sábado, 10 de outubro de 2020

Homem, não a sua natureza exterior, e sim o verdadeiro testemunho da Divindade.

Do livro Homem, Sua Verdadeira Natureza de Louis Cloude de Saint Martin

A compreensão humana, por se aplicar tão exclusivamente as coisas exteriores, do que mesmo assim não da conta de forma satisfatória, conhece menos ainda sobre a natureza do próprio Homem; além disso, o homem atual parou de buscar o verdadeiro caráter de sua íntima essência, se tornou completamente cego para a Fonte Divina da qual descende; pois se o homem, se lembrar de seus elementos primitivos, verá que é a única verdadeira testemunha e sinal positivo pelo qual esta Fonte Universal pode ser conhecida; tal fonte deve, necessariamente, ser ocultada, quando o único espelho capaz de representá-la à nossas mentes, desaparece.

Então, quando louváveis escritores e bem intencionados defensores da verdade tentam provar que há um Deus, e derivam de Sua existência todas suas conseqüências necessárias, uma vez que facilmente consideram esta alma humana em suficiente harmonia para servir de testemunha, voltam-se para a Natureza e para a especulação tirada da ordem externa.

Assim, muitos excelentes espíritos tem feito uso dos recursos da lógica, na modernidade, colocando toda ciência externa a serviço do firme propósito de provar a existência da Divindade; ainda assim, apesar de todas estas testemunhas, o ateísmo nunca esteve tão em moda.

Deve ser com certeza, pela glória de nossa espécie, e para demonstrar a grande sabedoria da Providência que todas as evidências tiradas deste mundo sejam tão imperfeitas. Pois, se este mundo pudesse, verdadeiramente, demonstrar a Divindade, Deus estaria satisfeito com este testemunho e não teria tido nenhuma necessidade de criar o Homem. De fato, o Homem foi criado apenas porque o universo como um todo, apesar de toda a grandiosidade que se apresenta aos nossos olhos, nunca pode manifestar as riquezas da Divindade.

Um resultado bem diferente é alcançado por aqueles grandes escritores que sustentando a existência de Deus, tomam o próprio Homem como prova e base de suas demonstrações: O Homem, se não como ele é, como deveria ser. Suas evidências adquirem força, plenitude e satisfazem todas as nossas faculdades de uma só vez. A evidência extraída do Homem tem um efeito suave e parece falar a linguagem de nossa própria natureza.

As evidências extraídas do mundo exterior são frias, áridas e como uma linguagem aparte, que requer um minucioso estudo: além disso, quanto mais decisivo e resoluto este tipo de evidência for, mais humilha nossos adversários, fazendo com que nos odeie.

As evidências extraídas da natureza do Homem, ao contrário, mesmo quando obtém uma completa vitória sobre o descrente, não lhe causa humilhação, pois o faz sentir e participar de toda a dignidade que pertence à sua qualidade como Homem. 

E aquele que não é convencido por esta sublime evidência poderá, no máximo, zombar dela algumas vezes; mas, em outros tempos, ele muito provavelmente, lamentaria não ser capaz de alcançar tão elevada região e certamente nunca ofenderia o que lhe estivesse sendo ofertado; isto é suficiente para demonstrar o quão uidadosos devemos ser ao sondar as profundezas da existência do Homem, e para confirmar a sublimidade de sua essência, por meio da qual devemos demonstrar a Essência Divina, pois não há mais nada no mundo que possa fazê-lo, precisamente.

Eu repito que, para alcançar este fim, todo argumento extraído deste mundo e desta natureza é insatisfatório e instável. Consideramos coisas do mundo para chegar a um Ser fixo, em quem tudo é verdade; emprestamos ao mundo verdades abstratas e figurativas para provar um Ser que é totalmente real e positivo; extraímos algo da inteligência para provar um Ser que é a própria Inteligência; extraímos coisas do amor para demonstrar Aquele que é somente Amor; coisas circunscritas em limites para tornar conhecido Aquele que é Livre; e coisas que morrem para explicar Aquele que é Vida.

Não é para se temer que ao nos submetermos a um empreendimento como este, possamos absorver as mesmas deficiências inerentes dos meios que nos utilizamos, ao invés de demonstrar a nossos oponentes os tesouros Daquele que desejamos reverenciar?

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Espiritismo, vampirismo, satanismo? - O que as ciências metafísicas, alquímicas e tradicionais dizem - parte 1

 ESPIRITISMO (I) 

Do livro Filosofia elementar da Robacruz modema de J. van 

Rijckenborgh. -· 5. Ed. - Jarinu, SP.


Conforme já vos expusemos no capítulo VII, o corpo 

material e a maior parte de seu duplo etérico permane-

cem, após a morte, deste lado do véu, onde são subme-

tidos ao processo de decomposição. A consciênda, com 

o restante da forma corpórea, passa para o além, a esfe-

ra retletora. Queremos agora nos aprofundar no assun-

to, tratando de um dos tlagelos mais terríveis que opri-

mem a humanidade: o espiritismo. 

O corpo etérico compôe-sc de quatro tipos diferen-

tes de éteres: o éter químico, o éter vital. o éter lumino-

so e o éter retletor. O corpo material é mantido por 

esses quatro éteres. Todas as funções orgânicas e senso-

riais, todas as atividades do cérebro e do sentimento são 

realizadas por meio desses éteres. 

Devemos, no entanto, fazer distinção entre os dois 

éteres superiores e os dois inferiores, visto que eles 

diferem em vibração: os dois éteres inferiores são de 

vibração mais grosseira; os outros dois, de vibração 

mais sutil. A substância etérica com cujo auxílio nós 

pensamos é de vibração muito rápida, ao passo que, 

comparativamente, os éteres utilizados na construção

das células do nosso corpo possuem vibração mais 

lenta. 

Muitos dos pesqubadores que estudaram a questão 

chegaram à errônea conclusão de que a presew,;a dos 

dois éteres chamados superiores·em grande quantidade 

seria indicação de espiritualidade do homem, enquanto 

que a presença dos éteres inferiores em grande quanti-

dade seria atributo dos homens mais grosseiros. Entre-

tanto, isso é evidentemente falso. 

Do ponto de vista espiritual, os étcres luminoso e 

retletor podem ser infinitamente mais grosseiros. bem 

mais funestos e bestiais, e pelo menos mais perigosos 

que os éteres inferiores, do mesmo modo que o ser 

superior, o homem, é mil vezes mais perigoso que o ser 

inferior, o animal. 

Fala-se freqüentemcntt> dt" paixões animais. Ora, as 

paixões do animal são puramente funcionais; elas se 

manifestam dentro das normas do instinto e do espírito 

de grupo. 

As paixões humanas, sim, são claramente más. 

Muitas pessoas dotadas de visão etérica se sentem toma-

das de admiração quando descobrem numa pessoa 

determinada atividade dos éteres superiores ou vêem 

uma entidade operando com auxílio de grande quanti-

dade de éter luminoso e éter refletor. Ora, não nos 

esqueçamos de que o demónio pode também nos apa-

recer como um anjo de luz. 

O éter refletor é mais especialmente um éter de pen-

samento. Geralmente, os homens mais malvados dis-

põem de formidável capacidade mental e de grande 

quantidade de éter-pensamento. 

O éter luminoso é principalmente um éter-sentimen-

to. Todas as atividades emocionais, desde as mais baixas 

às mais elevadas, necessitam de éter luminoso.

De modo geral, pode-se dizer que os dois éteres 

inferiores são necessários às funções corporais básicas e 

que sempre que o homem se manifesta ou desempenha 

um papel Óa vida como ser pensante e emocional, são 

necessários os dois éteres superiores. 

Portanto, a posse de éteres superiores não revela, de 

modo algum, a espiritualidade de um homem. Esta 

posse demonstra simplesmente que o homem cm ques-

tão leva uma vida muito ativa, seja no bem, seja no mal. 

Os éteres não servem como indicação das qualidades 

espirituais ou adiantamento espiritual do homem. Aliás. 

os métodos para comprovar se os espíritos são ou não 

de Deus nada têm a ver com a ação dos éteres. Sua çor 

também não nos serve de base, visto que é possível, 

pela vontade. colori-los de forma diferente. 

São tantas as mistificações possíveis nesse terreno 

que se recomenda com insistência que se desconfie de 

todas as sugestões e se rejeite inexoravelmente todos os 

tipos de aparições. Ao aluno verdadeiro são dados 

outros métodos para alcançar o discernimento. 

Assim que o ser humano morre. uma separação tem-

porária acontece no corpo etérico. Normalmente os dois 

éteres inferiores ficam para traz com o corpo material, 

enquanto que os dois éteres superiores acompanham 

temporariamente o falecido, embora um pouco dos dois 

éteres inferiores seja levado junto. Quanto maior for o 

apego do falecido à terra durante sua vida material e 

quanto mais estiver voltado para as coisas deste mundo 

(o que não significa de natureza má, mas apenas biolo-

gicamente normal), tanto maior será a concentração de 

éteres inferiores ao seu redor. 

Nesse estado, ele se dirige ao domínio de transição, 

que é a esfera intermediária também denominada esfe-

ra de purificação ou purgatório. Esse domínio com- 

preende as três esferas inferiores do mundo do desejo, 

que é o Kamaloka da filosofia oriental. Deveis notar que 

o remanescente da veste etérica que o falecido ainda 

possui liga-o à esfera terrestre, já que o corpo etérico 

também é construído e mantido pelas substâncias e for-

ças desta esfera material. 

Deve ficar claro que, após o falecido ter deixado o 

domínio etérico, os restos da roupagem etérica não 

podem ser mantidos: eles se decompõem, volatilizam-se 

e depois o falecido não pode conservá-los. Isso é da 

máxima importância pois assim que os remanescentes 

da veste etérica desaparecem. chega o momento em 

que o homem deve assimilar o conhecimento do seu 

verdadeiro estado de ser. Somente então ele adquire a 

verdadeira noção do que ele é, para depois partir para 

a esfera celeste ou a infernal, em concordância com o 

seu estado de ser. Portanto, compreende-se facilmente 

que a posse de éteres após a morte determina forte liga-

ção à terra. 

Quando o homem acha que sua ligação com a terra é 

indesejável, quando nào sente nenhum interesse nela 

mas, ao contrário, deseja se livrar dela o mais depressa 

possível, ele nada fará para se opor ao processo de vola-

tilização dos éteres. Quando, porém, o caso é o oposto, 

ou seja, o seu interesse está precisamente voltado para a 

terra e com ela quer manter sua ligação a qualquer 

preço, ele tudo fará para retardar esse processo de vola-

tilização. Ele tentará repor cada perda de éter e até 

mesmo aumentar seu suprimento de éteres e, desse 

modo, prolongar artificialmente sua permanência na 

esfera de transição. 

Aí está a causa do espiritismo e dos fenômenos a ele 

relacionados, tais como o satanismo, os espíritos ligados 

à terra e assim por diante. Ela deriva das milhares de

entidades na esfera de transição que se dedicam à pilha-

gem de éteres, parasitando e explorando a esfera terres-

tre. Os tenômenos espiritistas configuram roubo de éte-

res. Não só de éteres inferiores, mas, principalmente, 

dos dois éteres superiores. 

Este assunto exige um estudo minucioso c aprofun-

dado. bem como explicação séria, pois se trata de um 

verdadeiro horror, de um perigo real, ao qual quase nin-

guém escapa. Todos nós somos vitimados em maior ou 

menor grau por essas hordas de parasitas de éteres. 

Muitas qualidades pouco agradáveis ou pouco vir-

tuosas do nosso ser se desenvolvem em proporções que 

ultrapassam bastante o nosso verdadeiro estado de ser 

porque são consciente e propositadamente estimuladas 

por tais entidades. Um sentimento baixo como, por 

exemplo, o ciúme, custa éter luminoso a quem o desen-

volve. O mesmo ocorre, também, na atividade de opo-

sição, oposição intencional, consciente, seja qual for a 

razão. Essa atividade custa não só éter luminoso. mas 

principalmente éter refletor, pois neste caso predomina 

a função cerebral. 

Essas baixas atividades podem ser ativadas muito acima 

do nom1al pelas forças do além, a ponto de tornar impos-

sível qualquer autocontrole. Esta sangria de éteres constitui 

o alimento das lúgubres entidades já mencionadas. 

O mesmo acontece quando há cólera, perversidade. 

melancolia - e não o esqueçamos - também os exces-

sos intelectuais. Esses estados provocam intensas explo-

sôes nas quais são despendidas grandes quantidades de 

éteres. Todas as formas de anomalias psíquicas decor-

rem da alividade dos parasitas de éter. 

Poderíamos nos perguntar se essas entidades tão 

empenhadas em se manter ligadas à terra não poderiam 

gerados. O que parece um profundo exagero e uma fan-

tasia audaciosa é nada mais que uma simples expressão 

da pavorosa realidade. 

Como age o satanismo? Para compreendermos isso. 

devemos partir do t'<tto de que o corpo vital de cada 

ser humano tem uma natureza e uma vibração diferen-

tes. Portanto, uma entidade da esfera intermediária 

não pode simplesmente usurpar éteres estranhos. Sem 

dúvida da tenta fazer isto, mas nào pode conservar 

estes éteres por muito tempo, porque eles se volatili-

zam rapidamente devido à sua fórmula pessoal de 

vibração. Entào, para alcançar seus fins. ela recorre a 

um método de possessão bem mais refinado: tenta 

apoderar-se de um ser humano que vive na terra e 

com o qual possui certa polaridade para fazer nascer, 

após meses ou anos, o desejado equilíbrio vibratório. 

Então. poderá comodamente vampirizar os éteres que 

ambiciona. ou literalmente sugá-los. vivendo desse 

modo, às custas de sua vítima que, por sua vez, leva 

uma existência miserável. 

Associando-se a diversos cúmplices, essas entidades 

controlam grupos inteiros, subtraindo determinadas for-

ças etéricas e fosfóricas que assimilam através dos 

médiuns. Dessa forma, possuem e mantêm seus círculos 

espiritistas, assim como um fazendeiro mantém porcos, 

galinhas e vacas, para viver de seus produtos. 

Às vezes, acontecem acidentes. Quando os controla-

dores penetram muito profundamente no ser de suas 

vítimas, a ponto de desalojá-las, o resultado é a loucura. 

Diante dessa situação muitos deles recuam, já que não 

podem utilizar convenientemente esse corpo estranho 

do qual se apossaram, pois também eles levariam uma 

144 existência miserável.

Sem dúvida existem certos casos em que essas enti-

dades se vêem forçadas a realizar possessôes como 

estas, por temor de serem expulsas da esfera de transi-

ção, por temor dos cúmplices ou ainda por causa da 

luta entre os vários controladores de um mesmo 

médium. Tudo é possível a esse respeito. 

Muitos problemas e questões ainda existem para 

serem discutidos tais como a natureza das mistificaçôes, 

a organização do satanismo, as causas do suicídio, a 

essência do homicídio em geral, a causa dos atos bes-

tiais e a influência disso na religião e no ocultismo. 

Acima de tudo, o caminho da cura e do combate a esse 

flagelo que é o satanismo precisa ser discutido.


O Novo Testamento é uma Construção Romana?

Você é dos que ainda acredita nas lendas que falam que o Novo Testamento foi uma construção da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR)? Ou que os livros foram escolhidos pelo analfabeto Constantino segundo conveniência poli6tica? Ou pior ainda, que foi escrito por ele ou outros católicos?

Se sim esta série é para você. Mas se não, e eu espero sinceramente que não, pois em tempo de internet é meio absurdo ainda cair nesse mito acadêmico, essa série é um resumo e com biografia rica daquilo que você deve responder àquele professor doutor de universidade que monta no cavalo da autoridade de seus títulos para expor sua ignorância bíblica e histórica (além da falta de raciocínio lógico, pois comete sempre o bárbaro anacronismo).

Aqui uma sequência datada das listas de livros que já haviam a partir do ano 150. Embora o texto atribua o título de católico à igreja primitiva (o que é verdade apenas em parte com relação à herança histórica, canônica e tradicional, pois já existiam divisões e posições diferentes de grupos, embora os livros sejam praticamente os mesmos sempre) é importante perceber que não se trata da ICAR. Constantino só instituiu tal grupo em 313 d.C., é muito importante lembrar. Aqui começará fas listas iniciais até as canônicas oficiais. 

Mas eles ainda poderão argumentar que os textos foram adulterados. Então é bom ler também artigos anteriores sobre a história da Bíblia, da igreja e do cristianismo já postadas aqui. No entanto pode ser que esta série também se estenda a esse assunto. E se o preconceito de alguns for ainda extremado com relação a essa instituição, que simplesmente criou a cultura ocidental quase toda e resgatou da barbárie moral e religiosa a nossa civilização, só posso dizer, como não católico também, que pesquise realmente a fundo a história e se não forem as fontes viciadas e resumidas de sempre você vai mudar de idéia completamente (a bibliografia no final tem algumas poucas sugestões). Obrigado a todos por ler e compartilhar tais assuntos que implicam diretamente na sua liberdade, especialmente de consciência.


Os primeiros Catálogos do Novo Testamento

Do ano 200 ao ano 400 d.C., graças aos católicos, publicaram-se aproximadamente quinze ou dezesseis catálogos de livros do Novo Testamento, vejamos alguns:

a) Fragmento Muratoriano ou Cânon de Muratori (150) – É o mais antigo documento sobre o Cânon do Novo Testamento, escrito por volta do ano 150 d.C. Uma cópia do original, datada do século VIII, foi descoberta pelo padre italiano Ludovico Antônio Muratori em 1740 na Livraria Ambrosiana, em Milão. Menciona o Papa Pio I (bispo de Roma de 143 a 155 d.C.), irmão de Hermas, como se fosse contemporâneo. O fragmento traduzido do grego principia por Lucas como “terceiro Evangelho”, subentendendo os outros dois e cita todos os livros do Novo Testamento, com exceção das seguintes cartas: Hebreus, Tiago, 1 e 2Pedro, e 2 e 3João. Pelo manuscrito pode-se distinguir os livros que eram lidos publicamente na Igreja, os que algumas pessoas queriam que fossem lidos, os desprezados e os que eram lidos em ambiente privado.

b) Clemente de Alexandria (†215) – Segundo Eusébio de Cesareia, no princípio do século III, fez a distinção entre “o Evangelho” e “o Apóstolo”. Reconhece 14 cartas de São Paulo, inclusive Hebreus, e omite as Cartas de Tiago, 2Pedro e 3João.

c) Orígenes (†254) – Segundo Eusébio de Cesareia, listou todos os livros do Novo Testamento, exceto as Cartas de Tiago e Judas, às quais se refere em outra parte.

d) Eusébio Panfílio (†315) – Lista todos os livros do Novo Testamento, relata porém que há contestação da parte de alguns a respeito das Cartas de Tiago, Judas, 2Pedro, 2 e 3João.

e) Santo Atanásio (†337) – Lista todos os livros do Novo Testamento. Fala da obra “O Pastor”, de Hermas, como útil, mas não-canônica.

f) São Cirilo de Jerusalém (†386) – Lista todos os livros do Novo Testamento, exceto o Apocalipse de São João. Os livros contestados, de que fala Eusébio, neste tempo já são geralmente aceitos.

g) Concílio de Laodicéia (364) – Lista todos os livros do Novo Testamento, com exceção do Apocalipse.

h) Epifânio de Salamina (370) – Lista todos os livros do Novo Testamento.

i) Anfilóquio de Icônio (380) – Lista todos os livros do Novo Testamento, mas diz que a maioria exclui o Apocalipse.

j) Filástrio de Bréscia (380) – Lista todos os livros do Novo Testamento, menciona 13 Cartas de São Paulo e a Carta aos Hebreus, dizendo que acerca desta alguns duvidam que seja de autoria de São Paulo; diz também que outros negam que sejam de São João o Evangelho e o Apocalipse.

k) Gregório Nazianzeno (†389) – Lista todos os livros do Novo Testamento, menos o Apocalipse.

l) Rufino de Aquiléia (390) – Lista todos os livros do Novo Testamento.

m) Concílio de Cartago II (397) – Foi um Concílio regional da Igreja, ao qual Santo Agostinho assistiu. cCita todos os livros do Novo Testamento, sendo as atas deste Concílio muito importantes pelo seu testemunho histórico.

n) São João Crisóstomo (†407) – Numa sinopse que lhe é atribuída, enumera quatorze Cartas de São Paulo, os quatro Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e três Epístolas Católicas, omitindo o restante dos livros.

o) São Jerônimo (†420) – Lista todos os livros do Novo Testamento; diz que a Carta aos Hebreus é colocada por muitos fora dos escritos de São Paulo.

p) Santo Agostinho de Hipona (†430) – Lista todos os livros do Novo Testamento; refere-se à Carta aos Hebreus como sendo de São Paulo.

––––––––––
BIBLIOGRAFIA

– Parte integrante do opúsculo “A Formação da Bíblia ao longo dos Séculos e a importante participação da Igreja Católica neste processo”, de autoria de Leandro Martins de Jesus, 2005.
– ANGUS, Joseph; GREEN Samuel G. “História, Doutrina e Interpretação da Bíblia”. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1951.
– AQUINO, Felipe. “Escola da Fé I – A Sagrada Tradição”. Lorena: Cléofas, 2000.
– AQUINO, Felipe. “Escola da Fé II – A Sagrada Escritura”. Lorena: Cléofas, 2000.
– AQUINO, Felipe. “Escola da Fé III – O Sagrado Magistério”. Lorena: Cléofas, 2001.
– BATTISTINI, Francisco. “A Igreja do Deus Vivo: Curso Popular sobre a Verdadeira Igreja”. 29ª ed., Petrópolis: Vozes, 1998.
– Bíblia Sagrada. 47ª ed. São Paulo: Ave Maria, 1985.
– Bíblia Sagrada. 38ª ed. São Paulo: Edições Paulinas, 1982 .
– SARMENTO, Francisco de Jesus Maria. “Minidicionário Compacto Bíblico”. 3ª ed., São Paulo: Rideel, 2001.
– SILVA, Rogério Amaral. “A Fundação da Igreja Católica por Nosso Senhor Jesus Cristo”. ACI Digital. Disponível em: www.acidigital.com.br. Acesso em 16/06/2004.
– SILVA, Severino Celestino. “Pequena História das Traduções Bíblicas”. Disponível em: www.nossosaopaulo.com.br. Acesso em 01/07/2004.
– (Autor Desconhecido). “Como a Bíblia foi escrita”. ACI Digital. Disponível em: www.acidigital.com.br. Acesso em 16/06/2004.

https://www.veritatis.com.br/os-primeiros-catalogos-do-novo-testamento/amp/

sábado, 3 de outubro de 2020

O Imbecil Juvenil

O imbecil juvenil

Jornal da Tarde, São Paulo, 3 de abril de 1998

Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.

O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.

Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado  num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria — a supressão, em suma, da personalidade.

É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro.

O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, degestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação — literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.

Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação, impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.

Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama. Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não- ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidades do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudorreligiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.

Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

Olavo de Carvalho em O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

domingo, 27 de setembro de 2020

Quando a Mídia Começa a lhe Convencer do Contrário ao que Seus Olhos Vêem

 O que é GASLIGHTING? 


Texto traduzido.


O termo se origina na manipulação psicológica sistemática de uma vítima por seu marido na peça de teatro de Patrick Hamilton de 1938, Gas Light, e nas adaptações para o cinema lançadas em 1940 e 1944. Na história, o marido tenta convencer sua esposa e outras pessoas de que ela é louca  manipulando pequenos elementos de seu ambiente e insistindo que ela está errada, lembrando-se das coisas incorretamente ou delirando quando aponta essas mudanças.  O título da peça alude a como o marido abusivo lentamente apaga as luzes de gás em sua casa, enquanto finge que nada mudou, em um esforço para fazer sua esposa duvidar de suas próprias percepções.  A esposa pede repetidamente ao marido que confirme suas percepções sobre as luzes que estão diminuindo, mas, desafiando a realidade, ele continua insistindo que as luzes são as mesmas e, em vez disso, é ela quem está enlouquecendo.


Estamos vivendo em um estado perpétuo de iluminação a gás.  A realidade de que a mídia nos diz é totalmente diferente do que vemos com nossos próprios olhos.  E quando questionamos a falsa realidade que estamos sendo apresentados, ou afirmamos que o que vemos é essa realidade real, somos vilipendiados como racistas ou intolerantes ou simplesmente loucos.  Você não é racista.  Você não é louco.  Você está sendo prejudicado.


O estado de Nova York tem duas vezes mais mortes por Covid-19 do que qualquer outro estado, e Nova York foi responsável por um quinto de todas as mortes de Covid-19, mas somos informados de que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, lidou com a pandemia melhor do que qualquer outro  governador.  Mas se apoiarmos políticas de governadores cujos estados tiveram apenas uma fração das infecções e mortes de Nova York, seremos chamados de anticientíficos e queremos que as pessoas morram.  Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


Vemos multidões saqueando lojas, quebrando janelas, incendiando carros e queimando prédios, mas somos informados de que essas manifestações são protestos pacíficos.  E quando chamamos isso de destruição de nossas cidades, motins, somos chamados de racistas.  Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


Vemos que o maior problema que destrói muitos centros urbanos é o crime;  assassinato, violência de gangues, tráfico de drogas, tiroteios, assaltos à mão armada, mas dizem que não é o crime, mas a polícia que é o problema nas cidades do interior.  Somos informados de que devemos despojar a polícia e remover a aplicação da lei de cidades crivadas de crime para torná-las mais seguras.  Mas se advogarmos por mais policiamento nas cidades invadidas pelo crime, seremos acusados ​​de sermos supremacistas brancos e racistas.  Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


Os Estados Unidos da América aceitam mais imigrantes do que qualquer outro país do mundo.  A grande maioria dos imigrantes são “pessoas de cor”, e esses imigrantes estão desfrutando de liberdade e oportunidades econômicas não disponíveis para eles em seu país de origem, mas somos informados de que os Estados Unidos são o país mais racista e opressor do planeta, e se discordamos, somos chamados de racistas e xenófobos. Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


Os países capitalistas são os países mais prósperos do mundo.  O padrão de vida é o mais alto dos países capitalistas.  Vemos mais pessoas pobres subindo na escada econômica para a classe média e até mesmo para a classe rica por meio de seu esforço e habilidade nos países capitalistas do que em qualquer outro sistema econômico do mundo, mas somos informados que o capitalismo é um sistema opressor projetado para manter as pessoas para baixo.  Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


Os países comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas no século XX.  Os países comunistas privam seus cidadãos dos direitos humanos básicos, ditam todos os aspectos de suas vidas, tratam seus cidadãos como escravos e derrubam suas economias, mas somos informados de que o comunismo é o sistema econômico mais justo, equitativo, livre e próspero  no mundo.  Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


O exemplo mais flagrante de Gaslighting é o conceito de "fragilidade branca".  Você passa a vida tentando ser uma boa pessoa, tentando tratar as pessoas com justiça e respeito.  Você rejeita o racismo e a intolerância em todas as suas formas.  Você julga as pessoas apenas pelo conteúdo de seu caráter e não pela cor de sua pele. Você não discrimina com base na raça ou etnia.  Mas dizem que você é racista, não por causa de algo que você fez ou disse, mas apenas por causa da cor da sua pele.  Você sabe instintivamente que acusar alguém de racismo por causa da cor da pele é em si racista.  Você sabe que não é racista, então defende a si mesmo e seu caráter, mas lhe dizem que sua defesa de si mesmo é a prova de seu racismo.  Então, nós nos perguntamos, estou louco?  Não, você está sendo prejudicado.


Gaslighting tornou-se uma das táticas mais difundidas e destrutivas da mídia atual e de alguns governos. É exatamente o oposto do que nosso sistema político deveria ser. Trata-se de mentiras e coerção psicológica, e não da verdade e do discurso intelectual.  Se você já se perguntou se você é louco, não é.  Pessoas loucas não são sãs o suficiente para se perguntar se são loucas.  Então, confie em si mesmo, acredite no que está em seu coração.  Confie em seus olhos sobre o que é dito.  Nunca dê ouvidos às pessoas que dizem que você é louco, porque você não é, você está sendo prejudicado.


 Sófocles disse: "O que as pessoas acreditam prevalece sobre a verdade."


 E é isso que a mídia está tentando explorar.

 Não se permita ser prejudicado.


Texto não é de minha autoria, mas remete a uma sincera e necessária reflexão.


Texto de autoria desconhecida que tem sido compartilhado em nossos grupos...

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

A Farsa do Aquecimento Global - parte 2


         A teoria do aquecimento global se baseia na queima de combustíveis fósseis como petróleo e carvão, além das atividades industriais. Com isso, aumenta a concentração de gás carbono (CO2) ou dióxido de carbono na atmosfera, causando o tão temido efeito-estufa. Aumentando gradativamente a temperatura média do planeta. Desde o século passado a teoria acima ganhou muito espaço, principalmente em toda a mídia. Por outro lado, surgiram cientistas céticos quanto à teoria do aquecimento global, como por exemplo: o Professor Doutor da USP Ricardo Augusto Felício.

(...)

            Em seu artigo “Mudanças Climáticas” e “Aquecimento Global” – Nova Formatação e Paradigma para o Pensamento Contemporâneo? (2014), Felício destacou alguns tópicos interessantes, que merecem atenção.


            Segundo Ricardo Augusto é quase impossível o aquecimento global ocorrer devido a ação do homem. Pois as proporções de (CO2) produzidas pelo seres humanos são ínfimas.


“Ninguém está destruindo o planeta, primeiro porque 72% dele é mar. 28% são continentes, mas destes, cerca de 49% são terras áridas, semi-áridas e desertos. Então, o que será que os humanos usam de fato? Menos de 9% da superfície dos continentes e as cidades representam uma fração ridícula de 0,05%, enquanto que as habitações, menos ainda, cerca de 0,005%.” (FELICIO, R.A. 2014)


            A composição da atmosfera do planeta Terra é constituída basicamente de: 78% Nitrogênio, 21% Oxigênio, 0,7% Argônio e todos os outros gases são chamados traços. O (CO2) possui a participação de 0,033% de todos eles, aqui inclusos os humanos. Pode-se observar que o CO2 é infinitamente inferior aos demais gases.


            Os defensores do aquecimento global afirmam que o gás carbônico  é o gás do fim do mundo, ou que ele se tornou poluente. Tal afirmação não é fidedigna, pois o CO2 é o gás da vida. Sem ele, nenhuma forma de vida baseada em carbono existiria na Terra. Quanto mais se eleva a sua concentração na atmosfera, maior é a produção vegetal, ou seja, maior produção de alimentos. Em outras palavras, os oceanos liberaram o CO2 e as plantas se beneficiaram disto.


            Nos EUA, por exemplo, a cada ano morrem mais de quarenta mil pessoas em acidentes de trânsito.  Mas nem uma única pessoa já morreu em decorrência do aquecimento global. O número de espécies já extintas por causa do aquecimento global é exatamente zero.  Tanto as calotas glaciais da Antártica quanto as da Groelândia permanecem estáveis.


            Outro ponto a ser destacado é que as temperaturas do nosso planeta já estiveram bem mais altas que as atuais. Há cinco mil anos, quase seis graus Celsius. Toda a calota ártica já derreteu e os ursos polares continuam entre nós. Assim, não serão as temperaturas e o derretimento de gelo que impedirão a existência destes belos animais. Também precisa-se ressaltar que as temperaturas na Idade Média já estiveram dois graus maiores que as atuais. Os últimos dez anos não são os mais quentes da história, pois os anos de 1930 foram bem mais que estes, com registros específicos na Groenlândia, como as estações de Reykjavik e Godthab Nuuk (GODDARD, 2010).


            Para piorar a situação, tanto as estações meteorológicas de superfície, que estão dentro dos padrões da Organização Meteorológica Mundial – OMM, bem como os satélites meteorológicos, registraram queda nas temperaturas desde 1998. Cientistas já falam em uma nova era glacial.


            À medida que os anos vão passando e os dados vão se acumulando, torna-se cada vez mais evidente que o aquecimento global é uma fraude.  A mudança climática é algo natural e permanente, mas a Terra não se aqueceu significantemente ao longo dos últimos trinta anos. Tampouco houve algum efeito único e negativo, de qualquer tipo, que possa ser inequivocamente atribuído ao aquecimento global.


            No presente momento, dados de satélite mostram que a temperatura média global é a mesma do ano de 1979.  A extensão do gelo marítimo global também segue imutável desde 1979, (É claro que desde então as geleiras se contraíram e na mesma proporção se expandiram).


A partir do final da última Era do Gelo, o nível do oceano já subiu mais de cem metros.  Mas nos últimos três anos, não houve qualquer aumento no nível do mar. Se as calotas polares estão derretendo, por que o nível dos oceanos não está subindo?


            O fato é que durante os últimos 11 anos, a Terra, ao contrário do que dizem, tem esfriado, e não esquentado — apesar do aumento das emissões de dióxido de carbono.  E embora a Terra esteja mais quente do que há cem anos, estamos falando de aproximadamente 0,7 graus Celsius. As temperaturas ainda estão abaixo daquelas observadas durante o quente período medieval, e ainda muito menores do que aquelas ocorridas durantes vários outros períodos de temperaturas altas, como por exemplo durante a Idade do Bronze (antes da época do ferro, época da história do homem primata) — períodos durante os quais não havia emissões de carbono significativas (essencialmente não havia outras emissões que não o dióxido de carbono que naturalmente exalamos).


Mas por que as pessoas pensam que o planeta está se aquecendo?


            O principal motivo é por causa da infiltração na ciência por fanáticos ideológicos que colocam a política acima da verdade.


            Em outras palavras, os produtos verdes, “sustentabilidade”, certificações ambientais, nada mais são que vendas de novos produtos. Se nos anos de 1970 o movimento ambiental combatia o capitalismo, aliado aos movimentos das esquerdas, após a queda do muro de Berlim, com o desbaratar de diversos movimentos esquerdistas, tivemos algo inusitado: o sistema capitalista foi agregando, vagarosamente, o movimento ambiental para dentro de suas fileiras (DURKIN, 2005). Ao mesmo tempo, muitos dos movimentos esquerdistas viram no movimento ambiental, uma forma de combater o capitalismo. É paradoxal, mas diversos esquerdistas do passado estão nos movimentos ambientais de hoje.     Em outras palavras, vermelhos se tornaram verdes. Os exemplos estão no mundo inteiro, desde o parlamento europeu, até mesmo no Brasil.


            As “mudanças climáticas”, o “aquecimento global” e o “caos ambiental” sustentam toda esta trama. Mas, para resolver tudo isto, basta fazermos compras, com produtos verdes e ecologicamente corretos, que salvaremos o planeta. Simples assim. Salve o planeta fazendo compras. Substitua o eficiente pelo inepto. Troque seus hábitos de vida e assim por diante.


            O que observamos é que toda vez que algo fica ecológico, toma uma pintura de verde, o lucro sempre aparece embutido em três etapas: elevação de preços, recebimento de subsídios, redução de impostos. Assim, quem paga a conta sempre é o cidadão, diretamente, quando compra o produto, ou indiretamente, pela ação do Estado benevolente ao empreendedor “verde”. Sim, ser sustentável tornou-se muito lucrativo e a legitimidade desta não é sequer colocada em questionamento, muito menos discutida (SCOTTO et al., 2007).

(...)

            Em resumo, não há qualquer tipo de evidência de que estamos entrando em uma era de significativa alteração climática, e que essa alteração irá causar a deterioração do meio ambiente ou dos padrões de vida humano.


Publicação: Edvan Bandeira.


Bibliografia


BANDEIRA, E. G. S. Rochas da Lua trazidas à Terra. 2014. Disponível em: <http://astronomiareal.blogspot.com.br/2016/11/o-aquecimento-global-e-uma-farsa.html&gt; Acesso em: 10 jan. 2017.


DURKIN, M., 2005. The Great Global Warming Swindle. BBC, Londres. Inglaterra. Documentário de 2h, 2005.


FELICIO, R.A., 2014. “Mudanças Climáticas” e “Aquecimento Global” – Nova Formatação e Paradigma para o Pensamento Contemporâneo?Ciência e Natura, Santa Maria, v. 36 Ed. Especial, 2014, p. 257–266 Revista do Centro de Ciências Naturais e Exatas – UFSM


GODDARD, S., 2010. To a geologist, “the past is key to the future”. SPPI Institute, 20p. 2010.


Instituto Mises. Disponível em: <http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=324&gt; Acesso em 24 de nov. 2016.


SCOTTO, G., CARVALHO, I.C.M, GUIMARÃES, L.B., 2007. Desenvolvimento sustentável, Editora Vozes. Coleção Conceitos Fundamentais, 107p.,



Reportagem completa e com imagens de satélite que mostram o processo todos os anos em:

https://astronomiareal.wordpress.com/2017/01/10/a-farsa-do-aquecimento-global/

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Kirzner: economista expoente da Escola Austríaca

 

Quem foi Israel Kirzner: economista expoente da Escola Austríaca

    Israel Kirzner, britânico nascido em 1930, foi aluno de Ludwig von Mises e é considerado um dos principais economistas da Escola Austríaca. Durante 44 anos, ele foi professor de economia na Universidade de Nova York, entre 1957 e 2001.

    Kirzner é autor de muitos livros, incluindo Competition and Entrepreneurship (1973) e The Meaning of Market Process (1992).

    Em 1955, ele recebeu um MBA da Universidade de Nova York (NYU). Inclusive, foi enquanto cursava esse diploma que o economista se deparou com o seminário de Ludwig von Mises.

    Sob sua influência, Kirzner decidiu seguir sua carreira em economia acadêmica ao invés de contabilidade, como havia planejado originalmente. Em 1957, tornou-se um dos poucos estudantes a buscar e receber seu doutorado em economia sob a orientação de Mises.

    Além disso, Israel Kirzner também lecionou na NYU ao longo dos anos 1960 e início dos anos 1970, não obstante a ausência de maior presença ou programa austríaco na escola.

    Em meados da década de 1970, no entanto, com interesse crescente quanto à teoria — em grande parte graças aos seminários que Kirzner ajudou a desenvolver no Institute for Humane Studies —, o economista da Escola Austríaca Ludwig Lachmann se juntou ao departamento.

    Depois disso, eles desenvolveram na NYU um programa austríaco com financiamento externo, bem como uma série de simpósios semanais sobre essa vertente econômica.

    Com o passar do tempo, esses simpósios tornaram-se o ponto de encontro central para economistas interessados ​​na tradição austríaca nos Estados Unidos.

    Sob a liderança de Kirzner, muitos outros austríacos lecionaram na NYU, embora apenas um outro além dele, Mario Rizzo, tenha conquistado um cargo permanente na universidade.

    Obras e as de Israel Kizner

    O primeiro livro de Kirzner, The Economic Point of View, foi um trabalho de história intelectual, que traçou o desenvolvimento dos conceitos de economia como uma ciência praxeológica humana ao estilo misesiano.

    O britânico também escreveu extensivamente explicações que expandiram a teoria austríaca do capital.

    Nesse sentido, seus ensaios eram voltados ao mainstream do pensamento econômico e tendiam a enfatizar diferenças importantes entre a tradição dessa Escola e a corrente neoclássica.

    Além disso, expunham também como as ideias austríacas forneciam uma compreensão mais profunda do processo dos mercados no mundo real.

    Em uma coleção editada, The Crisis in Economic Thought (1982), ele escreveu:

    “A economia mainstream moderna mostra uma série de características relacionadas que, para os austríacos, aparecem como falhas sérias.

    Dentre essas características, estão especialmente:

    1. Uma preocupação excessiva com o estado de equilíbrio.
    2. Uma perspectiva infeliz sobre a natureza e o papel da concorrência nos mercados.
    3. Atenção grosseiramente insuficiente ao papel (e caráter subjetivo) do conhecimento, expectativas e aprendizado nos processos de mercado.
    4. Uma abordagem normativa fortemente dependente de conceitos de agregação questionáveis ​​e, portanto, insensível à ideia de coordenação do plano entre os participantes do mercado.

    Então, concluiu:

    Juntas, essas falhas representam distorções muito relevantes, na melhor das hipóteses, na compreensão do processo de mercado nas economias capitalistas que a economia neoclássica moderna é capaz de fornecer.

    Israel Kirzner enfatizou o mercado como um processo, no qual indivíduos com conhecimentos diferentes, buscando seus valores subjetivos, aumentam seus conhecimentos e ajudam a coordenar seus planos e expectativas.

    Empreendedorismo e o “estado de lerta”

    Grande parte de seus escritos dizia respeito ao papel do empreendedor. Nesse ponto, Kirzner observou que um empresário é, simplesmente, qualquer indivíduo que tenta adequar o mundo às suas esperanças e expectativas.

    Logo, os seres humanos tentam encontrar oportunidades de lucro em áreas em que as pessoas ainda não perceberam que podem “comprar na baixa e vender na alta”.

    Ou seja, há novas oportunidades para os empreendedores em “estado de alerta” lucrarem por coisas que as outras pessoas não perceberam ser rentável. O papel do empreendedor, portanto, é descobrir o que consumidores almejam: caso seja bem sucedido, ele será “premiado” com lucro.

    Ao fazer isso, eles não apenas se satisfazem, mas também ajudam a levar às outras pessoas o que elas querem. Assim, tendem a se mover na direção de um equilíbrio em que todos têm o que desejam e não há mais motivo para negociar.

    Porém, esse estado de equilíbrio, almejado pelos neoclássicos, nunca é alcançado. Afinal, é intrínseca à natureza humana a constante mudança de realidade de conhecimentos e de desejos.

    Na tradição Hayekiana, Kirzner via o mercado “como um instrumento social para mobilizar todos os pedaços de conhecimento espalhados por toda a economia”.

    Portanto, a função empreendedora é estar nesse “estado de alerta” às informações relevantes que satisfarão as necessidades de outras pessoas e avançar para equilibrar os planos e expectativas de todos.

    Direitos de propriedade, segundo Israel Kizner

    Israel Kirzner era um dos economistas austríacos menos associado à política. Ele escreveu pouco sobre questões de públicas ou filosofia, apesar de se considerar um libertário.

    Por outro lado, Kirzner achava que a descoberta empreendedora concedia direitos de propriedade sobre qualquer lucro resultante no sentido lockeano do conceito.

    Isso significa que, ao descobrir primeiro uma oportunidade, você obtém propriedades legítimas sobre ela.

    Inclusive, ele até estendeu essa teoria a um membro de um grupo no deserto que é o primeiro a encontrar um poço de água. Segundo o economista, o primeiro descobridor deveria ter plenos direitos de propriedade sobre a fonte daquele recurso.

    Por fim, a ênfase de Israel Kirzner quanto ao papel do empreendedor na coordenação do processo de mercado e na descoberta de informações relevantes e úteis teve profundas implicações no pensamento libertário.

    Sob sua definição, o empreendedor é mais eficaz em encontrar oportunidades de lucro — isto é, chances para satisfazer os outros —, por meio do acaso ou pelo aprendizado não deliberado em uma economia livre.

    Assim, os mercados livres, na visão de Kirzner, geram a maior quantidade de ação empreendedora, resultando em lucro e equilibrando o mercado.

    *Brian Doherty é editor da revista Reason.

    Fonte: https://ideiasradicais.com.br/quem-foi-israel-kirzner/

    Do livro essencial : As Seis Lições - de Ludwig von Mises

     Prefácio

    O presente livro reflete plenamente a posição fundamental do autor, que lhe valeu – e ainda lhe vale – a admiração dos discípulos e os insultos dos adversários. Ao mesmo tempo que cada uma das seis lições pode figurar separadamente como um ensaio independente, a harmonia da série proporciona um prazer estético similar ao que se origina da contemplação da arquitetura de um edifício bem concebido.

    (Fritz Machlup, Princeton, 1979)


    Em fins de 1958, meu marido foi convidado pelo Dr. Alberto Benegas Lynch para pronunciar uma série de conferências na Argentina, e eu o acompanhei. Este livro contém a transcrição das palavras dirigidas por ele nessas conferências a centenas de estudantes argentinos.


    Chegamos a Argentina alguns meses depois. Perón fora forçado a deixar o país. Ele governara desastrosamente e destruíra por completo as bases econômicas da Argentina. Seu sucessor, Eduardo Leonardi, não foi muito melhor. A nação estava pronta para novas ideias, e meu marido, igualmente, pronto a fornecê-las. Suas conferências foram proferidas em inglês, no enorme auditório da Universidade de Buenos Aires. Em duas salas contíguas, estudantes ouviam com fones de ouvido suas palavras que eram traduzidas simultaneamente para o espanhol. Ludwig von Mises falou sem nenhuma restrição sobre capitalismo, socialismo, intervencionismo, comunismo, fascismo, política econômica e sobre os perigos da ditadura. Aquela gente jovem que o ouvia não sabia muito acerca de liberdade de mercado ou de liberdade individual. 


    Em meu livro My Years with Ludwig von Mises, escrevi, a propósito dessa ocasião: “Se alguém naquela época tivesse ousado atacar o comunismo e o fascismo como fez meu marido, a polícia teria interferido, prendendo-o imediatamente e a reunião teria sido suspensa.”


    O auditório reagiu como se uma janela tivesse sido aberta e o ar fresco tivesse podido circular pelas salas. Ele falou sem se valer de quaisquer apontamentos. Como sempre, seus pensamentos foram guiados por umas poucas palavras escritas num pedaço de papel. 


    Sabia exatamente o que queria dizer e, empregando termos relativamente simples, conseguiu comunicar suas ideias a uma audiência pouco familiarizada com sua obra de um modo tal que todos pudessem compreender precisamente o que estava dizendo.


    As conferências haviam sido gravadas, as fitas, posteriormente, foram transcritas. Encontrei este manuscrito datilografado entre os escritos póstumos de meu marido. Ao ler a transcrição, recordei vividamente o singular entusiasmo com que aqueles argentinos tinham reagido às palavras de meu marido. E, embora não seja economista, achei que essas conferências, pronunciadas para um público leigo na América do Sul, eram de muito mais fácil compreensão que muitos dos escritos mais teóricos de Ludwig von Mises. Pareceu-me que continham tanto material valioso, tantos pensamentos relevantes para a atualidade e para o futuro, que deviam ser publicados. 


    Meu marido não havia feito uma revisão destas transcrições no intuito de publicá-las em livro. Coube a mim esta tarefa. Tive muito cuidado em manter intacto o significado de cada frase, em nada alterar do conteúdo e em preservar todas as expressões que meu marido costumava usar, tão familiares a seus leitores. Minha única contribuição foi reordenar as frases e retirar algumas das expressões próprias da linguagem oral informal. Se minha tentativa de converter essas conferências num livro foi bem-sucedida, isto se deve apenas ao fato de que, a cada frase, eu ouvia a voz de meu marido, eu o ouvia falar. Ele estava vivo para mim, vivo na clareza com que demonstrava o mal e o perigo do excesso de governo; no modo compreensivo e lúcido como descrevia as diferenças entre ditadura e intervencionismo; na extrema perspicácia com que falava sobre personalidades históricas; na capacidade de fazer reviver tempos passados com umas poucas observações. 


    Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer ao meu amigo George Koether pelo auxílio que me prestou nesta tarefa. Sua ex periência editorial e compreensão das teorias de meu marido foram de grande valia para este livro.


    Espero que estas conferências sejam lidas não só por especialistas na área, mas também pelos muitos admiradores de meu marido que não são economistas. E espero sinceramente que este livro venha a tornar-se acessível a um público mais jovem, especialmente aos alunos dos cursos secundários e universitários de todo o mundo.


    Margit von Mises Nova Iorque

    Junho, 1979

    A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL - Parte - 1

     

    Aquecimento global é uma grande mentira, diz doutor em Climatologia da USP


    Ricardo Augusto Felício, especialista em clima, crava também que tudo não passa de uma "balela" criada para fins políticos e econômicos.


    MARCEL ANDRADE PAULO


    Publicado em 18/05/12



    Há pelo menos três décadas o tema sustentabilidade tomou conta da agenda internacional. Governos do mundo inteiro se dizem preocupados e montam estratégias de “como conservar o planeta”. Os possíveis malefícios que o chamado aquecimento global pode causar à humanidade nos são ensinados desde a época da escola, quase que na mesma proporção das quatro operações básicas da matemática e da concordância.


    O efeito estufa e os buracos na camada de ozônio entraram na nossa casa por meio dos veículos de comunicação, que tomaram a pauta para si e veiculam as catástrofes anunciadas por cientistas.


    Ser sustentável se tornou cool. Cuidar da natureza para mantê-la próspera e exuberante para as próximas gerações, uma obrigatoriedade. E se a esta altura viesse alguém com gabarito, teses científicas, e muitos argumentos embasados e convincentes dizer que tudo isso não basta de balela, impossível, e que por trás de todo este cataclisma criado, há muito mais poder político econômico, do que de fato algo que realmente está existindo?


    Pois bem. Este alguém existe. E não é um único alguém. Há no mundo centenas de cientistas que tentam expor suas teses de que o aquecimento global não passa de uma farsa inventada.


    No Brasil, um dos maiores expoentes desta corrente chama-se Ricardo Augusto Felício, doutor em Climatologia pela Universidade de São Paulo (USP), que junto com sua equipe do Departamento de Geografia tenta ecoar sua voz para mostrar que entramos numa rota equivocada, e que o debate precisa ser ampliado, para tratar deste assunto do modo como ele merece.


    “A história do aquecimento global é baseada em um conceito físico que não existe, e não se consegue fazer evidência desta existência. É uma grande balela. Os cientistas perguntam onde estão as provas desta existência, e o lado de lá [cientistas e ambientalistas que acreditam] há 26 anos não nos apresentam”, crava o especialista.  “A força que eles conseguiram para manter esta ideia vem do caos ambiental. O aquecimento global se tornou o mal para todos os problemas da sociedade, e isso é ridículo”, afirma.


    Efeito estufa e camada de ozônio


    Os ambientalistas sustentam a tese de que o aquecimento global seria oriundo da re-emissão causada por gases ditos de "efeito estufa", graças a sua elevação de concentração na atmosfera, por exemplo, do dióxido de carbono (CO2). 


    “O grande absurdo de tudo isso é achar que um elemento só controla tudo, dizendo que o CO2 ou qualquer outro gás causaria o efeito estufa. Este reducionismo é ridículo, é chamar todos os cientistas da história de idiotas.Primeiro, porque, quem controla (o clima da Terra é o Sol, e depois são os oceanos, que são 3/4 do planeta”, explica o climatologista


    “O CO2 não tem nenhuma contribuição específica, sua taxa na atmosfera equivale a apenas 0,035%, no máximo, e a própria elevação deste gás é suspeita, se comparar medições de satélites com as de superfície, não batem. Não dá para acreditar nisso, primeiro por conta das medidas, segundo porque a hipótese é furada”, continua o climatologista. “A história deles é que estas moléculas fariam um jogo de ping-pong com a radiação infravermelha e voltariam para a Terra. Isso não dá para acreditar, porque primeiro se ela absorvesse a energia ela trabalharia em um processo isotrópico e deveria ir para todos os lados, e não como uma raquete que bate e volta para o planeta. O efeito estufa é uma teoria física que não existe, por conta de que nosso planeta tem esta temperatura, pois a atmosfera recebe a energia do Sol”,


    Outro argumento para sustentar a teoria do aquecimento global, questionado pelo climatologista, refere-se ao derretimento do gelo nos oceanos, que estariam elevando o nível do mar.


    “Para se ter uma ideia existem 160 mil geleiras no planeta, mas no máximo 50 são mapeadas. Vivemos no período interglacial, e nesta época, é da natureza dos gelos se derreterem, isso é geológico. O derretimento é resultado da devolução de água para o sistema hidrológico. Depois o processo se inverte, e a água é depositada nas geleiras em forma de neve. Isso é um ciclo natural muito estudado na natureza”, afirma. “E a geleira que hoje derrete está dentro do oceano, ou seja, é água dentro de água, não altera nada, por isso, não eleva o nível do mar. Ele tem seus ciclos e variações, que aumentam um pouco, o que é normal”, sustenta.


    Interesses por trás


    Felício também discorre que para manter este tema quente, indústrias, governos, mídia, e uma sociedade leiga neste assunto e com medo, dão combustível para que a cada dia o aquecimento global continue amedrontando o mundo inteiro. Ele ainda afirma que a grande maioria dos cientistas que atuam neste sentido é profissional que trabalhou durante a Guerra Fria (1945-1989), e com a queda do Muro de Berlim, ficaria desempregado. “Mudaram o tema da guerra termoglobal para aquecimento global”, coloca. “Estes cientistas gostam de simulações, as mesmas que faziam em casos de bombas, hoje fazem-se em criar possíveis catástrofes”, diz.


    Além, claro, ainda de acordo com a sua visão, haver muito interesse econômico para sustentar a co-corrente “aquecimentista”.


    “Vejamos o caso das patentes. A atual, (H)CFC (Hidroclorofluorcarboneto), irá vencer em breve. Ou seja, precisarão de uma nova, e nossos equipamentos que possuem este gás precisarão ser renovados, assim como parques industriais inteiros, já que criaram a história de que ele prejudica a camada de ozônio. Isso gera muito dinheiro, alguém está ganhando muito com isso. Não é bom acabar”, afirma. “Desculpe dizer, mas a mídia tem boa parte da culpa, porque segue esta agenda internacional”, continua. “Se prestar atenção o discurso ambientalista é favorável ao governo, pois assim sustenta mais impostos, age no cerceamento dos direitos civis, inclusive não faz obrigações ambientais, com a desculpa do aquecimento”, critica.




    Rio + 20


    (...)


    “A ‘casa está caindo’ lá na Europa, não precisa muito para eles começarem a se pegar. Precisa gerar lucro em algum lugar. Onde fazer isso? Na América Latina, suas antigas colônias. Em 1492 chegaram aqui com espelhos dizendo que os índios precisavam daquilo para sobreviver. Em 1992 a mesma coisa –, neste ano houve a Eco 92, também no Rio; Agora, eles veem aqui, um país subdesenvolvido, isso é dado do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que aponta que haja 40 milhões de brasileiros vivendo sem as necessidades básicas, como saneamento e comida na mesa, e dizem que precisamos nos preocupar com sustentabilidade. Me poupe. Não tem que se preocupar”, afirma o especialista.


    https://www.dci.com.br/dci-sp/aquecimento-global-e-uma-grande-mentira-diz-doutor-em-climatologia-da-usp-1.320198