sexta-feira, 9 de junho de 2023

CHICO XAVIER: A FARSA - parte 1

 

A Farsa de Chico Xavier - Por Pe. Quevedo



Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal.

(...)

 A realidade 



# Direitos autorais

Não foram empregados só em atendimento aos pobres, senão também e preferentemente para divulgação dessas psicografias e para propaganda do Espiritismo. Concretamente já aludimos ao “Christian Spirit Center”, que pessoalmente Chico ajudou a fundar. Precisamente junto ao centro onde atendia Chico havia uma livraria de Espiritismo. Etc.

# Academia?

Há falsários perfeitíssimos que enganaram aos melhores museus e especialistas. Mas descoberta a falsificação, nenhum falsário foi elevado à cadeira de nenhuma academia: imitação não é originalidade. O pastiche não é a genialidade.

# Iletrado?

“Fez o curso primário e estudou mais um ano com uma professora particular, que testemunha: ‘Distinguia-se por sua inteligência, sua memória prodigiosa e sua aplicação ao estudo. Só queria ler, não participava dos brinquedos nem das rodas dos outros meninos, e quando deles queria participar era tão sem jeito e sem graça, que preferia desistir’” (“O Diário” de Belo Horizonte, 1954, série de artigos).

E outro pesquisador no “Diário de Minas” (10-VIII-1958)“Que Chico Xavier não é um iletrado, como espalharam seus admiradores. Já há cerca de quinze anos acentuei como fez estudos secundários, e ainda muito jovem publicava sonetos seus, com sua assinatura, como um que transcrevi naquele artigo, sonetos melhores do que muitos psicografados que ele atribui à Bilac, por exemplo”.

Em todo caso Chico tinha, de nascença, uma grande queda à literatura, pelo gosto irreprimível de leitura, pela riqueza da sua imaginação e pela facilidade para escrever, tanto que já no quarto ano primário recebe menção honrosa num concurso sobre o Centenário da Independência do Brasil. (Repórter Ramón García y García na revista “Fatos e Fotos”, 1972, página 25).

# Chico disse depois que fora psicografado por um literato do além!

A quem pretende enganar, que não seja já fanático? Se tivesse sido psicografia de algum literato do além,(...): Os juizes perceberam clarissimamente o estilo de um menino do primário e isso é que quiseram homenagear...

Cada qual naquilo para que tem tendência e para o que treina. Chico tinha tendência literária, Gasparetto para a pintura, Rosemary Brown para música, Frank Cox para pianista, etc., etc. Por que os “espíritos” não escrevem música com Chico nem literatura com Cox...?

# O mesmo estilo de quando vivos?

Na realidade o que aquele grande crítico literário, Agripino Grieco, escreveu é muito diferente: “Os livros póstumos, ou pretensamente póstumos, nada acrescentam à gloria de Umberto de Campos, sendo mesmo bastante inferiores aos escritos em vida. Interessante: De todos os livros que conheço como sendo psicografados, escritos por intermédio de um médium, nenhum se equipara aos produzidos pelo escritor em vida” (“Diário da Noite”, São Paulo, 28-VI-1944).

Outro crítico literário, João Dornas Filho, a respeito, por exemplo, de Olavo Bilac: “Esse homem que em vida nunca assinou um verso imperfeito, depois de morto teria ditado ao Sr. Xavier sonetos interinos abaixo de medíocres, cheios de versos mal medidos, mal rimados e, sobretudo, numa língua que Bilac absolutamente não escrevia!” (“Folha da Manhã”, São Paulo, 19-IV-1945).

O crítico literário Osório Borba, a pedido do “Diário de Minas” (10-VIII-1958), resume assim sua perícia crítica, apoiado também no II Congresso Brasileiro de Escritores (1947): “Levo anos e anos pesquisando. Catei inúmeros defeitos de várias espécies, essenciais ou de forma. A conclusão de minha perícia é totalmente negativa. Aqueles escritos ‘mediúnicos’, por quem quer que conheça alguma coisa de poesia ou literatura, não podem ser tidos como de autoria dos grandes poetas e escritores a quem são atribuídos. Autores de linguagem impecável em vida aparecem ‘assinando’ coisas imperfeitíssimas como linguagem e técnica poética. Os poetas ‘desencarnados’ se repetem e se parodiam, a todo o momento, nos trabalhos que lhes atribuem ‘mediunicamente’. Por exemplo, Antero de Quental plagiando (!) em idéia e até em detalhes, literalmente um soneto de Augusto dos Anjos. Tudo isso está exaustivamente documentado, através de um sem número de citações e confrontos”.

“As pessoas que se impressionam pela ‘semelhança’ dos escritos ‘mediúnicos’ de Chico Xavier com os deixados pelos seus indigitados autores, ou são inteiramente leigas sem maior discernimento em matéria de literatura, ou deixaram-se levar ligeiramente por uma primeira impressão. Se examinarem corretamente a literatura psicográfica verão que tal semelhança é de pastiche, mais precisamente, de caricatura. O pensamento das psicografias (de Chico Xavier) é absolutamente indigno do pensamento dos autores a quem são imputados, e a forma em geral e a técnica poética, ainda piores. E há inúmeros casos de paródia e repetição de temas, frases inteiras, versos, além dos plágios”.

“Por exemplo, Bilac aparece com sonetos verdadeiramente reles, e incorretos, pensamento primário, péssima linguagem, péssima técnica poética, que qualquer ‘Caixa de Malho’ recusaria. De Augusto dos Anjos, os poemas ‘mediúnicos’ repetem assuntos, pensamentos, versos e frases. Etc.”.

Como diz o crítico literário Leo Gilson Ribeiro, “Uma coisa é clara: Quando o ‘espírito’ sobe, sua qualidade desce. É inconcebível que grandes criadores de nossa língua, depois da morte fiquem por aí gargarejando o tatibitate espírita” (revista “Realidade”, Novembro 1971, página 62).

O jornalista João de Scantimburgo objetava a Chico Xavier: “Eu insisto que a escrita automática é o produto do inconsciente do senhor, não de mediunidade. Na França foi publicada uma coleção de livros com o título genérico ‘A maneira de...’ em que algumas pessoas fazem a imitação de vários autores. Se o senhor ler, não distinguirá ainda que tenha profundo conhecimento do estilo do autor imitado. E trata-se de uma imitação consciente. O senhor imita autores dirigidos pelo inconsciente (?). Em nada supera as faculdades naturais” (“Diário de S. Paulo”, 8-Agosto-1971, 3.º caderno, página 7).

Ora, quando se trata de conteúdo... Insiste o jornalista citado: “Além de jornalismo, eu também tenho a carreira de Filosofia. E não foram psicografados conteúdos profundos e complexos como a obra (à maneira de) Platão, a de Aristóteles, a de Santo Agostinho, a de Santo Tomás de Aquino, a de Descartes, a de Kant, e a de outros filósofos e pensadores. Não será porque o senhor, Chico Xavier, não tem esses conhecimentos?”.

Em todas as psicografias de Chico Xavier o fundo é sempre o mesmo por mais diferentes que tenham sido os “espíritos” aos que se atribuem: Uma ‘religiosidade’ moralista, piegas, melíflua, repetitiva, absolutamente infantil... Quase três adjetivos por linha. Os mais usados: cariciosas, dulcíssima, inexcedível, amados...

Deveria bastar ler qualquer livro psicografado por Chico Xavier para compreender que tudo está muito longe de ser o que seus propagandistas proclamam. Tomemos a melhor publicação, a mais elogiada: “O Nosso Lar”. Tudo está plagiado de absurdos e contradições.

Como conclusão deste aspecto, a acertada qualificação divulgada por Dom Benedito Ulhoa, arcebispo de Uberaba, que conhecia muito bem o caso: “Chico Xavier não passa de um hábil pasticheiro”.

É mesmo psicografia?

# Em duas oportunidades, havendo eu instruído a um repórter da TV Gazeta e ao padre Herbert Günter, da TV “Pro Vobis” da Alemanha, comprovamos que Chico Xavier sabia o que acabava de “psicografar”...

# A técnica científica poderia refutar aos líderes do Espiritismo, mas Chico Xavier bem instruído por esses mesmos líderes, não permitia que se tirasse o eletroencefalograma e se fizesse outras análises clínicas quando dizia que estava psicografando, em público. Saberíamos se estava escrevendo inconscientemente, psicografia, ou se estava fingindo por escrever conscientemente.

Reconhecido pelo próprio Chico

Aliás, o próprio Chico Xavier, apesar de pretender disfarçá-lo, na realidade repetidas vezes, estava reconhecendo seu longo treino, por exemplo, quando confessou que “por quatro anos em trabalho muito cansativo e com muito esforço”, “até 1931 recebeu centenas de mensagens”, “mas Chico as destruiu, já que ‘não passavam, segundo ele, de exercícios de psicografia’” (Em entrevista à repórter Teresa Goulart na revista “Manchete”, 5 de Junho de 1982).

O testemunho do sobrinho

Amauri Xavier Pena, filho da irmã mais velha de Chico Xavier, Dona Maria Xavier, foi escolhido pelo tio para ser seu sucessor. Vinha treinando desde os treze anos. Aos 17 anos cedeu às insistências do tio. Treinado com grande constância na “psicografia”, mostrou maior facilidade do que o famoso tio para imitar os autores que lia. E assim publicou mais de cinqüenta livros “psicografados” imitando mais de cinqüenta autores, “cada qual no seu próprio e inconfundível estilo. Recebeu também uma epopéia de Camões em estilo quinhentista”, Cruz e Sousa, Gonçalves Dias, Castro Alves, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Luís Guimarães Jr., Casemiro Cunha, Inácio Bittencourt, Cícero Pereira, Hermes Fontes, Fabiano de Cristo (?!), Anália Franco..., e até Bocage e Rabindranath Tagore. O boletim espiritista “Síntese”, de Belo Horizonte, fazia a divulgação.

“Um grande médium” era proclamado, mesmo depois da auto-retratação em Julho de 1958 no “Diário de Minas”. E lá mesmo, perante os jornalistas, imitou diversos estilos de autores famosos. “Tudo o que tenho ‘psicografado’ até hoje, apesar das diferenças de estilo, foi criado pela minha própria habilidade, usando apenas conhecimentos literários”, declarou.

E proclamou que seu tio Chico Xavier “não passa de um grande farsante”. E à revista “Manchete”“Revoltava-me contra as afirmações dos espiritistas (que diziam que era médium). Levado à presença do meu tio, ele me assegurou, depois de ler o que eu escrevera, que um dia eu seria seu sucessor. Passei a viver pressionado pelos adeptos da ‘terceira revelação’”... Como absurdamente chamam ao Espiritismo, com ele pretendendo suplantar, após as revelações do Pai e do Filho, a Terceira Revelação pelo Divino Espírito Santo o dia de Pentecostes.

“A situação torturava-me, e várias vezes, procurando fugir àquele inferno interior, entreguei-me a perigosas aventuras, diversas vezes saí de casa, fugindo à convivência de espíritas. Cansado, enfim, cedi dando os primeiros passos no caminho da farsa constante. Tinha então 17 anos”.

“Perseguido pelo remorso e atormentado pelo desespero, cometi vários desatinos (...). Vi-me então diante da alternativa: mergulhar de vez na mentira e arruinar-me para sempre diante de mim mesmo, ou levantar-me corajosamente para penitenciar-me diante do mundo, libertando-me definitivamente. Foi o que decidi fazer procurando um jornal mineiro e revelando toda a farsa” (...).

“Meu tio é também um revoltado, não conseguindo mais recuar diante da farsa que há longos anos vem representando”.

“Eu, depois de ter-me submetido a esse papel mistificador, durante anos (...), resolvi, por uma questão de consciência, contar toda a verdade” (Ver também “Estado de Minas”, 20-Janeiro-1971; revista “Realidade”, Novembro 1971, página 65; etc.).




Reportagem completa em:
https://complexogalaad.blogspot.com/2016/01/a-farsa-de-chico-xavier-pe-quevedo.html

sábado, 3 de junho de 2023

Sionismo (série) - parte 1

 

O que é sionismo

https://www.significados.com.br/sionismo/

Sionismo é um movimento político nacionalista que defende a criação de um Estado judeu soberano e o retorno dos judeus para a “Terra de Israel”, localizada na Palestina.

Ao longo de milhares de anos, o povo judeu sofreu com invasões e diásporas. O movimento sionista busca a construção de um Estado para que os judeus vivam em segurança e paz.

Apesar de ser uma ideia antiga, o movimento político sionista se fortaleceu a partir de 1896 com Theodor Herzl, que publicou um folheto defendendo a criação de um Estado judeu e em seguida organizou o primeiro Congresso Sionista Mundial.

O sionismo ganhou força a partir do século XX com a crescente perseguição dos judeus na Europa e, especialmente, após o genocídio de cerca de 6 milhões de pessoas no Holocausto.

Hoje existem diversas críticas sobre o movimento sionista devido às violências praticadas por Israel contra o povo palestino, que vivia na região no momento da criação do Estado judeu.

Movimento sionista

As origens do movimento sionista

Segundo relatos bíblicos, haveria uma terra prometida por Deus ao povo judeu. Essa terra corresponde ao território da Palestina, onde está localizada a cidade sagrada de Jerusalém.

O termo “sionismo” tem origem na palavra Zionem hebraico, que faz referência à Jerusalém. O “retorno a Sião” é a expressão utilizada para tratar a volta do povo judeu ao seu território natal.

Conforme a Bíblia, os judeus viveram nessa região durante séculos antes de Cristo, onde construíram uma civilização rica e próspera. Mas por volta de 70 d. C, foram invadidos pelos romanos e exilados de seu território.

Ao longo dos séculos seguintes, os judeus sofreram perseguições e expulsões e foram se espalhando pelo mundo. Apesar de estarem dispersos, conseguiram construir comunidades e manter suas tradições étnicas e religião.

O sentimento de identidade do povo judeu se manteve fortalecido e a ideia do retorno à terra para a construção de um Estado soberano teve forte adesão.


Theodor Herzl e o sionismo político moderno

A ideia da criação do Estado de Israel já existia há muito tempo, mas foi no final do século XIX que se formaram as bases para o movimento sionista político moderno.

O responsável pelo fortalecimento dessa ideia foi o jornalista húngaro Theodor Herzl. Herzl presenciou muitos casos de antissemitismo, isto é, de preconceito e hostilidade contra os judeus.

Theodor Herzl
Theodor Herzl, fundador do sionismo político.

Ele defendia que o fim do antissemitismo só aconteceria com a criação de um Estado, no qual os judeus pudessem ter uma vida normal, em um território próprio.

Sua ideia se difundiu a partir da publicação, de 1896, chamada “The Jewish State” ("Estado de Israel", em português). No ano seguinte, Herzl organizou o primeiro Congresso Sionista Mundial.

Esse congresso aconteceu na Suíça e nele foram criadas as bases para o movimento sionista, que tinha como objetivo o estabelecimento de um lar seguro para os judeus. O local escolhido para a construção do Estado de Israel foi a Palestina.

Apesar de alguns grupos de judeus terem iniciado a migração para a região a partir desse momento, o estabelecimento do Estado de Israel só aconteceria 50 anos depois.

O apoio britânico a criação do Estado de Israel

Quando o movimento sionista se fortaleceu, a região da Palestina era ocupada pelo Império Otomano. Em 1918 esse Império caiu e a Grã-Bretanha assumiu o controle da região.

Um ano antes, os britânicos haviam assinado a Declaração de Balfour, em que manifestavam apoio para a criação do Estado judeu na Palestina caso tomassem o controle da região.

Após a ascensão britânica, os judeus foram incentivados a migrar para a Palestina. Entretanto, a região da Palestina já estava ocupada, ali viviam muçulmanos (árabes) e alguns cristãos e judeus.

Esses povos viviam em paz, mas com o aumento do número de judeus, surgiu o conflito entre árabes e judeus pelo território.

Declaração de independência do Estado de Israel

Em 1947, a ONU propôs um plano de partilha do território entre judeus e árabes. Israel aceitou a partilha, mas a Palestina recusou por considerá-la injusta.

Em 1948, Israel declarou a sua independência e a partir de então, os conflitos entre árabes e judeus se intensificaram ainda mais.

Israel, ao longo dos anos, foi ocupando terras palestinas e desabrigando a população local. Muitos assentamentos ilegais em terras palestinas foram denunciados pela comunidade internacional.

O sionismo, para os palestinos, acabou sendo um movimento colonialista e racista, que submete a população palestina à violência e os impede de permanecer no território.

(...)

Características do sionismo

O sionismo não é um movimento único e centrado. Existem várias correntes e pensamentos divergentes dento do movimento, mas algumas características comuns são:

  • Defesa da criação do Estado de Israel;
  • Crença de que a criação de um estado judeu garantiria a segurança de seu povo;
  • Crença de que a criação de um estado judeu proporcionaria a continuidade e preservação das tradições e religião judaica;
  • Defesa da manutenção do Estado de Israel.

Diferentes correntes sionistas

Existem diferentes correntes dentro do movimento sionista. Além do sionismo político, que foi fundado Theodor Herzl e defende a criação e a manutenção de um Estado judeu na Palestina, ainda é possível encontrar outras variantes do pensamento, como:

  • Sionismo socialista: o sionismo socialista defendia que a criação de um Estado judeu não aconteceria com a ajuda da comunidade internacional, mas a partir dos esforços e união da classe trabalhadora.
  • Sionismo religioso: sionismo religioso é a corrente mais genérica, e abarca as demais vertentes sionistas. Os sionistas religiosos defendem que a terra de Israel deve ser ocupada pelo povo de Israel.

Antissemitismo, Holocausto e imigração de judeus para Palestina

Até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a migração de judeus para a Palestina acontecia lentamente. Mas a intensificação do sentimento antissemita na Europa e o Holocausto, intensificaram a deslocação para a região.

Durante o Holocausto, cerca de 6 milhões de judeus foram exterminados pelo governo nazista. Os judeus eram acusados de serem responsáveis pelas mazelas sociais e econômicas que a Alemanha enfrentava.

O contexto, além de aumentar a migração para a Palestina, fez crescer o apoio da comunidade internacional para a criação do Estado de Israel.

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A diferença entre judeus e sionistas

Sionismo
Judeus em manifestação contra o sionismo.

Judaísmo e sionismo não podem ser entendidos como sinônimos. Os judeus são aqueles que pertencem à etnia e/ou religião judaica, já os sionistas são as pessoas que defendem a manutenção do Estado de Israel.

Para alguns judeus, a existência de um Estado não é essencial para a manutenção das tradições e das religiosidades do judaísmo. Muitos não defendem as ações do Estado de Israel sobre os palestinos.

sábado, 27 de maio de 2023

O destino após a morte

Bispo Alexander (Mileant).

Traduzido por Olga Dandolo

 


ConteúdoO destino do homem após a morteA necessidade de rezar pelos falecidosO consolo cristão para os que estão tristesA "Panihida" (ofício memorial) em portuguêsOs dias em que se deve rezar pelos falecidos.

"Humilhações" ("toll houses").


 O destino do homem após a morte

A morte é o fim inevitável de toda e qualquer vida orgânica na terra, inclusive a humana. Mas do ponto de vista cristão, a morte de uma pessoa não é um fenômeno normal ou necessário. Por exemplo, a morte humana surge como resultado da desobediência dos nossos antepassados. Deus prevenia Adão a respeito dos frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal, dizendo: "Não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitàvelmente" (Gen. 2:17). De Adão a morte passou para seus descendentes.

A morte do ser humano, porém, não significa a aniquilação de sua identidade, e sim apenas a destruição de seu corpo físico. As palavras "porque és pó, e em pó hás de tornar," referem-se ao corpo humano. No entanto a alma humana, como carrega dentro de sí a imagem e semelhança do Criador, é eterna: "e a poeira retorna à terra, para se tornar o que era e o sôpro de vida retorna a Deus, Que o deu" (Ecle. 12:7). Após a separação do corpo, a alma continua pensando, sentindo e agindo, porém já no outro mundo, o qual não se assemelha ao nosso mundo material.

Então o que acontece com a alma humana após a separação do corpo? A vida é dada ao ser humano para que ele aprenda a crer, a fazer o bem e desenvolver seus talentos. Isto tudo compõe sua riqueza espiritual, ou, conforme as palavras do Salvador, "tesouro no céu." A morte totaliza a vida do homem, e então sua alma deverá se apresentar diante de Deus para prestar contas e receber recompensas ou punições. Porém este julgamento logo após a morte ainda não é o julgamento final, pois, apenas a alma é julgada, sem o corpo. A respeito da existência deste julgamento preliminar, o Apóstolo Paulo escreveu: "como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo" (Heb. 9:27). Diante do fim do mundo, depois da ressurreição universal dos mortos, haverá o Terrível Julgamento Universal, no qual Deus irá julgar todas as pessoas simultâneamente. Aí então, cada pessoa, já com seu corpo ressuscitado, ou receberá a eterna recompensa ou a eterna punição.

Com relação ao julgamento individual, a Igreja Ortodoxa ensina o seguinte:

"Nós cremos que as almas dos mortos gozam de felicidade plena ou sofrem, de acordo com seus atos. Separando-se dos corpos, elas imediatamente passam ou para a alegria, ou para a tristeza e aflições: no entanto elas não sentem nem felicidade completa, nem completa tortura, pois, a felicidade ou tortura completas, cada um irá receber após a ressurreição geral, quando a alma se juntar ao corpo no qual viveu virtuosamente ou depravadamente. (Epístola dos Patriarcas Orientais sobre a fé ortodoxa, artigo 18).

Assim sendo, existem duas situações após a morte: uma - no paraíso, para as almas virtuosas; outra, para as almas pecadoras - no inferno. (A Igreja Ortodoxa não reconhece os ensinamentos católicos-romanos a respeito estado intermediário, o purgatório. Os pais da Igreja habitualmente atribuem a palavra "gehena" ao estado após o Julgamento Final, quando a morte e o inferno serão lançados no lago de fogo; Apo. 20:14).

Enquanto a pessoa vive, Deus lhe dá a chance de se arrepender e corrigir suas falhas. Após a morte, a possibilidade de arrependimento é removida. Entretanto, se a pessoa morreu sem merecer o paraíso, isto não significa que esteja condenado aos tormentos eternos. Até o Julgamento Final os tormentos dos pecadores no inferno são temporários e podem ser atenuados e até retirados pelas orações dos fiéis e da Igreja (Epístola dos Patriarcas Orientais, art. 18). As orações pelos falecidos sempre lhes trazem benefícios. Caso eles não tenham merecido o paraíso, estas preces aliviam seu destino no além-túmulo, e se eles se encontram no paraíso, estas preces os alegram e iluminam. Iremos explicar agora porque as preces pelos falecidos possuem tamanho poder.

 A necessidade de rezar pelos falecidos

Para podermos avaliar o poder das preces pelos falecidos, é necessário entender que a morte interrompe apenas o contato físico entre as pessoas, mas o contato espiritual continua. Este contato é realizado através da oração. O Evangelho nos ensina, que a oração, unida com a fé, tem um grande poder. Nas palavras do Senhor, ela pode mover montanhas. O Senhor Jesus Cristo e Seus Apóstolos ensinavam aos cristãos a rezarem um pelo outro.

Os Evangelhos e outros livros do Novo Testamento contêem numerosos exemplos de como a oração de uns ajudava aos outros. Assim, pela fé do cortesão, o Senhor curou seu filho (Joã. 4:46-53); pela fé da mulher cananéia sua filha foi curada da possessão (Mat. 15:21-28); pela fé do pai seu filho possesso, que era surdo-mudo foi curado (Mar. 9:17-27); pelo pedido dos amigos, o Senhor perdoou e curou o paralítico, o qual eles desceram do teto, preso à cordas (Mar. 2:2-12); e pela fé do centurião romano, seu servo foi curado (Mat. 8:5-13). Outrossim, o Senhor realizava a maioria dessas curas milagrosas à distância, em ausência. O Santo Evangelista João o Teólogo nos convence a nos dirigirmos a Deus com preces, crendo que Deus realizará nosso pedido, dizendo: "A confiança que depositamos Nele é esta: em tudo quanto Lhe pedirmos, se fôr conforme a Sua vontade, Ele nos atenderá" (1 Joã. 5:14).

Tendo o poder da graça, a prece não conhece barreiras e não enfraquece com a distância. Sendo o resultado do amor, ela, como um raio do sol, penetra na alma das pessoas, unindo os que rezam a Deus e uns aos outros. Neste sentido, segue abaixo uma antiga história que ensina uma boa lição. Certa vez São Macarius do Egito, caminhando pelo deserto, encontrou um crânio humano. Quando o Abade Macarius tocou o crânio com um ramo de palma, veio uma voz do crânio! O ancião perguntou: "Quem é você?," e o crânio respondeu: "Eu era um sacerdote pagão e viví neste lugar. Tu, Abade Macarius, tem piedade de nós, que estamos em eternos tormentos e reza por nós, pois a tua oração nos traz conforto." O ancião perguntou: "Em que consiste o conforto das minhas orações?" O crânio respondeu: "Quando tu rezas por nós, surge uma luz e nós começamos a ver uma ao outro."

Deste modo, a prece unifica o nosso mundo com o outro mundo, onde os anjos, os santos e nossos parentes e amigos habitam. Do momento da ressurreição de Cristo a morte perdeu sua fatalidade formal e tornou-se o início de uma nova vida. Agora, conforme ensina o Apóstolo Paulo: "Nem a morte, nem a vida... nem a altura, nem os abismos, poderão nos apartar do amor de Deus... Vivemos para o Senhor; se morrermos, morreremos para o Senhor. Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor. Para isso é que morreu Cristo e retornou à vida: para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos" (Rom. 8:38; Rom. 14:8-9). Por esta razão não é apenas possível, mas sim também necessário rezar tanto pelos vivos como pelos mortos, pois, pela palavra do Salvador, para Deus TODOS ESTÃO VIVOS (Luc. 20:38).

Os cristãos que partiram desta vida, não interrompem sua união com a Igreja à qual pertenceram durante sua vida. Se eles são virtuosos, têem a permissão para rezarem por nós diante do trono de Deus; se são imperfeitos, eles necessitam das nossas preces. O Apóstolo Paulo compara a Igreja a uma montanha alta, a qual em sua base se apoia na terra, e seu pico penetra no céu. "Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de Anjos, da assembléia dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, Juiz universal e das almas dos justos que chegaram à perfeição, enfim, de Jesus, o Mediador da nova aliança" (Heb. 12:22-24). Em outras palavras, de acordo com os Apóstolos, existe uma relação próxima e viva entre a Igreja terrena e a celeste. A fé nesta unidade e no poder das preces serve como base para a prática que volta aos tempos apostólicos, para manter a ligação com os mortos: para pedir ajuda dirigir-se em preces aos santos mártires e aos Santos de Deus, e também lembrar dos falecidos na Proskomídia e em orações pelo seu repouso eterno.

Continua...



sexta-feira, 26 de maio de 2023

Che, o porco assassino?

 


Fidel e Che Guevara nos livros e nas salas de aula

  • PorTiago Cordeiro, especial para a Gazeta do Povo 

  • https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/educacao-em-cuba-fidel-e-che-guevara-nos-livros-e-nas-salas-de-aula/

  • 30/06/2019 21:22

Estudantes em Cuba exibem livro de Fidel Castro, em foto de dezembro de 2016.

Estudantes em Cuba exibem livro de Fidel Castro, em foto de dezembro de 2016. Foto: Ronaldo Schemidt | AFP.| Foto:

Em 1961, Fidel Castro decidiu que Cuba não poderia ter analfabetos. O país já tinha um dos mais altos índices de alfabetização do continente para a época, mas isso ainda significava que 24% da população não sabia ler nem escrever. Fidel então lançou uma vasta campanha de educação que, em apenas um ano, levou o conhecimento básico do idioma espanhol para quase toda a ilha. Profissionais de diferentes áreas se deslocaram para as regiões mais remotas e pobres do país, a fim de garantir que ninguém ficasse de fora do programa. Desde então, o sistema educacional de Cuba segue sendo um exemplo para o mundo. Seus professores e médicos, exportados para dezenas de países, comprovam que as salas de aula cubanas funcionam muito bem.

Esse é, em resumo, o panorama mais repetido sobre o sistema educacional do país. Cuba seria, portanto, um caso de ditadura que conseguiu garantir o acesso universal à educação de qualidade. Mas qual é exatamente a educação que recebem os 1,842 milhão de alunos do país?

Modelo Paulo Freire



Há poucos dias, uma editora e revisora cubana chamada Juliette Isabel Fernández Estrada, que tem um filho de sete anos estudando em uma escola de Havana, utilizou sua conta de Facebook para mostrar um exercício de matemática que consta num caderno para o ensino médio de seu país. O enunciado diz, em espanhol: “A fim de aumentar a política hostil contra o nosso país, o orçamento dos Estados Unidos contribui anualmente com cinquenta e nove milhões de dólares para os grupos contrarrevolucionários. Isso representa como média diária:” As alternativas apresentam diferentes alternativas para o cálculo.

Em outras ocasiões, Juliette já reclamou que é possível ver, nas escolas, crianças de cinco anos gritando “Pátria ou Morte”. Os livros de colorir incluem desenhos de Che Guevara e Fidel, que devem ser preenchidos de verde. Em outro livro didático, a imagem de um soldado com um fuzil nas mãos é acompanhada do seguinte texto: “O miliciano tem um fuzil. Ele ama a paz. Em boas mãos, o fuzil é bom.”

Para aprender a escrever e pronunciar o fonema correspondente a “ch”, o livro cita a frase: “O Che lutou em Cuba”. Crianças de seis anos em diante participam de grupos como a União dos Jovens Comunistas, e a data aniversário de nascimento de Che é celebrada com festa nas escolas. “Cuba segue o modelo de Paulo Freire de educação humanitária. As crianças e jovens não apenas aprendem através do engajamento, como também desenvolvem a capacidade de resolver problemas”, afirma Lynora Hirata, professora do departamento de educação da Universidade de Washington, que conheceu de perto as escolas cubanas – e gostou do que viu, a chamada “pedagogia da ternura”. “O processo educacional em Cuba introduz a criança a atos de respeito mútuo, através da interação cívica socialmente orientada, além de gestos sinceros e atenção genuína para com os outros e a comunidade.”

Para a professora, o sistema de ensino ajudou a formar “uma nova forma de consciência, energizada por uma ideologia de conquistas coletivas, que se sobrepõem aos ganhos individuais”. A professora da Universidade de Washington esteve em Cuba depois do fim da União Soviética, em 1991, quando o suporte financeiro russo desapareceu. Desde então, diz ela, “faltam nas escolas os suprimentos mais básicos, os materiais educativos não foram mais atualizados e os prédios não receberam mais manutenção. Ainda assim, as crianças aparecem com sorrisos e uniformes novos”.

Livros didáticos soviéticos da metade do século passado

Depois da educação pré-escolar, vem a educação primária, para crianças de 6 a 11 anos. Na sequência vem a educação média, que se divide em média, por três anos, e pré-universitária, por dois anos. A escolha de uma faculdade é orientada pelas demandas do país, e visam a formação para o atendimento coletivo. Segundo Margarita Quintero López, assessora do Ministério da Educação de Cuba, em um artigo que descreve a educação na ilha, o coletivo é mais importante, até mesmo na escolha da carreira. “Quando o aluno é aprovado no 9º grau, tem a possibilidade de continuar seus estudos. A partir daí, ele tem um amplo leque de opções, todas de interesse priorizado para o desenvolvimento econômico e social do país, em correspondência com a demanda de força de trabalho requerida para os próximos anos, entre elas: a formação de professores para os níveis primário e pré-escolar, operários qualificados e técnicos e a formação de bacharéis para continuar estudos universitários nas carreiras de interesse econômico e social”.

A professora Lynora Hirata reforça: “Cada curso criado pelo governo visa a meta de gerar e manter uma sociedade de cubanos saudáveis e letrados”. De fato, o sistema dá pouca importância à produção acadêmica competitiva e diversificada. Resultado: não existem no país vencedores de prêmios acadêmicos, do Nobel ao Fields. Em termos de desenvolvimento e inovação o país se sai muito mal no ranking da World Intellectual Property Organization: está em 85º lugar na quantidade de patentes registradas no ano de 2016.

Katherine Hirschfeld, professora da Universidade de Oklahoma, passou 11 meses em Cuba, entre 1996 e 1998. Acompanhou o sistema de saúde e teve acesso ao ambiente universitário. O que viu, na época, a levou a conclusões diferentes na comparação com a professora Hirata. “O que mais me impressionou no sistema educacional foi a completa ausência de livros e revistas acadêmicas nas bibliotecas das universidades. A maior parte das obras disponíveis datava da metade do século 20. Quando visitei casas cubanas, quase nunca vi livros ou revistas”, ela relata.

“Os jornais são todos publicações oficiais do governo”, prossegue, “e ninguém os leva a sério. O que havia era um mercado informal de CDs e DVDs, trazidos clandestinamente de Miami, com muita informação sobre cultura pop, TV e música”. Os professores de filosofia, diz ela, só podiam pesquisar e ensinar a obra de três autores: Fidel Castro, Raul Castro e Che Guevara. “Os livros didáticos que eu vi eram traduções para o espanhol de materiais soviéticos desatualizados, que priorizavam explicações marxistas-leninistas para as doenças e conclamavam os estudantes de medicina a se tornar militantes na batalha contra o imperialismo”.

Mudanças lentas



Nos últimos anos, o regime passou a abrir, devagar, o acesso à internet. Nesse sentido, o próprio fato de uma pessoa como Juliette Isabel Fernández Estrada poder se manifestar pela internet já representa um avanço. Até o fim da década passada, os moradores do país simplesmente não tinham acesso ao mundo exterior, de nenhuma forma. Em entrevista à revista VEJA publicada em 2009, a blogueira Yoani Sánchez contou que só viu cenas da queda do Muro de Berlim, que aconteceu em 1989, dez anos depois, graças a uma fita de vídeo levada clandestinamente para dentro do país. Mas, pelo que as reclamações de Juliette indicam, o conteúdo apresentado para as crianças ao longo de toda sua vida escolar ainda está longe de mudar.




quinta-feira, 25 de maio de 2023

O Pecado Ancestral e suas Consequências

Do livro Catecismo: Ensinamentos Básicos da Fé Ortodoxa 

Tema 15: O Pecado Ancestral e suas Consequências 


Oração para antes do estudo: 

Catecúmenos: Ó Cristo, que é a Verdade, a Vida e o Caminho, a luz verdadeira que ilumina cada um que vem ao mundo, faça com que a Luz do Seu Conhecimento Divino brilhe em nossos corações e abra os olhos de nossas mentes e ilumine os nossos corações para que possamos entender seus ensinamentos e aceitar a Tua Palavra. 

Fiéis: Apesar de sermos batizados, somos também pecadores. Antes que deixemos esta terra pela morte, permita a nós nos voltarmos para Ti, para que possamos ofertar a Ti o nosso coração, para que ele se torne Seu. Faça-nos que acolhamos a Ti dentro de nós, e que Tu permaneças conosco. Faça de nós os ramos que se juntam a Ti, que É a Videira, para que possamos dar muitos frutos e labutarmos para a nossa salvação.

A desobediência e a transgressão de Adão e Eva são chamadas de Pecado Ancestral. O que aconteceu? Como já disse anteriormente, Deus deu permissão Adão e Eva de comer do fruto de todas as árvores exceto o fruto da árvore "do conhecimento do bem e do mal.”. Em outras palavras, Deus disse a Adão e à Eva: "Você pode comer o fruto de todas as árvores que estão no jardim e que são comestíveis, apenas o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal que vocês não devem comer. No dia em que vocês comerem, vocês morrerão.”. 

Assim como uma pessoa culpada quer um cúmplice, Satanás, que tinha sido um anjo e por ter desobedecido a Deus se tornou Satanás, sentiu-se culpado e terrivelmente só em sua culpa. Sua natureza havia sido pervertida, de tal modo que ele nunca mais pode se arrepender. Ele sempre pensa e deseja o mal. Ele procura sempre o mal para os outros. E ele estava com ciúmes do homem. Ele viu que o homem estava muito feliz no Paraíso na companhia de Deus. Então, colocou seus planos malignos em ação. 

Como o espírito que é, entrou no corpo de uma cobra. Então subiu na árvore do "conhecimento do bem e do mal", esperou por Eva, perguntou a ela: "Diga-me, Eva, é verdade que Deus lhe disse para não comer o fruto de todas as árvores?" Eva respondeu: "Não. Ele nos permitiu comer o fruto de todas as árvores exceto o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque se o fizéssemos nós morreríamos." A serpente disse: "Você não morrerá. Deus sabe que no dia que você comer desse fruto, vossos olhos se abrirão e vocês se tornarão como deuses. Você vai conhecer o bem e o mal.”.

Eva gostou das palavras doces e caluniosas de Satanás, e nisso estendeu sua mão e pegou uma fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela comeu um pedaço e também deu a seu companheiro, Adão. Eles comeram juntos. Imediatamente, "seus olhos se abriram" e eles perceberam que estavam nus (Gênesis 3:1- 7). 

Muitos são aqueles que equivocadamente dizem que a Bíblia está sendo metafórica e que o fruto do conhecimento do bem e do mal ao qual a Bíblia se refere é a relação sexual entre Adão e Eva. Como já alertamos anteriormente, isso não é verdade, pois Deus tinha abençoado a relação sexual entre Adão e Eva quando lhes disse para "crescer e multiplicar". Então o que vem a ser o pecado original? 

É o esquecimento de Deus. Ou, se você preferir, é a tentativa do homem em destronar a Deus e entronizar-se em Seu lugar, para tornar-se Deus, no lugar de Deus. Não é então o simples comer de um fruto... São João Crisóstomo diz sobre Eva: "Ela estava cheia de fantasias grandiosas, na esperança de ser igual a Deus.”. E nesta esperança de ser igual a Deus, ela perdeu os sentidos. E quais as consequências do pecado ancestral? 

a) A morte espiritual: Ou seja, a separação do homem de Deus, a fonte de toda bondade. 

b) A morte do corpo: Isto é, a separação do corpo a partir da alma, o retorno do corpo para a terra. 

c) A quebra e distorção da "imagem": Ou seja, a escuridão da depravação da mente e corrupção do coração, a perda de independência, a perda da plenitude do livre-arbítrio, a tendência para o mal. Desde então, "a imaginação do coração do homem é o má" (Gênesis 8:21). O homem pensa constantemente no mal. 

d) A Culpa: Ou seja, uma má consciência, a vergonha que o fez querer se esconder de Deus. 

e) A hereditariedade: Ele não ficou apenas em Adão e Eva, transmitindo as marcas de sua natureza agora decaída para os seus descendentes. Todos nós recebemos tal herança em razão de sermos descendentes do mesmo antepassado, Adão. 

Tal verdade é um problema para a compreensão de muitas pessoas. Eles dizem: Por que devemos ser responsáveis pelas ações de Adão e Eva? Por que temos que pagar pelos pecados de nossos pais? Infelizmente isso se dá em razão de ser uma consequência do pecado ancestral a distorção da natureza do homem.

Digamos que você tem uma árvore selvagem de laranja, a partir da qual você faz um enxerto. Você receberá laranjas domesticadas, mas a raiz ainda será a da árvore de laranja silvestre. Para ter laranjeiras selvagens novamente, você deve fazer um retransplante da árvore. E foi exatamente isso que Cristo realizou em Sua Encarnação. 

Oração para depois desse estudo: 

Ó Nosso Criador, Adão e Eva, dando ouvidos a Satanás, blasfemaram. Em razão do seu egoísmo, permitiram-se serem enganados. Eles obscureceram a beleza de suas almas, distorceram a sua imagem. Catecismo: Ensinamentos Básicos da Fé Ortodoxa 112 Eles enfraqueceram a natureza da humanidade, e por causa deles, nós nos tornamos irreconhecíveis. Agora estamos constantemente a pensar no mal. Sentimos a culpa, estamos tão longes de Ti, perdemos nosso autocontrole e a plenitude de nosso livre arbítrio para fazer o bem. Ó Senhor, nós Te agradecemos por Teu amor, por enviar o Teu Filho unigênito para retransplantar a bondade, para nos dar a possibilidade de voltar a Ti. Tu, Senhor "quer todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade." Não nos prive da salvação. Nós Te glorificamos, Ó Senhor. Amém.




sexta-feira, 28 de abril de 2023

ORAÇÕES TRADICIONAIS - para este período e hoje aqui agora

[Do Livro de Instruções Práticas para Este Período - da parte Orações para o Período - da O.T.C.A.]

(...)

Estas são as mesmas orações que se encontram no PEQUENO LIVRO DE ORAÇÕES DO CRISTÃO ORTODOXO ou adaptado desse (o original que foi disponibilizado anteriormente [aos estudantes da Escola]). 

  

ORAÇÕES DA MANHà

 

Orações Iniciais (diárias) 

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. 

 

Senhor, sê misericordioso para comigo, um pecador. 

 

Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus,  

pelas orações de Tua Mãe Puríssima  

e de todos os Santos, tem piedade de nós. Amém. 

 

Glória a Ti, ó nosso Deus, glória a Ti! 

 

Oh Rei celestial, Consolador, Espírito da Verdade, 

Tu que estás presente em todo lugar e tudo preenches, 

Tesouro de bens e Doador da Vida:  

vem e habita em nós, e purifica-nos de toda impureza  

e salva, Ó Bondoso, as nossas almas. 

 

Santo Deus,  

Santo Poderoso,  

Santo Imortal,  

tem piedade de nós. (3 vezes). 

 

 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,  

agora e sempre e pelos séculos dos séculos.  

Amém. 

 

Santíssima Trindade, tem piedade de nós;  

Senhor, purifica-nos de nossos pecados;  

Mestre, perdoa as nossas faltas;  

Ó Santo, vem e cura as nossas enfermidades,  

pela glória de Teu Nome. 

 

Senhor, tem piedade (3 vezes). 

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,  

agora e sempre e pelos séculos dos séculos.  

Amém. 

 

Pai nosso, que estás nos Céus,  

santificado seja o Teu nome,  

venha a nós o Teu Reino,  

seja feita a Tua vontade assim na Terra como no Céu.  

O pão nosso de cada dia nos dá hoje  

e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;  

e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 

Pois Teu é o Reino, o poder e a glória, Pai, Filho e Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. 

 

ESPECÍFICAS PARA A MANHÃ (também diárias) 

 

Oração ao Nosso Santíssimo Senhor Jesus Cristo 

Ao despertar do sono, a Ti recorro,  

Soberano Senhor, Deus da Bondade e peço:  

ajuda-me todo o tempo e em todas as coisas  

e livra-me de toda má ação  

e de todas as tentações do demônio. 

Salva-me e leva-me para o Teu Reino eterno,  

porque Tu És o meu Criador e Dispensador de todos os bens. 

Em ti ponho toda a minha esperança  

e a Ti canto louvores, agora e sempre  

pelos séculos dos séculos.  

Amém. 

 

Oração dos Monges de Optina 

Senhor! Conceda-me a graça de saber aceitar tudo que venha acontecer neste dia que se inicia.  

Permita que eu me entregue completamente à Tua santa vontade em todo momento deste dia.  

Ajuda-me e orienta-me em tudo, em todos os meus atos e palavras.  

Guia meus pensamentos e sentimentos em todos os casos inesperados.  

Não permita que eu me esqueça que tudo vem de Ti. 

Ensina-me a agir corretamente com cada membro da minha família para que não ofenda e não magoe ninguém.  

Senhor, dá-me forças para superar o cansaço deste dia, e suportar tudo o que hoje venha acontecer. 

Dirija a minha vontade, e ensina-me a rezar, ter fé, esperança, paciência, saber perdoar e amar. Amém. 

 

GERAIS (ainda para serem feitas diariamente) 

Oração à Santíssima Mãe de Deus 

Ó Santíssima Senhora, Mãe de Deus,  

pelas tuas santas orações,  

afasta para longe do teu humilde servo  

o espírito de desânimo, de esquecimento, de insensatez, de negligência,  

junto a todo pensamento ruim e perverso que possa vir de meu pobre coração e da minha mente pecadora.  

Extingue as chamas das más paixões, posto que sou pequeno e miserável.  

Livra-me das más lembranças e de toda ação impura,  

pois tu és bendita pelos séculos dos séculos. 

 

  

Saudação Angelical à Mãe de Deus 

Rejubila, ó Virgem Mãe Deus,  

Maria cheia de graça, 

pois o Senhor é contigo!  

Bendita és tu entre as mulheres  

e bendito é o fruto do teu ventre,  

pois deste à luz o Salvador de nossas almas! 

 

Oração ao Anjo Guardião 

Anjo de Deus,  

meu Santo protetor,  

enviado do Céu por Deus para me guardar,  

peço-Te com fervor que me ilumines e me protejas contra todo o mal,  

orientando-me para todas as boas ações  

e levando-me pelo caminho da salvação.  

Amém. 

 

 

  

 

Oração ao Santo Protetor 

Intercede por mim junto a Deus, São/Santa (nome....), porque, confiante, espero Tua pronta ajuda e intercessão pela minha alma. 

 

 

 

Tropário à Santa Cruz 

Salva, Senhor, o Teu povo,  

e abençoa a Tua herança.  

Concede à Tua Santa Igreja  

a vitória sobre os seus adversários,  

e pela Tua Cruz,  

protege as nossas cidades. 

 

[Aqui devemos orar pela igreja e pela nação em que estamos, e pelo planeta conforme o seguinte: 

Senhor, livrai nossa nação do materialismo, 

do anticristianismo, do luciferianismo, do satanismo, 

do paganismo, do marxismo, do comunismo, 

do socialismo, do gramscismo, das heresias 

e de todas as doutrinas, políticas e ideologias 

que são contra tua Palavra, teus princípios e Tuas leis, e contra Ti mesmo. 

Derrubai dos seus cargos todas as autoridades eclesiáticas e públicas e governantes que são corruptos, desonestos e injustos; 

e todos os políticos, legisladores, juízes, servidores e seus partidos; 

e todos mais que assim mal procedem. 

Não peço que lhes faça mal, mas que lhes tire o poder  

e sejam expostos os seus mal feitos para que todo o mundo veja e ninguém jamais confie novamente em suas promessas, ideologias, políticas e partidos;  

e que finalmente se convertam verdadeiramente; 

Convertei verdadeiramente a Ti os administradores da Tua Igreja e dessa nação, para que façam livremente a Tua vontade, 

pelo bem desse povo e dessas pobres almas perdidas mesmas. 

Vem Senhor, reinar sobre nós, 

E sobre essa imensa pátria, Brasil, Portugal e Algarves,  

antes mesmo de Tua segunda vinda. 

Seja Jesus Cristo nosso rei e Maria Santíssima nossa rainha. 

Santa Mãe de Deus, rogai por nós. 

Não olheis os nossos pecados nem os erros e más esolhas do passado. 

E vem Senhor Jesus, apressa tua vinda, toma esse mundo que é Teu, 

Vem reinar sobre todos, 

Maranata! Amém e Amém! 

 

Oração pelos Vivos 

Salva, Senhor, e tem piedade  

do meu pai espiritual (nome),  

de meus pais, de meus filhos, 

irmãos, parentes, professores e benfeitores (dizer os nomes de quem desejar),  

de meus amigos e inimigos,  

de todos os cristãos ortodoxos  

e de todos os irmãos em Cristo 

e de todos que me pedem, a mim indigno, de rezar por eles. 

Tem misricórdia, Senhor, salva, cura, converte 

e livrai-nos de todo mal. 

 

Oração pelos que já partiram desse mundo 

Concede o repouso, Senhor,  

às almas de Teus servos falecidos (nomes),  

de todos os meus parentes, benfeitores,  

amigos e inimigos falecidos  

e perdoa-lhes todas as suas faltas  

voluntárias e involuntárias  

e dá-lhes o Reino dos Céus. 

Por Tua misericórdia, Senhor, 

Em nome de Yeshua Amém e Amém!