segunda-feira, 1 de abril de 2019

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS DESDE A ORIGEM 9 - A HISTÓRIA DAS IGREJAS ERRADAS APÓS A EXCLUSÃO 2

Cap 11 - CAPÍTULO X - B

A HISTÓRIA DAS IGREJAS ERRADAS APÓS A EXCLUSÃO
A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA
OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

A ORIGEM DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA 


A Igreja adventista tem duas origens distintas. A primeira está ligada ao nome ADVENTISTA. Não era para ser uma nova igreja, mas era uma crença na segunda vinda de Cristo pregada pelo pastor Guilherme Miller. A segunda está ligada ao nome Sétimo Dia, totalmente contrária a fé de Miller e implantado por uma mulher chamada Ellen G. White.

A crença do adventismo foi iniciada em 1818, por Guilherme Miller, um fazendeiro americano. Sua família foi toda batista. Havia entre seus primos alguns que eram pastores batistas. Mesmo assim desviou-se em 1810, e só regressou depois de ter servido o exercito em 1814. Ao aceitar Jesus mergulhou ele num profundo exame da Bíblia. Atraíram-no particularmente as passagens de Daniel e do Apocalipse, levando-o a investigar a data mais provável do fim do mundo. 

Já em 1818, fixara Miller a data do fim do mundo (ou advento, de onde vem o nome adventistas), para o ano de 1843. Diz ter ouvido uma voz interior que lhe insistiu: "Vá e di-lo ao mundo". Desde então, ajudado por muitas igrejas batistas, metodistas e congregacionais, proclamava o ADVENTO. Pregou o advento durante dez anos por toda a costa oriental dos EUA. Muitos de seus ouvintes começaram a pregar também. Assim o advento se espalhou como uma febre epidêmica.

Pessoas houve que começaram a preparar o vestuário para o dia da ascensão. Passando o ano de 1843 sem o fim do mundo, o profeta Miller marcou-o para o dia 21 de Março de 1844. Neste dia, milhares de pessoas, vestidas de branco, passaram a noite toda esperando Jesus. Foram decepcionados. Miller descobriu que estava errado. Voltou a sua congregação e pediu desculpas por tão grave erro. Até voltou a ser um pastor batista. Infelizmente o mesmo não se deu com alguns de seus seguidores, que a partir de 1844, formaram o movimento do ADVENTISMO.

De 1844 a 1860, os seguidores de Miller, sendo uma boa porcentagem deles batistas excluídos, foram conhecidos apenas como adventistas. Continuaram na insistência por datas. Quase uma por ano até o ano de 1877.

Entre os fiéis seguidores de Miller estava a senhora Ellen G. White, que, depois de ver fracassadas outras tentativas de marcação de datas, afirmou ter tido visões dos céus que lhe revelara toda a verdade. Afirmava ela que o santuário de Daniel 8,13-14, está no céu e não na terra. Cristo teria vindo em 22 de Outubro de 1844 a esse santuário celestial. A próxima visão de Ellen foi sobre a guarda do sábado, de onde surgiu o complemento do nome Adventista do Sétimo Dia. Diz a Sra. White que teve uma visão havia onde uma arca no céu e nela estavam escritos os dez mandamentos. Dos mandamentos se destacava o quarto, porque se apresentava dentro de um circulo de luz. Entendeu ela que esse mandamento precisava receber maior atenção que os outros. Sua mensagem foi aceita pelos membros do adventismo e foi assim que surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

A ORIGEM DOS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ 

Esta seita foi formada por um homem que sentia verdadeiro ódio pelas comunidades cristãs. Seu nome era Charles Taze Russel, nascido na Pensilvania em 1852. De origem presbiteriana, passou pela igreja Congregacional e se tornou membro da nova seita, a dos adventistas do sétimo dia. Durante muito tempo foi um verdadeiro fã do adventismo. Tomando o seu próprio caminho, começou a fazer estudos bíblicos semanais com um grupo composto inclusive de pessoas de outras igrejas evangélicas. Não demorou muito, lançou sua própria profecia, em nítida semelhança ao fundador do adventismo: "A segunda vinda de Cristo se daria em 1914".

Logo começou a discordar de muitos pontos doutrinários dos adventistas e, em 1872, reunindo alguns simpatizantes de suas idéias, começou a organizar o movimento que hoje é conhecido como "Testemunhas de Jeová". Antes desse nome tiveram muitos outros. Somente entre os anos de 1917 a 1926, mudaram suas doutrinas nada menos que 148 vezes. Nem que Jesus é Deus. Dizem que o Espirito Santo não é uma pessoa inteligente. Jesus era o arcanjo Miguel. Não existe inferno, além muitas outras heresias que só eles mesmos para acreditar. Pior. Como tudo que é errado tendem a crescer cada vez mais.

Se você deseja saber mais sobre a origem das igrejas cristãs escreva para:
Autor: Pastor Gilberto Stefano
Igreja Batista da Fé,
Rua Jamil Dib Lufti, nr. 165
Jardim Santa Clara
17500-000 Marília, São Paulo
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/gilberto_s/historiaigreja/cap11.html

terça-feira, 12 de março de 2019

Satanás existe mesmo na cultura judaica ou é apenas uma alegoria?

Esse artigo é muito importante principalmente para os adeptos (consciente ou inconscientemente) da teologia liberal, os "cabalistas", os nova-era, ocultistas e esoteristas, etc. que têm adotado a noção completamente deslocada que SATAN é apenas uma alegoria. Principalmente os que se acham cabalistas têm sido longamente enganados por seus professores e ou tradições que tiraram conclusões precipitadas baseadas em um único versículo e ainda mentem sobre extraordinárias experiências diretas e diálogos com anjos para fundamentas seu engano.

Há uma longa tradição ocultista, baseada na cabala, a falsa, errada e maliciosa é claro (tanto que foi proibida sua prática entre os judeus por poder ser usada para o mal e para enganar pessoas), que fala enfaticamente que o Anjo do Senhor que lutou com Jacó não seria um anjo, nem Miguel, nem Yeshua, nem o próprio Deus, como dizem outras várias tradições, mas sim Samael, ou seja, o próprio Satan. Como essa informação é um erro crasso facilmente detectável eles conjecturam que seria a luta de Jacó pessoal contra suas própria tendências, medos, tentações diante de ter que atravessar o rio e ir até seu irmão, um simples conflito interno (que misteriosamente ainda o golpeou quebrando ou deslocando a cocha o deixando manco provavelmente pelo resto da vida, como?). Essa tradição enganosa ainda é reforçada pelos jovens ortodoxos e seus anciões professores do judaísmo ortodoxo (que de ortodoxia não tem quase nada).

Há também a mesma tendência entre judeus ditos ortodoxos, que são praticamente materialistas e querem interpretar tudo como figuras que só eles seriam capazes de entender e ensinar. Muitos desses até rabinos tem ensinado uma nova cabala que surgiu no século XVIII como sendo uma suposta "cabala ortodoxa" sistematizada no segundo século ou mesmo remetendo a Abraão que teria recebido através de uma tradição que vem desde Adão. Interessante que esse modelo renega a kabala hermética e a cristã aparecidas entre os sec. XI e XVI, mas se aproveita dessa narrativa de alguns deles. Se você crê assim ou se lhe disseram que Satanás não existe ou que é apenas algo como um símbolo ou alegoria, você foi enganado, essa é uma das principais armadilhas do diabo e seus demônios, fazer crer que eles não existem. Veja o testemunho judeu.

É VERDADE QUE A CULTURA JUDAICA ENSINA QUE SATAN NÃO EXISTE?
Por Luiz Felippe Cavalcanti
05/10/2017

INTRODUÇÃO

Com o avanço dos ensinos provenientes do Judaismo Ortodoxo atual, muito se tem falado sobre vários assuntos, e as pessoas simplesmente absorvem imediatamente tais ensinos como VERDADEIROS, sem fazerem um exame mais detalhado e aprofundado destas novas doutrinas e principalmente sem checarem DENTRO DO PRÓPRIO JUDAISMO se tais ensinos são autênticos, sem analisar se sua procedência é verdadeira!! O que as pessoas estão esquecendo é que embora os ensinos judaicos sejam muito bons e proveitosos em muitas áreas, eles NÃO ESTÃO ISENTOS DE ERROS PROVENIENTES DO PRÓPRIO PAGANISMO BABILÔNICO, com a qual a cultura judaica conviveu lado a lado por centenas de anos! Não se lembram que nem todo ensino judaico é corroborado pela TORAH!!

Um destes assuntos, de extrema importância, vamos tratar aqui... É sobre o DIABO, HA SATAN, OU SATANÁS.... muitos judeus atuais tem seguido uma CRENÇA ERRADA que diz que de uma forma geral, que o MAL que existe seria apenas gerado pelo próprio impulso para o mal natural do homem (O Yetzer Hará) e eles têm ensinado a muitos essas doutrinas!! E isto está muito longe de ser verdadeiro... Então, neste artigo, vamos analisar MAIS A FUNDO O QUE A CULTURA JUDAICA VERDADEIRA AFIRMA... com amplas provas corroborativas vindas da própria TRADIÇÃO JUDAICA...

PASSEMOS ENTÃO AGORA A ANALISAR UMA AMPLA EXPOSIÇÃO DO QUE A CULTURA JUDAICA (E NÃO A CULTURA CRISTÃ POSTERIOR) ENSINOU A RESPEITO DE SATANÁS... ELE EXISTE MESMO, OU É SÓ O NOSSO IMPULSO PARA O MAL (YETZER HARA) que é a causa de todos os males da humanidade? TODOS OS TEXTOS ABAIXO SÃO PROVENIENTES DO JUDAISMO, E NÃO DE FONTES CRISTÃS!!

ABAIXO, UMA TRADUÇÃO DO QUE ENSINA A JEWISH ENCYCLOPEDIA:
Por: Joseph Jacobs, Ludwig Blau (Fonte: JEWISH ENCYCLOPEDIA - tema: SATAN)

NA BÍBLIA

SATAN é o termo usado na Bíblia com a conotação geral de "adversário", sendo aplicado (1) a um inimigo em guerra (I Kings v. 18 [AV 4]; xi. 14, 23, 25), do qual o uso é desenvolvido o conceito de um traidor na batalha (I Sam. xxix. 4); (2) a um acusador perante o tribunal de julgamento (Ps. Cix. 6); e (3) a qualquer oponente (II Sam. xix. 23 [A. V. 22]). A palavra também é usada para denotar um antagonista que coloca obstáculos no caminho, como em Num. xxii. 32, onde o anjo de Deus é descrito como oponente a Balaão sob a aparência de um SATAN ou adversário; de modo que o conceito de HaSatan (Satanás) como um ser distinto não era então conhecido. Tal visão é encontrada, no entanto, no prólogo do Livro de Jó, onde Satanás aparece, juntamente com outros seres celestiais ou "filhos de Deus", perante a Divindade, respondendo à indagação de Deus quanto a que ele havia vindo, com as palavras: "De ir e vir sobre a terra, e de caminhar para cima e para baixo nela" (Jó, 7). Tanto a pergunta como a resposta, bem como o diálogo que se segue, CARACTERIZAM SATANÁS COMO MEMBRO DO CONSELHO DIVINO QUE VIGIA A ATIVIDADE HUMANA, MAS COM O PROPÓSITO MALIGNO DE PROCURAR OS PECADOS DOS HOMENS E APARECER COMO SEU ACUSADOR. ELE É, PORTANTO, O PROMOTOR CELESTIAL, QUE VÊ APENAS A INIQUIDADE; pois ele persiste em sua opinião maligna de Jó, mesmo depois que o homem de Uz passou com êxito através de seu primeiro julgamento, se entregando à vontade de Deus, e Satanás exige outro teste através do sofrimento físico (ibid., 3-5).

No entanto, também é evidente do prólogo que Satanás NÃO TEM PODER DE AÇÃO INDEPENDENTE, MAS PRECISA DA PERMISSÃO DE DEUS, a qual ele não pode transgredir. Ele NÃO PODE ser considerado, portanto, como OPONENTE DA DEIDADE (como nos sistemas maniqueístas de bem e mal com pesos iguais); e a doutrina do monoteísmo NÃO É PERTURBADA por sua existência, tanto quanto pela presença de outros seres diante da face de Deus. Esta visão também é mantida em Zacarias 1:1-2, onde Satanás é descrito como o adversário do sumo sacerdote Josué e do povo de Deus, cujo representante é o hierarquista; e ele se opõe ao "anjo do Senhor", que o impede de se calar em nome de Deus. Em ambas as passagens, Satanás é um mero acusador que age apenas de acordo com a permissão da Deidade.

Mas em I Crônicas 21:1 ele aparece como alguém que PODE PROVOCAR a Davi para destruir Israel. O Cronista (terceiro século a.C) CONSIDERA SATANÁS COMO UM AGENTE INDEPENDENTE, uma visão que é mais marcante desde a origem de onde ele redigiu seu relato (II Samuel 24:1) fala do próprio Deus como aquele que moveu Davi contra as crianças de Israel. Uma vez que a concepção mais antiga refere todos os eventos, sejam bons ou ruins, somente para Deus (I Samuel 16:14; I Reis 22:22; Isaias 65:7; etc.), é possível que o Cronista e talvez até Zacarias, foram influenciados pelo zoroastrismo, embora, no caso do profeta, o monismo judeu se opôs fortemente ao dualismo iraniano - Maniqueísmo - (Stave, "Einfluss des Parsismus auf das Judenthum", pp. 253 et seq.). Uma influência imediata do conceito babilônico do "acusador, perseguidor e opressor" (Schrader, "KAT" 3d ed., P. 463) é impossível, já que os vestígios de tal influência, se existisse, apareceriam em as partes anteriores da Bíblia.

 NOS APÓCRIFOS JUDAICOS

A evolução da teoria de Satanás acompanha o desenvolvimento da angelologia judaica e da demonologia. Em Sabedoria 2:24 ele é representado, com referência a Genesis 3, COMO O AUTOR DE TODO O MAL, QUE TROUXE A MORTE PARA O MUNDO; ele também é mencionado em Eclesiástico (Sirach) 21:27, e o fato de que seu nome não ocorre em Daniel é, sem dúvida, devido apenas ao acaso. SATANÁS ERA O SEDUTOR E O AMANTE DE EVA (que a instigou a pecar contra a ordem do Eterno), E FOI LANÇADO DO CÉU JUNTO COM OUTROS ANJOS POR CAUSA DE SUA INIQUIDADE (Livro eslavo de Enoque, 29:4 e seguintes.). Desde então, ele foi chamado de "Satanás", embora anteriormente ele tivesse sido chamado de "SATANAEL" (ib. 31:3 et seq.). A doutrina da queda de Satanás, bem como da queda dos anjos, também se encontra na Babilônia (Schrader, p. 464), e é mencionada várias vezes no Novo Testamento. Satanás governa toda uma série de anjos (Martírio de Isaías, II, 2, Vita Adæ et Evæ, xvi.). Mastema, que induziu Deus a testar Abraão através do sacrifício de Isaque, é idêntico a Satanás em nome e natureza (Livro dos Jubileus, 17:18), e o Asmodeus do Livro de Tobias também deve ser identificado com ele, especialmente em vista da sua licenciosidade. Como o senhor de Satanás, ele raramente tem o nome especial de Samael. É difícil identificar Satanás em outras passagens dos Apócrifos, já que os originais em que o nome ocorreu foram perdidos e as traduções empregam vários equivalentes. Um "argumentum a silentio" não pode, portanto, ser aduzido como prova de que os conceitos de Satanás não eram amplamente difundidos; mas deve ser assumido que a referência a ele e seu reino está implícito na menção de espíritos malignos de todos os tipos (comp. Demonology e Kautzsch, "Apokryphen", Índice).

NO TALMUD E NO MIDRASH

A Angelologia do Talmud, além disso, prova que, de acordo com a visão mais antiga (até cerca de 200 C.E.), o castigo foi infligido por anjos e não por Satanás. Com o passar do tempo, no entanto, O JUDAISMO OFICIAL ABSORVEU OS CONCEITOS POPULARES JUDAICOS A RESPEITO DE SATANÁS, que sem dúvida forçaram gradualmente a passar das classes mais baixas para os mais cultos. Quanto mais posterior for uma coleção midrashica, MAIS FREQUENTE É A MENÇÃO À SATANÁS E SUAS HOSTES.

O Talmud palestino, completado cerca de 400, é mais reticente a este respeito; e isso é mais notável, pois sua proveniência é a mesma que a do Novo Testamento. Samael, o senhor dos satãs, era um poderoso príncipe dos anjos no céu (Genesis Rabah. 19.). SATANÁS VEIO AO MUNDO COM UMA MULHER, OU SEJA, COM EVA (Yalḳ., Gen. i.23); DE MODO QUE ELE FOI CRIADO E NÃO É ETERNO. COMO TODOS OS SERES CELESTIAIS, ELE VOA PELO AR (Genesis Rabah. 19.), E PODE ASSUMIR QUALQUER FORMA, como de um pássaro (Sanhedrim. 107a), um veado (ib. 95a), uma mulher (Ḳid. 81a), um mendigo (ib.), ou um jovem (Tan., Wayera, fim); É dito que ele pula (Pes. 112b; Meg. 11b), em alusão à sua aparência na forma de um bode (compare com os demônios-bode da Bíblia), e foi como tal que ele foi abordado com as palavras "uma flecha entre os seus olhos" por alguém que desejava expressar desprezo por ele (Ḳid. 30a, 81a, et passukim).

ELE É A ENCARNAÇÃO DE TODO O MAL E SEUS PENSAMENTOS E ATIVIDADES SÃO DEDICADOS À DESTRUIÇÃO DO HOMEM; de forma que Satanás, o impulso ao mal ("yeẓer ha-ra"), e o anjo da morte são uma e a mesma personalidade. Ele desce do céu e se desvia, levanta e traz acusações contra a humanidade. Ao receber a comissão divina, ELE TIRA A ALMA, ou, em outras palavras, ELE MATA (B. B. 16a). Ele aproveita até uma única palavra que pode ser prejudicial para o homem; para que "não se abra a boca ao mal", isto é, "a Satanás" (Ber. 19a). Em tempos de perigo também traz suas acusações (Yer. Shab. 5b et passim). Enquanto ele tem poder sobre todas as obras do homem (Ber. 46b), ele não pode prevalecer ao mesmo tempo contra dois indivíduos de nacionalidade diferente; para que Samuel, um notável astrônomo e professor da Lei (d., Nehardea 247), começasse em uma jornada somente quando um gentio viajasse com ele (Shab. 32a).

O conhecimento de Satanás está circunscrito; pois quando o shofar é tocado no dia do Ano Novo, ele fica "confundido" (R. H. 16b; Yer. Targ. para Num. x. 10). No dia da expiação, seu poder desaparece; Pois o valor numérico das letras do seu nome () é apenas 364, sendo um dia assim isento de sua influência (Yoma 20a). Moisés o baniu por meio do Nome Divino (Grünhut, "Sefer ha-Liḳḳuṭim", v. 169). Se Satanás não atingiu seu propósito, como foi o caso na tentação de Jó, ele sente grande tristeza (B. B. 16a); e foi um golpe terrível para ele, como representante do mal moral, que a Torá, a encarnação do bem moral, deveria ser dada a Israel. Ele tentou derrubá-lo e, finalmente, levou o povo a fazer o bezerro de ouro (Shab 89a, Yer. Targ. Para Ex. Xxxii. 1), enquanto as duas tabelas da Lei foram concedidas a Moisés de necessidade sem o conhecimento de Satanás ( Sanh. 26b).

 SUAS FUNÇÕES

As principais funções de Satanás são, como já observamos, as de tentação, acusação e punição. Ele era um agente ativo na queda do homem (Pirḳe R. El. Xiii., Início), e era o pai de Cain (ib. Xxi.), Enquanto ele também era instrumento na oferta de Isaac (Tan., Wayera , 22 [ed. Stettin, p. 39a]), na libertação do animal destinado por Esaú para o seu pai (Tan., Toledot, 11), na teofania no Sinai, na morte de Moisés (Deut R. xiii. 9), no pecado de Davi com Bate-Seba (Sanh 95a) e na morte da rainha Vashti (Meg. 11a). O decreto para destruir todos os judeus, que Haman obteve, FOI ESCRITO EM PERGAMINHO TRAZIDO POR SATANÁS (Esther Rabah. 3:9). Quando Alexandre, o Grande, censurou os sábios judeus com sua rebelião, eles fizeram o argumento de que Satanás tinha sido muito poderoso para eles (Tamid 32a). Ele apareceu como um tentador para Rabi Akiva e Mattithiah b. Ḥeresh (Ḳid. 81a; Midr. Abkir, ed. Buber, p. 11). Ele semeou a discórdia entre dois homens, e quando Meir reconciliou-os, ele partiu, chorando: "Infelizmente, Meir me expulsou de casa!" (Gi. 52a; comp. 'Er. 26a) - isto é, SATANÁS É O ANJO DAS CONTENDAS (veja também Yoma 67b; Shab. 104a; Yeb. 16a). 

Se alguém faz uma bela casa ficar cativa de algum erro, ele traz Satanás para sua casa, e seu filho será destruído (Sifre, Deut. 218); pois SATANÁS É QUEM ACENDE O IMPULSO MALIGNO("yeẓer ha-ra") À IMPUREZA(Ex. R. xx.). Onde alguém edifica o seu lar, Satanás pula fora; onde a alegria governa, ou onde quer que esteja comendo ou bebendo, ele traz suas acusações (Gen. R. xxxviii. 7); e quando há uma chance de que a prosperidade possa ser apreciada neste mundo ou no próximo, ele também se levanta como acusador. Mesmo Jacó foi forçado a provar a Satanás que ele sofreu muito sofrimento neste mundo* (Gen. R. lxxxiv., Em Weber, "System der Altsynagogalen Palästinischen Theologie", p. 323); e quando Satanás revela os pecados de Israel a Deus, outros imploram as esmolas que Israel deu (Ex. R. xxxi.). Na hora do nascimento, e assim, na hora do perigo, ele traz sua acusação contra a mãe (Eccl. R. iii.2). 

[N.D.E.: Isto era no contexto da antiga aliança (todo o mostrado nesse parágrafo), na visão da nova aliança hoje não devemos provar nada pois não vamos apresentar a nós mesmos nem às nossas obras, mas a obra perfeita, completa, consumada, feita por Yeshua por nós de uma vez por todas.]

A SERPENTE DE GENESIS 3 É IDENTIFICADA COM SATANÁS (ver Weber, l.c. pp. 218 et seq .; comp. Adam; Eve; Serpent). COMO A ENCARNAÇÃO DO MAL, SATANÁS É O ARQUI-INIMIGO DO MESSIAS; ELE É O ANTI-MESSIAS, OU "ANTICRISTO". A luz que foi criada antes do mundo foi escondida por Deus sob o Seu trono; e a questão de Satanás em relação a ele, Deus respondeu: "Esta luz é guardada para aquele que te derrubará". A seu pedido, Deus mostrou a Satanás o Messias; "E, quando ele o viu, estremeceu, caiu sobre o rosto e clamou:" Certamente, este é o Messias, que vai atirar a mim e até a todos os príncipes dos anjos dos povos até o inferno"(PESIQTA RABBATI 3:6 [ed. Friedmann, p. 161b], mais detalhes são apresentados em Bousset, "Der Antichrist").

NA KABALLAH

Enquanto o Pirḳe R. Eli'ezer e o midrashim místico editado por Jellinek em sua "Bet ha-Midrash", pertencem historicamente ao período pós-talmúdico, eles não se enquadram nesta categoria no que diz respeito ao seu conteúdo. Aqui pertencem, estritamente falando, apenas o Zohar e outras obras esotéricas compreendidas sob o nome de "Cabala". Os elementos basais permanecem os mesmos; mas sob a influência da demonologia medieval, um escopo mais amplo é atribuído à atividade de SATANÁS E SUAS HOSTES, a vida diária está dentro do alcance de seu poder. Os confrades da Bíblia, como Amalek, Golias e Hamã, são identificados com ele; e suas hostes de demônios (anjos caídos) recebem novos nomes, entre eles "Ḳelippa" (camada, pele, casca, escama). As polêmicas anti-cristãs também complicam o problema (veja a rica coleção de material em Eisenmenger, "Entdecktes Judenthum", i. 812 et seq.).

SATANÁS FOI MENCIONADO na liturgia em um período inicial, como na oração diária da manhã e na Bênção da Lua Nova; e SEU NOME aparece naturalmente em AMULETOS e ENCANTAMENTOS até o presente. Os termos e as frases que se referem a Satanás que se encontram em Judeo-Germanicos devem ser consideradas como reminiscências da crença popular antiga nele.

NOS ESCRITOS JUDAICOS DO NOVO TESTAMENTO (KETUVIM NETSARIM)

O alto desenvolvimento da demonologia do Novo Testamento pressupõe um longo período de evolução. Nos evangelhos, as crenças das ordens inferiores da sociedade encontram expressão, e Satanás e seu reino são considerados abrangentes do mundo inteiro e são fatores em todos os eventos da vida diária. Em rigorosa concordância com a sua múltipla atividade, ele tem muitos nomes, sendo chamado de "Satanás" (Mateus iv. 10; Mark i. 30, iv. 15; Luke x. 18 et passim), "diabo" (Mt. iv.1) e, "adversário" (I Peter v. 8, ἀντίδικος; I Tim. v. 14, ἀντικείμενος), "inimigo" (Mateus xiii. 39), "acusador" (Ap. xii. 10), "antiga serpente"(ib. xx.2)," grande dragão "(ib. xii. 9), Beelzebub (Mateus x.25, xii. 24 e passim) e Belial (comp. Samael). A queda de Satanás é mencionada em Luke x. 18, John xii. 31, II Cor. vi. 16 e Rev. xii. 9. Ele é o autor de todo o mal (Lucas x 19 e passim; Atos v. 3; II Cor. Xi. 3; Efésios II, 2), que seduziu Eva (II Cor. Xi. 3; Rev. xii 9), e que trouxe a morte para o mundo (Heb., 13), sendo sempre o tentador (I Cor. Vii. 5; I Thess. Iii. 5; I Peter v. 8), mesmo quando tentou a Yeshua (Matt. Iv.). A crença no diabo como aqui desenvolvido dominou períodos subseqüentes, e influenciou indiretamente os próprios judeus; e nem foi descartado até hoje em dia.

Satanás e suas hostes malignas são mencionados comparativamente raramente no Talmud e Midrash, embora o material sobre este assunto não seja insignificante. NA LITERATURA MAIS ANTIGA, OU TANAÍTICA O NOME DE SATANÁS TAMBÉM É ENCONTRADO. Assim, em Ab 6:11 o pecado em si, e não Satanás, é o acusador, o termo κατήγωρ tornando-se um epíteto permanente de Satanás no Novo Testamento e sendo aplicado a ele pelos professores TALMÚDICOS posteriores também. Em Tosef., Shab. xvii. (xviii.) 3, AFIRMA-SE QUE OS ANJOS DE SATANÁS ACOMPANHAM O BLASFEMO EM SEU CAMINHO, de acordo com o Sal. cxv. 6, enquanto uma comparação do general R. xxxviii. 7 com Sifre, Num. xxv. 1 mostra como a referência a Satanás foi introduzida pelos Amoraim em ditos tannaitic (Bacher, "Ag. Pal. Amor". Ii. 254); e da mesma forma que "Satanás" é substituído por "anjo" em Ned. 32a.

ALGUMAS CITAÇÕES SOBRE SATANÁS NA TRADIÇÃO JUDAICA PROVAM QUE OS JUDEUS CRÊEM SIM NA SUA EXISTÊNCIA:

Rabbi David Kimchi:
"Assim como vós entrastes pela salvação do teu povo pela mão do Messias, filho de Davi, que ferirá HaSATAN, O CABEÇA, O REI E O PRÍNCIPE DA CASA DOS PERVERSOS." (“How to Recognise the Messiah,” Good News Society, p. 5)

 PESIKTA RABBATI:
36-37 – “E quando o viu, SATAN FICOU TREMENDO, e caiu sobre o seu rosto e disse: “CERTAMENTE ESTE É O MESSIAS QUE VAI FAZER COM QUE EU E TODOS OS ANJOS DAS NAÇÕES SEJAMOS ENGOLIDOS NO INFERNO (Gehinam)”, pois é dito: “ele vai engolir a morte para sempre, e o Senhor D’us limpará as lágrimas de todos os rostos (Is 25,8 ). Nessa hora os anjos das nações, em agitação, irão dizer-lhe: Mestre do Universo, quem é esse através de cujo poder estamos a ser engolidos? Qual é o nome dele? Que tipo de ser é ele? O Santo, bendito seja Ele, responderá: ELE É O MESSIAS, E SEU NOME É MESSIAS EFRAIM, O MEU JUSTO”.

SOBRE AMAR E JULGAR OS OUTROS
(The Life and Teachings of Hillel - Rabbi Yitzhak Buxbaum)

"Rabi Akiva tinha o hábito de zombar da fraqueza daqueles que cometeram transgressões sexuais. Um dia, o SATAN apareceu-lhe como uma mulher muito bonita sentada em um galho alto em uma palmeira. Ele imediatamente começou a subir na árvore! Mas quando ele chegou na metade do caminho na subida, a aparição desapareceu e SATAN disse a ele de grosso modo, "Se não tivesse sido anunciada no céu: Acautele-se de tocar em Rabbi Akiva e sua Torá! "Eu não teria valorizado o seu sangue em mais de dois centavos." Akiva foi protegido apenas pelo mérito de seu conhecimento da Torah. Ser colocado no "lugar" daqueles que ele havia zombado, e sucumbir, lhe ensinou uma preciosa lição sobre o julgar e acerca de subestimar o poder de SATAN e da inclinação para o mal.

Bibliografia:
Davidson, Teologia do Antigo Testamento, pp. 300-355, Edimburgo, 1904;
Faivre, La Personalité du Satan d'Après la Bible, Montauban, 1900;
Hennecke, NeutestamentlicheApokryphen, Tübingen, 1904;
Köberle, Sünde und Gnade, Munique, 1902;
Herzog-Plitt, Real-Encyc. xv. 358-362 (e a bibliografia fornecida);
Schrader, K. A. T. 3d ed., Pp. 463 et seq.

Fonte: Judaismo Nazareno - Israelitas em defesa da Torá e de Yeshua Ha Mashiach

https://www.judaismonazareno.org/news/e-verdade-que-a-cultura-judaica-ensina-que-satan-nao-existe/

ESCOLHER, PEDIR E TER FÉ

Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja.
E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou.
E logo viu, e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus.
Lucas 18:41-43

Já ouvi um discurso pentecostal sobre isso. Dizia em resumo que Jesus perguntou primeiro o que o cego queria, e que é claro que Jesus sabia, mas perguntou, e o homem podia ter pedido uma vara para se guiar pelo tato, um tapa-olho, dinheiro para fazer um tratamento caro da época, mas ele pediu o melhor, que visse. É claro que essa análise tinha a intenção de ser usada numa visão da "teologia da prosperidade", como foi mostrado em vários exemplos depois. Mas também é claro que temos que pedir o que queremos, o que precisamos, e que o Senhor sabe o que queremos e precisamos e se nos dará ou não, e, se dará, quando. Para mim porém o Senhor quis deixar ver outra coisa nesse trecho: que ele dá liberdade de escolha.

Jesus sabia o que um cego pediria, mas ele pergunta, para que ele expresse, para que fique notório, para estabelecer uma relação clara. Deus quer estabelecer uma relação clara conosco, não obscura, não indireta, não oculta. Jesus mesmo orava muito. Será que Deus não já sabia de tudo que Jesus precisava e tudo que pediria e pelo que agradeceria? Claro que sabia, mas Deus quer relacionar-se conosco em liberdade, livremente, Jesus se relacionava explicitamente com Deus e também fazia pedidos.

Uns crêem que tudo está já predeterminado, não apenas previsto na onisciência de Deus. Isso é um assunto complexo, mas veja que se isto for verdade, se tudo estiver predeterminado, também estará o seu pedir e o seu não pedir e consequentemente, assim também estará determinada a consequência do seu pedir ou do seu não pedir. Jesus orava. E agora, você vai pedir e esperar receber, ou simplesmente não pedir e ver o que acontece? O homem cego agiu com sabedoria, procurou Jesus, pediu para enxergar e confiou em Jesus para isso, e Jesus fez com enxergasse. E Jesus disse "a tua fé te salvou". 

Então veja que, predeterminado ou não, há uma papel para nós, há uma parte para você fazer, que é ir ao Senhor, estabelecer um relacionamento com ele e confiar nele, ter fé, esta é a obra.

Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.
João 6:29

Este papel é nosso, é meu, é seu, crer, confiar em Jesus, ou não, temos que fazer a escolha, você escolhe qual papel? A parte que nos foi dada é essa, crer. Jesus está perguntando para nós, Jesus está perguntando para você agora: "Que queres que te faça?"

AVISO

Amigos, pessoas que acompanham esse blog, é um período para mim de muito estudo, muita pesquisa e ocupação; as traduções estão paradas, mas muitos são os textos que estão sendo preparados, ou escritos ou resumidos ou para serem publicados na íntegra.

Mas estou estudando também a possibilidade e o melhor modo de migrar do blogspot e de tudo que se relaciona à google para outro tipo de site ou blog. Talvez até manter este e os outros e apenas ter um que tudo contenha dos meus escritos, pesquisas e leituras selecionadas, como era o propósito inicial deste. Ou talvez mudar completamente, devido às dificuldades impostas a mim pelo google, assim como a censura do facebook, a impossibilidade de receber comentários e mensagens e de monetizar meus blogs e minhas contas, sem nenhuma explicação deste (google e relacionados) nem de outros, e o bloqueio de todas as tentativas em contrário. Só posso entender como censura política.

Por este motivo venho convidá-los a continuarem acompanhando esse trabalho neste novo site que ainda estou providenciando e até solicitando ajuda de quem entenda mais disso. Lá muito provavelmente continuarei esse trabalho daqui e unirei com os outros dois blogs principais em que publico. Deixarei todos aqui a par dessa mudança à medida que for acontecendo até ter o novo endereço e ou desativar este, que não será logo, pois estou também preparando longas séries de estreia. Obrigado pela atenção até aqui e espero que continuem comigo lá ou aqui e lá conforme seja o caso.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS DESDE A ORIGEM 8 - A HISTÓRIA DAS IGREJAS ERRADAS APÓS A EXCLUSÃO

HISTÓRIA DAS IGREJAS CRISTÃS - CAPÍTULO X - A

Os Católicos e os Protestantes 


Como dissemos a história das igrejas erradas diferem muito da história das igrejas fiéis. Assim como os fiéis que foram apelidados de "anabatistas" elas também tiveram um apelido. Foram conhecidos por Católicos.

O Catolicismo Original

Em nosso país se conhece apenas o catolicismo romano. No entanto ele não é o único nem primeiro. O catolicismo primitivo foi uma organização eclesiástica a qual pertenciam várias igrejas. Estas igrejas estavam espalhadas por todo o Império Romano. Após a morte dos apóstolos muitas igrejas sofreram a influencia maligna do paganismo. Seus membros, instigados pelos falsos pastores, foram vítimas de ensinamentos errados a respeito da autoridade de Cristo sobre sua igreja e também a respeito de como se chegar até o céu. Tais pastores desviaram grandes igrejas sendo que muitas delas um dia foram grandes baluartes da fé. A própria igreja de Roma é um exemplo. O apóstolo Paulo chegou a escrever uma carta a esta igreja. Porém, devido ao mau uso do púlpito, os falsos pastores desviaram completamente o rebanho, Devido terem aceitado heresias estas igrejas foram excluídas pelas igrejas fiéis em 225.
Igreja Católica significa "Igreja Universal". E apesar deste apelido ter sido usado pela primeira vez em 170 pelo bispo de Cartago, referindo-se a todas as igrejas cristãs, ela não tinha a idealização que tem hoje. Este nome começou a ganhar força a partir de 313 quando as igrejas erradas aceitaram ser servas do imperador. Aí sim ficou decidido que a igreja tinha que ser Universal. Tornou-se tão Universal que quem não pertencesse a ela seria punido com a morte. Este pensamento fez com que estas igrejas enchessem suas fileiras de pessoas não convertidas. Em algumas épocas a conversão chegou a ser nacional e não pessoal. Se o rei do país tornasse católico ele obrigava todo seu povo a ser católico também. O evangelho a partir de 313 deixou de ser proposto para ser imposto sobre todos os moradores do Império Romano.
O catolicismo original contava com cinco patriarcados (ou igrejas mais importantes). Eram eles: Jerusalém, Roma, Constantinopla, Antioquia e Alexandria. Estas cinco igrejas brigavam entre si para ver qual delas teria a primazia sobre as demais. Esse quadro começou a mudar com o advento do islamismo. A nova religião praticamente destruiu a importância de três patriarcados: Jerusalém, Antioquia e Alexandria. Isso polarizou o catolicismo em duas grandes correntes. A corrente grega reunia sobre sua autoridade as igrejas do Oriente e foram lideradas pela igreja de Constantinopla. Já a corrente latina reunia sobre a sua autoridade as igrejas do ocidente e foram lideradas pela igreja de Roma. Essas duas igrejas foram rivais até o século IX. Nesse tempo o catolicismo se dividiu.

A Divisão do Catolicismo 

No ano de 869 os bispos de Roma e Constantinopla tiveram um grande atrito entre eles. No final da confusão os pastores de Roma e Constantinopla se excomungaram mutuamente. Desde este dia estas duas igrejas se separaram e até hoje existe dois tipos de Catolicismo. O Catolicismo Oriental - representado pelas igrejas de rito grego - também chamado de Igreja Ortodoxa Grega; e o Catolicismo Ocidental - representado pelas igrejas de rito latino - também conhecido como Igreja Católica Apostólica Romana.

Algumas Diferenças dos Dois Catolicismos 

A infalibilidade papal e a supremacia universal da jurisdição de Roma constituem a diferença essencial, que a igreja ortodoxa não admite, pois ferem a santa escritura;
A sagrada escritura e a santa tradição representam o mesmo valor como fonte de revelação, segundo a igreja ortodoxa. A romana, no entanto, considera a tradição mais importante que a sagrada escritura.
A virgem Maria, igual as demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A igreja romana, em 1854, proclamou o dogma de fé a Imaculada conceição da Virgem Maria.
Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o matrimonio.
A Igreja Ortodoxa só admite ícones nos templos e o batismo é por imersão - mas é infantil.
Na Igreja ortodoxa não existem as devoções ao sagrado coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo Rei, Imaculada Conceição, Coração de Maria entre outras.
Na igreja ortodoxa o chefe principal é chamado de Patriarca e ele deve-se submeter a decisão do Santo Sínodo Ecumênico, que compõe todos os patriarcas chefes das Igrejas Autônomas.
Na Igreja Romana o chefe principal é chamado de Papa e a ele se submete toda igreja.
A igreja Ortodoxa segue o ritmo do Catolicismo original compondo-se de diversas igrejas autônomas e nacionais (Ex. Igreja da Rússia, Igreja da Armênia, Igreja Copta). Já a igreja Romana considera-se uma igreja Una, sendo ela mãe e não igual a todas as outras igrejas.

A Igreja Católica Realmente Precisava ser excluída em 225?

Pode parecer maldade das igrejas fiéis o fato de terem excluídos de sua comunhão as igrejas erradas em 225. Mas os fatos que se sucederam mostraram que as igrejas fiéis realmente tinham razão.
A primeira razão está no espírito que as movia. Não era o espírito de Deus. Seus pastores geralmente eram homens cruéis e sanguinários. Os papas foram os maiores perseguidores das igrejas fiéis que o mundo conheceu. Por mais de 1300 anos perseguiram e mataram cruelmente os membros das igrejas fiéis. Com a introdução do batismo infantil seus membros acabaram todos sendo cristãos sem precisarem se converter de seus pecados.
Na questão doutrinária os erros aumentam ainda mais. Os dois primeiros erros - formação da hierarquia e salvação pelo batismo- logo foram seguidos por muitos outros. Para que os bárbaros, acostumados com os cultos às imagens, pudessem realmente serem atendidos pela igreja Católica, muitos lideres eclesiásticos entenderam ser necessário materializar a liturgia. Surgiu a idolatria. A veneração de anjos, santos, relíquia, imagens e estátuas foi uma conseqüência lógica deste procedimento. Os pagãos, acostumados à veneração de seus heróis, quando vinham para a igreja católica, pareceu-lhes natural substituir os seus heróis pelos santos e lhes dar um status de semi-divindade. Não tardou e em 590 já veneravam até relíquias, cadáveres, dentes, cabelos ou ossos dos considerados "santos". Ações de graças ou procissões de penitencia tornaram-se parte do culto a partir de 313. A oficialização do batismo infantil foi feita a partir de 370. Em 471 foi promulgado o dogma de que Maria é mãe de Deus. Assim, por volta de 590 se desenvolveu rapidamente sua veneração. A doutrina da Imaculada Conceição só apareceu em 1854, e de sua miraculosa assunção em 1950.
A cada ano que passa estas igrejas tornam-se cada vez mais longe das escrituras. Apesar de existir muita gente boa em suas fileiras é impossível alguém que cumpra certo suas doutrinas chegar ao céu. Não se pode servir a dois senhores.

A ORIGEM DAS IGREJAS PROTESTANTES 

No século XVI, por volta de 1500, a igreja Católica Romana passou por uma crise interna que resultou na dissidência de quase metade de seus fiéis. Essa dissidência foi chamada de "Reforma Protestante". Foi dessa reforma que surgiram as Igrejas Luterana, Presbiteriana, Anglicana e a Reformada da Holanda. Todas essas igrejas foram reformadas por padres ou com a ajuda de padres. Os mesmos já não agüentavam tanta heresia e opressão que vinha do Catolicismo Romano. Certos absurdos como mariolatria, purgatório, adoração de santos e imagens e as indulgencias, eram erros tão graves, que mesmo um católico bem informado não pode suportar.

A ORIGEM DA IGREJA LUTERANA 

A primeira igreja protestante a surgir foi a Igreja Luterana. Esta igreja leva o nome e as características de seu fundador, Martinho Lutero. Lutero era um homem muito inteligente, porém agressivo. Não concordava com a venda de indulgencias e outras heresias da igreja de Roma. Contudo nunca quis abandoná-la. Sua vontade era reformá-la.
Em 1512 Lutero começou a pregar contra a salvação pelas obras. Fez muitas conferencias confirmando que o justo iria viver da fé. E nisso ele tinha razão. Em vários sermões ele condenou a prática da venda da indulgencia. Em 31 de Outubro de 1517 ouviram-se fortes marteladas na porta da Igreja de Wittenberg. Era Lutero condenando o Papa Leão X e seus legados numa bula de 95 teses. Entre estas teses, algumas eram especialmente desafiadoras:
"Os pregadores de indulgencias erram quando declaram que o perdão do Papa livra o pecador da penitencia e assegura-lhe perdão".
"Os que se julgam seguros da salvação pelas cartas do Papa, serão amaldiçoados eternamente , e na companhia de seus mestres.
"Por que o Papa não esvazia o purgatório pelo amor?"
Devido a essa bula Lutero foi excomungado pelo Papa em 1519. Mas, apoiado pelos imperadores regionais e pelo povo de muitas cidades alemãs, Lutero levou a afinco suas idéias. Ao meio de muita confusão e guerras ele conseguiu reformar a igreja católica na Alemanha em 1521. Essa igreja foi chamada de Luterana.
Seus seguidores foram chamados de luteranos. Na Alemanha e em alguns outros países do norte europeu ela se tornou a religião oficial do pais. A maioria das igrejas católicas que existiam nesses países - contanto os fiéis, prédios e padres - simplesmente se tornaram luteranos. Geralmente as freiras se casaram com ex-padres. O termo missa foi conservado. As formas liturgicas de dirigir o a missa quase não mudou. O batismo infantil era uma lei que devia ser cumprida. A hierarquia continuava a mesma, sendo o primeiro chefe da igreja Luterana o próprio Lutero.
A igreja luterana matou e perseguiu os batistas na Alemanha e em todos os países que ela se tornou a igreja oficial do país. No ano de 1525 Lutero ordenou a morte de mais de cem mil anabatistas no sul da Alemanha. Seu ódio aos batistas estava fundamentado no fato que estes, por obedecerem a Bíblia, nunca o aceitou como um servo de Deus.

A ORIGEM DA IGREJA ANGLICANA 

Em 1531, o rei da Inglaterra, Henrique VIII, queria se divorciar de sua esposa para se casar com outra mulher. O Papa não autorizou o feito. Essa recusa aborreceu o rei, e então ele, que chegou a ser inimigo da reforma proclamada de Lutero, reformou a Igreja Católica na Inglaterra. Essa nova Igreja foi chamada de Anglicana (ou Episcopal). No princípio a única coisa que diferia da Igreja Católica era o fato de não ter papa. Depois, com o passar do tempo, os anglicanos adotaram muitos princípios de Calvino.
Assim como os luteranos e os presbiterianos ela usa o erro do batismo infantil. Também possui uma hierarquia quase igual a do catolicismo. Devido as conquistas da Inglaterra sobre muitos países, essa igreja foi muito favorecida. Está representada em quase todos os países do mundo e é muito forte onde a Inglaterra mantém o seu controle. A igreja Anglicana tem muitas filhas. A mais conhecida em nosso país é a Igreja Metodista.
A Igreja Anglicana tornou-se tão intolerante para com os batistas como foi o catolicismo. No Pais de Gales havia um grande número de batistas e por causa da perseguição quase todos tiveram que fugir para a América. A perseguição dos anglicanos aos batistas durou até o ano de 1688. Grandes pastores como Tomas Hellys e John Bunyan fizeram história devido a perseguição que o anglicanismo lhes moveu.

A ORIGEM DA IGREJA PRESBITERIANA 

A Igreja Presbiteriana foi fundado por João Calvino. Ele foi um grande teólogo no sentido teórico, porém, um péssimo executor no sentido prático. Assim como Lutero ele buscava uma reforma dentro da Católica. Não conseguindo acabou se rebelando, e, em 1541 formou uma igreja na cidade de Genebra, Suíça. Essa igreja no princípio não tinha um nome definido, mas João Knox, um grande seguidor das idéias de Calvino, chamou-a de PRESBITERIANA.
Nesta cidade Genebra Calvino impôs as suas ordenanças eclesiásticas. Eram leis extremamente rígidas e severas. Ali o evangelho não era pregado mas ordenado aos cidadãos. Proibiu as diversões, as festas, os enfeites e as críticas ao seu governo. Aqueles que eram considerados infratores recebiam duros castigos, inclusive a morte na fogueira. Agindo dessa forma ele queimou feiticeiros, humanistas e batistas. Sua cidade era tão santa que na hora de casar ele não quis uma membra de sua igreja. Casou-se com a viuva de um pastor anabatista.
Como foi dito sua teologia era apenas teórica. Calvino teve verdadeiro ódio pelos batistas, pois os mesmos não aceitarem sua igreja como sendo uma igreja biblicamente correta. Os batistas viam na igreja Presbiteriana alguns erros que não podiam ser deixados de lado. O primeiro era o batismo infantil. O Segundo foi consistia dela ter se tornado uma religião do Estado. O terceiro foi a formação de uma hierarquia esquematizada em presbitérios.
A Igreja Presbiteriana é a religião Oficial da Escócia e está bem organizada em muitos países do mundo inteiro. Hoje ela divide-se principalmente em Igrejas Nacionais (Ex. P. do Brasil) as Independentes, e as Renovadas.

A ORIGEM DA IGREJA METODISTA 

Muito próximo do século XVIII nasceram três meninos na Inglaterra. Eram eles: John Wesley, Carlos Wesley e George Whittfield. Estes três se tornaram pais e fundadores de um movimento que mais tarde foi conhecido como metodismo.
John Wesley se tornou pastor anglicano em 1728. Apesar disso só aceitou Jesus em 1538, ou seja, dez anos após a sua conversão. Em 1739 ele foi ser capelão nos EUA. Na viagem de navio, como uma tempestade lhes sobreveio, teve medo de morrer. Acabou notando que tinha no navio um grupo de pessoas que não temiam a morte. Esse grupo cantava e orava alegremente no momento da tempestade. Essas pessoas eram os Irmãos Morávios (os mesmos que receberam a influencia dos paulicianos no século XII). John aprendeu muito com esse grupo e, provavelmente, foi por eles batizado.
Neste mesmo ano John encontrou-se com George Whitfield. George convidou-o para participar de uma pregação ao ar livre. Carlos também se juntou ao grupo. Assim os três iniciaram um reavivamento na igreja Anglicana. John Wesley nunca rompeu com a igreja da Inglaterra. Ele não queria formar uma nova religião. Contra sua vontade, no ano de 1784, formou-se a Igreja Metodista na cidade de Baltmore, nos EUA.
Os metodistas nunca perseguiram os batistas. Na verdade o seu começo está ligado a pessoas que realmente tiveram uma transformação em suas vidas. O erro desta igreja é que conservaram o sistema Episcopal da Igreja Anglicana e o costume de batizar crianças.

Se você deseja saber mais sobre a origem das igrejas cristãs escreva para:
Autor: Pastor Gilberto Stefano
Igreja Batista da Fé,
Rua Jamil Dib Lufti, nr. 165
Jardim Santa Clara
17500-000 Marília, São Paulo
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

http://www.palavraprudente.com.br/estudos/gilberto_s/historiaigreja/cap10.html

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

LETRAS VELHAS - 1

Estarei publicando letras de músicas e outros versos que anotei num caderno por volta do ano de 1995. É uma caderno completamente cheio de letras musicadas, quase todas completamente. Vou colocar aqui apenas (ou principalmente) o que reflete meu pensamento político e filosófico da época. Como depois dessa época parei completamente de escrever letras políticas, me dedicando apenas às filosóficas e simbólicas, chegou o momento de mostrá-las e registrá-las aqui. Nunca cheguei a publicar, nem a tocar qualquer uma dessas letras políticas para o publico, exceto em ensaios para amigos. A intenção aqui não é saudosista nem descobri o véu de mistério em torno da banda, mas mostrar esse pensamento de minha juventude anarquista ou anti-democrática ou mesmo monarquista e republicana em alguns casos esporádicos. É claro que não vou postar aqui a fase trabalhista esquerdista da qual me envergonho e me arrependo.

Porém durante essa primeira fase de meu pensamento que mais se assemelha à atual do que a segunda, há ainda a ingenuidade e por que não dizer ignorância típica jovem sobre os que está por trás das ideologias políticas. Embora isso não transpareça muito nas letras era algo marcante a minha esperança ou esperança de minha geração como ainda é a de muitos adultos que não amadureceram (como Bono Vox por exemplo que defende a coexistência das religiões e ideologias) que sonham ainda em ver, socialistas, anarquista, comunistas e liberais unidos pelo bem comum, esquecendo que exceto os anarquistas todas essas são idéias estatizantes que vão desde o estado mais liberal até o mais controlador do comunismo; ou que sonham com a coexistência das religiões, por exemplo, muçulmanos, judeus e cristãos vivendo juntos e em paz quando o livro sagrado do cristão diz para amar o inimigo enquanto o do muçulmano diz para matar o judeu e o cristão. Comigo não era diferente. Eu grafitava nas paredes os símbolos dessas religiões e ideologias cheios ou cercados de flores, pássaros e borboletas gigantes, estrelas e arco-iris, asas da liberdade, etc., todos juntos, unidos e o meu nem colocava no centro, mas numa posição secundária, nem de um lado nem do outro também. Um A de anarquia e uma cruz de cristão, como se isso fosse realmente e totalmente possível...

Eu parecia aqueles anarquistas espanhóis antes de serem massacrados e mortos pelos socialistas aos quais se uniram e confiaram, ou seja,  idiota útil, que foi morto logo quando o socialista tomou o poder, ou aqueles cristãos russos que pensavam que por não ser uma ameaça ao estado socialista os comunistas não iriam mexer com eles, tomar suas terras matá-los e persegui-los para não saírem do país. Conhecia uns poucos como eu, que gostavam de livros, e pensavam que eram "anarquistas de Cristo" e que não incomodavam a ninguém. Mas a maioria era anarquista ateu, niilista, punk, e anarco-socialista. Quando entrei na universidade vi que a coisa era bem diferente (tanto nos livros que recomendavam, quanto nas mentes das pessoas) e me deixei levar por algo que parecia mais realista, idéias de república trabalhista (com tendências socialistas escondidas, na época), ou seja, comandada pelos trabalhadores eleitos pelo povo e regulada depois pela dialética com os sindicatos e partidos, que utopia! Que grande burrice! Parecia razoável na época e nos livros e no discurso dos especialistas em alienar, os professores "universotários", que não deixam (nem deixarão) de ser também "massa de manobra".

Nessas letras preservarei as idéias originais e mesmo acrescentadas depois, mesmo que discorde de algumas hoje (ou de todas em algum caso). Eis a primeira...

DEMOCRACIA E LIBERDADE?

Nacionalismo, patriotismo, temor servil
Que balancem quem os pariu
Bandeiras, pátrias, juramentos fiéis
Dividem o mundo entre os coronéis
Separam-nos para melhor nos manipular
E acusam o outro lado p'ra poder nos comandar

Democracia é uma palavra mentirosa
Com metade mais um se elege a favor
Depois de um ano quase o dobro da metade
Já é contra aquele em quem votou
Uma parte foi comprada, a outra foi enganada
E agora ninguém pode fazer nada

Então porque tenho que representar?
Não assinei embaixo
Por que tenho que sustentar?
Seus salários e despesas e seu sistema sob a lei?
A lei é uma ladra
E os ladrões escrevem as leis

Por que eu tenho que aceitar essa enganação?
Por que não posso dizer "não"?
Comunismo, socialismo, presidencialismo, democracia...
São apenas maneiras diferentes de nos escravizar
[Por que é que eu tenho que pagar a alguém p'ra me comandar?
Por que é que eu tenho que escolher alguém p'ra me vigiar?
Por que eu tenho que dar meu dinheiro para alguém investir e lucrar?]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A Farsa do Greenpeace e da WWF

Farsa: Greenpeace e WWF são financiadas pela Shell e Fundação Rockeffeller


Parece que o "Petróleo Verde" gera grande benefícios aos interesses das corporações mais contaminadoras do planeta: a WWF foi fundada e é, atualmente, administrada pela Royal Dutch-Shell. Mas isso não é tudo. Temos novidades sobre o Greenpeace! (outro dos patrocinadores do Movimento Zeitgeist, como a WWF). Neste sentido e como marco orientador esclarecemos que o "Petróleo Verde" refere-se à estratégia suja usada por entidades como o Greenpeace e a WWF.

"Nada mais perverso e eficaz que apelar aos sentimentos nobres ou valores éticos do ser humano incorporados na consciência social de um povo ou uma nação com a finalidade de utilizá-los e manipulá-los no detrimento do conjunto de interesses que ele representa", Obrigado Hector Alderete do SEPRIN por esta crítica eloquente que reflete, nada mais nada menos, a ação das megas companhias de inteligência e guerra "ambientalista" psicológica, regulamentadas pelo M16, CFR, Bilderberg e ZOG.

"Dê-me o controle da economia de um país e não me importo com quem faz as suas leis". Mayer Amschel Rothschild (1743-1812)

(...)

Utilizando o gigantesco aparato dos meios de comunicação de massa, e uma propaganda obscena em jornais que presumidamente representariam o inimigo, como o: The New York Times, The Washington Post, Times, etc, a propaganda é direcionada para um determinado público jovem e não tão jovem.

O Greenpeace se apresenta perante o mundo como uma organização ecológica holandesa de caráter internacional dedicada a "Proteger o meio ambiente e a ecologia", segundo diz o seu objetivo social que figura inscrito no estatuto de sua fundação no registro de Inspeção Geral da Justiça Argentina (IGJ).

Se qualquer pessoa ou grupo se atreve a questionar o aquecimento global e a ortodoxia das grandes mudanças climáticas os clérigos verdes primeiro tentarão desacreditá-los, normalmente pulando sobre a mesa e apontando seus rostos com o dedo e dizendo: "Você é financiado pelas grandes petroleiras!".

Isto torna tudo mais irônico, quando em primeiro lugar você considerar quem fundou, e mais tarde administra a grande bandeira verde de guerra para o movimento "verde" moderno.

O recente artigo de Donna Laframboise, intitulado The WWF’s Vast Pool of Oil Money (A imensa piscina de dinheiro do petróleo da WWF) narra a ascensão da caridade verde globalista - financiada pela gigante do petróleo Royal Dutch Shell, cujo ex presidente com 15 anos de trabalho na corporação, John Loudon, em seguida, atuou como presidente da WWF Internacional durante 4 anos.

Em 1961, a Shell Oil destinou a bonita soma de 10.000 libras para a fundação da WWF no Reino Unido, dinheiro que em termos atuais seria equivalente a £ 418.000 ou $ 663.000 dólares (veja a calculadora histórica aqui).

E isso foi só o começo. A WWF seguiu na onda do dinheiro do hidrocarboneto durante os 40 anos seguintes - coletando milhões por parte de gigantes como a British Petroleum, Shell e outras corporações, até o ano de 2000.

Greenpeace Blackmoney

Não é de se estranhar que os auto-proclamados "socialistas tecnocratas" do Greenpeace dizem em sua própria página da web que a ideia de liberdade de expressão não é aplicável quando se debate sobre o clima, e atacam com frequência os cientistas honestos e independentes que desnudam a verdade com base em suas supostas conexões como as "grandes petroleiras".

(...)

Dinheiro ativista

A sua própria postura militante se torna ainda mais interessante pelo fato de que o Greenpeace foi fundado pela Standard Oil Company, e que atualmente é financiada com dinheiro da indústria petroleira.

Veja você mesmo:

Rockefeller Brothers Foundation
Greenpeace $ 1,080,000.00 1997 a 2005
Sierra Club $ 710,000.00 de 1995 até 2001
ACORN $ 10,000.00 2002 a 2002

Rockefeller Family Fund
Greenpeace $ 115,000.00 de 2002 até 2005
Sierra Club, $ 105,000.00 de 1996 até 2002
ACORN $ 25,000.00 1998/98

Fundação Rockefeller
Greenpeace $ 20,285.00 1996 a 2001

Basta dizer que nenhum destes campeões da mudança climática e adeptos do governo mundial, como a WWF ou o Greenpeace, poderiam existir se não fosse pelo delicioso dinheiro da industria petroleira, a mais poluente da Terra.

Outra "verdade inconveniente" deve ser revelada aqui. O líder não oficial do movimento alarmista do aquecimento global, Al Gore, também é um apaixonado investidor da industria do hidrocarboneto.

As estimativas colocam as ações de Al Gore na Occidental Petroleum em mais de $500.000 dólares, o que explica porque Al Gore ordenou a venda da Naval Oil Reserve dos EUA à Occidental Petroleum - sem licitação, naturalmente.

No entanto, muitas pessoas admiram Al Gore por suas maravilhosas "credenciais ecológicas", e seu alegado "amor ao meio ambiente". Será um caso de cegos conduzidos por loucos?

Fontes:
BWN Argentina: Greenpeace y la WWF financiadas por Shell y Rockefeller 
Measuring Worth: Five Ways to Compute the Relative Value of a UK Pound Amount, 1270 to Present
Seprin
Isabel de la Fuente: EL REGALO DE LA MODERNA MANZANA ENVENENADA DE LOS ROTHCHILDS.
Secret Intelligence Service M16
Council Foreign Relations
Metapedia: Gobierno de ocupación sionista

Via: anovaordemmundial.com

Matéria completa em: http://www.libertar.in/2014/12/farsa-greenpeace-e-wwf-sao-financiadas.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Você sabe o que é Coaf?

Quantas vezes você ouviu falar em Coaf nos noticiários por todos esses esses anos? Você sabia que o Coaf existe desde 1998? Você sabia que ele é presidido desde 2004 pela mesma pessoa colocada lá por Lula? Sabia que o Coaf, apesar de ser criado para evitar lavagem de dinheiro, já defendeu bandidos (entres eles alguns confessos hoje, culpados e presos)? Você sabia que o Coaf é um cabide de empregos para petistas, quase todos ganhando mais de 18 mil reais de salário? Sabia que toda essa corrupção e lavagem de bilhões de reais da Petrobrás e dos petistas e aliados  passaram "desapercebidos" debaixo do nariz do Coaf todos esses anos? Sabia que petistas tem movimentado quantias bem maiores (inclusive Lula que segundo relatório do próprio Coaf movimentou suspeitamente em suas contas mais de 40 milhões), sob investigação e segundo relatório do próprio Coaf e nenhum jornal está divulgando nada disto por todos esses anos? Já viu que a mídia está divulgando justamente notícias contrárias a essas no intuito de confundir as pessoas que já estão vendo todas as denúncias contra o Coaf, sua diretoria partidária e comprada, seus altos funcionários e seus grandes salários, como fake news? Veja um resumo do que é o Coaf, suas funções, atividade e feitos por todos esses anos e entenda.

https://www.otempo.com.br/opini%C3%A3o/vittorio-medioli/coaf-1.2084027

Conclusão: o Coaf nada mais é do que um braço ativo do PT e do comandante ladrão, Lula.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O que é verdade e mentira nos vídeos sobre os Illuminati


Por Everson Barbosa - 20 de fevereiro de 201159

Misturando verdades com mentiras, boatos com fatos, eles [os vídeos] acabaram se popularizando entre crentes. Nos últimos meses, tem se popularizado no meio evangélico uma série de vídeos acerca do projeto de governança mundial profetizado pela Bíblia para o final dos tempos e que já estaria em andamento no mundo. Esses vídeos, disponibilizados gratuitamente na grande rede de computadores, têm sido ultimamente reproduzidos de forma caseira por muitos crentes, se tornando ainda mais populares. Porém, sua escatologia, extremamente especulativa, mistura verdades com mentiras, boatos com fatos, evidências com informações absolutamente equivocadas. Estamos falando dos vídeos acerca dos supostos Illuminati, e que já são uma verdadeira febre entre muitos crentes Brasil afora.

Segundo esses vídeos, há décadas que um grupo de homens muito ricos domina o mundo, manipulando governos, a economia mundial, a produção dos alimentos e todas as notícias que lemos nos jornais ou vemos na tevê e nos grandes sites de notícias da internet. Esse grupo, dizem, chama-se Illuminati, uma entidade secreta que reúne homens poderosos desejosos de implantar na Terra um governo mundial. De acordo com os vídeos, são eles que teriam elegido de fato os últimos presidentes dos Estados Unidos, teriam “produzido a farsa” de que o homem foi à lua bem como a “farsa” dos atentados ao World Trade Center; (sic) e, ainda segundo eles, todas as igrejas evangélicas estariam praticamente envolvidas, consciente ou inconscientemente, pela Nova Ordem Mundial, ou seja, o governo mundial. Como dá para perceber, são enormes falácias, mas que acabam enganando muitos justamente porque essas mentiras são apresentadas nos vídeos ao lado de outros fatos, misturando verdade com ficção.

Sobre o 11 de setembro, por exemplo, a maluca teoria da conspiração sobre os atentados foi popularizada pelo livro L’Effroyable Imposture (2002), do jornalista e ativista político de esquerda Thierry Meyssan. Com o lançamento do livro, a teoria de Meyssan se espalhou na internet, mas trata-se de uma tremenda fraude, cujos argumentos (muitos distorcidos já em seu nascedouro) já foram todos respondidos um a um pelo FBI e pelo Departamento de Estado norte-americano, e em artigos tanto da imprensa dos EUA como da imprensa europeia, inclusive a francesa, mal o livro fora lançado. Envergonhados pela tese louca de Meyssan, jornalistas franceses também chegaram a escrever um livro rebatendo ponto a ponto sua teoria, repleta de informações equivocadas. Desacreditado, Meyssan saiu da Europa e passou a morar na Síria, de onde trabalha fazendo matérias para uma revista semanal russa, a “Odnako”.

Os Illuminati existem?

Para início de conversa, os Illuminati de fato sequer existem. Grupos como Illuminati, Golden Dawn (Aurora Dourada), Priorado de Sião e Templários já existiram, mas há muito tempo não existem mais. O Priorado de Sião, que se dizia uma sociedade secreta fundada no século 11, foi, na verdade, criado em 1956 e se dissolveu no mesmo ano. Os Templários existiram de 1096 até 1312, quando o papa Clemente V resolveu dissolver a ordem. A sociedade ocultista e teosófica Aurora Dourada nasceu em 1880 e desfez-se em 1905. Atualmente, pequenos grupos, nascidos recentemente, alegam ser a continuação da ordem, mas nenhum tem realmente ligação direta com o original Aurora Dourada nem conseguiu ter a pequena influência que esse grupo tinha no final do século 19 na Inglaterra. O Iluminati, por sua vez, foi uma sociedade secreta criada na Alemanha em 1776 e extinguida em 1788, e caracterizada por seguir um iluminismo radical. Todas as teorias que colocam os Illiminati como tendo início antes dessa época ou como existindo até hoje tratam-se de lendas. O nome Illuminati só sobrevive hoje em minúsculos grupos de aficcionados pela história do Illuminati original. Há até um deles no Brasil. Eles se dizem herdeiros dos antigos Illuminati, mas não têm obviamente nenhuma ligação direta com o Illuminati original do século 18, e também nenhum desses grupos têm ligação entre si e muito menos exercem alguma influência significativa sobre a sociedade.

Aliás, Illuminati, Golden Dawn e Priorado de Sião eram sociedades secretas antigas que não chegaram, nenhuma delas, a ter o poder de influência que a maçonaria, por exemplo, tinha pelo menos até o início do século 20. Hoje, Illuminati, Golden Dawn, Priorado de Sião e Templários só existem mesmo em romances policiais mirabolantes que rendem lucrativos roteiros de filmes de ficção, como O Códido Da Vinci, baseado em obra ficcional homônima do falacioso Dan Brown.
Sérgio Pereira Couto, jornalista, historiador e escritor, considerado o maior especialista em sociedades secretas no Brasil, ressalta sobre os Illuminati que “páginas e mais páginas de Internet apresentam os esquemas mais malucos e os atribui ao grupo, incluindo ramificações e controle total de outras ordens”, e acrescenta que, desde o século 18, “muito se falou sobre essa ordem e pouco se provou”.

Agora, o que é verdade, e já foi alvo de matéria do jornal Mensageiro da Paz, é que existem grupos que reúnem realmente homens poderosos na política, na cultura e na economia mundial, e que pregam uma Nova Ordem Mundial – isto é, uma governança mundial –, mas nada que seja do tipo sociedade secreta. São eles o Council on Foreign Relations (CFR, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e o Clube Bilderberg, que reúne fraternalmente líderes internacionais nas áreas de política, economia e cultura (MP, edição 1.490, julho/2009/pp. 14 e 15). Ambos foram fundados no século 20. Destes, apenas o Clube Bilderberg é mais reservado. O CFR, ao contrário, realiza palestras, eventos e tem publicação oficial. Já o Clube Bilderberg é, no máximo, o que se pode chamar em nossos dias de “sociedade discreta” (aliás, é praticamente impossível imaginar em nossos dias uma sociedade absolutamente secreta, já que estamos em uma época em que a comunicação e o jornalismo investigativo são cada vez mais fortes).

É fato que as reuniões do Clube Bilderberg não são abertas à imprensa ou ao grande público, mas seus membros são todos conhecidos e todos os anos sabe-se quando e onde serão realizadas as reuniões. Inclusive, a pauta desses encontros de vez em quando acaba vazando para a imprensa, sendo publicada em sites e até em jornais. Outro ponto importante a se frisar é que esses grupos (CFR e CB) não são “onipotentes”, no sentido de terem o poder pleno de implantar tudo o que idealizam ou “controlar toda a mídia e o governo de nações”, mas tentam, sim, dentro da esfera de influência de seus membros, influenciar o maior número de pessoas no planeta para aquilo que consideram ser o melhor para o mundo – e na maioria das vezes acabam conseguindo seu intento, por terem o apoio da maioria dos grandes formadores de opinião da mídia ocidental de hoje na defesa de suas propostas. O CFR e o CB defendem, por exemplo, um governo mundial, moeda única, legalização de drogas, “casamento” homossexual. Nem todos os seus membros concordam com todos os pontos dessa pauta, mas a maioria, sim.

Estejam os membros do CFR e do Clube Bilderberg conscientes disso ou não, o que defendem em sua maioria aponta para as profecias bíblicas relativas ao final dos tempos. E suas ações, sem dúvida, influenciam a sociedade. Só não se pode chamar isso de “controle total”, mas apenas de grande influência; nem afirmar que o Clube Bilderberg, e muito menos o CFR, é uma “sociedade secreta”; e nem chamar esses grupos ou seus membros de Illuminati, pois este não mais existe. Há propostas dos antigos Illuminati do século 18 que se assemelham às propostas do CFR e do CB? Sim, sem dúvida, mas estes não têm ligação com aqueles, apenas ideologias parecidas.

Artigo completo em
https://estudos.gospelmais.com.br/o-que-e-verdade-e-mentira-nos-videos-sobre-os-illuminati.html


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Fundamento e Resultado da Ideia de que a Existência tem Sentido

(Trabalho apresentado por Antonio F. Gonzaga como critério parcial de doutoramento)

A consequência das formulações e da nova visão apresentada é o principal diferencial na minha tese. Mas antes de entrar nesse ponto um pequeno diferencial mais fundamental, da visão em si,  precisa ser explicitado. Os filósofos, especialmente os existencialistas, apresentam como resultado ou chegaram a tirar uma conclusão contrária à que apresento, a partir das mesmas observações, o que eu poderia grosseiramente reunir numa só sentença (o pensamento de todos eles quase), "a existência não faz sentido em si, portanto, eis a liberdade", no caso, para colorir e dar o sentido que acharmos melhor. Esta conclusão precisa ser questionada primeiro em seu fundamento, não em si mesma como o faz a maioria dos seus críticos demonstrando apenas as limitações de tal suposta liberdade. O fundamento está errado, pois a existência não apenas faz sentido em si mesma, ela tem sentido e ela é o sentido dela própria. Isto não precisa de nenhuma justificativa (a não ser para as mentes desses filósofos), pois a existência é, temos que redundantemente dizer que a existência existe para que essas pessoas entendam, e que isso é fato irrefutável queiram interpretá-la de um modo ou de outro ou até mesmo como um sonho, ou ilusão, o fato é que continua existindo. Temos levantado a questão desde o princípio e demonstrado que a existência é, a existência existe, ela é a única opção, não existe outra coisa, pois a não existência não existe, o nada não existe, não é possível de forma alguma a inexistência, nem mesmo antes da existência nem depois (tudo não pode vir do nada, nem se transformar em nada depois de ter vindo à existência). Se algum teimoso ainda insistir lance-o o desafio de demonstrar algo inexistente, pois por mais longe que vá sua criatividade em ludibriar, qualquer coisa que imagine passará a existir em sua mente como alguma representação desde o momento que ele afirme que ela inexista. O fundamento portanto está errado. Não passa de um subjetivismo relativista frágil até diante de sua própria proposta de relativização e de subjetividade, quanto mais da evidência.

O fundamento da existência na consciência não leva a qualquer subjetivismo, pelo contrário, ao afirmar que o cosmo depende da consciência estou declarando ainda uma maior objetividade do que se tem adotado até hoje, uma objetividade suprema; então ao contrário de afirmar que tudo depende da visão subjetiva de cada um estou afirmando que nossa visão é muito parcial e diminuta em relação à consciência do todo, podendo influir muito pouco em relação a este; estou afirmando, não que as leis naturais são leis de nossa consciência e que podemos vencê-las (ou "produzir" um sobrenatural) com uma nova visão, como dizem certos filósofos, ou exercícios com dizem os ocultistas, ou com crenças como dizem alguns religiosos, mas estou afirmando que existem mais leis, e leis muito mais inflexíveis na consciência, que são em sua maior parte desconhecidas pela ciência, do que as leis naturais que já conhecemos e temos julgado irreflexivamente que se tratam de "leis da matéria", ou "leis da física". Não pessoa, não se trata de leis da fisis, se trata de leis às quais a fisis obedece. A essas leis, incluindo as conhecidas como naturais e muito mais leis ainda por se descobrir, está submetida não só a matéria, mas também a mente tem sua própria porção de leis que a regem, e a consciência chamada de individual também tem sua própria porção de leis às quais obedece e às quais está limitada. Veja por favor que estou falando de coisas óbvias, facilmente verificáveis e já vivenciadas por qualquer que seja a pessoa, não se trata de qualquer elaboração esotérica ou interpretação filosófica, isto é irrefutável, a existência de leis que regem nossa mente, nossa consciência, e portanto, regem nossa capacidade de sensação, de cognição e de percepção. 
Existem padrões, leis, limitações, lógica, algorítimos (conhecidos e desconhecidos)... A consciência e tudo que há nela, mente, mundo e leis naturais, é regida por leis, muitas das quais infelizmente desconhecidas (em parte por tratar a ciência como subjetivo às únicas coisas realmente objetivas às quais temos acesso, consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo). Esse é mais que um grito de alerta para que parem com essa infantilidade sem fundamento e saiam da adolescência da ciência (que em parte ainda está fascinada com a descoberta  recente , ou com o sonho ou com a ideia, de como a consciência do observador influi no experimento) e entre em sua maturidade admitindo que a verdadeira objetividade (consciência e seu conteúdo, mente e seu conteúdo) precisa ser tratada como tal e investigada como tal.

Agora podemos, tão sucinta, direta e francamente demonstrar que a consequência apontada pelos existencialistas (os que atribuem como resultado a liberdade) é totalmente contrária à verdade. Da existência de tais leis que regem a consciência resulta que descobrimos na verdade tanto menos liberdade quanto mais desconhecemos a totalidade dessas leis (e pior ainda quando as negamos visto que estão presentes). Nada mais óbvio. Mas é claro que esses existencialistas se sentem como se houvessem descoberto algo a mais, e talvez até tais leis, e sentem que estão num grau superior não só intelectualmente quanto também de liberdade em relação ao resto da humanidade, pois nada mais enganoso. Como se vê construíram seu próprio cárceres com grades quase intransponíveis, já que, além dos limites naturais da consciência individual que eles de forma alguma transpassaram, se impuseram mais um pesado fardo, sua interpretação falsa das impressões, que não permite enxergar a óbvia verdade acima demonstrada (que esse capítulo possa ser-lhes como uma chave para seu cárcere). Como realmente a consciência é regida por leis não temos tanta liberdade quanto pensamos. É claro que nosso conhecimento é limitado. Posso exemplificar algumas leis que regem nossa consciência para fazer apenas imaginar a consciência do todo, sendo isso um exemplo muito limitado, já que essa consciência do todo sim, é possuidora das leis, pois ela mesma é idêntica ao conjunto de leis que regem tudo sendo consciente disso. Por exemplo, agora enquanto escrevo não posso estar consciente do que se passa na sala atrás de mim. Uma parede e até meu corpo e meu olhar limitam minha consciência, ou seja, objetos de minha consciência estão limitando o alcance dela! Veja que fragilidade tão contrária à ideia existencialista de liberdade. Eu não tenho consciência de quem é você e do que está pensando agora, aliás nenhuma consciência individual tem acesso a outra, nem de nenhum futuro, nem sequer de meu próprio futuro; eu não posso ver pelos seus olhos, minha consciência não pode ter consciência dos registros de sua mente; e nem o conhecimento  da totalidade dos registros de minha própria mente! Que liberdade é essa? Não vou nem prolongar em discutir também a ideia absurda de que tudo está no inconsciente, pois se isso fosse verdade eu teria acesso à sua consciência ou pelo menos ao registro de sua mente (e até ao de todas as mentes) através de hipnose e não apenas ao que está registrado na minha. Não estou dizendo que não existe possibilidade de transcendente para o tipo de consciência que se vê como individual nem que  um horizonte transcendental não seja possível, admito essa possibilidade, embora não haja comprovação de um métodos para isso nem do que é dito pelos que dizem ter atingido tal transcendência, mas estou novamente falando do óbvio, irrefutável, acessível a qualquer pessoa, podendo verificar isso, no momento que ler sobre isso inclusive. Portanto temos como resultado (a) não uma relatividade absoluta (que é logicamente impossível mesmo que apenas a partir do ponto que ela mesma possa ser relativizada, os que não entenderam a lei da relatividade geral para o tempo e espaço é que extrapolaram a sua aplicabilidade a tudo que encontram pela frente incluindo todas as definições e evidências), (b) não uma subjetividade específica nem transcendente (mesmo que isso fosse questionável somente a partir do ponto que possa ser subjetivizada ou mesmo colocada como reflexo subjetivo, pois o que impediria de dizer que é reflexo do reflexo do reflexo e ad infinitum? Nada nos adianta, nada nos responde um tal ideia), e (c) nem uma liberdade de significação da realidade, mas o contrário.Temos demonstrado como é presunçosa a pretensão de qualquer sistema (pois que por definição seria completo). Temos demonstrado (1) as limitações de nossa capacidade de significação, (2) nossa alta capacidade de erro e (3) nossa incompletude em relação a qualquer que seja a ideia ou significação que damos à existência, diante da completude da existência como um todo na necessária consciência de tudo.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Do Livro O NOVO HOMEM de Louis Claude de Saint Martin

Capítulo 1

A verdade não exige mais do que fazer aliança com o homem; mas ela quer que seja com o
homem puro, sem nenhuma mistura com qualquer coisa que não seja fixo e eterno como ela.
Quer que esse homem se purifique e se regenere continuamente e por inteiro, na fonte do
fogo e na sede da unidade; quer que a terra absorva os pecados dele todos os dias, isto é, que
absorva toda a sua matéria, porque este é o seu verdadeiro pecado; quer que tenha o corpo
sempre pronto para a morte e os sacrifícios, a alma pronta para o exercício de todas as virtudes, o
espírito pronto para entender todas as luzes e fazê-las frutificar para a glória da fonte de onde
provêm; quer que se considere em todo o seu ser como um exército sempre em prontidão, prestes
a marchar ao primeiro sinal; quer que tenha uma resolução e uma constância que nada possa
alterar, e estando avisado de que continuando encontrará apenas sofrimento, porque o mal vai se
oferecer a cada passo, que essa perspectiva não o detenha em sua marcha, e que dirija sua visão
exclusivamente, para o marco que o espera ao fim do percurso.

Se ela o encontra nessa disposição, aí estarão as promessas que lhe faz e os favores que lhe
destina. Porque tão logo o interior do homem se lhe abre, ela é inundada por uma carga de
alegria, não somente como a mãe mais terna por um Filho que não vê há muito tempo, mas como
o mais augusto gênio à vista da mais sublime produção que, inicialmente, lhe parecia bisonha,
estranha a seu espírito e, por assim dizer, apagada de sua memória, mas que, em seguida, lhe faz
unir o amor mais vivo a essa profunda admiração, quando esse excelso gênio chega a reconhecer
que essa sublime produção é um trabalho seu.

Mal a verdade vê nascer o desejo e a vontade no coração do homem, precipita-se com
todos os ardores da sua Vida Divina e do seu amor. As vezes, não pede a ele mais que a privação
de tudo o que é insignificante, e para esse sacrifício negativo, ela o suprirá de realidades. A
primeira realidade é dar-lhe sinais de advertência e de preservação, a fim de que não tenha como
Caim, razão para temer e dizer: quem me achar, me matará. Em seguida, põe sobre ele os sinais
do terror, para que sua presença provoque medo e faça seus inimigos fugirem; finalmente ela o
ornamenta com os sinais da glória, a fim de que possa fazer brilhar a majestade do seu mestre e
receber por todos os lados as honoráveis recompensas que são devidas a um servidor fiel.

É assim que ela tratará aqueles que tiverem confiança na natureza de seu ser; que não
deixarem escapar a mínima centelha; que forem considerados como uma idéia fundamental ou
um texto do qual a nossa vida inteira deveria ser apenas o desenvolvimento e o comentário de
maneira que todos os nossos momentos serviram para explicá-lo e torná-lo mais claro, e não para
obscurecê-lo, apagá-lo e lançá-lo no esquecimento, como ocorre quase sempre para a nossa
infeliz posteridade.

Para nos curar, a verdade possui um medicamento real, que sentimos fisicamente quando
ela julga oportuno administrá-lo a nós. Esse medicamento é composto de dois ingredientes, de
acordo com nossa enfermidade, que é uma mistura do bem com o mal e que apanhamos de quem
não sabe se preservar do desejo de conhecer essa ciência fatal. É um medicamento amargo, mas é
o seu amargor que nos cura, porque essa parte amarga, a justiça une-se ao que há de viciado em
nosso ser para lhe trazer a retificação; então, o que há de sadio e vivo em nós, se une, por sua
vez, ao que há de doce no medicamento, e obtemos saúde.

Enquanto essa operação medicinal não se realiza em nós, é inútil considerar-nos sadios e
bem; não estamos sequer em condições de usar alimentos salutares e puros, porque nossas
faculdades ainda não estão abertas para recebê-los. Dessa forma, não é suficiente para nosso
restabelecimento, abster-nos de alimentos malsãos e corrompidos; é necessário que consumamos
esse medicamento amargo que os ministros espirituais da sabedoria introduziu em nós,
produzindo aí uma sensação dolorosa que poderíamos chamar de febre da penitência, mas que
termina com a doce sensação da vida e da regeneração.

As pessoas que se encontram na via da regeneração, recebem e sentem esse medicamento
todas as vezes que o inimigo as tocam, para viciar qualquer coisa em seu ser. Os outros nem o
recebem, nem o sentem, porque se encontram num contínuo estado de transtorno e enfermidade
que não permite ao medicamento aproximar-se deles.

Mas esse medicamento é tão necessário ao nosso restabelecimento, que aqueles que não o
receberam não podem comer de forma proveitosa o "pão da vida" e não se tornam "ouro puro".
Enfim, ele deve moldar e trabalhar nossa alma sem descanso, sem interrupção, como o tempo
trabalha constantemente todos os corpos da natureza para reconduzi-los à pureza, à simplicidade
e à atividade viva dos seus princípios constitutivos. É desse modo que se abre em nós uma fonte
ativa, que é alimentada e mantida pela própria vida; e é por esse meio que atingimos uma
natureza de alegrias que não cessam e que estabelecem em nós antecipadamente e para sempre, o
reino eterno daquele que é.

É fácil constatar que esse medicamento não deve ser confundido com as atribulações
terrenas, com as doenças do corpo, com as injustiças que podemos receber de nossos
semelhantes e que mantêm nossa alma na angústia. Todas essas coisas são para punir a alma ou
submetê-la à provação, mas não lhe dão mais que uma sabedoria temporária; ou por outra, só
podemos receber a Vida Divina por preparações de mesma ordem; e o medicamento do qual
falamos é essa preparação exclusiva. Feliz é aquele que perseverar até o fim, desejando-o e
aproveitando-o todas as vezes que tiver a felicidade de experimentá-lo! Constatará desse modo
que o homem pode ter grandes coisas a dizer, não necessariamente ditas por ele, e que ele deve
esperar que o façam dizer ou escrever.

Pois o orvalho que Deus faz descer no homem é todo composto de ações totalmente vivas,
totalmente formadas, totalmente completas, como guerreiros armados dos pés à cabeça, ou como
médicos poderosos, portando nas mãos a ambrosia, ou como anjos celestes todos brilhantes tanto
no interior como no exterior, luzes puras e santas da vida; e o homem destinado as ser o objeto e
o receptáculo de tantos benefícios percebe pela inteligência, no meio desse orvalho sagrado, a
mão suprema de Deus resplandecente de glória, que quer tomá-lo como o termo dessa
incomparável magnanimidade. Tanto isso é verdadeiro que a palavra divina não pode vir a nós
sem criar, ao mesmo tempo, todo um mundo.

Meu Deus, bem sei que sois a vida, e que não sou digno de que vos aproximeis de mim,
que não sou senão desonra, miséria e iniqüidade. Sei bem que tendes uma palavra viva, mas que
as trevas espessas da minha matéria impedem que os ouvidos de minha alma a ouça. Contudo,

fazei entrar em mim em abundância essa palavra, para que seu peso possa contrabalançar a
quantidade de vazio no qual está absorvido todo o meu ser, e que no dia do seu julgamento
universal, o peso e a abundância de vossa palavra, possam me resgatar do abismo e me elevar até
vossa santa morada; colocai nas diversas regiões e faculdades que me compõem, numerosos
trabalhadores hábeis e vigilantes que desobstruam os canais de todas as suas imundícies e
quebrem até mesmo as rochas que se opõem à circulação das águas; então a vida de vossas
fontes puras e ativas em mim encherá meus rios até a borda; então criareis um mundo de
espíritos em meu pensamento, um mundo de virtudes em meu coração e um mundo de poderes
em minha ação, e será o todo - poderoso, o santificador universal, que sustentará, ele mesmo,
todos os mundos em mim, nutrindo-os continuamente com suas próprias bênçãos.