civis cassados a maioria dos seus membros era gente pobre e humilde. Mesmo assim, enfrentando todos estes obstáculos, cabe aos batistas o troféu de serem a primeira denominação cristã a enviar um missionário na Era Moderna. 

MISSÕES BATISTAS NA ÍNDIA 

No final do século XVIII, o elemento humano usado por Deus para o início da obra missionária foi um jovem pastor chamado Willyan Carey. Ele foi mencionado no livro Instituições Religiosas, pg 103, onde se lê: "Os batistas ingleses foram os primeiros, como Willyan Carey, a organizar, em 1792, missões em países não cristãos (África, China, Índia) por intermédio da Baptist Missionary Sociat". Era ele sapateiro de profissão, mas como tinha intensa curiosidade intelectual, extraordinária vontade de pregar, logo se tornou conhecido das igrejas e foi ordenado ao ministério batista. Como as igrejas que pastoreavam eram pobres e não podiam dar sustento integral, permaneceu durante algum tempo como sapateiro. Junto a sua banca de sapateiro tinha mapas, por ele mesmo confeccionados, em que fitava constantemente os países do mundo até onde o evangelho não tinha chegado. Sentia profundo amor no coração pelos pagãos que estavam morrendo sem Cristo. Finalmente conseguiu transmitir suas preocupações a diversos colegas de ministério, e assim foi fundada, em 1791, uma sociedade missionária. 

William Carey foi nomeado missionário, juntamente com John Thomas e em 1793 seguiram para a Índia. A ida de Carey para as Índias não agradou os comerciantes ingleses. Estes não viam com bons olhos a obra dos missionários, porque temiam que, convertendo-se ao cristianismo, os índios se tornassem menos fáceis de serem explorados. A companhia das Índias tudo fez para prejudicar os missionários e, finalmente, conseguiu um decreto pelo qual não era permitido mais o embarque de missionários da Inglaterra para a Índia. Nada impedia, entretanto, que os candidatos a obra missionária embarcassem para a América e de lá, para a Índia. Foi o que fizeram. Na América, entretanto, enquanto esperavam navios que os levassem à Índia, punham-se em contato com as igrejas batistas norte-americanas, e esse contato incentivou a realização de um trabalho missionário próprio dessas igrejas. 

MISSÕES BATISTAS NA BIRMANIA 

As Índias não foram o único alvo missionário dos batistas. William Ward, companheiro de Carey, encontrou com um missionário Congregacionalista no navio para as Índias. Admirado da fé de Willyan, o missionário Adoniram Judson e sua esposa Ana, converteram-se e foram batizados. Naquele tempo a maioria dos batistas faziam a coisa certa, davam muita consideração à forma, ao desígnio, ao candidato, e ao administrante de um batismo. Coisa semelhante aconteceu com outro pastor congregacionalista, Luther Rice, que também no navio converteu-se juntamente com Adoniram e foi batizado. Assim, em 1813, Adoniram foi para a Índia, e seguiu um pouco além para a Birmania, onde se tornou um grande missionário. Sua história pode ser encontrada em livros como "Ana de Ava", uma autobiografia do trabalho feito pela sua própria esposa. Adoniram Judson, além de missionário foi também um homem "das letras". Fez um dicionário birmanes e traduziu a Bíblia para esse idioma. 

A UNIÃO DAS IGREJAS BATISTAS EM PROL DAS MISSÕES 

Luter Rice voltou aos Estados Unidos, onde pediu ajuda das igrejas batistas da América para se sustentar. Seu pedido foi prontamente atendido, e o maravilhoso trabalho desempenhado por Judson e Rice fizeram que as igrejas batistas se organizassem numa Associação para poderem melhor atender as necessidades dos missionários, como também para a formação de novos missionários americanos. Essa associação foi denominada Convenção Geral da Denominação Batista nos Estados Unidos para Missões no Estrangeiro. Não podemos confundi-la com as atuais convenções batistas hoje existentes nos Estados Unidos. Esta missão tinha um sentido puramente missionário. Visava os missionários. Era uma coisa simples e quando deixou de existir (foi substituída por outra) contava com 99 missionários no estrangeiro e 82 igrejas organizadas. 

A Sociedade fundada por Willyan Carey não era exatamente uma cooperativa de igrejas. Era uma sociedade onde pessoas se juntavam para mandar missionários. A de Carey tinha doze pessoas quando foi fundada. 

O TRABALHO MISSIONÁRIO BATISTA NOS DIAS ATUAIS 

Atualmente existem várias convenções e missões batistas organizadas em prol da evangelização dos perdidos. A maior de todas é a Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos. Todas elas tem desempenhado um papel importante em abrir novos trabalhos batista pelo mundo. Para poderem melhor se organizarem e melhor organizarem seus trabalhos foi formada a Aliança Batista Mundial em 1905. A intenção inicial era a de ligar as igrejas batistas numa cooperativa de igrejas que juntam-se para realizarem trabalhos missionários e outras atividades adjacentes. 

Porém a existência da Aliança Batista Mundial é uma faca de dois gumes. Por um lado é bom, pois dá oportunidade de convenções se unirem e juntarem forças para trabalhos mais complicados. Também é bom para que cada convenção ou missão se conheça melhor. A Bíblia diz que é melhor serem dois do que um, e uma liga de três não se quebra tão facilmente. Muitos trabalhos missionários, em lugares estratégicos, tem sido abertos e sustentados pela Aliança. Não podemos deixar de dizer o quanto isso é maravilhoso diante dos olhos de Deus. Por outro lado causa um certo temor. Muitos batistas errados estão infiltrados nesta Aliança. Não dá para saber quem é quem. Outro fator negativo é que o trabalho algumas vezes é direcionado para o lado ecumênico, o que faz o nome Batista estar ajuntado com outras denominações erradas e antibíblicas. Outro lado ruim é a visão missionária da Aliança. Muitas vezes, na intenção de formar organizações para-eclesiásticas, o trabalho missionário fica em segundo plano. 

Afora as convenções e missões existentes, os batistas tem o privilégio de terem muitos pastores independentes. São missionários enviados por igrejas não filiadas a uma missão ou convenção. Não são poucos no Brasil, e estão espalhados em diversos pontos do mundo. A forma mais original dos batistas estão bem exemplificados no comportamento e nas igrejas edificadas por estes pastores. O fruto destes é um fruto permanente, e Deus tem certamente um plano especial para esta forma primitiva de ser cristão, e quem sabe o resgate da denominação num futuro próximo. Da mesma forma que as muitas convenções se gabam de ter grandes homens que trabalharam para o Senhor, os independentes muito mais, pois, cada missionário independente tem que ser homem de muita coragem e de muita fé no Senhor Jesus.

Se você deseja saber mais sobre a origem das igrejas cristãs escreva para: 

Autor: Pastor Gilberto Stefano 

Igreja Batista da Fé, 

Rua Jamil Dib Lufti, nr. 165 

Jardim Santa Clara 

17500-000 Marília, São Paulo 

Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

http://www.palavraprudente.com.br/estudos/gilberto_s/historiaigreja/cap09.html