quarta-feira, 26 de julho de 2023

O Problema da Liberdade - parte 2



Vemos claramente a questão das instituições particulares como "assistencialistas" na história. Especialmente a sua origem e foco mais importante, historicamente falando (a não ser que você creia nos livros de história do MEC), na igreja. Com São Basílio começa a regra geral que a igreja onde quer que se desenvolva será também a ordem de amparo e assistência aos mais necessitados mais organizada, aberta e, como se costuma dizer, gratuita.

Na verdade isso começa com o próprio Jesus e seus primeiros apóstolos, pois disse "os pobres sempre tereis entre vós", e ensinou a distribuir tudo que temos com estes, os pobres. Veja bem, ele não disse para criar uma instituição que tiraria forçosamente de uns para dar a outros (como justifica o estado em seu assalto ao povo ou como o estado promete fazer), mas que cada cristão voluntariamente deve fazer isso. 

Foi a igreja que ensinou a fazer o bem até a quem nos faz o mal, não exigir que todos façam, que todos dêem, mas que aquele que quer seguir a Cristo de vê faça assim. Aliás, foi dito por Justino, o apóstata, perseguidor dos cristãos  que disse que o problema de extinguir o cristianismo é porque eles não cuidavam apenas dos pobres cristãos, mas também dos pagãos.


A igreja criou as primeiras escolas e hospitais públicos, mas não só isso, criou os orfanatos, faculdades, universidades, os abrigos e refeitórios públicos, entre outras coisas. Os libertários atualmente falam em meritocracia e são contra o assistencialismo e a uma renda universal, quando podiam justamente estar aproveitando essas idéias e pensando em meios muito mais eficientes de fazer isso através de empreendimentos particulares, sem o oneroso estado! Esvaziando a suposta necessidade do estado quanto a isso.

A liberdade de adesão já existe, tanto para empresas quanto para pessoas. O negócio da ajuda, auxílio, saúde, seguridade, já é um dos mais rentáveis do mundo... O que falta? Escapar da regulação estação é, sem dúvida um alvo difícil, mas o que faltam mesmo são idéias e pessoas corajosas para fazer de forma eficiente e livre o que o estado já faz de forma péssima, cara e forçada...

 


























terça-feira, 11 de julho de 2023

Restauracionismo ou Primitivismo - Introdução

  Por Armando Araújo Silvestre

Pós-doutorado em História da Cultura (Unicamp, 2011)
Doutor em Ciências da Religião (Umesp, 2001)
Mestre em Teologia e História (Umesp, 1996)
Licenciado em Filosofia (Unicamp, 1992)
Bacharel em Teologia (Mackenzie, 1985)

https://fraternidadedosirmaosemcristo.blogspot.com/2022/03/restauracionismo-ou-primitivismo.html

Em todas as denominações cristãs existe um conceito essencial 
de restauracionismo que se liga ao primitivismo, às origens da 
Igreja cristã primitiva conforme relatos do Novo Testamento. 
E, contra todo tipo de desvio doutrinário ou práticas de corrupção 
na religião cristã são tidos como heresias ou desvios nos ensinamentos 
que vinham desde os apóstolos. Sempre a Igreja primitiva do 
Novo Testamento, da era apostólica, quando se iniciou o cristianismo,
 serve de modelo para esse primitivismo e restauracionismo.

Algumas denominações cristãs adotaram o Restauracionismo ou Primitivismo Cristão como sua postura histórico-teológica, por acreditarem que o cristianismo histórico se desviou da rota original ou se perdeu em sua trajetória histórica. Para esses movimentos restauracionistas ou primitivistas, faz-se necessária a restauração daquele cristianismo primitivo da era apostólica, baseadas em pressupostos históricos e teológicos com tudo que Jesus Cristo havia estabelecido, mas que as Igrejas perderam em sua apostasia (abandono de fé) e nem mesmo o protestantismo magisterial (luteranismo, calvinismo e anglicanismo) conseguiu reformar o catolicismo.

Entre os movimentos restauracionistas ou primitivistas se encontram os movimentos, no período medieval, como os Valdenses, os Franciscanos e os Hussitas, que tentaram restaurar o cristianismo original e sua simplicidade. Portanto, também na Igreja Católica ocorreram estes e outros movimentos restauracionistas, como a Igreja Vétero-Católica e o Sedevacantismo.

Referências bibliográficas:

CHAUNU, Pierre. O tempo das reformas (1250-1550): a Reforma protestante. Lugar na História, v. 49-50, Edições 70, 1993.

MARTINA, Giacomo. História da Igreja: de Lutero aos nossos dias. V. 1: A era da Reforma. São Paulo: Loyola, 1997.

SILVESTRE, Armando A. Calvino: o potencial revolucionário de um pensamento. São Paulo: Vida, 2009.

Webgrafia:

Sobre o cristianismo – restauracionismo (parte 14). http://psicologiadareligiaounicap.blogspot.com.br/2016/08/cristianismo-parte-14-restauracionismo.html



sábado, 1 de julho de 2023

O PROBLEMA DA LIBERDADE

A liberdade não pode ser tornada um ídolo pelo qual se justifique toda intervenção, todo planejamento e até toda barbárie. Isso tornaria o libertário exatamente igual ao liberal, o republicano e até ao comunista. Mas indubitavelmente ela deve começar pela intervenção individual e coletiva, ousada e organizada, dos libertários na maquina estatal, infiltrando-se no sistema para auterá-lo e destruí-lo por dentro. 

Até que isso venha acontecer é preciso que haja quem defenda os princípios gerais libertários ou mesmo apenas o princípio único, todos em torno de uma só causa. Uma vez derrubado o sistema haverá espaço para todos. Os libertários em luta uns contra os outros são crianças, marionetes do plano comunista: criticismo, divisão e consequente perda de força e esfacelamento.

O leviatã estatal, e todo e qualquer estado é socialista em maior ou menor grau, vencerá sempre se os libertários se omitirem achando que seria uma paradoxo o libertário na máquina, ou ainda se partirem para o outro extremo, revolucionário ou militar (o que seria extremamente ridículo, mas temos visto algumas tentativas desesperadas nesse sentido e não só nos bastidores...). Sendo socialista ele sempre vence não só pelo monopólio da força e pelo assalto dos impostos, mas especialmente por fazer parte de seu modus operandi o gerar miséria e dependência da esmola estatal e dos restos da classe política. Sempre o estado agirá nesse sentido, é inexorável, é algo inerente ao estado. O libertário tem que fazer uso não só da caridade, mas inclusive do assistencialismo estatal para ganhar adeptos. Se espera a conscientização política ou economica do povo para se tornar pelo menos expressivo, já perdeu. É preciso não só mostrar na prática como o libertarianismo é melhor (e como fará isso? Pensemos...), mas usar das armas potentes do inimigo contra ele mesmo, e neste caso não enganando, mas esclarecendo: mostre que a situação de miseria é sempre gerada pelo estado e que a a verdadeira libertação disso vem de outros meios, mas enquanto as pessoas não tem os meios nem o saber é preciso dá-los...

Acorde libertário, não seja usado, não se abstenha do processo político e demonstre que é possivel. A esquerda já faz o que você deveria fazer, milhares de ONG's que são sustentadas pela iniciativa privada e passando pelo estado como intermediário são só um tipo de exemplo. A esquerda convence os grandes empresários e você está conscientizando quem, quantos desses? O que você está fazendo pelo esclarecimento e prática efetiva do libertarianismo? 



sexta-feira, 30 de junho de 2023

ALQUIMIA CRISTÃ - PARTE 3

Do livro
Alquimia Cristã
De Denis Labouré

O ESTADO DE CONSTATAÇÃO ACTIVA 

Somos, então, convidados ao despertar. Um despertar que não é um estado psicológico ou um estado superior de consciência. Não se trata, para o homem, de obter a sensação de estar mais consciente no seio da sua existência mortal. 

O retomar do contacto com a verdadeira imaginação é um novo nascimento. Podemos renascer, nesta vida, através desta imaginação verdadeira. O nascimento do Verbo, ou despertar, desvela a nossa natureza original. 

O verdadeiro despertar é sinónimo de imortalidade. Enquanto cristãos, não devemos ceder ao sono que acaba de ser descrito: Portanto, não durmamos, a exemplo dos outros, mas vigiemos... (1 Ts 5, 5-7). Quando oramos, devemos adoptar uma atitude vigilante, de constatação activa que não deixe a nossa mente divagar em todos os sentidos a pretexto de meditação: Levai pois uma vida de autodomínio e de sobriedade, dedicada à oração. (1 Pd 4, 7), ...orai em todo tempo, no Espírito, e para isso vigiai com toda a perseverança... (Ef 6, 18), perseverai na oração, vigilantes... (Cl 4, 2). 

Constatar significa reconhecer o estado de uma coisa ou de um fenómeno, estabelecer um facto, sem aplicar qualquer consideração pessoal. A constatação consiste numa luta contra a influência da sonolência mental. Podemos olhar sem ver. É a característica da maioria das nossas impressões visuais: Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido. (1 Cor 13, 12).

Podemos olhar e ver; ou seja observar. Há já aqui um progresso, pois há o envolvimento da atenção. Mas a atenção não chega, pois na atenção o objecto ainda nos pode seduzir ao ponto de nos fazer perder a consciência de nós próprios. É quando observamos aplicando um esforço consciente dirigido simultaneamente para o exterior e o interior que chegamos à verdadeira constatação. Apenas ela produz um efeito regenerador. A observação desta regra geral da atenção dupla é permanentemente exigida ao longo da via. E o esforço constante da vigília, segundo o preceito de Jesus aos discípulos: E o que vos digo, digo a todos: vigiai! (Mc 13, 37). 

E trabalhando ininterruptamente, em espiral, que o homem pode escapar ao sono e chegar ao segundo nascimento. A constatação compreende dois grupos de exercícios: - a constatação dita exterior, quando observamos um ou mais objectos exteriores, incluindo nós próprios, quando olhamos, por assim dizer, de fora; - a constatação dita interior, quando observamos um ou mais traços, factos ou fenómenos da nossa própria vida interior. 

A constatação exterior pode ser passiva. Ela incide então sobre objectos que se apresentam a nós, sobre o filme exterior dos acontecimentos, sem que exerçamos uma escolha entre eles. Pode, pelo contrário, ser activa. Escolhe então o objecto sobre o qual incide. A tradição cristã conhece uma forma de constatação exterior activa, que usa amplamente. Trata-se da oração perpétua, mais particularmente a "oração de Jesus" à qual voltarei. 


Notas: 

1 É a versão escolhida pelos tradutores da Bíblia de Jerusalém. 

2 É a tradução escolhida por André Chouraqui. 

3 Santo Ireneu, Contra Haereses V, 6,1. 

4 Gregório Palamas, Deuxième Lettre à Bariaam 48 ; Gregório Palamas, Oeuvres, tomo 1, pag.287 (em grego). 

5 Cf. São Gregório o Teólogo, RG. 36,560. 

6 Citado por Jevtic, Athanase, Théologie ascétique, Institut de Théologie Orthodoxe Saint-Serge, Paris, 1986. 

7 Angelus Silesius, Le Pélerin Chérubinique (I, 105) 

8 "Antes" significa "no princípio" e não "na origem dos tempos". O tempo e o espaço pertencendo à criação, estes conceitos não têm qualquer sentido para além dessa criação. 

9 João Crisóstomo, Homélies sur les statues, XI, 2. 

10 O que é a "glória" de Deus? Os tradutores gregos traduzem por doxa a palavra hebraica kabod. O verbo correspondente a kabod orienta o pensamento para o peso de qualquer coisa. Aplicado a Deus, a palavra faz antes pensar no seu esplendor natural, superior a tudo o que possam sugerir as suas criaturas. Trata-se do seu próprio ser. O canto da liturgia divina que relata a visão de Isaías: "Santo, santo, santo é Yawheh dos Exércitos, a sua glória enche toda, a leira." (Is 6, 3). Este contexto semítico colora, na Bíblia grega, o sentido da palavra doxa que conotava antes o "renome". Acaba assim por evocar o esplendor incomparável da santidade de Deus, uma glória de que a terra está cheia (Ap 4, 8).

11 João Crisóstomo, Sur la Génese. 

12 Gregório de Niceia, Commentaire du Cantique des Cantiques. 

13 Várias passagens comparam também a morte com um sono, como Mt 9, 24; Mc 5, 39 e Lc 8, 52. 

14 Des Trois Príncipes de Vessence divine. 

15 De VÉlection de la Grâce. 

16 Des Trois Príncipes de Vessence divine. 

17 Utilizo aqui a tradução de André Chouraqui, pois a noção de sono e de despertar está ausente da tradução da Bíblia de Jerusalém. 

Continua...

domingo, 25 de junho de 2023

O Verdadeiro Governo Usurpado do Brasil - parte 1

DOCUMENTO OFICIAL.SOBERANA E SERENÍSSIMA CASA REAL E IMPERIAL AVIS-TRASTÂMARA-LISBOA RESTAURADA FAMÍLIA REAL E IMPERIAL LUSO-BRASILEIRA AVIS LISBOA


 


SOBERANA E SERENÍSSIMA 
CASA REAL E IMPERIAL 
AVIS-TRASTÂMARA-LISBOA 
RESTAURADA FAMÍLIA REAL 
E IMPERIAL LUSO-BRASILEIRA AVIS LISBOA

O 5º IMPÉRIO LUSO-AFRO-BRASILEIRO ULTRAMARINO, SOB ORIENTAÇÃO DA ORDEM DO TEMPLO DE PORTUGAL OU TEMPLÁRIA ORDEM DE CRISTO.

Na Inglaterra: Igreja Anglicana, o monarca é o Pontífice máximo. Em Portugal a Igreja Lusitana, o Monarca é Pontífice máximo. Em ambos impera a religião Cristã, assim como no Vaticano ou Roma o Papa é o Pontífice máximo...

O Cristianismo que vigora em Portugal e seus domínios é o Cristianismo Grego Bizantino e não Católico Romano. Muito embora alguns reis tenham se submetido e convertido ao catolicismo, a maioria dos legítimos monarca lusitanos se mantiveram fiéis ao Cristianismo ortodoxo.

Sendo Portugal o Novo Templo, o templo do Espírito Santo, tendo pelo seu primeiro pontífice o próprio rei Dom Afonso Henriques em 1139, quando ungido, coroado por Cristo e aclamado pelo povo!

Portugal desde 1139 é o "Novo templo" ou a "Nova Roma", com a missão de espalhar a verdadeira fé e o Império por Cristo implantado.

DUQUE DE LISBOA: Título para designar os descendentes de D. Gonçalo Afonso de Avis Trastâmara Fernandes ou o "Mascara de Ferro Português". Herdeiros de D. Sebastião pela linha paterna da Coroa Portuguesa ou Lusitana. Herdeiros legítimos a Coroa de Espanha ou Castela pela linha materna. Gonçalo Afonso foi exilado para a Ilha da Madeira por haver esta questão de ser herdeiro da Coroa de Portugal e de Espanha simultaneamente, assim a Coroa de Portugal resolve ocultar seu nascimento ou sua existência para evitar sérios conflitos políticos com a Espanha, manteve-o nas condições que lhe eram por direito.

Sob a guarda e vigilância da Ordem de Cristo e assistido de tudo quanto lhe era necessário pela Coroa Portuguesa, que assegurou-lhe uma vida principesca mesmo longe do trono! A mesma coisa acontece com D. Sebastião, que viveu ocultamente após a Batalha de Alcácer-Quibir em África. Tanto quanto aconteceu com D. Gonçalo Afonso.

D. Sebastião também foi vítima de conspiração dentro da própria Corte e mesmo durante a batalha, cujo interesse o rei Felipe de Espanha tinha com a sua morte, pois assim assumiria o reino de Portugal, ignorando os demais descendentes ou parentes próximos de D. Sebastião....


Mas Deus tudo vê e tudo sabe!
Nenhum rei ou príncipe estranho perduraria na usurpação, e este fato vigora tanto em Portugal quanto no Brasil! Os maiores traidores não estão longe, geralmente são os mais próximos, que por inveja e ganância de poder. Acabam caindo numa maldição perpétua para si e sua descendência.

E ainda hoje existem usurpadores de 1822, que lutam para retornar e perpetuar a fraude a manter uma aparência legalizada diante do povo, quanto a sua traição..."Só a verdade liberta!"
IN HOC SIGNO VINCES
DOCUMENTO OFICIAL.
  
Registrado no Cartório de Títulos e Documentos, Elias Dornelles, Serviço Notarial e Registros de Títulos e Documentos - São Gabriel, RS. Brasil.
  
LIVRO B-127, FOLHA 26 FRENTE, SOB N° 22654.
PROTOCOLO LIVRO A-7, FOLHA 21, SOB N° 22519.
PUBLICAÇÃO: 
JORNAL O IMPARCIAL, PÁGINA 9 - 16/01/2016.

FONTES PRIMÁRIAS:
ELUCIDÁRIO MADEIRENSE, VOL. II, PÁG.29-30.
DICIONÁRIO PORTUGAL, VOL VI, PÁG. 373.

No desejo de melhor guardar e preservar a memória de meus antepassados, ascendentes e descendentes pela "fons honorum" pela linha real e imperial da Casa de Portugal, Brasil e Castela e todos os domínios ultramarino, ou seja, do Império Lusitano aquém e além mar, na qualidade e posição de herdeiro e sucessor pelo direito histórico, tradicional e simbólico, neste século representante "ius sanguinis" e "ius regno" pela Soberana e Sereníssima Casa Real e Imperial Avis Trastâmara Lisboa ou tradicionalmente reconhecida por Família Real e Imperial Principesca e Ducal Lisboa, encontra-se restaurada com todas as prerrogativas inerentes e parecer judicial sem embaraço e nem embargo, dentro das Leis do Direito Nobiliário Internacional.
Reclamo para meus familiares e em nome de meu augusto pai Dom José David Alves Lisboa, Príncipe Real de Avis Trastâmara Lisboa e para minha augusta pessoa o trono da Coroa Portuguesa e o trono do Brasil pela Dinastia Templária de Avis Trastâmara Lisboa, reconhecida por Ordens Religiosas e pela Sagrada Cavalaria do Templo ou Cavalaria Templária, conforme direito e poder hereditário pelo "ius sanguinis" e conforme Tese de Defesa Pública, proferida e publicada pelo Jurista Dr. Luiz Gonzaga Bezerra da Cunha. Pesquisador e Professor de Direito Constitucional e Tributário nas Universidades Potiguar e Universidade do Rio Grande do Norte.

Assim sendo para o conhecimento e divulgação pública, mando lavrar e firmar em Cartório do Estado do Rio Grande do Sul - Brasil, para Registro e produzir os efeitos Legais a que fazem jus os herdeiros do Príncipe e Rei no exílio Dom Gonçalo Afonso de Aviz Trastâmara Fernandes.
Eu Dom Antonio Cesar Santos Lisboa, Príncipe Real e Imperial de Avis Trastâmara Lisboa, Duque de Lisboa, Cognominado pelos Templários de o Príncipe Esperado do Sangue Real, Restaurador e Chefe de Nome e de Armas em "Gubernatio in Exsílio", reclamado está de fato, pois de direito já o são, visto ser minha mercê as prerrogativas inerentes, bem como todo o patrimônio herdado ou que, vier a adquirir seja material ou imaterial, bem como as honras, títulos e brasões ou armorial referentes a minha dinastia e todos os privilégios e bens culturais e simbólicos, como as Ordens fundadas pelos antecessores ou por vir a ser a criadas e que por direito faço jus, até que se restabeleça o "Status Quo Ante" do trono de meus antepassados.

Dada e passado em São Gabriel, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, aos três dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e dezesseis.

Dom Antonio Cesar Santos Lisboa, Príncipe Real e Imperial,Chefe de Nome e de Armas e Chefe Jurídico, Duque de Lisboa, Cognominado de O Príncipe Esperado, Dinastia de Avis Trastâmara, Família Principesca Lisboa. Aos 03 dias do mês de Janeiro do Ano de 2016, A.D.+ D.G.
https://wanbassa.blogspot.com/2023/04/documento-oficialsoberana-e-serenissima.html

Continua...

terça-feira, 20 de junho de 2023

ALQUIMIA CRISTÃ - PARTE 2

 Do Livro

ALQUIMIA CRISTà

De Denis Labouré


A REALIDADE DO HOMEM ENCONTRA-SE NO ARQUÉTIPO 

As consequências são consideráveis. Elas implicam que a realidade profunda do homem não se encontra nele próprio, se entendermos com isto um ser autónomo. Pois trago a imagem de Deus: se Ele quiser contemplar-se, apenas o pode fazer em mim, em quem a Ele se assemelha7. A realidade profunda do homem não se encontra nas suas particularidades naturais e físicas, como o afirmam as teorias materialistas. Não reside na alma ou na parte superior desta, como o supunham muitos dos antigos filósofos. Não está toda contida na personalidade do homem, como o afirmam os sistemas psicológicos contemporâneos. Esta verdade encontra-se no Arquétipo, na imagem de Deus cuja semelhança é o reflexo alterado. Visto que o homem é imagem, o seu verdadeiro ser não está determinado pela matéria da qual a imagem é feita, tal como a identidade dum busto esculpido não reside no bloco de mármore.

AS TÚNICAS DE PELE 

Antes da queda8, o homem vestia roupas tecidas por Deus: O seu corpo não estava submetido (...) à corrupção; semelhante a uma estátua que se retira da fornalha e que brilha do mais vivo esplendor, não sofria de nenhuma das enfermidades que lhe notamos hoje5. Este vestuário psicossomático era tecido com a luz e a glória10 de Deus. Os primeiros seres criados estavam revestidos da glória do alto (...) ou antes, a glória do alto envolvia-os de toda uma roupagem11. Sobre essa roupagem brilhava a semelhança com o divino. Depois, o homem caiu. Procedendo do espiritual, ele passou ao biológico. Então Iahweh Deus fez para o homem e sua mulher túnicas de pele, e os vestiu. (Gn 3,21). 

Essas túnicas de pele não são um invólucro no qual a alma foi presa, como se prende um ser humano numa camisa-de-forças ou num escafandro. Não é o corpo, mas o estado actual, caído do corpo, que c o resultado da queda. Estas túnicas de pele não são uma imagem do corpo físico no qual a alma está presa e do qual se liberta com a morte. Devemos antes concebê-las como um ser (corpo e alma) de luz densificada, congelada, endurecida. 

O que constitui o homem "à imagem", é o corpo com a alma; não a alma sem o corpo, e nem o corpo sem a alma, mas o composto inseparável duma alma e dum corpo. O "à imagem" estende-se à totalidade psicossomática do ser humano. As túnicas de pele exprimem a mortalidade com que o homem se revestiu após a queda, como uma segunda natureza, uma situação nova na qual se encontra, isto é, uma vida na morte.

Esta mortalidade abraça todo o organismo psicossomático do homem e não se limita ao corpo, pois as funções psíquicas também se tornaram corporais. Elas formam com o corpo o véu do coração (...), as vestes carnais do velho homem12. É o homem que o apóstolo Paulo chama de "carnal" ou "psíquico" por oposição ao homem "espiritual". Estas túnicas de pele não são uma sanção ou um castigo infligido ao homem por ter desobedecido a um deus autoritário e megalómano.

Representam certamente um obscurecimento do "à imagem", uma violência feita ao vestido de luz. Mas também são um remédio, uma nova possibilidade oferecida por Deus. Estas túnicas de pele oferecem-lhe a possibilidade de sobreviver algum tempo no próprio seio da morte até reencontrar e ultrapassar a roupagem inicial. O sonho de Adão Então Yahweh Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu. Gn2, 21) 

O HOMEM ADORMECIDO 

Várias passagens da Bíblia comparam a existência mortal a um sono do qual precisamos despertar: Ó tu, que dormes, desperta e levanta-te de entre os mortos, que Cristo te iluminará. (Ef 5, 14)13. No jardim das Oliveiras, enquanto o seu mestre orava pela última vez, os discípulos dormiam! Na vida corrente, constatamos que o homem vive ausente de si próprio. Ele vive nos seus sonhos: sonhos nocturnos, sonhos diurnos. Tudo isto começou há muito tempo, com este torpor enigmático que caiu sobre ele no segundo relato da criação: Então Yahweh Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu, (Gn 2, 21). 

Boehme resume assim a situação: contempla e considera o sono e encontrarás tudo. O sono não é mais do que ter sido subjugado1*. Para ele, o sono é a paragem do contacto com a verdadeira imaginação (o facto de ser "à imagem"), uma separação da realidade por um virar do avesso, um mergulho no abismo da falsa imaginação. Ele fala do grande mistério da separabilidade, de onde provêm as criaturas...15. 

Esta separabilidade implica necessariamente o sono, pois o sono é um esquecimento pelo homem da sua própria natureza. O sono em si próprio não é nocivo pois ...onde há sono, aí se esconde o poder divino no centro16. O sono prolongado durante uma vida inteira equivale à morte: "Já chegou a hora de acordar..." (Rm 13, 11). A própria doença é uma forma de sono que nos dá a chave da cura espiritual.

Quando Simão-Pedro cura o coxo, eis como ele se lhe dirige: Em nome de Ieshouah o Messias, o Nazareu, desperta, caminha!"Ele tomou-o pela mão direita e despertou-o. Então a planta e os tornozelos dos pés endureceram...17 (At 3, 6-7). Se os homens lêem os Evangelhos sem ver que estes falam do despertar em cada página, é porque o lêem a dormir. Não compreendem que tais chamamentos devem ser tomados à letra. Para o perceberem, deveriam despertar um pouco, ou pelo menos tentar fazê-lo. 

Continua...