terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O Manifesto do Novo Libertário 3

Do livro O Manifesto do Novo Libertário 

por Samuel Edward Konkin III

Contra-Economia: Nosso Meio

Tendo detalhado nosso passado e presente estatistas e esbocado um retrato razoavel de uma sociedade muito superior atingivel com nosso presente conhecimento e tecnologia - nenhuma mudanca na natureza humana e necessaria -, nos chegamos a parte critica do manifesto: como nos vamos daqui para la? A resposta se quebra em duas naturalmente - ou talvez nao-naturalmente. Sem um Estado, a diferenciacao entre micro (manipulacao do individuo por si mesmo em seu ambiente -incluindo o mercado) e macro (manipulacao de coletivos) seria no maximo um interessante exercicio estatistico com alguma pequena referencia as agencias do mercado. Mesmo assim, uma pessoa decente pode desejar entender as consequencias sociais de seus atos mesmo se eles nao prejudicarem ninguem.
Com o Estado contaminando todo ato e sujando nossas mentes com culpa desmerecida, se torna extremamente importante entender as consequencias sociais de nossos atos. Por exemplo, se nos nao pagarmos impostos e conseguirmos sair impunes, quem sera prejudicado? Nos? O Estado?
Inocentes? A analise Libertaria nos mostra que o Estado e responsavel por qualquer dano a inocentes que ele alega que o “sonegador de impostos egoista” causou; e os “servicos” que o Estado nos “prove” sao ilusorios. 

Mas mesmo assim, e necessario haver mais do que uma resistencia engenhosamente escondida ou desistencias? Se um partido politico ou exercito revolucionario e 
inapropriado e auto-destrutivo para os objetivos libertarios, que acao coletiva funciona? A resposta e o agorismo.
Ele e possivel, pratico e ate mesmo lucrativo levar grandes porcoes da sociedade estatista para a
agora. Essa e, no sentindo mais profundo, uma atividade verdadeiramente revolucionaria e sera
abordada no proximo capitulo. Mas para entender esta resposta macro, nos precisamos primeiro
delinear a resposta micro.1
A funcao da pseudo-ciencia economica do Establishment, ainda mais que fazer predicoes (como
os adivinhos do Imperio Romano) para a classe dominante, e mistificar e confundir a classe
dominada quanto a para onde sua riqueza esta indo e como ela e tomada. Uma explicacao de como as
pessoas mantem suas riquezas e propriedades longe do Estado e, entao, a economia do Contra-
Establishment, ou Contra-Economia2, abreviadamente. A pratica real das acoes humanas que evadem, evitam e desafiam o Estado e a atividade contra-economica, mas da mesma forma
escorregadia que “economia” se refere tanto a ciencia quanto ao que ela estuda, o termo Contra-
Economia sera usado. Uma vez que este texto e a propria teoria Contra-Economica, o que sera
referido como Contra-Economia e a pratica.
Mapear e descrever toda ou pelo menos uma parte significativamente util da Contra-Economia
requerira pelo menos um volume inteiro.3 O que sera esbocado aqui sera somente o suficiente para
possibilitar um entendimento do resto do manifesto.
Ir de uma sociedade agorista a uma sociedade estatista e um trabalho ladeira acima, equivalente
ao caminho de uma alta entropia negativa na fisica.


 Afinal, uma vez que se esta vivendo numa e

compreendendo uma sociedade livre bem estabelecida, por que se quereria retornar a coercao
sistematica, ao saque e a ansiedade? Disseminar ignorancia e irracionalidade entre os instruidos e
racionais e dificil: mistificar aquilo que ja esta claramente compreendido e quase impossivel. A
sociedade agorista deve ser razoavelmente estavel em relacao a decadencia, embora altamente aberta
a melhorias.
Voltemos no tempo, como se corressemos um filme de tras para frente, da sociedade agorista a
sociedade estatista presente. O que esperariamos ver?
Bolsoes de Estatismo, a maioria contiguos em territorio, uma vez que o Estado requer
monopolios regionais, apareceriam primeiro. As vitimas restantes estao ficando mais e mais
conscientes do maravilhoso mundo livre ao redor deles e “evaporando” desses bolsoes. Grandes
redes de agencias de protecao no mercado estao contendo o Estado, defendendo aqueles que as
contrataram para seguros de protecao. Mais importante, aqueles fora dos bolsoes estatistas ou das
subsociedades estao aproveitando os beneficios de uma sociedade agorista, a nao ser por um maior
custo dos seguros e por alguns cuidados quanto aos lugares em que viajam. Os agoristas poderiam
coexistir com os estatistas neste ponto, mantendo uma “politica externa” isolacionista, ja que os
custos de invasao e liberacao das subsociedades estatistas seriam mais altos que os retornos
imediatos (a nao ser que o Estado inicie uma ultima agressao total), mas nao ha nenhuma razao real
para imaginar que as vitimas restantes vao escolher permanecer oprimidas quando a alternativa
libertaria e tao visivel e acessivel. As areas do Estado sao como uma solucao super-saturada pronta
para precipitar a anarquia.
Volte mais uma etapa e nos encontramos a situacao reversa. Nos encontramos grandes setores da
sociedade sob o Estatismo e setores menores vivendo tao agoristicamente quanto possivel. Contudo,
ha apenas uma visivel diferenca: os agoristas nao precisam estar territorialmente contiguos. Eles
podem viver em qualque lugar, embora eles tendam a se associar com seus companheiros agoristas
nao apenas para reforco social mas para facilidade e lucratividade do comercio. E sempre mais
seguro e mais lucrativo lidar com consumidores e ofertantes mais confiaveis. A tendencia e de maior
associacao entre mais individuos agoristas e de dissociacao de individuos mais estatistas. (Essa
tendencia nao e apenas teoricamente forte; ela ja existe na pratica embrionica hoje em dia.) Alguns
territorios facilmente defensaveis, talvez no espaco, ou em ilhas no oceano (ou abaixo do oceano), ou
nos guetos das grandes cidades, podem ser quase inteiramente agoristas, onde o Estado e impotente
para esmaga-los. Mas a maioria dos agoristas vivera dentro das areas estatistas.
Havera um espectro de agorismo na maior parte dos individuos, como ha hoje em dia, com alguns
se beneficiando do Estado sendo altamente estatista, uns poucos totalmente conscientes da alternativa
agorista e competentes para viver totalmente livres e o resto no meio, com graus variados de
confusao.


Finalmente, nos voltamos a etapa onde apenas alguns entendem o agorismo, a grande maioria
percebendo ganhos ilusorios da existencia do Estado ou incapazes de perceber uma alternativa e os
proprios estatistas: o aparato do governo e a classe definida por receber um novo ganho da
intervencao do Estado no Mercado.4
Essa e a descricao de nossa presente sociedade. Estamos “em casa”.
Antes que revertamos o curso e descrevamos o caminho do Estatismo para o agorismo,
observemos nossa presente sociedade com nossa percepcao agorista agora adquirida. Tal como um
viajante que volta para casa e ve as coisas de uma nova forma a partir do que aprendeu nas terras e
modos de vida estrangeiros, nos podemos ganhar novos conhecimentos sobre nossas presentes
circunstancias.
Alem de uns poucos esclarecidos Novos Libertarios tolerados nas areas mais liberais das
estatistas ao redor do globo (“tolerancia” existe em relacao ao grau de contaminacao libertaria do
Estatismo), nos agora percebemos algo mais: grandes numeros de pessoas que estao agindo de forma
agorista com pouco entendimento de qualquer teoria, mas que sao induzidas pelo ganho material a
evadir, evitar ou desafiar o Estado. Nao teriam certamente um grande potencial? Na Uniao Sovietica,
um bastiao do arqui-Estatismo e uma quase totalmente arruinada economia “oficial”, um mercado
negro gigante fornece tudo aos russos, armenos, ucranianos e outros, desde comida e consertos de
televisao ate papeis oficiais e favores da classe dominante. Como reporta o Guardian Weekly, Burma
e um mercado negro quase total com o governo reduzido ao exercito, a policia e a uns poucos
politicos. Em graus variados, isso e verdade em relacao a quase todos os paises do Segundo e Terceiro Mundos.

E quanto ao “Primeiro” Mundo? Nos paises social-democratas, o mercado negro e menor porque
o “mercado branco” de transacoes de mercado legalmente aceitas e maior, mas o primeiro ainda
assim e bastante proeminente. A Italia, por exemplo, tem um “problema” com grande parte de seu
servico publico, que trabalha oficialmente de 7h da manha as 2h da tarde, trabalhando naooficialmente
em varios empregos no resto do dia, ganhando dinheiro “negro”. A Holanda tem um
grande mercado negro no mercado residencial, por causa da alta regulacao dessa industria. A
Dinamarca tem um movimento de evasao de impostos tao grande que aqueles nele seduzidos pela
politica formaram o segundo maior partido. E esses sao apenas os exemplos mais grosseiros que a
imprensa quis ou foi capaz de descobrir. Controles de moeda sao evadidos em larga escala; na
Franca, por exemplo, se assume que todos possuem uma quantidade de ouro e viagens para a Suica
para mais do que turismo e esqui sao comuns.
Para realmente apreciar o alcance dessa atividade contra-economica, e preciso observar as
economias “capitalistas” relativamente livres.


 Observemos os mercados negro e cinzento5 na

America do Norte e lembremos que estes sao os casos de menor atividade no mundo hoje em dia.
De acordo com o American Internal Revenue Service [N.T.: Receita Federal americana], pelo
menos vinte milhoes de pessoas pertencem a “economia subterranea” de sonegadores de impostos
usando dinheiro para evitar deteccoes das transacoes ou escambo. Milhoes mantem dinheiro em ouro
ou em contas estrangeiras para evitar a taxacao as escondidas da inflacao. Milhoes de imigrantes
ilegais estao empregados, de acordo com o Immigration and Naturalization Service [N.T.: servico de imigracao dos Estados Unidos]. Milhoes mais consomem ou lidam com maconha e outras drogas
proibidas, incluindo laetrile e materiais medicos proibidos.
E ai estao todos os praticantes de “crimes sem vitima”. Alem do uso de drogas, ha a prostituicao,
a pornografia, o bootlegging, papeis de identificacao falsos, jogos e condutas sexuais proibidas entre
adultos conscientes. Apesar dos “movimentos de reforma” para ganhar aceitacao politica desses
atos, a populacao escolheu agir agora - e fazendo isso estao criando a contra-economia.
Mas nao para ai. Desde que o limite de velocidade federal de 55 milhas por hora entrou em vigor
nos Estados Unidos, a maioria dos americanos se tornou motoristas contra-economicos. A industria
de caminhoes desenvolveu comunicacoes contra-economicas para escapar das regulacoes estatais.
Para os independentes que podem fazer quatro corridas a 75 milhas por hora em vez de tres corridas a 55 milhas, a direcao contra-economica e uma
questao de sobrevivencia.
O antigo costume do contrabando prospera atualmente com carregamentos em barcos de maconha,
altas tarifas estrangeiras e milhares de pessoas de paises menos desenvolvidos aos turistas
escondendo dos agentes da alfandega um pouco mais em suas bagagens.
Quase todos falseiam de alguma forma seus formularios de impostos, fazem caixas-dois,
comercio irregular com parentes e posicoes sexuais ilegais com seus parceiros.
Em certa medida, portanto, todos sao contra-economistas! E isso e previsivel pela teoria
libertaria. Quase todo aspecto da acao humana tem uma legislacao estatal que a proibe, regula, ou
controla. Essas leis sao tao numerosas que um Partido “Libertario” que impedisse qualquer nova
legislacao de entrar em vigor e repelisse dez ou vinte leis por sessao nao teria afetado
significativamente o Estado (para nao falar do proprio mecanismo!) por um milenio!
Obviamente, o Estado e incapaz de executar seus decretos. Contudo, o Estado sobrevive. E se
todos sao de alguma forma contra-economistas, por que a Contra-Economia ainda nao esmagou a
economia?
Fora da America do Norte nos podemos adicionar o efeito do imperialismo. A Uniao Sovietica
recebeu suporte dos paises mais desenvolvidos nos anos 1930 e grandes quantidades de armas
durante a Segunda Guerra Mundial. Mesmo hoje em dia, o “comercio” altamente subsidiado por
emprestimos nao-repagaveis mantem os regimes sovietico e chines. Esse capital (ou anti-capital, por
ser destrutivo de valor) que flui, junto com ajuda militar, de ambos os blocos mantem os regimes do
resto do globo. Mas isso nao explica o caso norte-americano.
O que existe em todo lugar da Terra que permite que o Estado sobreviva e a sancao da vitima.
Toda vitima do Estatismo internalizou o Estado a algum grau. A declaracao anual do IRS [N.T:
Internal Revenue Service, a Receita Federal americana] que o imposto de renda depende da
“cooperacao voluntaria” e ironicamente verdadeira. Se os pagadores de impostos cortassem
completamente a oferta de sangue, o Estado vampiro pereceria completamente, com sua policia e seu
exercito desertando por falta de pagamento quase que imediatamente, privando o Monstro de suas
presas. Se todos abandonassem o papel-moeda em favor do ouro e dos bens em contratos e outras
trocas, e duvidoso que mesmo a taxacao pudesse sustentar o Estado moderno.
Aqui e onde o controle estatal da educacao e da midia, diretamente ou atraves da classe dominante, se torna crucial. Nos anos anteriores, os sacerdotes estabelecidos serviam a funcao de santificar o rei e a aristocracia, mistificar as relacoes de opressao e induzir culpa aos evasores e resistentes. A queda da religiao pos esse fardo sobre a nova classe intelectual (o que os russos chamaram de intelligentsia). Alguns intelectuais, que tem a verdade como seu maior valor (como tinham anteriormente teologos e clerigos dissidentes), trabalhavam na clarificacao e nao na
mistificacao, mas eles sao repudiados ou demonizados e nao tem recursos provindos do Estado ou de
fundacoes controladas por ele; e assim gerada a atitude de antiintelectualismo entre a populacao, que
suspeita ou compreende incompletamente a funcao dos Intelectuais da Corte.
Perceba bem como os intelectuais anarquistas sao atacados e reprimidos sob todo Estado; e
aqueles defendendo a derrubada da presente classe dominante - mesmo que somente para
substitui-la por outra - sao reprimidos. Aqueles que propoem mudancas que eliminam alguns
beneficiarios do Estado e adicionam outros sao frequentemente exaltados pelos elementos que se
beneficiam dos Altos Circulos e atacados pelos potenciais perdedores.
Uma caracteristica comum dos participantes do mercado negro mais arraigados e sua culpa. Eles
desejam “empacotar suas coisas” e retornar para “a sociedade correta”. Bootleggers e prostitutas
sempre esperam ser reaceitos algum dia na sociedade - mesmo quando eles formam uma sociedade
de proscritos que os apoia. No entanto, houveram excecoes a esse fenomeno de expectativa de
aceitacao: as comunidades religiosas dissidentes do seculo XVIII, as comunidades politicas utopicas
do seculo XIX e, mais recentemente, a contra-cultura dos hippies e da New Left. O que eles tinham
era a conviccao de que suas subsociedades eram superiores ao resto da sociedade. A temerosa
reacao a eles mesmos que eles geraram no resto da sociedade foi o medo de que eles estivessem
corretos.
Todos esses exemplos de subsociedades auto-sustentaveis falharam por uma razao primordial:
ignorancia em economia. Nenhum laco social, nao importa quao bonito, pode superar a cola basica
da sociedade - a divisao do trabalho. A comuna anti-mercado desafia a unica lei executavel - a lei da
natureza. A estrutura organizacional basica da sociedade (acima da familia) nao e a comuna (ou tribo, ou tribo extendida, ou Estado), mas a agora. Nao importa quantos desejem que o comunismo funcione e se dediquem a isso, ele fracassara. Eles podem segurar o agorismo indefinidamente com um grande esforco, mas quando o deixarem livre, o “fluxo”, ou a “Mao Invisivel”, ou as “ondas da historia”, ou o “incentivo do lucro”, ou “fazer o que e natural”, ou a “espontaneidade” vai levar a sociedade
inexoravelmente mais proximo a pura agora.
Por que ha tanta resistencia a essa eventual felicidade? Psicologos tem pesquisado sobre esse fato desde que iniciaram sua embrionica ciencia. Mas nos podemos pelo menos dar duas respostas amplas em relacao a questoes socio-economicas: a internalizacao de anti-principios (aqueles que parecem principios, mas que na verdade sao contrarios a lei natural) e a oposicao de interesses velados.
Agora nos podemos ver claramente o que e necessario para criar uma sociedade libertaria. Por um lado, nos precisamos da educacao dos ativistas libertarios e da conscientizacao dos contraeconomistas da compreensao libertaria e do auxilio mutuo. “Nos estamos certos, nos somos
melhores, nos estamos vivendo de uma forma moral e consistente e estamos criando uma sociedade
melhor - para nosso proprio beneficio e o dos outros”, nossos “grupos de encontro” contraeconomicos
podem dizer.
Perceba que os ativistas libertarios que nao estejam eles mesmos totais contra-economistas
provavelmente nao serao convincentes. Candidatos politicos “libertarios” minam tudo o que dizem
(de valor) pelo que fazem; alguns candidatos inclusive trabalharam em bureaus de taxacao e em
departamentos de defesa! 
Por outro lado, nos precisamos nos defender dos interesses velados ou pelo menos diminuir a
opressao deles o tanto quanto possivel. Se nos abandonarmos a atividade reformista como contraprodutiva,
como conseguiremos isso?
Uma forma e trazer mais e mais pessoas a contra-economia e diminuir os recursos disponiveis
para o Estado. Mas evasao nao e suficiente; como nos protegemos e contraatacamos?
Lentamente, mas cada vez mais, alcancando uma sociedade livre atraves da conversao de mais
contra-economistas ao libertarismo e mais libertarios a contra-economia, finalmente integrando
teoria e pratica. A contra-economia crescera e se espalhara ao proximo passo que vimos em nossa
viagem inversa, com uma subsociedade agorista cada vez maior dentro da sociedade estatista. Alguns
agoristas podem ate se condensar em distritos discerniveis e guetos e predominar em ilhas ou
colonias espaciais. Nesse ponto, a questao da protecao e da defesa se tornara importante.
Usando nosso modelo agorista (capitulo 2), nos podemos ver como a industria de protecao deve
evoluir. Primeiramente, por que as pessoas entram na contra-economia sem protecao? Porque o
pagamento pelo risco que eles assumem e maior que a perda esperada. Essa afirmacao e verdadeira,
e claro, para toda atividade economica, mas para a contra-economia ela requer enfase especial.
O principio fundamental da contra-economia e o da troca do risco por lucro.7
Quanto maior o lucro esperado, maior o risco assumido. Note que se o risco fosse reduzido,
muito mais seria tentado e conseguido - certamente um indicador de que uma sociedade livre e mais
rica do que uma nao-livre.
O risco pode ser reduzido aumentando-se os cuidados, as precaucoes, a seguranca (trancas e
cofres) e dependendo em menos pessoas de maior confiabilidade. Este ultimo fator indica uma alta
preferencia por negociar com colegas agoristas e um forte incentivo economico para a formacao de
uma subsociedade agorista e um incentivo para recrutar ou apoiar o recrutamento de novas pessoas.
Empreendedores contra-economicos tem um incentivo para prover melhores dispositivos de
seguranca, esconderijos, instrucoes para ajudar a fuga e a protecao de potenciais clientes e
fornecedores de outros empreendedores contra-economicos. E assim nasce a industria de protecao
contra-economica.
Enquanto ela cresce, ela pode passar segurar contra contra “bursts”, reduzindo os riscos contraeconomicos
ainda mais e acelerando o crescimento contra-economico. Ela pode prover seguranca e
areas de protecao com sistemas de alarme e mecanismos de disfarce altamente tecnologicos. Guardas
podem ser usados contra criminosos reais (sem ser o Estado). Muitos distritos residenciais,
empresariais e de minorias ja tem patrulhas privadas, tendo desistido da suposta protecao do Estado
das propriedades.
No caminho, o risco de violacao de contratos entre comerciantes contra-economicos sera
diminuido pela arbitragem. Entao as agencias de protecao comecarao a prover a execucao de
contratos atraves de agoristas, embora o maior “executor” nos primeiros estagios sera o Estado ao
qual cada um pode recorrer. Contudo, esse ato rapidamente resultaria na expulsao do individuo da
subsociedade; assim um mecanismo de execucao interno sera valorizado.
Nos estagios finais, as transacoes contra-economicas com estatistas serao executaveis por
agencias de protecao, e os agoristas serao protegidos da criminalidade do Estado.8 
Neste ponto, nos chegamos a etapa final anterior a sociedade libertaria. A sociedade esta
dividida entre grandes areas agoristas invioladas e setores estatistas. E nos estamos a beira da
Revolucao.

Notas: (...)
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