terça-feira, 10 de outubro de 2023

Utopiatas sociais...

Por Leszek Kolakowski.




Os escritores socialistas da primeira metade do século XIX podem ser classificados de várias maneiras. 


Podemos estabelecer uma oposição entre os reformistas e os conspiradores, os romancistas e os teóricos, os democratas e os defensores do despotismo revolucionário, e entre os líderes da classe trabalhadora e os filantropos. 


Por outro lado, a divisão entre aqueles cuja filosofia é baseada no materialismo do século XVIII e aqueles, tais como Weitling, Cabet e Lamennais, que invocam valores cristãos, não é uma diferença essencial. 


Em ambos os casos, a sua utopia se funda na premissa de que todos os seres humanos possuem a mesma dignidade em virtude da sua humanidade, e que, sejam quais forem as diferenças inatas entre os indivíduos, eles são idênticos no que concerne aos seus direitos e deveres. 


Essa concepção da natureza humana é tanto descritiva quanto normativa. 


Dela podemos deduzir do que o homem necessita, e o que tem direito a receber, para ser verdadeiramente um homem, mas sabemos por antecipação que a resposta será a mesma para todo indivíduo. 


A ideia de natureza humana pressupõe igualdade, quaisquer que se revelem as suas outras implicações.


A concepção da natureza humana é ao mesmo tempo uma descrição da vocação própria ao homem. Em toda a literatura utópica, pressupõe-se que os homens se destinam a viver num estado de igualdade e amor mútuo, e que a exploração, a opressão e o conflito de todos os tipos são contrários às determinações da natureza. 


Naturalmente se coloca a questão: como pode se dar, em tal caso, que os homens tenham vivido por séculos de uma maneira incongruente com o seu verdadeiro destino? Essa é a questão mais difícil de responder do ponto de vista utópico. 


Mesmo se supusermos que a alguém em algum momento tenha ocorrido conceber o sistema de propriedade privada, que de outro modo não teria sido instituído, como devemos explicar o fato de que a sua noção louca e, em última análise, inumana tenha sido adotada unanimemente? 


Se pusermos a culpa nos "desejos maus", como pode se dar o caso de que tais desejos tenham vindo a dominar a sociedade? 


Se é conforme à natureza do homem viver em amizade e igualdade com os seus companheiros, por que raramente ou nunca o encontramos a fazê-lo? 


Como pode uma maioria da humanidade "verdadeiramente" querer algo que, consoante a experiência, os homens não querem? 


Na visão utópica, a totalidade da história humana é uma calamidade monstruosa e, além disso, incompreensível. 


Para o cristianismo tradicional não há nenhum problema, em razão da doutrina do pecado original e da corrupção da humanidade como a sua fonte. 


Mas os utópicos deste período, mesmo quando se chamavam de cristãos, não acreditavam no pecado original; estavam assim privados desta explanação, e não tinham outra a oferecer. 


Queriam o bem, mas o mal lhes era inconcebível e inexplicável. 


Recorriam, sem exceção, à confusa ideia da natureza humana como algo já "dado" e não como uma simples norma arbitrária (pois nesse caso não haveria nenhuma razão para esperar que as pessoas se ajustassem a ela) — um tipo de realidade ou "essência", que estaria em estado de dormência em todos os indivíduos.


Pensando deste modo, os utopistas sentiram uma atração natural pela ideia do despotismo comunista. 


Se sabemos que a natureza humana é realizada pelo sistema comunista, não importa, quando se trata de estabelecer este sistema, que proporção da humanidade quer aceitá-lo. 


Jean-Jacques Pillot, no fim do seu panfleto “Ni chateaux ni chaumières” (1840), coloca a questão "E se as pessoas não quiserem isso?", e responde "E se os internos do Bicêtre [uma instituição para loucos] se recusarem a tomar banho?". 


Se as pessoas estão fora do seu juízo perfeito, devem ser curadas à força. 


Os utopistas não colocaram a questão adicional, que traz à mente o conto de Poe sobre o Professor Tarr e o Dr. Fether — como decidimos quem são os loucos e quem são os seus vigilantes? 


Será que um homem realmente tem o direito de alegar que todos estão marchando em descompasso com a exceção dele mesmo? 


Dizer que a humanidade deve decidir o seu próprio destino pode significar que a história deve ser deixada a cargo dos loucos, mas, se discordamos dos outros homens, devemos provar que nós mesmos somos os mentalmente sãos. 


Enquanto foi possível apelar para a vontade divina como a uma autoridade irrenunciável, a questão era bastante simples. 


Os utopistas fazem tal apelo quando lhes convém; mas, como sabemos, as Escrituras foram usadas por séculos para justificar a desigualdade e a ordem hierárquica da sociedade.


A mesma objeção poderia ser colocada para todos os utopistas, não apenas para os defensores do despotismo comunista, e, com efeito, foi colocada para Owen por Marx: quem deve educar os educadores? 


Na resposta a esta questão reside a principal diferença entre a utopia de Marx e aquelas de todos os seus predecessores, entre o herdeiro da fenomenologia hegeliana e os herdeiros do materialismo francês.

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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

E Assim eles Dominam... Jihad na Áustria

 

Jihad na Áustria: 'Cristãos Devem Morrer'

por Raymond Ibrahim

Original em inglês: Jihad in Austria: 'Christians Must Die'
Tradução: Joseph Skilnik

Dois jovens muçulmanos que vivem na Áustria, de 15 e 16 anos, confessaram recentemente no Tribunal Regional de Leoben que gostariam de "matar cristãos" e "restaurar o califado". Eles tinham planejado massacrar o maior número de pessoas em um ataque à escola de ensino fundamental II a ser realizado pelo jovem de 15 anos que estudava lá. Foto: cidade de Leoben, onde ocorreu o julgamento. (Fonte: David Bauer/Wikimedia Commons)

Recentemente dois jovens muçulmanos que vivem na Áustria confessaram que gostariam de "matar cristãos" e "restaurar o califado."

Os meninos, de 15 e 16 anos, foram levados a julgamento no Tribunal Regional de Leoben em 16 de julho de 2023. Eles tinham planejado massacrar o maior número de pessoas em um ataque à escola de ensino fundamental II que seria perpetrado pelo jovem de 15 anos, em Bruck an der Mur, onde ambos moravam.

Ao serem interpelados no tribunal, os meninos, ambos com histórico de violência e criminalidade, admitiram o seguinte: "queríamos atirar em todos os cristãos da classe!" Questionados como teriam reagido se a polícia tivesse intervindo, eles disseram, "teríamos nos rendido", acrescentando que "Alá os teria perdoado" na prisão, já que "matar cristãos nos levaria ao paraíso".

Refletindo sobre os dois pretensos assassinos em massa, um artigo observa:

"de forma alguma eles pareciam chamar a atenção, um trainee de mecânico de 16 anos e seu amigo de 15 anos de Bruck. Mas algo sombrio estava tomando forma em suas cabeças. Embora tivessem nascido na Áustria e se integrado na sociedade, eles se radicalizaram drasticamente. O objetivo deles: fazer da Áustria um califado. Para isso também aceitavam tripudiar em cima de cadáveres... Todos os cristãos deveriam ser mortos."

As autoridades ficaram sabendo dos seus planos pela primeira vez depois que começaram a procurar por material relacionado ao terrorismo em salas de bate-papo de grupos radicais.

O tribunal os sentenciou a dois anos de prisão, contudo eles provavelmente cumprirão somente oito meses. (A pena máxima para menores de idade é de cinco anos.) O tribunal também ordenou que eles passassem por "treinamento anti-agressão e um programa de desradicalização", que lamentavelmente mostrou, reiteradamente, ser ineficaz.

"Aliás, o jovem de 15 anos ateou fogo à Universidade de Educação em Bruck, que estava fechada, em maio de 2022", conclui o artigo.

O incidente no fundo no fundo é um lembrete de que a Áustria parece estar situada em cima de uma bomba-relógio. Não obstante as autoridades terem conseguido impedir o que poderia ter sido um trágico massacre de crianças em idade escolar, a exemplo de outro incidente que conseguiram frustrar anteriormente em 2020. A hostilidade dos muçulmanos na Áustria continua crescendo, sugerindo que pode ser só uma questão de tempo até que um ataque terrorista de grandes proporções ou coisa pior tome de assalto aquela nação.

Já em 2017, o artigo, "austríacos vivem com medo de gangues violentas de migrantes que realizam ataques DIÁRIOS em Viena", relata:

"agressões e espancamentos estão se tornando lugares-comuns na capital histórica, transeuntes são atacados quase que diariamente... O espaço de Praterstern, nos arredores do centro de Viena, já é controlado por norte-africanos, sendo considerado a área onde o índice de criminalidade é o mais alto da cidade. Apesar da polícia ter aumentado a sua presença na região, ela foi tomada pela criminalidade. Do outro lado da cidade, ao redor da Estação Ferroviária Oeste, o espaço foi tomado por afegãos que estão nas manchetes dos jornais pelos mais variados delitos... Os crimes cometidos por migrantes na Áustria saltaram rapidamente no ano passado, à medida que mais migrantes chegam ao país. No ano passado (2016), houve um total de 22.000 queixas-crime contra migrantes, comparado com 14.000 em 2015, segundo revelou o Ministério do Interior da Áustria. Os ataques sexuais perpetrados por candidatos a asilo viraram um grave problema na Áustria. Houve um salto de 133% de ataques sexuais cometidos por migrantes no ano passado, desde o início da crise dos migrantes. Piscinas e outros locais públicos se tornaram algumas das áreas mais predominantes para a ocorrência de ataques."

A exemplo de outras nações europeias, crimes sexuais, inclusive contra meninos, dispararam na Áustria. De acordo com uma matéria, "é altamente improvável que passe um dia sem registros de ataques sexuais" perpetrados por migrantes. Em um incidente, um candidato muçulmano a asilo de 17 anos estuprou uma avó de 72 anos, depois que ela o ajudou a sair de um canal, a vítima segundo consta, perdeu a "vontade de viver".

Evidentemente a polícia de longe não tem feito seu papel, e na prática culpa as vítimas. Depois que uma austríaca de 20 anos que esperava em um ponto de ônibus em Viena foi atacada, espancada e roubada por quatro muçulmanos, incluindo um que "começou a passar as mãos no meu cabelo, deixando claro que em sua cultura quase não havia mulheres loiras", a polícia respondeu aconselhando a vítima a tingir o cabelo:

"No começo eu estava com medo, mas agora estou mais é furiosa do que qualquer outra coisa. Após o ataque, eles me disseram que as mulheres não deveriam estar sozinhas nas ruas depois das 8 horas da noite. E também me deram outros conselhos, dizendo que eu deveria tingir o cabelo de escuro e também não me vestir de maneira tão provocante. Indiretamente, isso significa que em parte a culpa é minha pelo que me aconteceu. Isso é um tremendo insulto."

Juntamente com a habitual criminalidade muçulmana que ocorre na Áustria, ao que tudo indica, e lamentavelmente, há um ódio ideologicamente motivado por "infiéis" em especial contra cristãos e judeus. Assim como, no caso acima, os dois meninos foram julgados por desejo de "matar os cristãos" e "ir para o paraíso", também houve inúmeros outros exemplos de muçulmanos expressando a hostilidade pela histórica fé da Áustria:

  • Novembro de 2020: um ataque terrorista perpetrado por muçulmanos visando um grupo de jovens católicos foi frustrado no último minuto. Segundo o informe, "(o) assassino queria causar um banho de sangue no grupo de jovens católicos... durante uma noite de orações em Viena. O islamista fracassou, no entanto, por conta de uma porta que estava trancada por um temporizador... 17 crianças e jovens pertencentes a um grupo de jovens católicos escaparam por um fio de uma catástrofe!"
  • Dezembro de 2016: um muçulmano de 22 anos, candidato a asilo, do Afeganistão, esfaqueou uma mulher cristã de 50 anos com uma faca porque ela estava lendo a Bíblia. O homem "ficou ofendido com o fato da mulher ter sido convidada por residentes cristãos da propriedade para trocar ideias sobre a Bíblia. Quando ele descobriu o que ela estava fazendo, invadiu a cozinha onde a mulher estava e tentou enfiar a faca na parte superior do corpo dela."
  • Abril de 2022: um muçulmano perseguiu, espancou e chutou um cristão por distribuir Bíblias nas ruas de Vienna-Meidling.
  • Maio de 2017: o que foi descrito como um "imigrante de pele escura" foi filmado por um transeunte jogando objetos, atingindo a grande cruz em frente à paróquia de St. Marein com uma longa vara, causando danos de 15.000 euros à propriedade.
  • Março de 2014: depois de ouvir cânticos muçulmanos, um homem começou a vandalizar igrejas e profanar quatro delas derrubando ou destruindo estátuas, cruzes e altares.
  • Outubro de 2020: uma turba muçulmana composta por cerca de 50 pessoas se envolveram em quebra-quebras em torno da pia batismal e dos confessionários no interior de uma igreja em Viena, gritando "Allahu Akbar!" ("Alá é o Maior!")
  • Abril de 2020: acima da estação de trem Traisen-Markt, passageiros encontraram as seguintes pichações: "cristãos têm que morrer" e "Allahu Akbar", o que "causou muita confusão."
  • Janeiro de 2021: cerca de 40 migrantes muçulmanos se revoltaram e queimaram uma árvore de Natal em Favoriten. Ao chegar para extinguir o incêndio, o corpo de bombeiros ouviu um dos migrantes gritando: "uma árvore de Natal não tem lugar em um bairro muçulmano", enquanto a turba enfurecida atirava objetos nos funcionários do serviço de emergência, gritando "Allahu Akbar!"

Uma busca rápida encontrou outros incidentes recentes, entre eles a decapitação das estátuas de Jesus e Maria em um amado jardim de orações vienense em julho de 2023.

Provavelmente, o mais importante é que toda essa hostilidade e violência estão acontecendo em um cenário no qual a população muçulmana continua se multiplicando na Áustria, a ponto de haver agora mais estudantes muçulmanos do que católicos nas escolas das cidades austríacas, incluindo Viena, a capital, e Linz.

A partir de 2021, os muçulmanos, ao que tudo indica, representavam 8,3% da população da Áustria. De acordo com um relatório de 2017 da PEW, em 2050, os muçulmanos poderão representar até 19,9% da população da Áustria.

A importância desses números é exacerbada pelo fato dos muçulmanos não estarem se assimilando muito bem na Áustria, em particular a segunda geração. Segundo o jornal austríaco Die Presse:

"seus pais vieram para a Áustria para trabalhar como trabalhadores qualificados. A segunda geração não tem nenhuma qualificação e os trabalhadores não qualificados não são mais necessários no mercado de trabalho. Diferentemente de seus pais, eles não falam muito bem o alemão nem a língua materna. E, segundo a OCDE, eles atingem notas mais baixas nas escolas comparado com os que nasceram fora da Áustria. Além disso, não há "exemplos" suficientes de migrantes bem-sucedidos presentes na esfera pública.

"O que os políticos podem fazer para possibilitar uma melhor integração?

"Há muitas propostas de especialistas. Um exemplo exige que as crianças sejam integradas desde cedo, assim que entram no jardim de infância. No futuro, os imigrantes deveriam ser escolhidos não de acordo com as relações familiares, mas de acordo com suas qualificações profissionais".

Em maio de 2023, um informe descobriu que as mesquitas na Áustria estavam ensinando ativamente jovens muçulmanos a não fazerem amizades com austríacos nativos ou qualquer outro que não seja muçulmano. Ao passo que alguns políticos, como Manfred Haimbuchner do Partido da Liberdade da Áustria, conservador, expressaram estarem pasmos e indignados com estas lições, o fato é que se trata de uma corrente predominante muçulmana. De acordo com o Alcorão 3:28:

"os fiéis não devem fazer amizade com infiéis em detrimento dos fiéis, e quem fizer tal amizade não deve ter boas expectativas de Deus, a menos que seja para se salvaguardar (taqaa, from taqiyya) deles."

Alcorão 5:51 é ainda mais explícito e sem rodeios:

"ó fiéis, não tenham judeus e cristãos como aliados. Eles são aliados entre si, qualquer um que os torna amigos é sem dúvida um deles."

Não é de se admirar, então, que a minúscula população judaica da Áustria também está sendo atacada, em 1981, terroristas muçulmanos invadiram e abriram fogo em uma sinagoga vienense, matando dois e ferindo 18.

Mais recentemente, em 2021, segundo a Deutsche Welle, "crimes antissemitas atingiram o recorde na Áustria."

Historicamente, em 1683, centenas de milhares de jihadistas muçulmanos, liderados pelos turcos otomanos, cercaram e sitiaram Viena. Havia uma razão para que eles escolhessem aquela cidade. Durante séculos, ela foi a capital do Sacro Império Romano-Germânico, que por muito tempo foi, na qualidade de "Defensor da Fé", o principal inimigo da jihad islâmica. Na hora H, os europeus derrotaram os muçulmanos e levantaram o cerco, salvando assim não só Viena, mas toda a Europa.

É claro que muita coisa mudou desde então. Hoje, os muçulmanos estão, em nome do "multiculturalismo", fazendo incursões na Áustria e em toda a Europa que seus ancestrais nunca teriam sonhado serem possíveis. Mas isso provavelmente é menos um reflexo do Islã, que hoje é significativamente mais fraco do que no apogeu otomano, embora aparentemente ainda desempenhe um papel importante nos corações de seus adeptos e mais um reflexo de uma morte rápida, da menos religiosa Europa.

Raymond Ibrahim, autor de Defenders of the West, Sword and Scimitar, Crucified Again, e The Al Qaeda Reader, é Distinguished Senior Shillman Fellow no Gatestone Institute e Judith Rosen Friedman Fellow no Middle East Forum.


quarta-feira, 26 de julho de 2023

O Problema da Liberdade - parte 2



Vemos claramente a questão das instituições particulares como "assistencialistas" na história. Especialmente a sua origem e foco mais importante, historicamente falando (a não ser que você creia nos livros de história do MEC), na igreja. Com São Basílio começa a regra geral que a igreja onde quer que se desenvolva será também a ordem de amparo e assistência aos mais necessitados mais organizada, aberta e, como se costuma dizer, gratuita.

Na verdade isso começa com o próprio Jesus e seus primeiros apóstolos, pois disse "os pobres sempre tereis entre vós", e ensinou a distribuir tudo que temos com estes, os pobres. Veja bem, ele não disse para criar uma instituição que tiraria forçosamente de uns para dar a outros (como justifica o estado em seu assalto ao povo ou como o estado promete fazer), mas que cada cristão voluntariamente deve fazer isso. 

Foi a igreja que ensinou a fazer o bem até a quem nos faz o mal, não exigir que todos façam, que todos dêem, mas que aquele que quer seguir a Cristo de vê faça assim. Aliás, foi dito por Justino, o apóstata, perseguidor dos cristãos  que disse que o problema de extinguir o cristianismo é porque eles não cuidavam apenas dos pobres cristãos, mas também dos pagãos.


A igreja criou as primeiras escolas e hospitais públicos, mas não só isso, criou os orfanatos, faculdades, universidades, os abrigos e refeitórios públicos, entre outras coisas. Os libertários atualmente falam em meritocracia e são contra o assistencialismo e a uma renda universal, quando podiam justamente estar aproveitando essas idéias e pensando em meios muito mais eficientes de fazer isso através de empreendimentos particulares, sem o oneroso estado! Esvaziando a suposta necessidade do estado quanto a isso.

A liberdade de adesão já existe, tanto para empresas quanto para pessoas. O negócio da ajuda, auxílio, saúde, seguridade, já é um dos mais rentáveis do mundo... O que falta? Escapar da regulação estação é, sem dúvida um alvo difícil, mas o que faltam mesmo são idéias e pessoas corajosas para fazer de forma eficiente e livre o que o estado já faz de forma péssima, cara e forçada...

 


























terça-feira, 11 de julho de 2023

Restauracionismo ou Primitivismo - Introdução

  Por Armando Araújo Silvestre

Pós-doutorado em História da Cultura (Unicamp, 2011)
Doutor em Ciências da Religião (Umesp, 2001)
Mestre em Teologia e História (Umesp, 1996)
Licenciado em Filosofia (Unicamp, 1992)
Bacharel em Teologia (Mackenzie, 1985)

https://fraternidadedosirmaosemcristo.blogspot.com/2022/03/restauracionismo-ou-primitivismo.html

Em todas as denominações cristãs existe um conceito essencial 
de restauracionismo que se liga ao primitivismo, às origens da 
Igreja cristã primitiva conforme relatos do Novo Testamento
E, contra todo tipo de desvio doutrinário ou práticas de corrupção 
na religião cristã são tidos como heresias ou desvios nos ensinamentos 
que vinham desde os apóstolos. Sempre a Igreja primitiva do 
Novo Testamento, da era apostólica, quando se iniciou o cristianismo,
 serve de modelo para esse primitivismo e restauracionismo.

Algumas denominações cristãs adotaram o Restauracionismo ou Primitivismo Cristão como sua postura histórico-teológica, por acreditarem que o cristianismo histórico se desviou da rota original ou se perdeu em sua trajetória histórica. Para esses movimentos restauracionistas ou primitivistas, faz-se necessária a restauração daquele cristianismo primitivo da era apostólica, baseadas em pressupostos históricos e teológicos com tudo que Jesus Cristo havia estabelecido, mas que as Igrejas perderam em sua apostasia (abandono de fé) e nem mesmo o protestantismo magisterial (luteranismo, calvinismo e anglicanismo) conseguiu reformar o catolicismo.

Entre os movimentos restauracionistas ou primitivistas se encontram os movimentos, no período medieval, como os Valdenses, os Franciscanos e os Hussitas, que tentaram restaurar o cristianismo original e sua simplicidade. Portanto, também na Igreja Católica ocorreram estes e outros movimentos restauracionistas, como a Igreja Vétero-Católica e o Sedevacantismo.

Referências bibliográficas:

CHAUNU, Pierre. O tempo das reformas (1250-1550): a Reforma protestante. Lugar na História, v. 49-50, Edições 70, 1993.

MARTINA, Giacomo. História da Igreja: de Lutero aos nossos dias. V. 1: A era da Reforma. São Paulo: Loyola, 1997.

SILVESTRE, Armando A. Calvino: o potencial revolucionário de um pensamento. São Paulo: Vida, 2009.

Webgrafia:

Sobre o cristianismo – restauracionismo (parte 14). http://psicologiadareligiaounicap.blogspot.com.br/2016/08/cristianismo-parte-14-restauracionismo.html



sábado, 1 de julho de 2023

O PROBLEMA DA LIBERDADE

A liberdade não pode ser tornada um ídolo pelo qual se justifique toda intervenção, todo planejamento e até toda barbárie. Isso tornaria o libertário exatamente igual ao liberal, o republicano e até ao comunista. Mas indubitavelmente ela deve começar pela intervenção individual e coletiva, ousada e organizada, dos libertários na maquina estatal, infiltrando-se no sistema para auterá-lo e destruí-lo por dentro. 

Até que isso venha acontecer é preciso que haja quem defenda os princípios gerais libertários ou mesmo apenas o princípio único, todos em torno de uma só causa. Uma vez derrubado o sistema haverá espaço para todos. Os libertários em luta uns contra os outros são crianças, marionetes do plano comunista: criticismo, divisão e consequente perda de força e esfacelamento.

O leviatã estatal, e todo e qualquer estado é socialista em maior ou menor grau, vencerá sempre se os libertários se omitirem achando que seria uma paradoxo o libertário na máquina, ou ainda se partirem para o outro extremo, revolucionário ou militar (o que seria extremamente ridículo, mas temos visto algumas tentativas desesperadas nesse sentido e não só nos bastidores...). Sendo socialista ele sempre vence não só pelo monopólio da força e pelo assalto dos impostos, mas especialmente por fazer parte de seu modus operandi o gerar miséria e dependência da esmola estatal e dos restos da classe política. Sempre o estado agirá nesse sentido, é inexorável, é algo inerente ao estado. O libertário tem que fazer uso não só da caridade, mas inclusive do assistencialismo estatal para ganhar adeptos. Se espera a conscientização política ou economica do povo para se tornar pelo menos expressivo, já perdeu. É preciso não só mostrar na prática como o libertarianismo é melhor (e como fará isso? Pensemos...), mas usar das armas potentes do inimigo contra ele mesmo, e neste caso não enganando, mas esclarecendo: mostre que a situação de miseria é sempre gerada pelo estado e que a a verdadeira libertação disso vem de outros meios, mas enquanto as pessoas não tem os meios nem o saber é preciso dá-los...

Acorde libertário, não seja usado, não se abstenha do processo político e demonstre que é possivel. A esquerda já faz o que você deveria fazer, milhares de ONG's que são sustentadas pela iniciativa privada e passando pelo estado como intermediário são só um tipo de exemplo. A esquerda convence os grandes empresários e você está conscientizando quem, quantos desses? O que você está fazendo pelo esclarecimento e prática efetiva do libertarianismo? 



sexta-feira, 30 de junho de 2023

ALQUIMIA CRISTÃ - PARTE 3

Do livro
Alquimia Cristã
De Denis Labouré

O ESTADO DE CONSTATAÇÃO ACTIVA 

Somos, então, convidados ao despertar. Um despertar que não é um estado psicológico ou um estado superior de consciência. Não se trata, para o homem, de obter a sensação de estar mais consciente no seio da sua existência mortal. 

O retomar do contacto com a verdadeira imaginação é um novo nascimento. Podemos renascer, nesta vida, através desta imaginação verdadeira. O nascimento do Verbo, ou despertar, desvela a nossa natureza original. 

O verdadeiro despertar é sinónimo de imortalidade. Enquanto cristãos, não devemos ceder ao sono que acaba de ser descrito: Portanto, não durmamos, a exemplo dos outros, mas vigiemos... (1 Ts 5, 5-7). Quando oramos, devemos adoptar uma atitude vigilante, de constatação activa que não deixe a nossa mente divagar em todos os sentidos a pretexto de meditação: Levai pois uma vida de autodomínio e de sobriedade, dedicada à oração. (1 Pd 4, 7), ...orai em todo tempo, no Espírito, e para isso vigiai com toda a perseverança... (Ef 6, 18), perseverai na oração, vigilantes... (Cl 4, 2). 

Constatar significa reconhecer o estado de uma coisa ou de um fenómeno, estabelecer um facto, sem aplicar qualquer consideração pessoal. A constatação consiste numa luta contra a influência da sonolência mental. Podemos olhar sem ver. É a característica da maioria das nossas impressões visuais: Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido. (1 Cor 13, 12).

Podemos olhar e ver; ou seja observar. Há já aqui um progresso, pois há o envolvimento da atenção. Mas a atenção não chega, pois na atenção o objecto ainda nos pode seduzir ao ponto de nos fazer perder a consciência de nós próprios. É quando observamos aplicando um esforço consciente dirigido simultaneamente para o exterior e o interior que chegamos à verdadeira constatação. Apenas ela produz um efeito regenerador. A observação desta regra geral da atenção dupla é permanentemente exigida ao longo da via. E o esforço constante da vigília, segundo o preceito de Jesus aos discípulos: E o que vos digo, digo a todos: vigiai! (Mc 13, 37). 

E trabalhando ininterruptamente, em espiral, que o homem pode escapar ao sono e chegar ao segundo nascimento. A constatação compreende dois grupos de exercícios: - a constatação dita exterior, quando observamos um ou mais objectos exteriores, incluindo nós próprios, quando olhamos, por assim dizer, de fora; - a constatação dita interior, quando observamos um ou mais traços, factos ou fenómenos da nossa própria vida interior. 

A constatação exterior pode ser passiva. Ela incide então sobre objectos que se apresentam a nós, sobre o filme exterior dos acontecimentos, sem que exerçamos uma escolha entre eles. Pode, pelo contrário, ser activa. Escolhe então o objecto sobre o qual incide. A tradição cristã conhece uma forma de constatação exterior activa, que usa amplamente. Trata-se da oração perpétua, mais particularmente a "oração de Jesus" à qual voltarei. 


Notas: 

1 É a versão escolhida pelos tradutores da Bíblia de Jerusalém. 

2 É a tradução escolhida por André Chouraqui. 

3 Santo Ireneu, Contra Haereses V, 6,1. 

4 Gregório Palamas, Deuxième Lettre à Bariaam 48 ; Gregório Palamas, Oeuvres, tomo 1, pag.287 (em grego). 

5 Cf. São Gregório o Teólogo, RG. 36,560. 

6 Citado por Jevtic, Athanase, Théologie ascétique, Institut de Théologie Orthodoxe Saint-Serge, Paris, 1986. 

7 Angelus Silesius, Le Pélerin Chérubinique (I, 105) 

8 "Antes" significa "no princípio" e não "na origem dos tempos". O tempo e o espaço pertencendo à criação, estes conceitos não têm qualquer sentido para além dessa criação. 

9 João Crisóstomo, Homélies sur les statues, XI, 2. 

10 O que é a "glória" de Deus? Os tradutores gregos traduzem por doxa a palavra hebraica kabod. O verbo correspondente a kabod orienta o pensamento para o peso de qualquer coisa. Aplicado a Deus, a palavra faz antes pensar no seu esplendor natural, superior a tudo o que possam sugerir as suas criaturas. Trata-se do seu próprio ser. O canto da liturgia divina que relata a visão de Isaías: "Santo, santo, santo é Yawheh dos Exércitos, a sua glória enche toda, a leira." (Is 6, 3). Este contexto semítico colora, na Bíblia grega, o sentido da palavra doxa que conotava antes o "renome". Acaba assim por evocar o esplendor incomparável da santidade de Deus, uma glória de que a terra está cheia (Ap 4, 8).

11 João Crisóstomo, Sur la Génese. 

12 Gregório de Niceia, Commentaire du Cantique des Cantiques. 

13 Várias passagens comparam também a morte com um sono, como Mt 9, 24; Mc 5, 39 e Lc 8, 52. 

14 Des Trois Príncipes de Vessence divine. 

15 De VÉlection de la Grâce. 

16 Des Trois Príncipes de Vessence divine. 

17 Utilizo aqui a tradução de André Chouraqui, pois a noção de sono e de despertar está ausente da tradução da Bíblia de Jerusalém. 

Continua...

domingo, 25 de junho de 2023

O Verdadeiro Governo Usurpado do Brasil - parte 1

DOCUMENTO OFICIAL.SOBERANA E SERENÍSSIMA CASA REAL E IMPERIAL AVIS-TRASTÂMARA-LISBOA RESTAURADA FAMÍLIA REAL E IMPERIAL LUSO-BRASILEIRA AVIS LISBOA


 


SOBERANA E SERENÍSSIMA 
CASA REAL E IMPERIAL 
AVIS-TRASTÂMARA-LISBOA 
RESTAURADA FAMÍLIA REAL 
E IMPERIAL LUSO-BRASILEIRA AVIS LISBOA

O 5º IMPÉRIO LUSO-AFRO-BRASILEIRO ULTRAMARINO, SOB ORIENTAÇÃO DA ORDEM DO TEMPLO DE PORTUGAL OU TEMPLÁRIA ORDEM DE CRISTO.

Na Inglaterra: Igreja Anglicana, o monarca é o Pontífice máximo. Em Portugal a Igreja Lusitana, o Monarca é Pontífice máximo. Em ambos impera a religião Cristã, assim como no Vaticano ou Roma o Papa é o Pontífice máximo...

O Cristianismo que vigora em Portugal e seus domínios é o Cristianismo Grego Bizantino e não Católico Romano. Muito embora alguns reis tenham se submetido e convertido ao catolicismo, a maioria dos legítimos monarca lusitanos se mantiveram fiéis ao Cristianismo ortodoxo.

Sendo Portugal o Novo Templo, o templo do Espírito Santo, tendo pelo seu primeiro pontífice o próprio rei Dom Afonso Henriques em 1139, quando ungido, coroado por Cristo e aclamado pelo povo!

Portugal desde 1139 é o "Novo templo" ou a "Nova Roma", com a missão de espalhar a verdadeira fé e o Império por Cristo implantado.

DUQUE DE LISBOA: Título para designar os descendentes de D. Gonçalo Afonso de Avis Trastâmara Fernandes ou o "Mascara de Ferro Português". Herdeiros de D. Sebastião pela linha paterna da Coroa Portuguesa ou Lusitana. Herdeiros legítimos a Coroa de Espanha ou Castela pela linha materna. Gonçalo Afonso foi exilado para a Ilha da Madeira por haver esta questão de ser herdeiro da Coroa de Portugal e de Espanha simultaneamente, assim a Coroa de Portugal resolve ocultar seu nascimento ou sua existência para evitar sérios conflitos políticos com a Espanha, manteve-o nas condições que lhe eram por direito.

Sob a guarda e vigilância da Ordem de Cristo e assistido de tudo quanto lhe era necessário pela Coroa Portuguesa, que assegurou-lhe uma vida principesca mesmo longe do trono! A mesma coisa acontece com D. Sebastião, que viveu ocultamente após a Batalha de Alcácer-Quibir em África. Tanto quanto aconteceu com D. Gonçalo Afonso.

D. Sebastião também foi vítima de conspiração dentro da própria Corte e mesmo durante a batalha, cujo interesse o rei Felipe de Espanha tinha com a sua morte, pois assim assumiria o reino de Portugal, ignorando os demais descendentes ou parentes próximos de D. Sebastião....


Mas Deus tudo vê e tudo sabe!
Nenhum rei ou príncipe estranho perduraria na usurpação, e este fato vigora tanto em Portugal quanto no Brasil! Os maiores traidores não estão longe, geralmente são os mais próximos, que por inveja e ganância de poder. Acabam caindo numa maldição perpétua para si e sua descendência.

E ainda hoje existem usurpadores de 1822, que lutam para retornar e perpetuar a fraude a manter uma aparência legalizada diante do povo, quanto a sua traição..."Só a verdade liberta!"
IN HOC SIGNO VINCES
DOCUMENTO OFICIAL.
  
Registrado no Cartório de Títulos e Documentos, Elias Dornelles, Serviço Notarial e Registros de Títulos e Documentos - São Gabriel, RS. Brasil.
  
LIVRO B-127, FOLHA 26 FRENTE, SOB N° 22654.
PROTOCOLO LIVRO A-7, FOLHA 21, SOB N° 22519.
PUBLICAÇÃO: 
JORNAL O IMPARCIAL, PÁGINA 9 - 16/01/2016.

FONTES PRIMÁRIAS:
ELUCIDÁRIO MADEIRENSE, VOL. II, PÁG.29-30.
DICIONÁRIO PORTUGAL, VOL VI, PÁG. 373.

No desejo de melhor guardar e preservar a memória de meus antepassados, ascendentes e descendentes pela "fons honorum" pela linha real e imperial da Casa de Portugal, Brasil e Castela e todos os domínios ultramarino, ou seja, do Império Lusitano aquém e além mar, na qualidade e posição de herdeiro e sucessor pelo direito histórico, tradicional e simbólico, neste século representante "ius sanguinis" e "ius regno" pela Soberana e Sereníssima Casa Real e Imperial Avis Trastâmara Lisboa ou tradicionalmente reconhecida por Família Real e Imperial Principesca e Ducal Lisboa, encontra-se restaurada com todas as prerrogativas inerentes e parecer judicial sem embaraço e nem embargo, dentro das Leis do Direito Nobiliário Internacional.
Reclamo para meus familiares e em nome de meu augusto pai Dom José David Alves Lisboa, Príncipe Real de Avis Trastâmara Lisboa e para minha augusta pessoa o trono da Coroa Portuguesa e o trono do Brasil pela Dinastia Templária de Avis Trastâmara Lisboa, reconhecida por Ordens Religiosas e pela Sagrada Cavalaria do Templo ou Cavalaria Templária, conforme direito e poder hereditário pelo "ius sanguinis" e conforme Tese de Defesa Pública, proferida e publicada pelo Jurista Dr. Luiz Gonzaga Bezerra da Cunha. Pesquisador e Professor de Direito Constitucional e Tributário nas Universidades Potiguar e Universidade do Rio Grande do Norte.

Assim sendo para o conhecimento e divulgação pública, mando lavrar e firmar em Cartório do Estado do Rio Grande do Sul - Brasil, para Registro e produzir os efeitos Legais a que fazem jus os herdeiros do Príncipe e Rei no exílio Dom Gonçalo Afonso de Aviz Trastâmara Fernandes.
Eu Dom Antonio Cesar Santos Lisboa, Príncipe Real e Imperial de Avis Trastâmara Lisboa, Duque de Lisboa, Cognominado pelos Templários de o Príncipe Esperado do Sangue Real, Restaurador e Chefe de Nome e de Armas em "Gubernatio in Exsílio", reclamado está de fato, pois de direito já o são, visto ser minha mercê as prerrogativas inerentes, bem como todo o patrimônio herdado ou que, vier a adquirir seja material ou imaterial, bem como as honras, títulos e brasões ou armorial referentes a minha dinastia e todos os privilégios e bens culturais e simbólicos, como as Ordens fundadas pelos antecessores ou por vir a ser a criadas e que por direito faço jus, até que se restabeleça o "Status Quo Ante" do trono de meus antepassados.

Dada e passado em São Gabriel, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, aos três dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e dezesseis.

Dom Antonio Cesar Santos Lisboa, Príncipe Real e Imperial,Chefe de Nome e de Armas e Chefe Jurídico, Duque de Lisboa, Cognominado de O Príncipe Esperado, Dinastia de Avis Trastâmara, Família Principesca Lisboa. Aos 03 dias do mês de Janeiro do Ano de 2016, A.D.+ D.G.
https://wanbassa.blogspot.com/2023/04/documento-oficialsoberana-e-serenissima.html

Continua...