segunda-feira, 3 de abril de 2017

Ainda sobre budismo, Olavo e Dalai Lama

O que Buda disse. E o que não disse.

Por Leo Basile

O sr. Olavo de Carvalho, filósofo a quem respeito por muito mais do que uma opinião, não sendo à toa o fato de seu site estar linkado neste blog, dá mostras de não compreender o budismo, o que é uma enorme pena! Em um artigo (“Meus caros críticos II” - www.olavodecarvalho.org/semana/120204msm.html) no qual responde a seu crítico Júlio Lemos, Olavo afirma não haver contradição em associar budismo e socialismo, isso porque há alguns anos o Dalai Lama se declarou marxista em termos políticos e sociais.
Ora, Olavo bem deve saber que não é porque uma pessoa - no caso o Dalai Lama, por mais que este seja o líder budista - dá uma declaração a respeito de suas concepções, que isso basta para que seja possível associar filosofias tão amplamente antagônicas quanto o budismo e o marxismo. A contradição em questão deve recair inteiramente sobre o Dalai Lama que, isso sim, cometeu um tremendo equívoco, tanto mais grave na medida em que os budistas tibetanos sofrem perseguição execrável do governo comunista chinês, assim como ocorre com os seguidores de Buda por parte do poder instituído em Mianmar.
A filosofia budista é totalmente fundada em princípios morais, no autodomínio, princípio que põe o indivíduo em primeiro plano, e na compaixão, elementos notoriamente contrários ao marxismo. Aqueles que tentam limpar a teoria de Marx das relações claras com a violência, com o ódio de classe e com os genocídios perpetrados pelas experiências nela inspiradas, assim como o Dalai Lama, estão a incorrer em contradição. Sobretudo no que tange às questões de fundo moral, é preciso ser dito, o budismo oferece reflexões muito mais precisas do que o cristianismo, do qual a mácula da Inquisição não pode ser apagada.
Como um filósofo que guarda lugar tão importante e justo para as discussões envolvendo a imaginação moral e conhecedor da obra de Irving Babbitt, o mais brilhante diálogo de um pensador ocidental com os ensinamentos de Buda, me parece bastante estranho que Olavo endosse qualquer aproximação entre budismo e socialismo. Prefiro acreditar que ele tenha feito tal afirmação somente no afã de responder a seu adversário e, como também é de seu conhecimento, inclusive mencionado no artigo em questão, existem contradições no pensamento dos teólogos da libertação, que produzem uma mescla esdrúxula entre cristianismo e marxismo. Quem já não foi pego de assalto ao ouvir a máxima: “Jesus Cristo era comunista”? Nessa caso, quem estaria se contradizendo, o cristianismo ou os teólogos da libertação?! Se deixarmos de apontar que o equívoco é destes, seríamos obrigados a não enxergar contradição na associação entre cristianismo e marxismo.
Para finalizar, cabe deixar claro que os milenares ensinamentos de Buda não devem jamais ser confundidos com as pseudofilosofias pós-modernas que estiveram em moda até pouco tempo, hoje já merecidamente padecendo do esquecimento, tais quais o transcendentalismo zen e o misticismo oriental, cujo principal guru é o sr. Fritjof Capra, defensor do irracionalismo, o que se mantém em completa oposição ao budismo, filosofia essencialmente racional. Como mostrou tão bem o historiador Robert Darnton, essa linha de pensamento é responsável por uma patética idealização do Oriente, aquela velha forma essencialista que cria um abismo tolo e intransponível entre ele e o Ocidente (poucos são os que se lembram que o cristianismo surgiu no Oriente). Curiosamente, no mesmo artigo que eu trouxe à baila, Olavo cita palavras do economista Cláudio de Moura Castro, segundo as quais os brasileiros (e acrescento: não apenas eles) não leem o que um autor escreve, mas sim o que imaginam que ele pensou. A asserção é absolutamente correta e vale tanto para o Dalai Lama e o budismo, como para qualquer outra filosofia.

Pode, real e sinceramente, um budista tibetano ser marxista?


O Dalai-Lama adere
Olavo de CarvalhoO Globo, 14 de junho de 2003

“O sistema do marxismo é fundado em princípios morais, enquanto o capitalismo só está relacionado a ganho e rentabilidade... Não considero a ex-URSS, ou a China, ou mesmo o Vietnã, verdadeiros regimes marxistas... Penso que [sua] falha principal é que eles colocaram muita ênfase na necessidade para destruir a classe governante, na luta de classe, e isto encoraja o ódio e negligencia a compaixão... Penso em mim como meio marxista, meio budista.”
Tenzin Gyatso, o Dalai-Lama, pode imaginar-se o que bem entenda, ou metade do que bem entenda, mas, para mim, a partir dessa declaração, é impossível não pensá-lo como meio mentiroso, meio idiota. O sujeito está exilado há cinqüenta anos e ainda mente em favor da ideologia que o expulsou, que matou um milhão de seus compatriotas e que fez tudo para destruir a tradição budista no Tibete.
Nesse breve parágrafo, que reproduzo da página budistahttp://www.geocities.com/sakyabr3/diretorios.html, S. Santidade acrescenta à intrujice histórica a absurdidade lógica para dar o beneplácito da sua autoridade espiritual (supondo-se que ela ainda exista depois disso) à maior fraude ideológica de todos os tempos: a campanha mundial para branquear a imagem do marxismo, desvinculando-o de qualquer responsabilidade pelos regimes genocidas que criou (v. Jean-François Revel, “La Grande Parade”).
Quem quer que tenha lido Karl Marx e os teóricos do liberal-capitalismo sabe que, nestes últimos, as preocupações morais vêm em primeiro lugar, enquanto naquele estão ausentes por completo. De John Locke a Bertrand de Jouvenel, de Adam Smith a Alain Peyrefitte, de Aléxis de Tocqueville a Russel Kirk, a justificação do capitalismo é de ordem essencialmente moral. Já Marx não esconde seu desprezo por leis morais de qualquer espécie, às quais nega toda substancialidade, fazendo delas meras superestruturas da economia, isto é, discursos de legitimação do interesse de classe, seja escravista, feudal, burguês ou proletário. Só o que Marx alega contra o capitalismo é que, a partir de um certo ponto, ele freia o desenvolvimento dos meios de produção que ele próprio criou, isto é, se torna improdutivo. Não é um argumento moral, é econômico, histórico e técnico. Ademais, é falso: o que freia o desenvolvimento das forças produtivas é a burocracia estatal socialista (que o digam nossos 41% de impostos).
Para piorar as coisas, o apelo ao genocídio como meio razoável de ação revolucionária está nos próprios escritos de Marx e não é de maneira alguma um desvio posterior. Entusiasta da seleção darwiniana, Marx achava lógico e desejável que, na transição revolucionária, o socialismo eliminasse “uns quantos povos inferiores” (sic), especialmente orientais. O destino dos seguidores de S. Santidade já estava claramente anunciado nessas palavras.
Longe de ter-se afastado de Marx para aderir a um maquiavelismo cruel, foram seus seguidores e discípulos tardios que, encabulados com o ostensivo amoralismo do mestre, maquiaram suas palavras para lhes dar um aparente sentido sentimentalóide, humanitário, até cristão (v. Erich Fromm, “O Conceito Marxista do Homem”; Roger Garaudy, “Perspectivas do Homem”). Para esse fim, escavaram textos de juventude que pareciam ter um vago sentido de revolta contra o mal -- mas, prudentemente, mudaram de assunto quando começaram a aparecer poemas de satanismo explícito nos quais o jovem Marx se revelava ainda mais malicioso e torpe que o Marx adulto (v. Richard Wurmbrand, “Marx e Satã”).
S. Santidade, na ânsia louca de embelezar o marxismo, não se limita a isentá-lo da responsabilidade pelas conseqüências de sua aplicação: limpa-o até mesmo de seu conteúdo teorético explícito, fazendo da luta de classes um acréscimo acidental posterior, quando ela é o núcleo essencial, o centro mesmo da teoria marxista. Marxismo sem luta de classes é a geometria de Euclides sem pontos, retas e planos.
Dizer que os regimes da URSS, da China e do Vietnã se afastaram do marxismo ao concentrar-se na luta de classes é o mesmo que dizer que Fernandinho Beira-Mar se afastou do narcotráfico ao comprar cocaína das Farc. É o nonsense completo, que um conhecedor da matéria não tem o direito de proferir nem mesmo em estado de embriaguez.
Não faltará quem explique as palavras de S. Santidade por um desejo patriótico de acalmar a sanha do invasor chinês. Mas, nesse caso, elas valem tanto quanto as dos cardeais alemães que faziam discursos pró-nazistas sob a desculpa de amansar o Führer (v. Eric Voegelin, “Hitler and the Germans”).
Também não faltará quem, jamais tendo dado um pio contra a perseguição antibudista no Tibete, se faça de escandalizado com a dureza desta minha crítica ao líder dos budistas -- como se lembrar seus deveres a uma autoridade espiritual relapsa fosse crime maior do que matar um milhão de seus discípulos.
Mas, no fundo, não estranho que até o Dalai-Lama acabe por se prosternar aos pés do Grande Satã comedor de monges. Afinal, a CNBB não faz o mesmo? Igrejas evangélicas inteiras não se aliaram ao partido que defende as Farc? Cardeais e pastores não acorreram às ruas, em massa, para proteger o monstruoso regime de Saddam Hussein?
O Evangelho não estava brincando quando anunciava que o reino da mentira arriscaria seduzir até os eleitos.
***
Cada vez mais me espanto com a duração sem fim do silêncio nacional em torno da obra de J. O. de Meira Penna. É um escritor maravilhoso, divertido, sábio e cheio de vida. Da “Psicologia do Subdesenvolvimento” até o mais recente “Da Moral em Economia”, nunca li uma linha dele que não me parecesse merecer a atenção de todos os intelectuais do país. Eles é que não têm sabido merecê-lo.
É preconceito esquerdista, dirá o leitor. Mas, no Brasil, esquerdismo e preconceito são a mesma coisa. O cardápio de leituras da esquerda nacional é limitado por uma dieta rigorosa, calculada para excluir qualquer possibilidade de contaminação por idéias que, assim, se tornam tanto mais fáceis de odiar quanto menos conhecidas.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Por que o Cristão não pode ser Comunista

Apostilha da Universidade da Bíblia
www.universidadedabiblia.com.br
O COMUNISMO MARXISTA
Um dicionário comum definiria o marxismo como o conjunto das
doutrinas filosóficas, políticas e econômicas de Karl Marx e seus
continuadores, que, reagindo às filosofias idealistas e dualistas, pregam o
advento do socialismo alcançado através da luta de classes e da ditadura do
proletariado, o mesmo que materi-alismo dialético.
Porém, à luz das Escrituras e das ciências que tratam do comportamento
humano, haveremos de notar que o marxismo é bem diferente daquilo que os
marxistas ou comunistas dizem ser. Se não, vejamos.
I. PRIMÓRDIOS DO MARXISMO
Karl Friedrich Marx, pai intelectual do marxismo, nasceu em Treves, na
Alemanha, em 1818, e morreu em 1883. Seus pais eram judeus, convertidos ao
Cristianismo. Marx mesmo, quando criança, fora batizado numa igreja
protestante na Alemanha. Após se formar em Filosofia, ingressou no
jornalismo e na política.
1.1. FORMAÇÃO RELIGIOSA DE MARX
Quando muito jovem, Marx se confessava cristão. Nessa época, em sua
tese: "O Jovem e a Escolha de Sua Carreira", advertia a juventude a tomar em
consideração a vontade de Deus, antes de cada um se decidir sobre a grande
obra de sua vida. Escreveu ele: "A própria religião ensina-nos que o Ideal que
todos lutam para alcançar, sacrificou-se a si próprio pela humanidade, e quem
ousará contradizer tal afirmação? Se escolhermos a posição na qual podemos
realizar o máximo por ele, então não poderemos nunca ser esmagados pelas
responsabilidades, porque elas são apenas sacrifícios feitos em favor de todos".
A certa altura do seu curso ginasial, respondendo à prova: "Sobre a
União dos Crentes com Cristo", ele escreveu:
"... o zelo pela virtude é abafado pela voz tentadora do pecado, e se
transforma em escárnio, assim que sentimos o pleno impacto da vida. A luta
pelo entendimento é posta de lado por uma vulgar concupiscência pelos bens
terrenos.
"O anseio pela verdade é amortecido pela força doce e lisonjeadora da
mentira. E assim o homem permanece como a única criatura, em toda a
natureza, que não cumpre o seu propósito, o único membro do Universo que é
indigno do Deus que o fez.
"Todavia, o gracioso Criador é incapaz de odiar a obra de suas mãos.
Deseja erguê-la até onde Ele mesmo está, e, assim sendo, enviou o seu Filho, e
agora nos chama através destas palavras: 'Vós já estais limpos, pela palavra
que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós...' (Jo
15.3,4).
"E onde Cristo expressa com maior clareza a necessidade de união com
Ele do que na bela parábola da vinha e seus ramos, na qual Ele se compara
com a vinha e a nós com os ramos?
"Os nossos corações, a razão, a história, a Palavra de Deus, tudo nos faz
apelos em altas vozes, convincentemente, dizendo-nos que a união com Ele é
absolutamente necessária; que sem Ele seríamos rejeitados por Deus; que
somente Ele é capaz de libertar-nos... "Uma vez que um homem tenha atingido
essa virtude, essa união com Cristo esperará calma e tranqüilamente os golpes
da desventura. Opor-se-á bravamente às tempestades da paixão e resistirá
impavidamente aos rugidos dos iníquos; pois quem poderia arrebatá-lo de seu
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Redentor?"
Karl Marx, pai do comunismo ateísta e materialista
1.2. A RADICAL MUDANÇA
Aconteceu em 1835. Haviam-se passado apenas dois anos depois de ter
escrito tão belo depoimento, quando Karl Marx declarou-se um ateu convicto.
Oito anos mais tarde, diz: "O homem é que faz a religião; a religião não faz o
homem... a religião é o ópio do povo... o povo não poderá sentir-se realmente
feliz enquanto não for privado da felicidade ilusória mediante a superstição da
religião!"
Por essa época, num de seus poemas, Marx escreveu o seguinte: "Desejo
vingar-me daquele que governa lá em cima".
Mas o que aconteceu na vida de Karl Marx, para que, da noite para o
dia, se transformasse num declarado inimigo de Deus e do Cristianismo? No
seu livro Era Karl Marx um Satanista?, Richard Wurmbrand não descarta a
possibilidade de um envolvimento de Marx com o satanismo, forma de culto
muito em voga hoje em dia.
1.3. VÍTIMA DA FALSA TEOLOGIA
Antes de se ligar à Economia e tornar-se um comunista de renome, Marx
foi um humanista. Hoje, cerca de um terço do mundo é marxista. Nesse meio
estão muitos pseudo-cristãos, que, sem a experiência genuína e sobrenatural
da conversão e sem a orientação da Bíblia, caem vítimas das doutrinas infames
do marxismo ateu e materialista. É aqui que se enquadram os teólogos da
Libertação como "tolos úteis", a serviço do marxismo.
Apesar da decisão marxista de destruir a religião e de opor-se a tudo
quanto tem relação com Deus, desde o princípio o marxismo tem encontrado
fiéis aliados nos teólogos modernistas e liberais. Por exemplo, foi lendo um
livro do teólogo liberal Bruno Bauer, que Engels, na época um cristão professo,
passou a descrer dos valores eternos registrados na Bíblia, vindo a se aliar a
Marx logo depois. E que tipo de pessoa era Bruno Bauer, que contribuiu
decisivamente na destruição da fé de Engels e apoiou Marx em seus intentos
anticristãos? É possível conhecê-lo um pouco lendo parte de uma carta que ele
encaminhou ao seu amigo Arnould Ruge, também amigo pessoal de Karl
Marx e Engels:
"Faço conferências aqui na Universidade ante um grande auditório...
Não me reconheço a mim mesmo, quando pronuncio minhas blasfêmias do
púlpito. Elas são tão grandes, que estas crianças, a quem ninguém deveria
escandalizar, ficam com os cabelos em pé. Enquanto profiro as blasfêmias,
lembro-me de como trabalho piedosamente em casa, escrevendo uma apologia
das Sagradas Escrituras e do Apocalipse. De qualquer modo, é um demônio
muito cruel que se apossa de mim, sempre que subo ao púlpito, e sou forçado
a render-me a ele... Meu espírito de blasfêmia somente será saciado seestiver
autorizado a pregar abertamente como professor do sistema ateísta".
II. O QUE PREGA O MARXISMO
Em síntese, o marxismo prega os seguintes temas:
2.1. A GUERRA DE CLASSES
Segundo o marxismo, há no Universo inteiro um estado de oposição, de
sorte que tudo o que há no mundo é fruto de forças que se opõem. Exemplo: a
morte se opõe à vida, o bem ao mal, etc. É este conflito que dá dinamismo à
vida. Em tudo há sempre duas forças que se opõem; a força principal chama-se
"tese", e a secundária que reage chama-se "antítese". Na luta entre as duas, a
tese prevalece e vence a antítese. A isto o marxismo chama "ponto crítico". O
ponto crítico transforma a quantidade em qualidade, resultando daí a
"síntese".
O marxismo aplica a guerra de classes à humanidade, observando o
seguinte raciocínio: A humanidade está dividida em duas forças que se
opõem: operários e patrões ou chefes e subordinados. O operário é a força
chamada "tese"; enquanto os patrões são a força reacionária, a "antítese". Há
guerra eterna entre estas duas classes. O resultado final será a tese vencer a
antítese, isto é, a classe trabalhista destruir o sistema capitalista.
2.2. O CONCEITO DE PAZ
Os marxistas sempre falam em paz. Mas o que entendem eles por paz?
Para o marxismo a paz só é possível com a destruição do povo capitalista pelo
operariado, ou como dizem eles: "A vitória do proletariado sobre a burguesia".
Quando um marxista fala em paz, refere-se à vitória total do
comunismo. Deste modo, o que chamamos de "paz" é para o marxismo um ato
de guerra.
2.3. PROLETARIADO E CAPITALISMO
Na dialética materialista do marxismo, a classe operária é chamada
proletariado; todos os demais compõem a burguesia ou capitalismo. O que o
marxismo chama capitalismo não são somente os ricos, comerciantes e
industriais, mas o sistema democrático, todas as religiões, igrejas e
organizações religiosas.
Segundo Marx, a religião é uma espécie de travesseiro sobre o qual o
crente está a dormir, a fim de não se engajar na luta contra os exploradores, na
esperança de ter uma vida num além, que nunca chegará. Portanto, é ensino
básico do marxismo que o homem, para viver bem e dirigir seus destinos,
precisa destruir primeiramente a religião e a propriedade privada.
2.4. O CONCEITO DE PROPRIEDADE
O marxismo caracteriza-se pela sistemática oposição à propriedade
privada, à liberdade econômica, e à livre iniciativa. Marx e Engels declararam
em 1848 aquilo que hoje é um diapasão do marxismo: "Os Comunistas podem
resumir sua teoria nesta única expressão: 'abolição da propriedade privada'".
Para o marxismo, "a propriedade privada é um roubo". Deste modo, o alvo do
marxismo é que toda propriedade seja administrada pelo Estado (pelo Estado
comunista, evidentemente), inclusive no que diz respeito às necessidades
individuais. Isto acarreta um totalitarismo absoluto em que o indivíduo fica
absorvido pela coletividade.
III. O MARXISMO E O PROBLEMA DA LIBERDADE
Um dos sinais de enfraquecimento da fé e da democracia em nosso país
é o entusiasmo simplista de alguns cristãos pelas teses marxistas. Para tanto
aventam as mais estranhas interpretações dos textos bíblicos na vã esperança
de uma legitimação de atitudes inaceitáveis a um autêntico seguidor de Jesus
Cristo.
3.1. Os Riscos DO COMPROMETIMENTO
Aos ouvidos de cristãos incautos, soam, com doçura angelical, as
seguintes palavras:
"Os cristãos devem optar definitivamente pela revolução, e especialmente no nosso continente, onde a fé cristã é tão importante entre a
massa popular. Quando os cristãos se atreverem a dar um testemunho
revolucionário integral, a revolução latino-americana será invencível, já que
até agora os cristãos permitiram que sua doutrina fosse instrumentalizada
pelos reacionários" (Che Guevara).
"Sugerimos uma aliança entre o Cristianismo e o marxismo. Os objetivos
humanos de Cristo e Marx, cada qual com sua própria filosofia, são os
mesmos. Não podemos falar sobre o outro mundo, mas neste mundo podemos
ter completa concordância, com fraternidade e solidariedade" (Fidel Castro).
Ao receber uma Bíblia, no Chile, Fidel observou: "Aqui lemos muitos
exemplos de conduta tipicamente comunista... Cristo, multiplicando os peixes
e os pães para alimentar o povo, é um belo exemplo... Nós não temos a
resposta de Cristo. Mas, baseados na sua doutrina, tentamos fazer a mesma
coisa: dar pães e peixes a todos!"
Mausoléu de Lenin na praça Vermelha, em Moscou: culto à criatura em lugar do
Criador
3.2. MARXISMO versus IGREJA
O marxismo considera a Igreja, na melhor das hipóteses, irrelevante, e,
na pior, como instituição econômica e, politicamente, opressora. Descreve a
concepção cristã do mundo e da vida como algo anquilosado nas esferas de
uma hierarquia estática, em uma concepção medieval do mundo que se
esforça por impor como válida.
O marxismo é uma filosofia do homem  que, conforme diz H. Bass,
"pretende oferecer-nos uma resposta ao problema do homem..., sua origem...,
seu destino histórico...; uma resposta ao problema da existência e da
possibilidade de exercício de uma liberdade do homem". O marxismo, que
pretende ser uma doutrina de salvação, só se satisfaz quando exerce um
controle sobre todo o homem, em seu ser e seu operar, num delírio de
universalidade dominante.
Bardiaeff, profundo conhecedor do marxismo, em cujas fileiras formou
durante vários anos, escreve: "Pretende o marxismo ser universal, quer imporse sobre toda a experiência, e não só sobre alguns de seus movimentos". Por
isso, o marxismo é uma filosofia do homem, totalitária em sua ambição. Nos
poucos países ainda sob governo marxista ou comunista, o Estado exerce
controle sobre tudo. O cidadão é vigiado e a delação é uma tradição, quase um
dever. O Estado comunista, assim como "O Grande Irmão", principal
personagem do livro 1984, de George Orwell, a todos vê, patrulha e controla.
3-3- PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO
A revista Veja, de 25 de junho de 1986, mostrou que durante uma
recente  estada  no  Ocidente,  Yelena  Bonner,  mulher  do  físico  e  dissidente
soviético Andrei Sakharov, declarou que se sentia como um micróbio numa
lâmina sob um microscópio, tal a vigilância a que ela e seu marido eram
submetidos na cidade de Gorki, a 400 quilômetros de Moscou, para onde
foram banidos por suas críticas ao regime comunista.
Prosseguindo na sua matéria, diz a Veja: "No apartamento de Gorki, o
casal vive em completo isolamento dos amigos e impedido de ouvir rádio, por
causa de interferências provocadas pela polícia. Para sintonizar estações
ocidentais,  Yelena  revelou,  recentemente, que eles vão até o cemitério local,
onde a recepção é melhor. Para ambos, parece haver poucas esperanças de
libertação a curto prazo".
Durante o regime comunista na extinta União Soviética, ao manter
Sakharov confinado, os soviéticos exerciam uma prerrogativa típica das
tiranias — a de libertar os adversários a seu critério, como fez o Kremlin, ao
autorizar, em 1986, a emigração de Anatoly Sharansky para Israel, mas
mantendo sempre um preso notável como símbolo de resistência a pressões
externas e uma advertência interna para a força da repressão.
3.4. MARXISMO, O APOGEU DO HUMANISMO
O marxismo não se dá por satisfeito em formular uma determinada
crença sobre o homem, mas procura impô-la, fazendo uma sondagem nas
profundidades do homem para obrigá-lo a tomar consciência de suas
potencialidades inimagináveis; induz o homem à crença de poder ser um deus
antes mesmo de atingir a dignidade que o faça humano; quer dirigir, como um
fanal seguro, o desenvolvimento, a realização do homem em seu caminho pelo
mundo. Tudo isso não é alguma coisa que o marxismo murmura debilmente e
oferece como opção; é um urgente "imperativo categórico" que brada dos
lábios do seu fundador. O marxismo se propõe transformar o homem, o
grande sol do Universo, em torno do qual tudo gravita.
Como pode uma filosofia arrogar-se um império sobre o homem? Como
pode pretender ter prerrogativas que incidem sobre toda a dimensão humana,
cujo santuário não se abria a não ser para a potestade da religião e da fé? A
resposta é a seguinte: O marxismo é uma religião, uma religião do homem.
Afirmá-lo não é imprudência nossa, mas declaração de Marx: "A religião dos
trabalhadores é sem Deus, porque procura restaurar a divindade do homem".
Com razão disse Bochenski: "O conceito de valor absoluto do
comunismo é um valor religioso. A dialética é o infinito e a infinita plenitude
de valores. A atitude diante dela, e em conseqüência, ante o partido, é uma
postura sacral..." Ignácio Leep, convertido do marxismo, apresenta a mesma
opinião a partir da sua própria experiência: "O marxismo não se contenta em
combater as igrejas. Quer desempenhar, na vida social e na consciência do
indivíduo, o papel que anteriormente se atribuía às religiões".
IV. OPÇÃO PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE
Dizer aqui que a Igreja é perseguida nos países comunistas, para alguns
simpatizantes do marxismo, não passa  de sensacionalismo e mentira
veiculados pela imprensa ocidental, principalmente a imprensa norteamericana. Note, porém, que não eram jornalistas ocidentais que afirmavam
haver perseguição por motivos religiosos na extinta União Soviética. Há mais
de quinze anos o dissidente russo Alexander Solgnytzem, no seu famoso livro
Arquipélago Gulag,  descreve a Rússia como uma grande prisão. Anatoly
Sharansky, outro dissidente russo, em depoimento no Congresso Americano
em 1986, disse existir na época nada menos que quatrocentos mil prisioneiros
na extinta União Soviética, por dissidência política ou por perseguição
religiosa.
4.1. A DEMOCRACIA GARANTE A LIBERDADE DE CULTO
A garantia democrática da liberdade de culto não pertence à ordem das
concessões, mas à dos reconhecimentos. E o reconhecimento, pelo Estado, de
que o espírito se eleva às regiões do Infinito, regiões que se acham muito
acima daquela em que vegetam os cobradores de impostos. Como disse Tomas
Paine, um dos grandes propugnadores da liberdade americana, o Estado não
tem autoridade alguma para determinar ou conceder ao homem a liberdade
de adorar a Deus, assim como não poderia conceder a Deus a liberdade de
aceitar essa adoração.
Por reconhecermos a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e
semelhança de Deus, esperamos que o Estado assegure a seus cidadãos o
direito de viver livres de toda e qualquer coação, ou acepção, em matéria de
religião. Este e qualquer outro direito inerente à dignidade do homem devem
ser cuidadosamente resguardados, porque, uma vez feridos, todas as
liberdades sofrem agravo.
Toda interpretação da liberdade religiosa inclui o direito de render culto
a Deus conforme a consciência individual, de criar os filhos na crença de seus
pais; de mudar de religião, de publicar literatura e fazer obra missionária, de
associar-se a outras pessoas, de adquirir e possuir bens de raiz para estes fins.
Para salvaguardar a ordem pública e fomentar o bem-estar do povo,
tanto o Estado, ao reconhecer a liberdade religiosa, como o povo, no usufruto
deste direito que se lhe reconhece, devem cumprir com obrigações recíprocas.
O Estado deve proteger todos os grupos, tanto as minorias como as maiorias,
jamais permitindo qualquer limitação de direitos legais por motivos religiosos.
O povo, por  sua vez, deve exercer seus direitos sentindo plenamente sua
responsabilidade e vivendo numa atitude de respeito aos direitos dos outros.
Estas são peculiaridades exclusivas dos Estados democráticos.
4.2. POR QUE PREFERIR A DEMOCRACIA
O povo brasileiro, principalmente o cristão, deve precaver-se diante do
perigo de se deixar enfeitiçar pelo canto da sereia do comunismo. As soluções
dos nossos problemas políticos e sociais não dependem da adoção do modelo
político cubano em nosso país. Um modelo político que falhou em Cuba e que
também fracassou na Nicarágua jamais terá melhor sorte no Brasil. Parte das
soluções de nossos problemas sociais depende fundamentalmente do
fortalecimento e aperfeiçoamento das instituições democráticas em nosso país.
A democracia é preferível ao marxismo comunista, por vários motivos,
dentre os quais se destacam os seguintes:
1) O comunismo tem como bandeira a decisão de desarraigar o
sentimento divino do coração dos homens, transformando homens como
Marx, Lenin, Stalin, Fidel Castro, etc, em deuses.
2) O comunismo se propõe não apenas a abolir a fé e a crença em Deus,
mas também persegue a Igreja, enquanto prega o ateís-mo como forma de
religião do Estado.
3) A pretexto de distribuir a riqueza em parcelas iguais a todos, o que o
comunismo tem feito mesmo é distribuir equitativamente a pobreza.
4) O comunismo anula a posse da propriedade privada, enquanto tolhe
o sonho dos que nada têm de algum dia possuírem alguma coisa mais.
5) A tese do "Novo Homem" (do qual Che Guevara é apontado como
modelo), propugnado pelo comunismo como resultado da manipulação feita
pela dialética marxista e pelas lutas de classe, constitui-se num anti-evangelho,
uma vez que, de acordo com a mensagem do Evangelho, o único meio através
do qual o homem pode ser feito uma nova criatura é através da aceitação do
senhorio de Jesus Cristo sobre sua vida (Jo 3.1-8).
4.3. CONCLUSÃO
O cristão deve opor-se ao marxismo comunista não do ponto de vista do
capitalismo, seja ele de que linha for, mas do ponto de vista do Reino de Deus
que, ao contrário do marxismo, prega o amor entre os homens, a compreensão
e a solidariedade entre os povos, pontifica a necessidade da conversão do
pecado a um estado de graça diante de Deus, e enfatiza o senhorio de Cristo e
o governo divino sobre o homem e a História.
Como bem disse Rui Barbosa: "O comunismo não é fraternidade, é a
invasão do ódio entre as classes. Não é reconciliação dos homens, é a sua
exterminação mútua. Não arvora a bandeira do Evangelho; bane Deus das
almas e das reivindicações populares. Não dá tréguas à ordem. Não conhece a
liberdade cristã. Dissolveria a sociedade. Extinguiria a religião. Desumanaria a
humanidade. Everteria, subverteria, inverteria a obra do Criador".

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O caráter religioso de Karl Marx

* David A. Conceicao -

Marx teve uma infância judaica; depois foi Luterano, e converteu a família inteira, inclusive - quando chegou a escrever poemas a Cristo, o Salvador. Na Universidade de Berlim, passou a ser *satanista confessional*, seja lá o que isso quer dizer. Aí os poemas passaram a ser dedicados a Oulanem, um nome ritualístico de Satanás. E, a partir de então, tornou-se um sujeito anti-Deus pelo resto da vida. Não exatamente *ateu*, mas um ferrenho anti-Deus, mesmo, o que é (pelo menos quantitativamente) diferente. 

Marx também era um pensador inconsistente, crédulo, fracote, um sujeito invejoso, ressentido e definitivamente um pseudo-intelectual. 

Não consigo entender como uma coisa baseada em teorias tão estúpidas, mal explicadas e anti-humanas conseguiu se espalhar tanto a ponto de acabar sendo a maior catástrofe ideológica da história da humanidade.

Pessoalmente acho que Marx, assim como Lenin, Stalin, Hitler, Mao, Pol Pot, era mentalmente insano. 

É, afinal, evidente(!): Se Marx, o louco, inventou uma ideologia louca - nada mais lógico que a divulgação e a aplicação dessa ideologia só pudessem ser feitas através de outros loucos do mesmo quilate. 

Marx escreveu isso:

Todavia, o gracioso Criador é incapaz de odiar a obra de suas mãos. Deseja erguê-la até onde Ele mesmo está, e, assim sendo, enviou o seu Filho, e agora nos chama através destas palavras: ‘Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado; permanecei em mim, e eu permanecerei em vós...(Jo 15.3,4)” 

Os nossos corações, a razão, a história, a Palavra de Deus, tudo nos faz apelos em altas vozes, convincentemente, dizendo-nos que a união com Ele [Cristo] é absolutamente necessária; que sem Ele seríamos rejeitados por Deus; que somente Ele é capaz de libertar-nos...

Depois isso...

O homem é que faz a religião; a religião não faz o homem... a religião é o ópio do povo... o povo não poderá sentir-se realmente feliz enquanto não for privado da felicidade ilusória mediante a superstição da religião!

Em um de seus poemas, Marx escreveu: “Desejo vingar-me daquele que governa lá em cima”.

E nunca mais mudou de idéia.

O problema do ateísmo é inerente ao ateísmo, é da natureza dele, mesmo - e é um problema que não existe para o religioso e nem para o agnóstico.

O religioso crê que existe Deus e assume sua fé. A fé é seu instrumento, e ele a considera um instrumento válido.

O agnóstico está fora, porque não acredita nem que existe e nem que não existe - não é uma questão que *se coloque* pra ele. Ele simplesmente não tem fé e não faz falta a ele ter, porque ele não precisa de instrumento nenhum, mesmo.


Já o ateu está encurralado para explicar o inexplicável: ele crê que não existe Deus, e rejeita o uso da fé para sustentar sua posição - já que ele renega a fé como instrumento legítimo - mas não tem nenhum outro pra botar no lugar.

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Há um ótimo livro sobre a questão para ser indicado: O Mercado Livre numa Sociedade Cristã de Adolpho Lindemberg. 

http://www.tradicaoemfococomroma.com/2016/11/o-carater-religioso-e-sociologico-de.html
.://www.tradicaoemfococomroma.com/2016/11/o-carater-religioso-e-sociologico-de.htmlBibliografia:
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FURET, François e CALVIÉ, Lucian. (1988) Marx and the French Revolution. University of Chicago Press, Chicago. 
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AVINERI, Shlomo. (1968). The Social and Political Thought of Karl Marx. Cambridge: Cambridge University Press.

Karl Marx, um vagabundo sustentado por um burguês

Marx era cientista onde? Era cátedra de que Universidade ou Instituto? Ficava horas lendo e inebriando em obras de pensadores que foram mais prolíficos que ele na publicação de obras, mas, ainda assim, trabalhavam e lecionavam.

É uma tragicomédia querer justificar a vagabundagem de alguém com delírios sem sentido.

Marx largava a família em casa, passando fome (claro, depois de detonar toda a herança do pai e da esposa) para ficar lendo livros, o que supostamente o credenciaria por “cientista”. Horas e mais horas lendo livros e não conseguiu produzir uma única patente, apenas plagiador de obras alheias, seus escritos são uma colcha de retalhos montadas às custas das deturpações de elucubrações alheias.

Segue para análise um texto de autoria anônima que correu pelos e-mails em 2008:

Karl Marx é considerado por alguns como um dos gênios da filosofia, vinha de uma família burguesa falida e foi sustentado, durante quase toda a vida, por um outro burguês: Friedrich Engels. 
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Judeu, odiava judeus, intelectuais e burgueses (exceto Engels, que lhe sustentava), chamava os russos de “lixo étnico”, celebrava como preço do socialismo a destruição de uns “povos inferiores”, tendo saudado o extermínio dos índios mexicanos na guerra pela possessão da Califórnia, e usava expressões como “negro pernóstico”. 
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Qualificado pelos próprios aliados como “difícil, violento e autoritário”, Marx não inspirava respeito nem em outros socialistas. Talvez por isso o russo Mikhail Bakunin o tenha classificado como “monte de esterco”, o francês Proudhon como “verme falsário” e o seu companheiro de redação da Gazeta Renana, Karl Heinzen, como “espírito perverso, que vivia sempre sujo, capaz de tudo, menos de um gesto nobre”. 
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Com efeito, Marx traiu a mulher - a aristocrata Jenny - com a própria empregada, Helene, com quem teve um filho, Freddy, que logo tratou de expulsar de casa; adulterou os números da mensagem orçamentária do primeiro-ministro inglês Gladstone (em discurso na Internacional dos Trabalhadores, em 1864); falsificou dados estatísticos de livros da Biblioteca do British Museum (fonte para a elaboração dos capítulos XIII e XV de “O Capital”); caluniou Mikhail Bakunin, acusando o anarquista, sem provas, de ser “agente secreto da polícia czarista” ; e para compor sua obra apocalíptica, plagiou o pensamento dos outros, sem citar autoria. 
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Sua família foi a grande vítima. Dos seis filhos que teve com a esposa, três morreram na primeira infância, em decorrência do estado de penúria a que foram submetidos, e três cometeram suicídio (as filhas Jenny, Laura e Leonor). O único sobrevivente, o filho bastardo do adultério com a empregada, nunca foi reconhecido pelo pai (como todo hipócrita, Marx nem deixava o menino sentar-se á mesa com os irmãos “legítimos”) e foi adotado por Engels para “salvar as aparências”. A esposa Jenny, prematuramente envelhecida pelo sofrimento, morreu sem perdoar o marido por ter engravidado a empregada. 
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Com os pais e parentes, Marx não foi menos egoísta. As heranças de parentes ricos foram avidamente devoradas e mal administradas por ele, que se dizia economista. Por ocasião da morte do pai, Heinrich, de câncer no fígado, não compareceu ao enterro porque “não tinha tempo a perder”. Por conta disso, a mãe, Henriette, cortou relações com ele e, saturada de pagar suas dívidas, advertiu, através de uma carta, o mimado filho parasita: “Você devia juntar algum capital em vez de só escrever sobre ele!” 
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Mas foi ao cometer grosseria com o amigo e provedor de todas as horas que Marx concedeu a chave para a explicação de sua imoralidade: Engels escreve ao amigo dizendo-se arrasado após a morte da companheira amada Mary Burns. Marx, por carta, responde que a notícia o surpreendeu, mas logo passa a tecer considerações sobre as próprias necessidades pessoais. Magoado com a frieza do outro, Engels suspende o dinheiro e a correspondência, o que leva Marx, apressado, não propriamente a pedir desculpas pela conduta mesquinha, mas a admitir, com franqueza brutal, que “em geral, nessas situações, meu único recurso é o cinismo”. 
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Entrou para a História como vigarista desde o início: para “provar” que a evolução do capitalismo só ia piorar a vida dos trabalhadores, ele se apoiou nos dados dos Blue Books, relatórios anuais do Parlamento da Inglaterra. Quando Marx foi ver os relatórios, descobriu que, ao contrário do que ele estava dizendo, a condição social da classe operária tinha melhorado. Como os registros não comprovavam o que ele queria, ele usou os registros de trinta anos antes. E assim usou essa falsificação histórica na sua grande fraude “O Capital”.” 
  
Engels era um típico “esquerdinha caviar” de sua época. Nasceu rico e herdeiro de uma fortuna do algodão e amava a vida boa. Ele era uma espécie de antecipação da geração “Ni Ni”. Quando ele abandonou a escola, seu pai o mandou trabalhar como funcionário na fábrica de costura em Bremen, pois queria que seu filho fosse seu sucessor nos negócios.
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Ter de trabalhar era o que faltava para que o revoltadinho começasse a se envolver em causas radicais. Foi quando ele acabou conhecendo o parasitão que iria sugá-lo até o fim.
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Mais tarde Engels tornou-se PATRÃO das fábricas de seu pai – segundo ele, para poder ajudar financeiramente o amigo - fracassado.
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Figuras como Engels são fundamentais para acabar com o mito de que ricos são necessariamente “capitalistas” e “de direita”, especialmente quando são herdeiros que não construíram o patrimônio da família. São os maiores financiadores da esquerda.
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De burro o Karl Marx não tinha nada, ele era um gênio para sua época capaz de levantar um exército de idiotas úteis que o seguiram até o fim de sua vida. Passou a vida inteira sendo sustentado por familiares e amigos. Um parasita na legítima definição do termo.
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Marx era também um hipócrita. Enquanto ele escrevia com tanta simpatia aos homens que trabalham nas fábricas, a quem qualificava como escravos, o dinheiro com o qual ele vivia, da caridade de seu amigo Friedrich Engels, provinha justamente dos negócios de Engels em uma fábrica.  Assim, os “escravos” sustentavam à família do vagabundo, enquanto ele coçava o saco.
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Engels recebia seu dinheiro de - fábricas de algodão! Sua família era dona de uma fábrica em Manchester, Inglaterra. O próprio Engels vivia do trabalho dos “escravos”, e o dinheiro que ele enviava ao seu amigo Karl Marx era a partir dos lucros da fábrica. Portanto, Karl Marx viveu da labuta dos trabalhadores das fábricas, enquanto lamentava seu destino e “pensava” em como ele deveria ser. A negligência para com sua esposa e filhos foi a pior doença que poderia ter se abatido sobre eles. Karl Marx era um parasita.

Obrigar os filhos a suportarem a pobreza, a viverem na negligência, até morrerem por inanição, é coisa de mostro. Tanto Marx quanto sua esposa vieram de lares confortáveis. O que ele fez com sua família foi um ABUSO. Marx teve uma educação, uma vida confortável, proporcionada por seus pais, portanto tinha obrigação de trabalhar e prover sua família. Fosse um Homem de verdade teria alimentado seus filhos, assim como seu pai o sustentou.
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Egoísta, preguiçoso, fracassado, vagabundo! LIXO!
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Fabricio http://www.tradicaoemfococomroma.com/2014/11/karl-marx-um-vagabundo-sustentado-por.html
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Confiram mais em:
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FURET, François e CALVIÉ, Lucian. (1988) Marx and the French Revolution. University of Chicago Press, Chicago. 
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AVINERI, Shlomo. (1968). The Social and Political Thought of Karl Marx.
Cambridge: Cambridge University Press.